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São 6 horas. As notícias com Ana Cláudia Silva. Bom dia. A Ministra da Saúde vai hoje ser ouvida na Assembleia da República a propósito do Orçamento do Estado. Com os acontecimentos dos últimos dias e com os vários partidos a pedir a demissão de Ana Paula Martins, a ministra deverá ser confrontada com os atrasos registados na linha 112 e no acionamento dos meios do socorro. Depois, às 15h30, a Ministra da Saúde vai visitar a sede do INEM. Esta visita acontece seis dias depois do governo ter anunciado medidas de contingência para diminuir os atrasos na resposta. Na passada quinta-feira, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar desconvocou a greve dos técnicos às horas extraordinárias, depois de terem chegado a acordo com o Ministério da Saúde. Sobre este tema, o Ministério Público instaurou mais dois processos por causa das alegadas mortes que podem estar relacionadas com as falhas do INEM. Estes incidentes aconteceram em Bragança e em Tondela. A Procuradoria-Geral da República afirma que podem estar relacionados com as falhas no socorro do INEM. São agora seis as investigações em aberto. Havia um sétimo inquérito, mas foi arquivado. Ainda sobre o caso, o governo abriu um processo ao INEM para saber se foram cumpridos os serviços mínimos, que seriam obrigatórios para a greve que aconteceu a 4 de novembro. De acordo com a CNN Portugal, a Ministra da Saúde pediu à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde para investigar os acontecimentos que geraram falhas no atendimento. Em causa, está a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar às horas extraordinárias. Desta forma, o pedido de Ana Paula Martins pretende apurar se foi a chefia do INEM que falhou na realização das escalas e não cumpriu o que estava previsto ou se foram os funcionários que não cumpriram os serviços mínimos. A líder parlamentar do Partido Socialista acusa o governo de incompetência na gestão da saúde. As declarações de Alexandra Leitão aconteceram na apresentação do Orçamento do Estado para 2025, em Conselhia, na sede do partido, no Porto. A dirigente socialista admite mesmo que o setor da saúde está em descalabro e sublinha a situação grave do INEM.

Tem havido incompetência na gestão da saúde. Acho que isso hoje já é um dado adquirido. Foram as urgências no verão, muito piores do que alguma vez tinha acontecido noutros verões com governos do Partido Socialista. É hoje a situação do INEM, que é uma situação gravíssima. Amanhã mesmo, a Ministra da Saúde estará na Assembleia da República e será naturalmente questionada sobre isto.

As palavras de Alexandra Leitão, que deixa fortes críticas à gestão do ministério de Ana Paula Martins. Sobre o Orçamento do Estado, a líder parlamentar socialista recusa que o Orçamento do Estado seja à moda do PS, considera o documento opaco e com falta de transparência para com os portugueses. Ainda assim, Alexandra Leitão justifica a aprovação do documento não pelo conteúdo, mas sim pelo momento que se vive.

A partir do momento em que os Orçamentos de Estado se transformaram em formas de fazer cair os governos, coisa que não resulta diretamente da nossa Constituição, mas tem resultado recentemente da prática política, recentemente, sublinho, naturalmente que quando se viabiliza ou não viabiliza um orçamento, tem que se ter em conta as consequências que essa viabilização ou não viabilização vai ter.

As palavras da líder parlamentar do Partido Socialista, Alexandra Leitão, esta segunda-feira no Porto. A socialista garante que vai ficar vigilante para as restantes discussões do Orçamento do Estado na especialidade. A Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica propôs à Ministra da Saúde a criação de uma task force. Em comunicado citado pela Agência Luz, a associação avança que a proposta tem como objetivo identificar as fragilidades e propor medidas concretas para diminuir os constrangimentos nos serviços médicos de emergência que se têm registado. A Ministra da Administração Interna assegura que não foi desautorizada pelo primeiro-ministro sobre o tema do direito à greve por parte das forças de segurança. É uma posição defendida por Margarida Blasco, que foi ouvida esta segunda-feira no Parlamento. As declarações da ministra surgem em resposta a críticas do CHEGA, que na voz de Pedro Pinto, diz que a ministra assemelha-se a um treinador de futebol que está perto de ser despedido. É uma opinião recusada por Margarida Blasco.

