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Cinco horas. As notícias com Maria João Brás. Bom dia. O Parlamento celebra hoje os 49 anos do 25 de novembro de 1975. É a primeira vez que a data é celebrada na Assembleia da República. A iniciativa partiu do CDS, que apresentou um projeto de resolução e que foi aprovado pelo PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS. A sessão solene arranca hoje às 11h. Segue o mesmo modelo da cerimônia de 50 anos do 25 de abril. Marcelo Rebelo de Sousa e José Pedro Aguiar-Branco participam na sessão. É esperada também a presença dos partidos com assento parlamentar. O PCP, no entanto, recusou participar. Considera que celebrar esta data é ofensivo para a memória de Abril. O Bloco de Esquerda só se fará representar com um deputado. A celebração desta data esteve sob polêmica na última semana, com Vasco Lourenço, capitão de Abril, a considerar que a cerimônia deturpa a história. Luís Marques Mendes considera que a polêmica é exagerada, especialmente por parte dos socialistas. Reconhece que o 25 de novembro de 75 não é um marco como o 25 de abril de 64. O ex-presidente do PSD diz que não compreende as críticas por parte do Partido Socialista.

Há um incômodo no PCP e no Bloco de Esquerda, mas esse eu compreendo. Eles foram, digamos assim, derrotados no 25 de novembro. As suas ideias, pelo menos, foram derrotadas no 25 de novembro. Tenho alguma dificuldade em compreender algum incômodo, algum desconforto em alguns setores do Partido Socialista. Por quê? Quem foi o grande vitorioso do plano político no 25 de novembro? Mário Soares, o Partido Socialista. Claro que Sá Carneiro, claro que Freitas do Amaral também tiveram papel importante, mas o papel decisivo foi Mário Soares.

Luís Marques Mendes, no habitual espaço de comentário na ciclo de notícias. O comentador admite que se Mário Soares fosse vivo, participaria nas cerimônias do 25 de novembro de 75. Nos Açores, o Parlamento começa hoje a debater o orçamento regional para 2025. O documento deverá ser viabilizado, uma vez que o Chega Açores já mostrou abertura para aprovar o documento. No entanto, José Pacheco, líder do partido no arquipélago, exige que as propostas de alteração do partido sejam viabilizadas. Já o PS Açores, o maior partido da oposição, tenciona votar contra. Justifica que não foi contactado pelo governo para dialogar. E por cá, a proposta do PS para o aumento adicional das pensões vai custar aos cofres do Estado mais de €270 milhões. Os dados divulgados este domingo são da Unidade Técnica de Apoio Orçamental. Segundo o relatório da UTAO, a proposta dos socialistas para aumentar as pensões em 1,25% supera em nove milhões o valor que foi estimado pelo PS. Neste estudo, foi também calculada a proposta do Chega, que pretende um aumento de 1,5%. Ora, neste caso, a proposta teria um custo superior à proposta do PS. Estamos a falar de €320 milhões. O relatório foi solicitado pelo grupo parlamentar do PSD. Embora vários partidos tenham apresentado propostas para aumentar as pensões, apenas a proposta do PS reúne declarações públicas de voto. A votação da proposta dos socialistas está prevista para a próxima terça-feira. O território nacional já não está sob aviso laranja e amarelo para a chuva intensa e o vento forte. O último balanço da Proteção Civil dava conta que no domingo foram registadas quase 600 ocorrências em todo o território nacional, a maioria relacionada com a queda de árvores, queda de estruturas e inundações. À Rádio Observador, a Proteção Civil avança que Coimbra e a área metropolitana do Porto foram as zonas mais afetadas. E arranca hoje o décimo Fórum Global da Aliança das Civilizações, um órgão patrocinado pelas Nações Unidas. Cascais será o palco do encontro, que dura até quarta-feira. António Guterres, secretário-geral da ONU, é um dos participantes. É esperada também a presença do rei de Espanha, Felipe VI, Marcelo Rebelo de Sousa e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia. A guerra na Ucrânia e os conflitos no Medio Oriente vão ser alguns dos principais temas em discussão. E por falar em encontro, os chefes da diplomacia das sete maiores economias ocidentais reúnem-se hoje na Itália. O encontro vai reunir os representantes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia. Os conflitos mundiais vão certamente ser um dos temas discutidos, com especial destaque para o mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra Benjamin Netanyahu. E precisamente sobre o Médio Oriente, o jornal israelita Haaretz está a avançar que, afinal, Israel ainda não deu uma luz verde a um acordo de cessar-fogo no Líbano. Esta informação contradiz a notícia avançada este domingo pela televisão pública israelita, que dava como certo que Tel Aviv tinha dado um ok ao acordo. Segundo a imprensa local, as duas partes, Israel e o Hezbollah, ainda estão em processo de negociação. De acordo com o Haaretz, a proposta de cessar-fogo consiste em três fases. A primeira, o grupo islâmico Hezbollah deve retirar-se a norte do rio Litani. A segunda, Israel deve sair do sul do Líbano e, a terceira, o governo israelita e libanês devem renegociar os limites das fronteiras. E na Romênia, a primeira volta das eleições presidenciais está a ter um desfecho inesperado. O candidato pró-russo e de extrema-direita vai à frente. Segundo a agência Reuters, já foram contados mais de 90% dos votos. O candidato da extrema-direita, que concorre como independente, tem 22%. O adversário pró-europeista e de esquerda tem 20%. Ainda não é uma vitória, já que a segunda volta está marcada para 8 de dezembro. E no desporto, o Futebol Clube do Porto foi eliminado da Taça de Portugal. Os azuis e brancos perderam em casa do Moreirense por 2 x 1. Esta é a terceira derrota consecutiva do Futebol Clube do Porto Algo que não acontecia desde 2008. De acordo com o Jornal de Notícias, o autocarro onde seguia a equipa foi atingido por um petardo na chegada às Antas. Os adeptos exigem a demissão do treinador dos Dragões. Vítor Bruno, que na conferência de imprensa depois do jogo, assume total responsabilidade pelas três derrotas seguidas, mas afirma que o foco agora está no próximo jogo.

