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As notícias com Miguel Gato.

PSD e CDS vão avançar numa coligação pré-eleitoral em maio, sem o PPM, o Partido Popular Monárquico, a Aliança Democrática perdeu um parceiro. A confirmação surgiu ontem à noite no Conselho Nacional Social-Democrata. O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, não vê necessidade legal de mudar o nome da coligação. Ainda assim, deixem aberto todos os cenários.

O PPM não integra a coligação do ponto de vista do continente, porque não foi possível chegar a acordo com o PPM relativamente à questão dos lugares. Qual será o nome da coligação que vai ser registrada? Mas quero apenas sobre isso dizer que do ponto de vista jurídico, formal, constitucional, não há nenhum problema. Nos próximos dias os senhores serão informados de qual a designação em concreto que nós vamos usar nesta eleição, mas como um país chave, esta é a candidatura da AD, nós somos a AD.

Hugo Soares, em declarações aos jornalistas ontem à noite, em resposta, o presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira, considera que não faz sentido a coligação PSD-CDS chamar-se Aliança Democrática e se tal acontecer, o líder partidário diz que se trata de uma injustiça e que sociais-democratas e centristas estão a defraudar o eleitorado. São declarações de Gonçalo da Câmara Pereira, presidente do Partido Popular Monárquico, à Agência Lusa. A decisão de retirar o PPM da Aliança Democrática foi anunciada ontem no Conselho Nacional do PSD, onde Luís Montenegro foi reconduzido como candidato a primeiro-ministro e onde foram também conhecidas as listas dos possíveis candidatos sociais-democratas na próxima legislatura. Montenegro discursou para desafiar o Partido Socialista numa tentativa também de deixar para trás o tema da empresa familiar. Miguel Viterbo Dias.

Luís Montenegro foi aprovado como recandidato a primeiro-ministro por unanimidade e aclamação e para o combate dos próximos meses procura tirar o foco das polémicas com a empresa familiar e desafiar o PS.

É que aqueles que querem uma mudança, expliquem em que é que essa mudança consiste e mostrem porque é que são mais habilitados do que nós a poder promovê-la.

E tenta, por isso, ditar o tom.

Aquilo que as portuguesas e os portugueses em casa se questionam é: vale a pena mudar de governo? Para onde? Ou vale a pena reforçar este governo? Para quê?

Luís Montenegro quer uma campanha em estilo road show do último ano de governo, com objetivos renovados e deixa um repto aos partidos.

Nós não nos vamos isentar de fazer uma campanha elevada.

Com o PSD organizado e as listas aprovadas.

Temos agora tempo nas próximas semanas de demonstrar o que fizemos e de demonstrar o que vamos fazer e de motivar e mobilizar o país para vir conosco.

São 11 os ministros que vão para a estrada enquanto cabeças de lista. Montenegro é o número um em Aveiro, Miranda Sarmento das Finanças em Lisboa e Paulo Rangel dos Negócios Estrangeiros no Porto. Outros ministros como Ana Paula Martins da Saúde, são cabeças de lista em Vila Real, Pedro Reis da Economia em Castelo Branco e Castro Almeida da Coesão Territorial em Portalegre. Ernani Dias, o único membro do governo a demitir-se, vai voltar a ser o número um por Bragança. Já na restante composição das listas, os envolvidos na operação Tutti Frutti ficam de fora e o CDS mantém apenas a garantia de eleger dois deputados. Numa coligação que agora perde o PPM, mas que não perde o objetivo para 18 de maio.

Condições de estabilidade política, de governabilidade.

Luís Montenegro a apostar num reforço do PSD e do CDS no Conselho Nacional do Partido, que dá mais um passo rumo às eleições de 18 de maio.

O jornalista Miguel Viterbo Dias, que acompanhou ontem à noite o Conselho Nacional do PSD no Hotel Sana, em Lisboa. Na análise ao discurso de Luís Montenegro, o editor adjunto de Política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, passa a pente fino a estratégia de campanha do PSD para as eleições de 18 de maio.

Estes 11 meses foram muito marcados por uma política de devolução de rendimentos e de reposição de alguns direitos e até de uma pacificação de alguns setores mais contestatários. Luís Montenegro acredita que isso é uma forte vantagem eleitoral, foi sempre assim desde o início e, portanto, Luís Montenegro acha que agora tem essa vantagem do seu lado e que o Partido Socialista não terá uma adesão majoritária do eleitorado. E, portanto, quanto mais Luís Montenegro fugir ou tentar desviar o debate do caso Pinum Viva, mais vantagem, acredita o primeiro-ministro, terá no confronto com Pedro Nunes.

