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Quatro horas. As notícias com Marta Caramelo Nobre.

Boa noite. O governo estima poupar mais de € 3 milhões por ano com a criação da Prestação Social Única. A estimativa foi avançada pela Secretária de Estado da Segurança Social, nesta sexta-feira, durante uma audição na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão. De acordo com Susana Lima, a poupança será considerada através da substituição de três sistemas informáticos distintos por um único sistema de gestão dos apoios sociais. Já a Ministra do Trabalho defende que a Prestação Social Única representa uma mudança de paradigma, destinada a assegurar rendimentos mínimos e a promover a autonomia de quem os recebe. Maria do Rosário Palma Ramalho explica que uma das fragilidades do atual sistema é a permanência prolongada dos beneficiários nas prestações sociais. A ministra defendeu ainda uma filosofia de responsabilização dos cidadãos que recebem as prestações sociais, aponta que os atuais contratos de inserção nem sempre são cumpridos. Momentos antes de ser ouvida na comissão, a Ministra do Trabalho falou aos jornalistas na Assembleia da República sobre o chumbo da reforma laboral. Maria do Rosário Palma Ramalho considera que é uma derrota para o país e diz que se perdeu uma oportunidade histórica de permitir que Portugal avançasse. Ainda assim, a ministra afasta a demissão.

Julgo que é, sobretudo, uma derrota para o país, porque perdeu-se uma oportunidade histórica de permitir que Portugal avançasse numa matéria em que está muito mal na cauda da Europa, em termos de salários, em termos de produtividade. E esta reforma contribuía de uma forma equilibrada, ou seja, sem desvanecer, de modo algum, os direitos dos trabalhadores, no sentido de pôr Portugal mais próximo da Europa. E ao não conseguirmos isso, naturalmente, é uma oportunidade perdida para o país.

À semelhança do que tinha feito o primeiro-ministro, Maria do Rosário Palma Ramalho responsabiliza o Chega por este desfecho.

O governo de Portugal tem um elevadíssimo sentido institucional e, portanto, em caso algum, poderia trocar qualquer reforma que fosse pelo hipotecar das pensões dos portugueses, porque isso significaria quebrar o contrato de confiança que os portugueses têm com o Estado relativamente às suas pensões futuras. E como foi essa a razão pela qual não se fez acordo com o partido do Chega, evidentemente, que o governo está tranquilo e claro que os portugueses vão também tirar as suas ilações da razão pela qual não se fez este acordo.

Declarações aos jornalistas da Ministra do Trabalho no Parlamento, esta sexta-feira. Já André Ventura diz que tentou até à última um consenso com o Executivo. Numa conferência de imprensa na sede do partido, o presidente do Chega afirmou que o governo optou por seguir sozinho.

O governo optou por seguir em frente e dizer que nenhuma mexida na idade da reforma podia ser feita, porque desequilibraria todo o sistema de pensões. Procurei até à última hora que fosse possível chegar a um consenso. O que não posso, porque a consciência não permite e porque os eleitores também não o permitiriam, nem aceitariam, é trair a visão fundamental que temos de que uma reforma ou dita reforma laboral possa transformar-se num instrumento de perseguição sobre quem trabalha e destruição da economia portuguesa. O que aconteceu hoje no Parlamento, não se trata de nenhum cálculo político, trata-se de defender precisamente aquilo de mais precioso que temos em Portugal.

André Ventura deixa ainda claro que o Chega não partilha a visão dos sociais-democratas e da Iniciativa Liberal sobre a precariedade das condições de trabalho.

Nós não vemos o trabalho como uma relação de exploração e de domínio de uns sobre outros. O PSD sabia isso e o seu primeiro-ministro também sabia isso. Foi neste pressuposto de visão, repito, de que não partilhamos a visão do PSD e da Iniciativa Liberal, de que se deve descartar completamente quem trabalha, sobretudo os mais fracos e os que ganham menos, que aceitamos, mesmo assim, por ser a única via possível, encetar um processo complexo de trabalho e de negociação, que culminou numa proposta de 47 páginas de alteração ao texto legal.

Declarações de André Ventura numa conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, esta sexta-feira. Os sociais-democratas reúnem-se este sábado em Congresso, em Anadia, no distrito de Aveiro. A reunião nacional arranca cerca de um dia depois do Chega e os partidos de esquerda terem rejeitado a proposta de alteração à lei laboral do governo e, por isso, deverá ser um dos temas a marcar o evento. O primeiro-ministro Luís Montenegro e o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, culpam o Chega pelo falhanço do acordo e acusam também o líder do partido Chega, André Ventura, de colocar em causa a sustentabilidade da Segurança Social ao insistir na descida da idade da reforma. O Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo defende que Luís Montenegro devia ter sido informado da tentativa de ataque do grupo Armilar Lusitano antes de ser feita a divulgação na comunicação social. Foi uma queixa feita esta sexta-feira pelo primeiro-ministro, que lamentou não ter sido informado pelas autoridades, e sim, através da comunicação social, momento delicado para ele e para a família. À Rádio Observador, o presidente do OSCOT, o coronel Francisco Rodrigues, sai em defesa da posição de Luís Montenegro.

Sem pôr em dúvida exatamente a questão levantada, a dúvida ou a negação de ter conhecimento desta situação, a não ser pela comunicação social, acho que lhe devia ter sido comunicada anteriormente a situação, tanto mais Que faria com que ele próprio também estivesse, de certa forma, atento a qualquer situação que poderia estar relacionada com a questão em si.