Aquilo que eu lhe posso dizer quanto a isso, senhor deputado Pedro Pinto, não fui desmentida nem desautorizada. A falta de humildade e a falta de respeito pelos portugueses são características que felizmente não tenho. Não fui clara e por isso fiz o comunicado.

Nesta audição, vários partidos criticaram também o aparato em torno da operação policial da passada sexta-feira na Mouraria, em Lisboa, uma megaoperação de fiscalização a estabelecimentos comerciais e pessoas que acabou sem detidos. Margarida Blasco reconhece que pode ter existido algumas situações desnecessárias.

Faz-se uma ação, como várias se fazem. Por acaso esta teve este alarido todo, se me permitem a expressão, pelas televisões e todos os órgãos de comunicação social, mas fazem-se dessas ações várias vezes durante o ano. Não é só uma ou duas vezes. No Porto também houve uma ação dessas no sábado passado.

As palavras da Ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, em declarações no Parlamento, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado no dia de ontem. Hoje é o segundo dia da Web Summit. Vão marcar presença no evento Paulo Rangel, ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, e também o ministro da Economia, Pedro Reis. Ontem foi a vez do primeiro-ministro, que anunciou o lançamento de um modelo de inteligência artificial em português. O LLM, sigla em inglês para o grande modelo de linguagem, deve ser lançado no primeiro trimestre do próximo ano. Luís Montenegro explica que este é um novo passo de Portugal na ambição e inovação

Dando a cada aluno um tutor educativo de inteligência artificial adaptado aos nossos currículos para o ajudar a compreender o mundo, dando a cada cidadão o acesso aos serviços da administração pública de forma mais simples, mais direta e personalizada para responder às suas necessidades. Dar a cada empresa a oportunidade de projetar os seus serviços numa era de inteligência artificial também em português.

As declarações do primeiro-ministro Luís Montenegro, ontem, no primeiro dia da Web Summit. Montenegro reiterou ainda que o novo mundo tem de estar ao serviço das pessoas e que o executivo está a traduzir esta visão do futuro nas políticas públicas portuguesas. Relembro que a Web Summit decorre em Lisboa até quinta-feira. O diretor nacional da Polícia Judiciária admite que Fábio Loureiro pode voltar para Portugal nos próximos dias. É uma afirmação em entrevista à Renascença. O português Fábio Loureiro foi um dos cinco reclusos que escaparam da prisão de Vale dos Judeus, em Alcoentre, em Lisboa. Fábio Loureiro foi capturado em Marrocos numa operação conjunta entre a polícia portuguesa e marroquina. O diretor nacional da PJ sublinha ainda a situação dos restantes reclusos que escaparam da prisão, assegura que há novas informações que não pode nem quer revelar sobre os casos. Ainda neste jornal, vamos ao desporto. A Federação Portuguesa de Futebol distinguiu Cristiano Ronaldo na Gala das Quinas de Ouro. O avançado subiu ao palco para receber o prémio das Quinas de Platina e assegurou que ainda tem muito a dar ao futebol. Cristiano Ronaldo reafirmou o desejo de chegar aos 1000 gols na carreira, mas diz que vai depender da forma física nos próximos anos.

Eu disse publicamente que queria chegar aos 1000 gols, mas parece que agora é tudo fácil. Cheguei aos 900 há um mês e já quero os 1000. Já começa a ser um bocado aberração, eu acho. Por isso é que eu digo, é viver o momento, ver o que é que as minhas pernas, a resposta que ainda me vai dar nestes próximos anos. E se vier 1000, bom, mas também se não vier, o jogador que tem mais gols na história sou eu, por isso não há.

Está feito, está resolvido.

