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As notícias com Ana Cláudia Silva. Bom dia. Começamos este jornal pelo Ministério Público, que vai investigar André Ventura depois de ter recebido uma queixa anônima, dias após a colocação de tarjas nas janelas da Assembleia da República. Uma notícia avançada este domingo pela SIC. A queixa anônima recebida pela Procuradoria-Geral da República obriga o Ministério Público a abrir uma investigação. André Ventura, no documento, é responsabilizado por violar o Estatuto dos Deputados e por vandalizar o Palácio de São Bento. De acordo com a SIC, no documento é ainda exigido o levantamento da imunidade parlamentar do presidente do Chega e a audição de Pedro Pinto, líder parlamentar do partido, como testemunha. Na sexta-feira, o Chega pendurou tarjas nas janelas do Parlamento contra o fim do corte de 5% nos salários dos políticos, o que obrigou a intervenção dos bombeiros. Ainda sobre este protesto do Chega na Assembleia da República, Luís Marques Mendes considera que foi uma ação de mau gosto. Uma posição assumida no habitual espaço de comentário na SIC ao domingo. O comentador diz que não percebe a contestação do partido liderado por André Ventura, nem a forma como foi feita.
Comecemos pela forma. Aquela ideia de colocar aquelas tarjas na fachada da Assembleia da República, acho que aquilo é de muito mau gosto. Mandava o bom senso que não se fizesse uma coisa daquela. A contestação é legítima, feita de outro modo, mas também não percebo a contestação, porque assim, não houve nenhum aumento da classe política. É uma reposição. Ou seja, para as pessoas que acompanham menos esta matéria, houve um corte no tempo da troika, eu até julgo que é ligeiramente anterior à entrada da troika em Portugal, de 5% no salário dos políticos. E foi isto que foi anulado, esse corte. E por quê? Porque ao longo destes anos, já todos os cortes que houve no tempo da troika também foram revertidos e anulados. E esta anulação até vem mais tarde e não tem nenhum efeito retroativo.
Ainda no espaço de comentário na SIC, Luís Marques Mendes critica a declaração feita por Luís Montenegro ao "País" na quarta-feira e defende que podia ter sido feita pela ministra da Administração Interna. O comentador falou a propósito da declaração feita pelo primeiro-ministro sobre a atuação da polícia. Marques Mendes defende que o balanço policial podia ter sido realizado em conferência de imprensa por Margarida Blasco e considera que tal não aconteceu por possivelmente a ministra não ter um estatuto forte como deveria ter.
Provavelmente, não foi por aquilo que toda a gente imagina, porque ela não tem o estatuto forte, infelizmente, que um ministro da Administração Interna deve ter. Agora, evidentemente que falar de segurança é corretíssimo e acho que até é necessário, mas acho que devia ser a ministra da Administração Interna. Por quê? Porque aquela declaração não tinha nem nenhuma gravidade, nem nenhuma novidade especial que justificasse a intervenção do primeiro-ministro, que deve ficar para os momentos ou mais graves ou com mais novidade.
Luís Marques Mendes, no habitual espaço de comentário ao domingo na SIC. Ainda na atualidade nacional, a construtora automóvel Stellantis aceitou a renúncia de Carlos Tavares do cargo do presidente executivo. O anúncio foi feito este domingo. O gestor sai da liderança da empresa com efeitos imediatos e o substituto vai ser nomeado nos primeiros seis meses de 2025. A Stellantis é uma das principais fabricantes de automóveis do mundo. A fábrica em Portugal, localizada em Mangualde, registou um aumento da produção de 2,6% nos primeiros 10 meses do ano, face ao mesmo período no ano passado. Pode ler este artigo na íntegra, que está esta hora em destaque em observador.pt, assinado pela jornalista e editora da Economia, Alexandra Machado. O Metrô de Lisboa vai cumprir duas greves parciais amanhã, terça-feira, e no dia 10 de dezembro, entre às 05h e às 10h. De acordo com a empresa, as carruagens devem começar a circular normalmente a partir das 10h30. Em comunicado, o Metropolitano de Lisboa diz que vai continuar a promover o diálogo com os trabalhadores com o objetivo de chegar a um entendimento que permita a suspensão destas manifestações. Os sindicatos admitem que as greves parciais das próximas duas terças-feiras podem ser suspensas caso haja uma resposta positiva do Conselho de Administração por parte das reivindicações. Os trabalhadores exigem à transportadora o pagamento do trabalho suplementar e feriados e também o cumprimento do acordo de empresa. António Costa descreveu este domingo como um dia duplamente simbólico. Foi o primeiro como presidente do Conselho Europeu. Este domingo, Costa visitou a capital ucraniana garantindo o apoio dos 27 países membros da União Europeia a Kiev. Uma data simbólica, disse o responsável português, por ser uma visita que acontece no primeiro dia em que assume o cargo de presidente do Conselho Europeu e, em segundo lugar, porque considera que a paz nos dias que se vivem é uma questão central.
Esta visita foi muito impressiva, porque nos ajudou a perceber que quando falamos de guerra, não falamos só de armas, de tiros, mas de fato, de dramas humanos, que nós podemos testemunhar, das vidas que se perderam, de pessoas que sofreram, que estão a sofrer. E é isso que está em causa nesta guerra, e é por isso que é preciso travar a guerra de agressão da Rússia e assegurar à Ucrânia o direito que tem, uma paz justa e uma paz duradoura.
