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Tiro horas. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Fase decisiva no processo de privatização da TAP. Air France-KLM e a Lufthansa têm até esta quarta-feira para apresentar propostas vinculativas para a entrada no capital da companhia aérea portuguesa. O processo avança agora para a terceira e última fase obrigatória. Em jogo, a venda de uma participação que pode chegar aos 49,9% da TAP. As propostas finais vão definir o valor do investimento e o plano estratégico para o futuro da empresa. Entre os critérios de avaliação estão a renovação da frota, o reforço da manutenção, a aposta em combustíveis sustentáveis e o cumprimento dos compromissos laborais. Depois de receber as propostas, a Parpública terá 30 dias para entregar ao governo o relatório final. A decisão sobre o futuro da TAP terá, depois de passar pelo Conselho de Ministros e de receber luz verde das autoridades europeias da concorrência. Segundo o jornal "Eco", a TAP vale atualmente entre 1,9 e 2,1 mil milhões de euros, cinco vezes mais do que no anterior processo de privatização de 2015. No Médio Oriente, a pausa nos ataques anunciada por Donald Trump chegou oficialmente ao fim. Os Estados Unidos responderam ao ataque iraniano contra uma base militar norte-americana na Jordânia com uma operação militar conjunta com a Arábia Saudita. O alvo foi o leste do Iraque. Em comunicado divulgado na rede social X, o Comando Central dos Estados Unidos diz que os dois países levaram a cabo ataques de precisão contra a região. As Forças Armadas norte-americanas afirmam que os bombardeamentos atingiram instalações logísticas e depósitos de armas de grupos armados apoiados pelo Irão. A operação surge depois de um ataque iraniano com mísseis contra uma base norte-americana na Jordânia, ataque esse que, segundo o Pentágono, foi totalmente interceptado. Na atualidade nacional, olhamos para os incêndios. Há apenas um fogo ativo no país, em Vale de Passos, onde segundo as últimas indicações, há ainda três frentes ativas. No teatro de operações estão cerca de 400 operacionais, apoiados por cerca de 130 viaturas. Os meios de combate foram reforçados ao início da noite, com operacionais mobilizados de várias zonas do país. Segundo o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, o fogo tem uma grande extensão e as frentes continuam a dar muito trabalho às equipas. A baixa umidade é a principal dificuldade para o combate. A Estrada Nacional 203, que liga Vale de Passos a Chaves, mantém-se cortada na zona do incêndio. Até o momento, não há registro de localidades em perigo nem de feridos. Já o incêndio da Guarda, que lavra há mais de 24 horas, entrou ao início desta madrugada em fase de resolução. Ainda antes disso, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, João Rodrigues, explicava que os operacionais estavam a conseguir aproveitar as condições favoráveis no terreno para dominar o fogo.
A noite de hoje é uma noite em que empenhamos o maior dispositivo neste teatro de operações para aproveitar a pequena janela de oportunidade que as condições meteorológicas nos previam.
Já em relação aos próximos dias, João Rodrigues avisa que podem ser complicados. A prioridade vai ser evitar reacendimentos.
Os próximos dias, essencialmente durante esta semana, mais quatro dias, sabemos que serão desfavoráveis para o risco de incêndio rural, e portanto, temos que limitar ao máximo o potencial que é este incêndio, que tem uma área afetada já de cerca de 4 mil hectares e um perímetro de 40 quilômetros, e portanto, temos que limitar ao máximo o potencial de reativação dele.
Declarações de João Rodrigues, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, num registo captado pela RTP. A A25 e a Estrada Nacional 16 chegaram a estar fechadas por causa deste incêndio durante a tarde e a noite desta terça-feira, mas já voltaram a reabrir. No terreno, na Guarda, continuam ainda cerca de 580 operacionais e 180 meios aéreos. Seguimos com os novos desenvolvimentos, no caso Luís Neves. Foi o diretor financeiro da Polícia Judiciária o responsável pela entrega do atrelado de droga à empresa do empreiteiro e amigo do ministro. A CNN Portugal avança que a proposta de enviar o atrelado apreendido na Operação Pacoba para a empresa Constrobarcelos partiu de Álvaro Pires. Em causa, a necessidade de retirar o veículo das instalações da Autoridade Marítima Nacional no Seixal, por alegado risco de incêndio. A sugestão recebeu depois luz verde do então diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves. Diz ainda a CNN que o atrelado, que transportava bidões com produtos utilizados no fabrico de droga, seguiu para Barcelos no dia 5 de setembro de 2025, sob escolta da PJ. Ainda sobre as polêmicas em torno de Luís Neves, o secretário-geral do PS solicitou uma reunião com o primeiro-ministro para pedir esclarecimentos. José Luís Carneiro espera que o encontro aconteça ainda esta semana. Por agora, aguarda uma resposta de Luís Montenegro.
