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São seis horas. As notícias com Maria João Brás. Bom dia. Começamos pelo cessar-fogo no Líbano. Centenas de libaneses rumaram esta madrugada até o sul e litoral do Líbano. É já uma das consequências do acordo atingido entre Israel e o Hezbollah. O cessar-fogo começou às quatro da manhã locais, duas horas em Lisboa. O New York Times dá conta de que a população saiu à rua na capital, Beirute, para festejar. No entanto, apesar dos avisos das forças israelitas, a população do sul do Líbano, e que está deslocada, já está a viajar em direção a estas regiões. Nas redes sociais, um dos porta-vozes do exército israelita diz que as forças de Israel ainda não saíram do sul do Líbano e, por isso, mantêm-se as ordens de evacuação. A mesma fonte afirma que a população será avisada quando puder voltar. O cessar-fogo no Líbano vai durar dois meses. O exército israelita comprometeu-se a retirar-se do sul do Líbano. Já as forças do Hezbollah devem mover toda a artilharia pesada para norte do país. Para garantir a manutenção do cessar-fogo, o exército libanês e os soldados da paz das Nações Unidas vão reforçar as zonas de fronteira. Os Estados Unidos foram um dos principais mediadores deste acordo. Joe Biden avisou esta terça-feira que se o Hezbollah quebrar os termos do acordo de cessar-fogo, nesse caso, Israel tem o direito à autodefesa, ou seja, tem direito a retomar os ataques. Entretanto, o Irão já reagiu ao acordo entre Israel e o Hezbollah. O porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano fez saber que Teerão vê com bons olhos o fim das agressões entre as duas partes, reafirma o apoio ao governo libanês, à população e à resistência. Relembro que o Irão tem sido um dos aliados do Hezbollah durante o conflito. Por cá, começa hoje a contagem decrescente para o governo propor um novo nome para o próximo chefe do Estado-Maior da Armada. O mandato de Henrique Gouveia e Melo termina a 27 de dezembro. Por isso, de acordo com a Lei de Bases das Organizações das Forças Armadas, o governo tem agora exatamente um mês para iniciar o processo. O Observador noticiava há uns dias que o almirante Gouveia e Melo já terá manifestado indisponibilidade para ser reconduzido no cargo. O nome para ocupar o cargo de chefe do Estado-Maior da Armada é proposto pelo primeiro-ministro, mas deve ter o aval do presidente da República. O contrato para as obras no terminal do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, é hoje assinado. Vão estar presentes Miguel Pinto Luz, ministro que tem a tutela do aeroporto, e Luís Montenegro. Estas obras estão previstas desde 2019. O objetivo é melhorar a eficiência das operações e o conforto dos passageiros. Trata-se de um investimento de cerca de € 300 milhões a realizar pela ANA Aeroportos e concessionado pela Vinci. A Mota-Engil foi a construtora escolhida para fazer a obra. No segundo dia de votação na especialidade, o PSD e o CDS votaram contra a própria medida de reduzir o IRC em dois pontos percentuais. Tal como o que tinha sido acordado, foi aprovada a descida mais curta, ou seja, de um ponto percentual, e para isso contribuiu a abstenção do Chega e do PS. Foi ainda aprovada na especialidade a proposta sobre a isenção do IRS sobre o 15º mês. Inicialmente, a bancada do Chega absteve-se, mas minutos depois decidiu alterar o voto para que fosse a favor, o que levou à aprovação da medida. Já a redução da publicidade na RTP, proposta do governo, caiu por terra. Todas as bancadas votaram contra, à exceção da AD. Também a proposta do PS para criar um regime de exclusividade de adesão voluntária no SNS foi chumbada pelo PSD, CDS e Chega. Há ainda duas medidas que vão esperar até quinta-feira para serem votadas: a descida do IVA para as touradas e o aumento das pensões. E precisamente sobre este assunto das pensões, o PSD estranha que a votação das pensões tenha sido adiada. Os socialistas propõem um aumento superior a € 200 milhões nas pensões. O Carneiro acusa o PS de estar a criar despesa permanente numa altura de grande instabilidade internacional.
No momento certo, nós declararemos o nosso sentido de voto e, portanto, é só uma questão de aguardarmos. Hoje o Chega adiou a votação. Não sei se o Chega anda a negociar com o PS, só faltava essa. É importante dizer isto. Em 1 de janeiro de 2025, as pensões, todas, por força da lei, vão aumentar € 674 milhões.