As declarações de António Costa, em entrevista à Agência Lusa, no primeiro dia de funções como presidente do Conselho Europeu, na noite deste domingo. António Costa visitou a Ucrânia com a alta representante da União Europeia para os negócios estrangeiros e a política de segurança, Kaja Kallas E a comissária europeia do Alargamento, Marta Kos. Ainda na atualidade internacional, na Guiné Conacri, na sequência de um confronto entre adeptos durante um jogo de futebol, foram registradas dezenas de mortes, sem números confirmados ainda. Uma testemunha disse à France Presse que os adeptos contestaram uma decisão do árbitro e invadiram o campo num jogo que estava a ser realizado na cidade de N'Zérékoré. Há notícias a avançar que serão cerca de uma centena de mortos, um dado que ainda não foi confirmado pelas autoridades guineenses. O primeiro-ministro Bah Oury condenou a violência através de uma publicação na rede social X, fala em nome do governo e lamenta os incidentes. Apelou ainda para que fosse retomada a paz na noite de domingo e disse que as autoridades estiveram no terreno a trabalhar para acalmar a população. E nos Estados Unidos da América, Joe Biden concedeu o indulto ao filho, algo que no passado disse que não faria. No passado mês de junho, o filho do presidente norte-americano foi considerado culpado por mentir sobre o consumo de drogas ao comprar uma arma e por crimes fiscais. Hunter Biden está condenado por três crimes e irá conhecer em breve a sentença. Joe Biden disse no passado que iria aceitar o desfecho do caso e que não usaria o fato de ser presidente para perdoar o filho, caso fosse condenado. Agora vem dizer o contrário. Em comunicado, Joe Biden diz que espera que os americanos compreendam a decisão não só enquanto presidente, mas também enquanto pai. Joe Biden assinou o indulto, ou seja, o perdão total e incondicional ao filho Hunter Biden. O presidente dos Estados Unidos, que vai em janeiro dar lugar a Donald Trump como presidente, inicia hoje uma visita de três dias a Angola. O foco da viagem, que foi adiada de outubro para este mês de dezembro, estará no corredor do Lobito, uma infraestrutura ferroviária que liga Angola às zonas de minérios da República Democrática do Congo e da Zâmbia também, e que de acordo com a coordenadora de parceria para a infraestrutura e investimento global dos Estados Unidos, é um membro importante. Neste jornal vamos indo ao desporto. Ontem o Benfica venceu o Arouca por 2 x 0 e somou o sétimo triunfo seguido na prova, aproximando-se do líder Sporting. O primeiro gol das Águias foi um autogol marcado pelo espanhol José Fontán e o segundo resultou de um pênalti marcado por Di María. Bruno Lage, técnico do Benfica, reconhece algum cansaço da equipa e valoriza o esforço dos jogadores.
Não tem a ver com quebra, tem a ver com as deslocações, tem a ver com os adversários que também são difíceis. Sair de um jogo e entrar em outro demora algum tempo. Nós tivemos um jogo muito semelhante e também foi com essa mentalidade que nós vencemos em Faro. E agora foi isso, é focar e é perceber acadamente o que a equipa precisa ouvir. E hoje era isto. Nós vestimos o fato macaco, vir aqui, sermos uma equipa trabalhadora, uma equipa que defensivamente fosse forte na pressão, que não deixasse o Arouca ter bola.
Bruno Lage, num registo captado depois do jogo, no Estádio da Luz, que deu a vitória ao Benfica por 2 x 0 frente ao Arouca. Com este resultado, os encarnados sobem ao segundo lugar com 28 pontos, a cinco do líder Sporting e com mais um do que o Futebol Clube do Porto. Relembro que o Benfica tem ainda um jogo em atraso frente ao Nacional, referente à oitava jornada. O Braga venceu também este domingo frente ao AVS por 1 x 0, no jogo da 12ª jornada da Liga Portuguesa. Os bracarenses, que vinham de uma derrota na Primeira Liga frente ao Sporting, estão no quinto lugar da classificação a um ponto do Santa Clara. E hoje é a vez do Futebol Clube do Porto entrar em campo, vai receber o Casa Pia. Vítor Bruno admite que a equipa adversária é forte, mas diz estar confiante. Na conferência de imprensa de antevisão do jogo, realizada ontem, o treinador do Futebol Clube do Porto diz que a equipa está preparada para enfrentar o Casa Pia, apesar de ter vindo a somar derrotas.
Nos últimos 10 jogos, apenas uma derrota em Alvalade, que tem uma estrutura que me parece que não vai fugir muito daquilo que tem feito recentemente. É uma equipa também forte fisicamente, forte na bola parada, forte também no momento com a bola, porque gosta de jogar. Agora teremos de ser nós a levar o jogo por onde queremos, impor aquilo que somos nós enquanto equipa.
As declarações de Vítor Bruno, treinador do Futebol Clube do Porto, na conferência de antevisão do jogo frente ao Casa Pia. A partida está marcada para hoje, às 20h45, no Estádio do Dragão, e vai contar com relato e comentário aqui na Rádio Observador. Quem também hoje entra em campo é o Guimarães e o Gil Vicente, às 16h45. É a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 06h30. Até lá, continuam na companhia da Rádio Observador. Até já!