As palavras de Cristiano Ronaldo após ser homenageado pela Federação Portuguesa de Futebol. A gala arrancou com Pepe em destaque. O jogador terminou a carreira esta temporada e foi homenageado nesta gala. Apesar de estar emocionado, deixou um agradecimento a todos os portugueses.

Eu tentei sempre dar o meu melhor para poder retribuir todo o carinho do povo português, de poder honrar os princípios de Portugal, um povo humilde, trabalhador, honrado. Eu tentei dar sempre o meu melhor. Obviamente, não fui tão perfeito, mas fiz de coração.

As palavras de Pepe na Gala Quinas de Ouro, que decorreu na noite desta segunda-feira. A Federação Portuguesa de Futebol atribuiu vários prêmios e categorias ligadas ao futebol português. Jorge Jesus, treinador do Al-Hilal, recebeu uma Quina de Ouro pelo percurso que tem feito ao longo da carreira. Foi também entregue uma distinção ao Benfica, ao Sporting, ao Futebol Clube do Porto, ao Braga e ao Vitória, que juntou os presidentes dos clubes em palco. O presidente dos Dragões, André Villas-Boas, foi o único a não marcar presença na cerimônia. E durante este evento, também José Manuel Constantino foi homenageado. O ex-presidente do Comitê Olímpico Português morreu em agosto deste ano. A homenagem contou com os mais recentes medalhados nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, que receberam também as Quinas de Ouro. E na atualidade internacional, Donald Trump escolheu Lee Zeldin para liderar a Agência de Proteção Ambiental, a EPA. De acordo com o The Guardian, o presidente dos Estados Unidos, que toma posse em janeiro, afirma que Lee Zeldin vai garantir decisões desregulamentadas, justas e rápidas. O ex-congressista diz que esta nomeação é uma honra. Através de uma publicação no X, Lee Zeldin escreve que o domínio energético norte-americano vai ser reestruturado, que vai ser transformada a indústria automóvel e assegura que o país vai ser um líder global da inteligência artificial. Em simultâneo, diz que vai proteger o acesso ao ar e à água limpos. E ainda na atualidade internacional, em Amsterdã, a noite ficou marcada por desacatos, quase uma semana depois dos momentos de violência contra os adeptos israelitas. Os desacatos entre os adeptos começaram na passada quinta-feira, depois do jogo entre o Ajax e o Maccabi Tel Aviv. Esta segunda-feira, dezenas de pessoas com engenhos pirotécnicos incendiaram um elétrico. A polícia identificou mais de 170 testemunhas e dezenas de provas. Detevu ainda cinco pessoas na noite de ontem, na sequência da investigação sobre a violência da semana passada. Os detidos são homens com idades entre os 18 e os 37 anos, naturais de Amsterdã e de cidades vizinhas. E terminamos este jornal em Moçambique, Venâncio Mondlane anunciou a quarta etapa de manifestações no país. Mais três dias de protestos que começam esta quarta-feira vão ser concentrados nas 11 capitais das províncias de Moçambique e também nas fronteiras. Esta quarta fase, de acordo com Venâncio Mondlane, vai ser a que mais vai afetar a economia de Moçambique, mas assegura que não será violenta. Venâncio Mondlane apela ainda que estes três dias sejam seguidos de dois dias de pausa e enumera os motivos para os quais os moçambicanos devem voltar às ruas.

Temos que anunciar as medidas da quarta etapa, que é a etapa da reivindicação das manifestações contra o assassinato do povo moçambicano, as manifestações contra os raptos, contra os sequestros, as manifestações contra a miséria que o povo foi colocado e a manifestação a favor ou para a reposição da verdade eleitoral, para a reposição da justiça eleitoral.

Aqui as palavras de Venâncio Mondlane esta segunda-feira. O candidato às eleições presidenciais em Moçambique mantém a contestação aos resultados eleitorais. Na última semana ficou marcada por violência nos protestos que têm sido reprimidos pelas autoridades moçambicanas. É a notícia de fecho neste jornal das 18h, na Rádio Observador. Voltamos a atualizar as notícias quando forem 18h30. Até já.