E, portanto, aquilo que exigirei ao primeiro-ministro é uma conversa que devo ter com o primeiro-ministro sobre as instituições democráticas, sobre a forma como as instituições democráticas estão ou não a salvaguardar valores fundamentais de transparência, de prestação de contas, de lisura e de sentido de probidade no desempenho das mais importantes funções no Estado. Pedi essa reunião, aguardo por essa reunião.
Declarações do líder socialista José Luís Carneiro na tarde desta terça-feira, à margem de uma reunião com o representante da Santa Sé em Lisboa, na Nunciatura Apostólica. Esta terça-feira fica ainda marcada pela notícia de que o gabinete de André Ventura no Parlamento foi invadido e vandalizado. Segundo o líder do Chega, terão desaparecido documentos sobre Luís Neves relacionados com a comissão de inquérito proposta pelo partido aos mandatos do atual ministro da Administração Interna na Direção Nacional da Polícia Judiciária. Ora, o presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República exclui que alguém tenha entrado no Parlamento durante a madrugada. Emídio Guerreiro diz que o responsável pelo incidente só pode ter entrado no local até às 21h do dia anterior, hora em que se realiza a última ronda de vigilância dos elementos de segurança da Guarda Nacional Republicana.
Desde o fecho das portas até à abertura das mesmas ontem à noite, não entrou ninguém na Assembleia da República. Desde que a porta foi fechada, as forças de segurança que estão nas portas garantem-nos que não registam ninguém entrar. E as pessoas não entram sem registo, é impossível. Das 18h20 até às 21h, é um período temporal onde nós não sabemos o que é que aconteceu ali, porque nós estamos todos a partir do pressuposto que foi durante a noite que isso aconteceu, mas pode ter acontecido durante este período de tempo.
O social-democrata Emídio Guerreiro, presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, sobre a invasão do gabinete de André Ventura. Já o deputado do Chega, Pedro Frazão, lembra que o líder do partido não costuma trancar as portas do gabinete e diz que Ventura não deve ser censurado por isso.
É normal deixar as portas dos gabinetes abertas. Eu próprio deixo a minha porta do gabinete aberta porque há uma confiança absoluta na segurança, ou havia uma confiança absoluta na segurança e nas pessoas que têm acesso ao Parlamento, que não podem circular sozinhas. Essa pergunta que me está a fazer vem no decurso, provavelmente, de algumas pessoas e comentadores que eu vi, por exemplo, de manhã, a dar a entender que André Ventura teria culpa desta intrusão porque não tinha fechado a porta do gabinete à chave. Ora, isso é mais ou menos o mesmo que dizer que uma mulher tem culpa de ser violada por andar de minissaia.
Palavras de Pedro Frazão, o deputado do Chega, e Emídio Guerreiro, membros do Conselho de Administração da Assembleia da República, no Explicador da Rádio Observador. A Iniciativa Liberal pediu uma audiência ao presidente da República. Os liberais vão ser recebidos por António José Seguro já na segunda-feira para falar sobre o atual estado do país. É o que se lê no comunicado do partido. Na nota não é adiantado qualquer outro pormenor sobre os tópicos que Mariana Leitão pretende debater com o chefe do Estado. Certo é que o encontro acontece depois da líder da Iniciativa Liberal ter criticado o silêncio do ministro da Administração Interna sobre as recentes polémicas. Diz que é ensurdecedor. A Iniciativa Liberal tentou ainda levar o ministro ao Parlamento, mas o pedido para uma reunião extraordinária da Comissão Permanente foi recusado por falta de consenso, com PSD e CDS a travarem a audição a Luís Neves. Notícia de fecho neste jornal das 04h. A informação é atualizada às 05h. Por agora, ficou a primeira parte da repetição do Contracorrente desta terça-feira.