O Carneiro em declarações no programa O Sofá do Parlamento da Rádio Observador. E o PCP quer pressionar os partidos a aprovarem a proposta dos comunistas para um aumento de 5% das pensões. E o argumento? A aprovação da descida do IRC. Sim, Paulo Raimundo diz que a descida deste imposto é sinal de que o Estado tem dinheiro e, por isso, não há razão para os partidos votarem contra, diz o secretário-geral do PCP.
Não é um problema de falta de dinheiro, não é um problema de falta de recursos, é um problema das opções que se fazem relativamente àquilo que é preciso fazer. E, portanto, fica já, para além da condenação, um apelo para que na quinta-feira, quando se votar o aumento das pensões, a primeira proposta que vai à votação é a proposta do PCP e é preciso agora que se vote então a proposta do PCP de aumento de pensões.
Declarações do líder do PCP nos Passos Perdidos da Assembleia da República, numa reação à descida do IRC de 21 para 20%. E precisamente sobre esta descida, a Iniciativa Liberal mantém que seria benéfico para o país uma descida maior. Rui Rocha defende que baixar um ponto percentual é pouco ambicioso para o país. O presidente da Iniciativa Liberal explica que uma descida mais acentuada significaria uma melhoria da economia a longo prazo. São declarações de Rui Rocha após a descida do IRC de 21 para 20% ter sido aprovada com a abstenção do PS e do Chega, uma decisão que para a Iniciativa Liberal sabe a pouco
Defino um orçamento com pouca ambição, um orçamento que não vai transformar as políticas do país, que não vai fazer a tal ativação da economia, do crescimento econômico e, portanto, é um orçamento que se define precisamente por uma descida de um ponto percentual do IRC. Não muda nada. E não mudando nada, não muda o país.
As palavras de Rui Rocha sobre o orçamento do Estado para 2025. O Parlamento Europeu votou hoje a composição da próxima Comissão Europeia, o que inclui a portuguesa Maria Luíse Albuquerque. A equipa liderada por Ursula von der Leyen deverá ter a aprovação garantida depois do acordo conseguido com os grupos políticos do PPE, socialistas e democratas e os liberais do Renovar a Europa. O novo executivo entra em funções já para a próxima semana, dia 1 de dezembro, num mandato que tem duração de cinco anos. No leste, uma delegação ucraniana, liderada pelo ministro da Defesa, está a visitar a Coreia do Sul. De acordo com a agência Reuters, Kyiv quer pedir armamento a Seul. Numa entrevista a uma televisão sul-coreana, Zelenskyy terá dito que precisa de mais sistemas de defesa aérea e artilharia. A delegação ucraniana deverá encontrar-se com o responsável pela segurança nacional da Coreia do Sul e com o presidente. Informações que estão a ser avançadas pela imprensa local, mas que não foram confirmadas pelas autoridades sul-coreanas. No Brasil, a Polícia Federal apresentou esta terça-feira evidências ao Supremo Tribunal Federal que apontam para o envolvimento de Jair Bolsonaro no golpe às eleições presidenciais de 2022. São as conclusões de uma investigação que dura há quase dois anos. No relatório pode ler-se que as evidências demonstram que o ex-presidente terá planeado, em coordenação com oficiais das Forças Armadas, a reversão das leis democráticas para se manter no poder. A conspiração terá começado em 2019. A polícia encontrou ainda evidências que demonstram que Bolsonaro tinha total conhecimento do plano para assassinar o atual presidente do Brasil, Lula da Silva. O Benfica joga hoje com o Mônaco para a Liga dos Campeões. Bruno Lage diz que a equipa está preparada para voltar a Portugal com uma vitória. O treinador encarnado sublinha que há uma pressão sobre a equipa, mas das boas, diz Bruno Lage.
Que nós sentimos sempre a pressão de vencer, porque faz parte, é inerente. Desde o sub-13 até a equipa principal, nós entramos em campo para vencer. Por isso, isso faz parte da nossa mentalidade, faz parte da minha formação aqui dentro desta casa, por isso eu sei muito bem como preparar os jogadores para amanhã manterem essa ambição de entrar em campo para vencer.
O encontro entre o Mônaco e o Benfica está marcado para às 20h e conta com relato e análise também aqui na Rádio Observador. É o ponto final deste noticiário. Regressamos às 18h30. Até já.