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As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. Decorreu este domingo o primeiro debate televisivo entre candidatos à presidência da Câmara Municipal do Porto, com o tema da segurança e da habitação em destaque. Manuel Pizarro, do PS, reconhece que a pequena criminalidade é um problema na cidade Invicta, lamenta a falta de polícias e diz que o aumento depende do Estado central.

Problema de segurança, porque as pessoas se sentem intranquilas, porque em muitas zonas do Porto, a pequena criminalidade, no essencial, associada ao tráfico e ao consumo de droga, transformou a vida das pessoas num inferno. Não adianta alimentar expectativas. Nós temos polícias a menos, na Polícia Municipal e na PSP. Isso é preciso ser resolvido, depende do governo central e vai demorar tempo.

Para Pedro Duarte, candidato da coligação PSD, CDS e Iniciativa Liberal, a segurança deve ser a prioridade. Pede um reforço da Polícia Municipal e a intervenção do governo.

A segurança será uma prioridade absoluta e muito mão firme desse ponto de vista. Temos que ser, de facto, absolutamente implacáveis a esse respeito. Para o fazermos, propomos, desde logo, um recrutamento especial, num protocolo, naturalmente, com o governo, mas um recrutamento especial de mais 100 polícias para a Polícia Municipal, para assim cumprirmos o quadro. E depois instigarmos o governo a acompanhar o esforço financeiro que a Câmara vai fazer.

Diana Ferreira, candidata pela CDU, diz que os números não comprovam o aumento da insegurança na cidade do Porto. Lamenta o desaparecimento do policiamento de proximidade.

É preciso que haja atratividade, desde logo, na carreira da PSP, com a valorização dos profissionais, dos seus salários, das suas carreiras e também de um conjunto de complementos que compensem também o esforço que é feito nesta profissão. E, paralelamente, é preciso que haja um policiamento de proximidade. Ora, esse policiamento de proximidade às populações, às comunidades, com forças de segurança que façam parte dessas comunidades e que conheçam as suas vivências, desapareceu.

Sérgio Aires, do Bloco de Esquerda, acusa os adversários de inflacionarem o tema e argumenta que os números já foram piores.

Há aqui um número que arruma com isto tudo. Nós, em 2012, tínhamos 68,5 crimes por mil habitantes. Temos agora 59,9. Não vi em 2012 ninguém rasgar as vestes por causa da insegurança na cidade. A questão aqui é que nós estamos a inflacionar um problema e com consequências graves, porque evidentemente estamos a assustar as pessoas. Elas estão a abandonar o espaço público e a sentir-se realmente inseguras, quando essa insegurança não se traduz em números.

Miguel Corte-Real, do Chega, propõe que os polícias deixem de cumprir tarefas administrativas para poderem ter mais presença nas ruas.

Nós hoje temos agentes que são da PSP, que estão a fazer tarefas administrativas e, portanto, podemos tirá-los dessas tarefas administrativas e pô-los na rua, pô-los no patrulhamento e pôr outras pessoas no município a fazer essas tarefas administrativas. Isto ia resolver. Mas o que nós queremos mesmo fazer, com o valor da taxa municipal, é conseguir combater e melhorar a qualidade de vida dos polícias.

Também em debate esteve o tema da habitação. Manuel Pizarro vê como o maior problema na cidade do Porto. O socialista quer o empréstimo de terrenos públicos a privados durante 30 anos, com preços de renda tabelados, e pede a comparticipação do governo para o garantir. Já Pedro Duarte, candidato social-democrata, considera que a resolução não passa por construir mais, mas sim para reabilitar mais casas. E Portugal reconheceu este domingo oficialmente o Estado da Palestina. O anúncio formal foi feito pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros em Nova Iorque. A missão portuguesa nas Nações Unidas, Paulo Rangel, salienta que o reconhecimento é um passo no caminho até à solução dos dois Estados.

Hoje, dia 21 de setembro de 2025, o Estado português reconhece oficialmente o Estado da Palestina. A declaração de reconhecimento aqui proclamada resulta diretamente da deliberação do Conselho de Ministros do passado dia 18 de setembro, tomada no culminar de um procedimento de consultas em que se verificou a convergência do senhor Presidente da República e de uma larguíssima maioria dos partidos com assento parlamentar. Registe-se que, no que concerne à solução dos dois Estados, como solução futura para o conflito israelo-palestiniano, pôde mesmo verificar-se uma posição unânime dos partidos representados na Assembleia da República.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros espera que Telavive compreenda a decisão de Portugal.

