Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As notícias com Beatriz Félix. Bom dia. Vamos às notícias na Rádio Observador e começar pela atualidade internacional. O presidente da Turquia pede a Nicolás Maduro que mantenha o diálogo com os Estados Unidos. Erdogan destaca a importância de manter abertos os canais de diálogo. O presidente turco, citado pela AFP, acredita também no acalmar da tensão entre os dois países. Desde setembro que os Estados Unidos mantêm o destacamento naval e aéreo em águas das Caraíbas, próximas da Venezuela. As tropas norte-americanas estão em estado de prontidão com o pretexto de combater o tráfico de droga. Donald Trump já chegou a admitir também ataques terrestres no território venezuelano. E face a esta ameaça, as Forças Armadas da Venezuela dizem estar prontas para defender o país contra possíveis agressões. Uma garantia que foi deixada pelo ministro venezuelano da Defesa, que diz que as Forças Armadas da Venezuela estão mais do que preparadas para defender o país de eventuais agressões de Washington, que acusa também de tentar provocar uma mudança de regime forçada. Em Gaza, o Hamas diz estar pronto para entregar as armas desde que as forças de Israel se retirem do terreno. Ainda assim, o grupo extremista deixa claro que apenas o fará se for para entregar as armas a uma autoridade palestiniana que venha a governar a Faixa de Gaza e sublinha que a entrega das armas precisa de uma retirada total de Israel. A informação é dada à AFP por um dos líderes do Hamas, que assegura que o grupo apenas está armado para se defender da ocupação e agressão israelita. O grupo lembra ainda que está a favor da entrada das forças da ONU como força de separação entre a Faixa de Gaza e Israel, mas ressalva que é preciso respeitar o cessar-fogo. Mudamos de tema. Há mais uma baixa nos meios de socorro do INEM. O helicóptero de Loulé está inoperacional devido a uma avaria. Segundo o INEM, é uma aeronave recente, por isso diz que o fabricante, a Gulfmed, é o único responsável pela intervenção e reparação necessárias. O Instituto Nacional de Emergência Médica garante também que está a acompanhar a situação e desejou também ao operador a adoção imediata de todas as medidas para voltar ao funcionamento este aparelho no mais curto espaço de tempo, ainda que não haja previsões de quando é que isso pode acontecer. Ainda assim, o INEM garante também que vai aplicar à empresa operadora, a Gulfmed, as penalidades previstas no contrato referentes à indisponibilidade dos aparelhos e que podem atingir os € 180 mil por dia. Passamos agora à política. Luís Montenegro quer o salário mínimo a chegar aos € 1600. Isto depois de uma revisão em alta por parte do primeiro-ministro, um dia depois de ter falado em valores mais baixos, no encerramento do 10º Congresso Nacional dos Autarcas Sociais-Democratas, no Porto. Luís Montenegro diz que pretende ainda um salário médio de € 3 mil em Portugal. O primeiro-ministro sublinha ainda a ambição no crescimento econômico, com crescimento bem acima dos 2%. São desejos de Luís Montenegro manifestados durante o discurso no fecho do Congresso Nacional dos Autarcas Sociais-Democratas. E o secretário-geral do PS diz que as mudanças à lei laboral propostas pelo governo ofendem os jovens e as mulheres portuguesas. José Luís Carneiro vai também mais longe nas críticas ao executivo, aponta falhas com as populações mais vulneráveis. O secretário-geral do PS diz que o modelo do governo não é o correto para milhares de famílias em Portugal e daí a crítica de que é uma ofensa para quem trabalha.
As medidas laborais apresentadas pelo governo, volto a repetir, contrariamente ao que disse o líder parlamentar, sem que tivesse estado no programa eleitoral nas últimas eleições legislativas, são medidas que ofendem os jovens trabalhadores, que ofendem as mulheres trabalhadoras, que ofendem as populações mais vulneráveis e que também ofendem as famílias.
O PS insiste nas farpas ao pacote de alterações à lei laboral apresentado pelo governo, pacote esse que tem estado em discussão e que levou também a que fosse convocada uma greve geral para o dia 11 de dezembro. Críticas também por parte do PCP. Paulo Raimundo acusa Luís Montenegro de gozar com quem trabalha. Isto durante um jantar com militantes em Braga, em que o líder comunista apontou ainda o descaramento e a hipocrisia de Montenegro relativamente à vontade de aumentar salários. Considera que falar no aumento do salário mínimo nacional para os 1500 ou 1600 euros, a reboque da alteração da lei, é uma afronta, um desrespeito e também uma razão acrescida para o combate ao pacote laboral. Um pacote que, diz Paulo Raimundo, vai generalizar a precariedade para todos os trabalhadores. André Ventura diz que se fosse o Chega a governar, não haveria greve geral na próxima semana. O presidente do partido assegura que um executivo liderado pelo Chega teria sido capaz de encontrar outros entendimentos. André Ventura acusa o governo de desrespeitar quem trabalha. Foi no Entroncamento que o líder do Chega criticou a proposta de lei do trabalho e diz que falta atenção às condições dos portugueses.