Ainda assim, Francisco Rodrigues defende que esta é uma prova de que as autoridades são capazes de conter este tipo de ataques. Entretanto, a Procuradoria-Geral da República veio esclarecer que a lista de alvos do grupo neonazi foi conhecida numa altura tardia, quando já não existia perigo, uma vez que os principais suspeitos estavam em prisão preventiva. A ministra do Ambiente e da Energia está confiante na retoma da normalidade do preço dos combustíveis em Portugal. Declarações de Maria da Graça Carvalho, na sequência do alívio da tensão geopolítica no Médio Oriente. A ministra do Ambiente falava aos jornalistas depois de ter presidido à inauguração da Feira do Campo Alentejano, em Aljustrel, no distrito de Beja. Esta sexta-feira, o Executivo anunciou também que vai reduzir o desconto do ISP na próxima semana e, sendo assim, contas feitas, os preços dos combustíveis em Portugal deverão descer na próxima semana, mas menos do que inicialmente previsto, com o gasóleo a baixar cerca de 11 cêntimos por litro e a gasolina a recuar cinco cêntimos por litro. Olhamos ainda para o Mundial de Futebol. Terminou há instantes o jogo do Brasil com o Haiti. A equipa brasileira venceu por três bolas a zero. Era um dos jogos mais antecipados desta madrugada e ficou marcado por uma goleada da seleção brasileira. Esta hora, e começou há relativamente pouco tempo, o jogo da Turquia com o Paraguai, um jogo que está a ser acompanhado pelo jornalista Martim Madeira. Martim, boa noite. Já há um golo.

Já há um golo neste Turquia-Paraguai. Um golo que foi contra a corrente do que muita gente pensava e do que eu próprio pensava. Esperaria-se uma Turquia forte, uma Turquia que perdeu o primeiro jogo, um Paraguai que também perdeu o primeiro jogo no Mundial. Mas tendo em conta a Turquia, que é uma seleção que não vai ao Mundial há imenso tempo, há 24 anos, esperava-se uma Turquia que tem uma equipa no papel mais forte que a do Paraguai, que entrasse com mais força, mas foi o total oposto. Nem dois minutos passaram e o Paraguai meteu logo um golo. Foi Gallardo, que recebeu um passe de Julio Enciso, e na zona da meia-lua, puxa para o pé esquerdo e dá um remate potentíssimo, rasteiro, junto à relva e foi ao ângulo inferior direito da baliza do guarda-redes turco Sakir, que não teve qualquer hipótese, e o Paraguai chocou um bocadinho a Turquia no Levi's Stadium, em Santa Clara, em São Francisco. Um golo um bocadinho contra o que se esperava. Eu vou dar os 11, não tivemos tempo para fazê-lo ainda, e acho que há tempo para fazê-lo. Vou dar o 11 à Turquia. Temos um 4231 nesta Turquia. Joga Sakir na baliza, guarda-redes do Galatasaray. No lado direito, Maldur. Já os dois centrais são Demiral e Bardakci. No lado esquerdo, está Kadioglu. Já os dois do meio-campo, o duplo pivô que está neste meio-campo, neste 4231, é o médio da Inter, já conhecido da Turquia, capitão número 10, Hakan Çalhanoğlu, e depois junta-se na parceria Yüsek. Já depois os três mais à frente deste duplo pivô. Está no lado direito Akgün, do lado esquerdo, um dos meninos de ouro desta Turquia, Kenan Yıldız, da Juventus, e o definitivo menino de ouro do Real Madrid, Arda Güler. Na frente está um ex-Benfica, Akturkoglu. Esteve no Benfica ainda há relativamente pouco tempo. Está a jogar na posição número nove lá na frente, Akturkoglu. Já do lado do Paraguai, um 442, uma formação já mais tradicional. Orlando Gil está na baliza. Já os quatro da defesa nas laterais, Cáceres do lado direito. Já do lado esquerdo, Junior Alonso. Os dois centrais são Gómez e Alderete. Depois os quatro do meio-campo, no lado direito está Almirón, do lado esquerdo está Galarza, o jogador que marcou o gol, um jogador do Atlanta United, está a jogar em solo americano, ele também joga em solo americano, joga na MLS, no Atlanta United. E depois os dois médios do centro do terreno são Gómez e Cubas. Na frente está Isidro Pitta e um dos melhores jogadores deste Paraguai, o avançado do Estrasburgo, Julio Enciso, que fez inclusivamente a assistência para Galarza. Mas sim, já há um golo, 11 minutos de jogo neste Turquia-Paraguai. Não se esperava que o Paraguai começasse a ganhar, esperava-se o total contrário, esperava-se que fosse a Turquia, que a Turquia quisesse um bocadinho mais, mas olhamos para as contas feitas neste grupo e os Estados Unidos já passaram, já têm seis pontos, a Austrália tem três. O Paraguai agora, com este 1x0, tem três, está no melhor terceiro. A Turquia vai ter que fazer muito mais, porque toda a gente esperaria da Turquia, tendo em conta a qualidade individual, que pelo menos ganhasse ao Paraguai, visto que também já não conseguiu ganhar à Austrália. E vai ter os Estados Unidos depois no próximo jogo, que vai ser um jogo complicado, mas por agora, 12 minutos, Turquia 0, Paraguai 1.

Jornalista Martim Madeira, com os destaques deste jogo que iniciou há instantes, Turquia-Paraguai, e ele que vai continuar também a acompanhar esta partida. Uma nota ainda para o jogo de Marrocos com a Escócia, uma das outras partidas que decorreu esta madrugada. A equipa marroquina venceu por uma bola a zero, com um golo marcado logo nos primeiros minutos. Na classificação do grupo C, Marrocos lidera agora com quatro pontos, contra três da Escócia, segunda classificada, quando falta também ainda disputar o embate entre o pentacampeão Brasil. Notícia de fecho do Jornal das Quatro. A informação regressa às 17h em ponto.