A nossa vontade, como eu disse aqui, é de ter as melhores relações com o Estado da Palestina e as melhores relações, que são, aliás, tradicionais, com o Estado de Israel. É isso que vamos continuar a fazer, é por isso que vamos continuar a lutar. Não temos qualquer hesitação quanto à ideia de que queremos ter relações pacíficas, profícuas, frutuosas com ambos os Estados e que, evidentemente, desejamos que Israel possa compreender esta nossa posição. Ela não é feita nunca, em caso algum, contra Israel. Ela é feita a favor da paz e a favor, naturalmente, do direito do povo palestiniano à autodeterminação.

Paulo Rangel sublinha também que o reconhecimento da Palestina como Estado não apaga a catástrofe humanitária em curso na Faixa de Gaza, que tem sido condenada pelo governo português. O ministro apela ainda a um cessar-fogo imediato e urgente e pede a libertação de todos os reféns israelitas mantidos em cativeiro pelo Hamas. A sul do país, o incêndio que começou na região do Algarve este domingo, já obrigou à retirada de pessoas das próprias habitações na região de Lagos. Por preocupação, várias pessoas tiveram de ser retiradas de casa na freguesia de Barão de São João, mas entretanto, já estão de regresso. Esta garantia do retorno destas pessoas foi dada por presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira, já perto da meia-noite e em entrevista à Rádio Observador, o autarca explica que o vento está muito forte e que a frente do fogo é muito extensa.

O fogo ainda continua não controlado na sua extensão, uma vez que o fogo tem uma frente muito grande e as condições atmosféricas estão ligeiramente melhores, mas continuam a não ser favoráveis. Neste momento, deixou de continuar pro lado de Barão de São João, a aldeia, mas caminha um pouco pro lado direito e pro lado esquerdo, um pouco no sentido de Barão de São Miguel, no Conselho da Vila do Bispo, mas os homens e mulheres no terreno estão a lutar com todas as forças.

O autarca de Lagos, ouvido esta noite na Rádio Observador. No terreno estão mais de 500 operacionais, assim é que é, e cerca de 180 meios terrestres. Há registo, pelo menos, uma habitação destruída em Aljezur. O fogo começou na região de Bordeira ao início da tarde deste domingo. Na política nacional, a deputada do LIVRE, Filipa Pinto, defendeu este domingo a aplicação de penalizações como a redução de vencimentos para quem profere insultos no Parlamento. À margem de uma sessão autárquica na Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, a deputada afirma que o Parlamento está a sofrer um atentado à democracia. Filipa Pinto defende mesmo a redução de vencimentos para quem profere insultos na Assembleia da República.

Quando há uma quebra grave da urbanidade e da educação entre os deputados, haver alguma penalização, como, por exemplo, uma perda de salário, algum tipo de intervenção que seja mais eficaz, porque meras palavras de "tenham cuidado, senhores deputados, a linguagem aqui tem que ser urbana e temos que nos respeitar", não vai ser suficiente com esta maioria de 70% da direita, extrema-direita. O partido do governo e a direita toda está a ser conivente com um ambiente de degradação da instituição democrática que é a Assembleia da República.

A deputada do LIVRE acusa a coligação do governo de ser conivente com o ambiente de degradação na Assembleia da República. Filipa Pinto defende ainda uma autoridade maior da conferência de líderes na definição do tipo de linguagem usada pelos deputados. Nos Estados Unidos, Donald Trump afirma que o assassinato do ativista norte-americano Charlie Kirk foi um ataque aos ideais conservadores. Declarações preferidas esta noite por um líder dos Estados Unidos, em homenagem ao influencer político que foi baleado este mês. No discurso de encerramento, Donald Trump afirma que a bala que matou Kirk estava direcionada às liberdades e direitos dos Estados Unidos.

"Quem quer que invente desculpas para isto está simplesmente louco. O assassinato de Charlie não foi apenas um ataque a um homem ou a um movimento, foi um ataque a toda a nossa nação. Foi um ataque horrível aos Estados Unidos da América, às nossas liberdades e direitos mais sagrados concedidos por Deus. A arma estava apontada para ele, mas a bala tinha como alvo todos nós."

Esta homenagem contou com milhares de pessoas no State Farm Stadium, no Arizona. Antes de Trump, falou a viúva de Charlie Kirk, que diz que o marido queria salvar jovens como aquele que lhe tirou a vida. Revelou também que vai continuar o trabalho do marido e vai assumir funções como CEO da Turning Point USA. Ponto final neste noticiário das 05h. Meu nome é João Lourenço. Regresso dentro de meia hora para a síntese informativa. Continue com a Rádio Observador.