Eles não são imunes àquilo que vai acontecendo, mas como eu lhe disse, o ônus tem que cair em cima de mim. Eles não têm responsabilidade nenhuma, sou eu que os comando, sou eu que os lidero. Mais do que chorar agora, não adianta, é atacar aquilo que é o trabalho e cada um fazer um exame crítico, perceber onde é que pode crescer. Acho que ninguém seja mais experiente que o Marcando, com 36, 37 anos, ou alguém como o Moura, que tem 17 aninhos, tem a capacidade, neste momento, de saber tudo de futebol, é ter essa aceitação, receber mensagem, produzir aprendizagem e crescer com os erros. A fase não é a melhor, mas isto é para homens.

O técnico dos Dragões depois da derrota frente ao Muraiense. E aqui na Rádio Observador, Luís Pinto Coelho, comentador de desporto e adepto do Futebol Clube do Porto, considera que chegou a hora de afastar Vítor Bruno.

Eu acho que o Vítor Bruno não pode continuar, não faz sentido neste momento. Já perdeu muitos dos adeptos com esta consequência, com jornadas consecutivas e derrotas consecutivas. E depois, não é isso. Ele não consegue falar de futebol. Chega um momento que é impossível continuar a pedir que os adeptos estejam do lado do treinador. E não há problema nenhum nisso. Eu falei há pouco do Paulo Fonseca. O Paulo Fonseca deu um passo atrás na altura. Depois voltou ao Paços Ferreira e hoje é treinador do Milan. Isso não há problema nenhum, das pessoas darem um passo atrás para depois dar dois ou três à frente. Neste momento, parece-me, e esta é a minha opinião, obviamente, que o Vítor Bruno não está preparado para um barco do tamanho do Futebol Clube do Porto.

Luís Pinto Coelho, comentador da Rádio Observador, a pedir a saída de Vítor Bruno depois da derrota frente ao Muraiense. E ainda no futebol, Rúben Amorim estreou-se no Manchester United com um empate frente ao Ipswich Town. Os Red Devils conseguiram apenas igualar o resultado com um gol. O jogo até começou bem para o Manchester United, com um gol antes dos dois minutos. No entanto, o adversário empatou ainda antes do intervalo. O jogo terminou com um empate a um gol. No final, Rúben Amorim fala de falta de tempo para preparar a equipa.

Notou-se durante o jogo que eles tinham que pensar muito nas coisas. Ou seja, foi tudo tão fresco, sem tempo de treinar. Fizeram algumas coisas bem, mas isto obviamente que vai demorar tempo. Começámos da melhor maneira, mas depois perdemos alguma intensidade na pressão. Temos que ser melhores nesse aspecto e depois do ficar com a bola. Acho que isso também fez muita diferença. Perdemos a bola, às vezes, muito rápido e temos que ter outra capacidade de ficar com a bola. Um empate. Houve clubes aqui, também o Aston Villa, etc, que empataram. Não muda nada, não nos ajuda em nada, mas é perceber que este campeonato é sempre assim e temos que melhorar.

O Manchester United fica assim na 12ª posição na Premier League. A estreia de Rúben Amorim esteve em análise aqui na Rádio Observador, em mais um episódio de Special Rúben. No episódio de hoje, Luís Lourenço, professor e especialista em liderança, aponta desde já um grande problema para o treinador. A equipa tem pouca qualidade.

Eu achei que toda esta conferência de imprensa e o que ele disse a seguir ao jogo, ele jogou mais à defesa do que a própria equipa dele. Porque ele não pode fazê-lo de outra coisa. Vamos lá ver. A gente pode aqui dizer que ele precisa de tempo para trabalhar, que ele precisa de mais treinos, que precisa de conhecer melhor os jogadores. Podemos dizer aquilo que quisermos. Há uma verdade para mim, não oferece dúvida nenhuma, que é: a equipa não tem qualidade. Eu tenho 62 anos, já vejo futebol há algumas décadas, eu não me lembro de ver o Manchester United tão fraco como este Manchester United deste ano.

Análise ao arranque da nova era no Manchester United, sob o comando de Rúben Amorim. The Special Rúben é o novo programa da Rádio Observador, que já está disponível no site observador.pt. É o ponto final deste noticiário. Regressamos às 17h30. Até já.