É hora de começarmos a proteger quem trabalha. Eu vou lhe dar um exemplo. A questão do trabalho por turnos, do trabalho extraordinário e dos despedimentos. Nós devemos ter uma lei do trabalho que promova o investimento, a modernização, mas não devemos ter uma lei do trabalho que tire direitos a quem trabalha por turnos. Pelo contrário, deve valorizar quem trabalha por turnos, deve valorizar quem trabalha de forma extraordinária, em trabalho extraordinário. E não devemos ter uma lei laboral que seja um bar aberto de despedimentos.
Foram palavras de André Ventura a partir do entroncamento, em registros captados pela SIC Notícias. Ainda à margem da intervenção sobre questões laborais, o presidente do Chega apontou falhas na gestão de fronteiras e nos aeroportos. Passamos agora ao debate presidencial desta noite. António José Seguro defende que há uma maior necessidade de transparência sobre o trabalho da Procuradoria-Geral da República. Já Catarina Martins aponta fragilidades a Amadeu Guerra. O trabalho da Procuradoria foi um dos destaques do frente a frente entre os dois candidatos à Presidência da República. De um lado, está António José Seguro, que recorda o caso da demissão de António Costa do cargo de primeiro-ministro, devido a uma investigação da PGR. O candidato apoiado pelo PS diz que são necessárias mais explicações por parte da Procuradoria-Geral da República.
Temos uma justiça fragilizada. Eu não queria focar no procurador, quero focar na justiça, porque a justiça tem que ser rápida, tem que se aplicar a todos. Não pode ficar a ideia de que há uma justiça para ricos e uma justiça para pobres, mas verdadeiramente, ela quando toma a iniciativa de fazer uma investigação, depois também tem que ser célere para dar respostas e para que haja uma paz entre aquilo que é a confiança que deve existir dos portugueses em relação às instituições de justiça.
Já Catarina Martins apontou falhas na comunicação e nas ações do Procurador-Geral da República. A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda admite que esperava mais decoro por parte de Amadeu Guerra.
Confesso que achava importante que o Procurador-Geral da República, e isso uma presidente da República deve fazer imediatamente, comece a ter uma outra ação face ao que está a acontecer. E eu lembro que há afirmações que um Procurador-Geral da República não pode fazer. O Procurador-Geral da República não pode dizer que vai dar uma prenda de Natal a um primeiro-ministro, não pode culpar jornalistas por uma fuga de segredo de justiça, não pode perseguir os jornalistas por isso, e tem que dar explicações ao país.
A presença de Portugal na NATO esteve também em cima da mesa. António José Seguro diz que vai ser leal à necessidade de garantir a segurança caso seja eleito e, por isso, defende-se Portugal na NATO. Já Catarina Martins insiste que Portugal não deve fazer parte da Aliança Atlântica. Catarina Martins e António José Seguro foram os protagonistas do debate presidencial da última noite na SIC. Para hoje, há novo duelo no frente a frente, João Cotrim Figueiredo e Luís Marques Mendes, num debate transmitido na TVI às 21h. E no futebol, o Tondela vai receber hoje o Futebol Clube do Porto, na jornada 13 do campeonato. O treinador dos tondelenses garante que não vai mudar a forma de jogar. Um Tondela igual a si próprio é a promessa de Cristiano Bacci.
Nós vamos ter a mesma postura contra todas as equipas. Não vamos mudar porque é o Porto, ou porque é o Benfica, ou porque é outra equipa. Temos as nossas ideias. Nós temos que evoluir nas nossas ideias, apesar da força, sem dúvida, do próximo adversário, que é o Porto.
O técnico italiano reconhece o favoritismo dos azuis e brancos com elogios ao compatriota Francesco Farioli. O Tondela está agora na 16ª posição do campeonato, apenas com nove pontos. O Porto continua na liderança e pode alargar esta vantagem para o segundo e o terceiro lugares, Benfica e Sporting, que empataram esta sexta-feira na Luz. Tondela, Futebol Clube do Porto é hoje, a partir das 20h30. Conta, como sempre, com relato e análise para ouvir em direto aqui na Rádio Observador. E hoje é também dia da final do Campeonato do Mundo Feminino de Futsal. O último duelo junta a seleção portuguesa e a do Brasil. O jogo arranca às 11h30, hora de Lisboa, e é ao apito final que fica escolhida a primeira equipe campeã de um mundial feminino de futsal. É assim que fechamos este jornal das 05h. A informação fica por aqui. Regressa às 17h30 com a síntese de notícias.