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As notícias com Nadine Soares. Bom dia. A esquerda e os liberais unem-se contra a extrema-direita em França. Isto depois da União Nacional de Marine Le Pen carimbar a vitória clara sobre o partido de Emmanuel Macron, na primeira volta das eleições francesas. À esquerda, a coligação Nova Frente Popular anunciou que se ficasse em terceiro lugar, iria retirar a candidatura, numa tentativa de concentrar os votos para combater a extrema-direita na segunda volta. Uma iniciativa que foi também acompanhada pelo Renascença, o partido do presidente francês. Uma vitória clara do partido de extrema-direita, com 34% dos votos. A esquerda unida da Frente Popular arrecadou o segundo lugar. O Renascença, de Emmanuel Macron, ficou no terceiro posto. O presidente francês queria uma clarificação da intenção dos franceses. A justificação dada para ter convocado eleições legislativas antecipadas. O resultado da primeira volta chegou. Na primeira reação, Le Pen fala num bloco macronista praticamente eliminado.

A democracia falou e os franceses decidiram pôr a União Nacional e os seus aliados na liderança dos votos e basicamente limpar o bloco macronista. Felicito a grande participação nestas eleições, o que torna este resultado ainda melhor. Os franceses mostraram que querem virar a página a sete anos de poder desdenhoso e corrosivo. No entanto, nada está decidido e a segunda ronda é fundamental.

A reação de Marine Le Pen às projeções conhecidas, seguiu-se o candidato Jordan Bardella, que considera estes resultados um pedido de mudança.

A mensagem destes resultados é clara: os franceses estão a pedir mudança. Ao votarem nos candidatos da União Nacional e permitindo que a grande maioria chegue à segunda volta nestas eleições antecipadas, é uma mensagem de apoio da vossa parte. Quero pedir-vos para participarem novamente na segunda volta do próximo domingo.

Do lado do Renascença, o primeiro-ministro Gabriel Attal deixa uma garantia: quer impedir a União Nacional de governar.

A extrema-direita está a subir as escadas até ao poder. Nunca na nossa história o Parlamento francês esteve em risco de ser dominado pela extrema-direita. Por isso, o que temos de fazer é claro: impedir que a União Nacional seja a vencedora na segunda volta destas eleições e governar o país. Quero pedir a todos os eleitores franceses: nenhum voto deve ir para a União Nacional. Devemos fazer de tudo para evitar que o pior aconteça.

A reação do primeiro-ministro francês, Gabriel Attal, que fica em terceiro nesta primeira volta das eleições francesas. Uma noite marcada por manifestações. Os franceses saíram à rua em protesto contra a extrema-direita. As ruas de Paris encheram após os resultados das primeiras projeções. De acordo com a imprensa francesa, o protesto também chegou a Lyon. Cerca de 800 pessoas também saíram à rua para protestar contra a extrema-direita, onde ficaram registados alguns confrontos entre os manifestantes e a polícia local. Uma resposta depois de vários pequenos grupos antifascistas e de extrema-esquerda terem apelado à reunião de várias pessoas pelas ruas de França. Por cá, André Ventura mostra-se satisfeito com o resultado de Marine Le Pen na primeira volta destas legislativas em França. O líder do Chega deseja os parabéns à União Nacional e diz que a França está a dar o exemplo da mudança que tem de ser feita. Quer o mesmo em Portugal.

Parabéns aos nossos colegas franceses. Parabéns Jordan Bardella. Parabéns pela grande vitória que o Rassemblement National teve hoje. França a dar o exemplo da mudança que tem que ser feita. Depois de tantos anos a caminhar em conjunto, é um orgulho e uma alegria ver esta grande mudança em França. Parabéns, companheiros. Parabéns Marine Le Pen. Parabéns Jordan. Espero estar convosco muito em breve e espero que a esta grande mudança em França se siga a mudança que é precisa no resto da Europa, a começar aqui em Portugal. Grande resultado, grande motivação para vencermos as próximas eleições.

André Ventura, líder do Chega, numa mensagem de vídeo deixava na rede social X. O vereador português na Câmara de Paris acredita que este resultado pode ter consequências para os portugueses. Em declarações à Rádio Observador, Hermano Sanches Ruivo acredita que a vitória da União Nacional traz consequências não só para os franceses, mas também para os imigrantes portugueses.

Nesta altura, como no dia 7, com mais ou menos força, a imagem da França fica profundamente enfraquecida. E isso é um problema para nós todos, inclusive para os portugueses a viverem em França. E muitos daqueles que pensaram e que até podem ter votado, franceses de origem portuguesa, pela extrema-direita, porque pensam que a imigração não é com eles, que os problemas ou as limitações dos binacionais, não é com eles. Sim, também é com eles.