É a leitura de Miguel Santos Carrapatoso, editor adjunto de Política do Observador. Luís Montenegro apresenta os 11 ministros do governo candidatos a deputados e na análise do editor adjunto de Política do Observador, estes são os grandes trunfos da AD para esta campanha eleitoral. Já o CDSPP vai voltar a indicar o presidente Nuno Melo e o vice Paulo Núncio para integrarem as listas de candidatos a deputados na coligação com o PSD às legislativas de maio. Estes nomes foram apresentados ao Conselho Nacional do Partido, que também se realizou ontem à noite. O anúncio foi feito pelo próprio presidente centrista Nuno Melo.

Tendo em conta que o essencial dos deputados do CDS hão de ser eleitos, principalmente pelos círculos eleitorais de Lisboa e do Porto Estou em condições de lhes adiantar que eu serei candidato pelo círculo eleitoral do Porto e o senhor doutor Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS, será o candidato do CDS, indicado em primeiro lugar pelo círculo eleitoral de Lisboa.

O presidente do CDS, esta noite, depois do Conselho Nacional do partido, aqui num som captado pela RTP. E com a campanha eleitoral a aproximar-se, o ministro da Presidência aponta o dedo a Pedro Nuno Santos e a André Ventura. António Leitão Amaro acusa os líderes de PS e Chega de mentirem sobre o caso da empresa de Luís Montenegro. Ontem à noite, no Sítio Notícias, Leitão Amaro sublinha também que não se pode confundir os partidos com os respectivos líderes.

Não queria confundir toda a gente do Partido Socialista com o seu líder, que tem passado várias linhas de insinuação e de faltar à verdade, tendo inventado uma ideia de que o primeiro-ministro tinha uma empresa fictícia.

Mas é só Pedro Nuno Santos.

Não!

Luís Montenegro apresentou uma providência cautelar contra os cartazes do Chega. André Ventura já disse que não os vai retirar.

Mas por quê?

O PS apresentou queixas para a Comissão Nacional de Eleições. Vão conseguir refrear os ânimos nesta campanha?

Não vamos misturar queixas para a Comissão Nacional de Eleições com insinuações e acusações de caráter e cartazes que são, aliás, até de natureza provavelmente pouco lícita, legalmente, para não dizer mais nada, do Chega, com os discursos que ultrapassam os limites da verdade, no caso do líder do Partido Socialista.

As críticas do ministro da Presidência ao secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, e também ao presidente do Chega, André Ventura, António Leitão Amaro, pede à oposição uma campanha eleitoral com elevação. Na atualidade internacional, Donald Trump vai mesmo aplicar tarifas de 25% a importações de automóveis fabricados fora dos Estados Unidos. De acordo com o presidente norte-americano, o objetivo é fomentar a produção doméstica. Donald Trump acredita que a medida pode levar a um crescimento da indústria norte-americana e garante que já há fabricantes a desejarem investir nos Estados Unidos. A medida entra em vigor no dia 2 de abril. Em resposta a este anúncio de Trump, a Comissão Europeia lamenta as tarifas impostas à produção automóvel fora dos Estados Unidos. Ursula von der Leyen garante que vai proteger os interesses dos cidadãos europeus. Esta quinta-feira, hoje, Paris recebe mais de 20 países que estão dispostos a dar garantias de segurança à Ucrânia. Um encontro convocado pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Na cimeira, vão estar representantes de países da União Europeia e de aliados da NATO, entre os quais o Reino Unido, o Canadá, a Noruega e também a Turquia. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também marcam presença neste encontro. Portugal vai estar representado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. O presidente da Ucrânia está desde ontem em Paris, esteve reunido com Macron antes desta cimeira. Volodymyr Zelensky deu uma entrevista a um painel de jornalistas esta quarta-feira, onde deixou uma mensagem para a Europa. Diz que Putin quer dividir e enfraquecer a União Europeia. O presidente francês anunciou ontem mais um pacote de ajuda à Ucrânia. França vai enviar ao governo ucraniano mais de 2000 milhões de euros em apoio militar.