O vereador português na Câmara de Paris, Hermano Sánchez Ruivo, a reagir aos resultados da primeira volta das eleições legislativas francesas. A segunda volta acontece no próximo domingo, dia 7 de julho. O Chega foi convidado para fazer parte da nova família política europeia criada por Viktor Orbán. André Ventura vê a ideia com bons olhos e vai reunir os órgãos internos para decidir. Desde 2020, o Chega faz parte do grupo Identidade e Democracia, que integra, por exemplo, o partido de Marine Le Pen. Ao longo dos últimos meses, o partido admitiu poder mudar de família política a nível europeu. Admite também a possibilidade de integrar o grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus. Este domingo, ontem, o primeiro-ministro húngaro anunciou a criação dos Patriotas da Europa, nova aliança que pretende reunir os partidos radicais de direita. André Ventura admite ser uma oportunidade única de conseguir criar consensos entre a direita europeia, diz que vai reunir os órgãos internos para tomar uma decisão. Isto numa altura em que a Hungria vai assumir também, a partir de hoje e até final de dezembro, a presidência rotativa do Conselho da União Europeia. No momento em que os Estados-membros se veem confrontados com desafios como a defesa e as migrações, a Hungria, do primeiro-ministro Viktor Orbán, sucede à Bélgica. Depois da Hungria, vai ser a Polónia a ocupar o cargo no primeiro semestre do próximo ano, a Dinamarca a terminar o ano de 2025. Na atualidade nacional, Luís Montenegro tem hoje um almoço marcado com António Costa. O primeiro-ministro recebe o recém-eleito pra presidência do Conselho Europeu em São Bento. O primeiro encontro após esta nomeação está marcado para a 13h. O ex-primeiro-ministro socialista assume o mandato de dois anos e meio a partir de dezembro. É o primeiro português neste cargo. Parte do governo muda-se hoje para a antiga sede da Caixa Geral de Depósitos. O edifício, que agora se chama Campus 21, vai ser a nova casa de alguns ministérios. Nesta primeira fase, é o caso do Ministério da Presidência, da Coesão Territorial, das Infraestruturas e Habitação, da Economia, da Juventude e Modernização e ainda da Agricultura. A mudança do Ministério da Presidência já está marcada. Acontece pelas 9h, altura em que o ministro Leitão Amaro deve falar aos jornalistas. O dispositivo de combate a incêndios rurais é hoje reforçado para entrar na capacidade máxima. Passam a estar em prontidão quase 15 mil operacionais, 3 mil equipas e 3 mil viaturas. Os meios aéreos podem chegar aos 72. De acordo com a diretiva operacional nacional, este reforço prolonga-se até o final de setembro. Uma mobilização que acontece para responder a situações mais graves, em que o número de elementos pode ultrapassar os 20 mil, sobretudo a contar com a ajuda dos bombeiros voluntários. É tempo ainda para olharmos pro desporto. Vamos até à Alemanha. Portugal entra hoje em campo para defrontar a Eslovénia. Cansar os eslovenos e ter paciência é a aposta de Bruno Fernandes e Roberto Martínez para este jogo dos oitavos de final. O selecionador nacional diz que a competição só começa agora. Roberto Martínez pede uma resposta à equipa depois da derrota frente à Geórgia.

Somos uma equipa muito comprometida e precisamos de melhorar em muitos aspectos. Precisamos de continuar o que fizemos bem e acho que a responsabilidade do grupo do balneário foi muito boa depois da derrota contra a Geórgia e agora gostaria que amanhã tenhamos uma resposta de tudo o que nós fizemos bem nos últimos três partidos e crescer.

Bruno Fernandes foi o jogador escolhido para falar aos jornalistas. O médio português pede paciência, lembra que a Eslovénia vai defender, mas que desta vez Portugal está pronto.

É ter paciência com bola, fazê-los cansar, porque fazendo cansar e tendo bola, estamos mais perto de fazer gol. E obviamente, é difícil entrar quando os blocos são baixos e quando defendem bem, não é só o bloco ser baixo. A República Checa defendeu muito bem e eu acredito que eles amanhã, por tudo aquilo que nós vimos, daquilo que foi o jogo contra nós no jogo amigável, eles defenderam muito bem. Por isso acaba por ser difícil, mas nós temos que encontrar soluções. Se não dá pra entrar por dentro, tem que ser por fora, tentar cruzamentos, encontrar a solução que nos dê sucesso.

Bruno Fernandes, na conferência de imprensa de antevisão do Portugal-Eslovénia, em Frankfurt. O jogo está marcado para às 20h e conta com relato e comentário aqui na Rádio Observador. É com o desporto que encerramos este noticiário. A informação está de volta às 06:30 da manhã.