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São 6 horas. As notícias com João Lourenço.
Muito bom dia. O governo vai diminuir os prazos para reagrupamento familiar, mas vai exigir o cumprimento das regras. O Executivo já fechou o novo desenho da Lei dos Estrangeiros, diploma que tinha sido fiscalizado a pedido de Marcelo Rebelo de Sousa e chumbado pelo Tribunal Constitucional. As alterações que vão ser apresentadas admitem que o reagrupamento familiar possa acontecer num prazo inferior a dois anos, desde que o requerente tenha comprovadamente coabitado com o cônjuge durante, pelo menos, um ano, no período imediatamente anterior à entrada em território português. Para além disso, há outra exceção importante: se um dos elementos do agregado familiar tiver a seu cargo um menor ou alguém dado como incapaz no país de origem, o prazo de um ano deixa de ser aplicado. No diploma que foi entregue pelos grupos parlamentares do PSD e do CDS, o Executivo de Montenegro diz que não abdica da consagração de soluções estritamente necessárias ao estabelecimento de um quadro de regulação humanista dos fluxos migratórios em Portugal. Este é um artigo que está neste momento em manchete no site do Observador, assinado pelo jornalista Miguel Santos Carrapatoso. E esta notícia surge num dia em que o primeiro-ministro regressa aos debates quinzenais no Parlamento, mais de sete meses depois da última discussão. Este debate realiza-se há apenas duas semanas da entrega do Orçamento do Estado para 2026. A persistência de dificuldades no Serviço Nacional de Saúde, o arranque do ano letivo e também a revisão da legislação laboral vão ser certamente temas em destaque em mais um debate quinzenal. O início está marcado para às 15h. E nos Estados Unidos, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai discursar esta quarta-feira num debate aberto do Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque. O chefe de Estado vai falar sobre a inteligência artificial, paz e segurança internacional. O chefe de Estado chegou aos Estados Unidos da América no sábado para participar na 80° sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Nas intervenções, defendeu o multilateralismo e manifestou o apoio às prioridades de António Guterres como secretário-geral desta organização. E nesta terça-feira, também em Nova Iorque, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que os países em conflito não podem ser juízes do próprio caso. Uma crítica ao uso do poder de veto pela Rússia nas Nações Unidas. No último discurso, enquanto chefe de Estado, numa assembleia geral da ONU, Marcelo Rebelo de Sousa prometeu que Portugal será uma voz global e sem agendas escondidas, caso seja eleito para um lugar de membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU entre 2027 e 2028. O presidente da República sublinha que os países em guerra não podem, de acordo com a Carta das Nações Unidas, decidir sobre os próprios conflitos, algo que tem sido o caso da Rússia nos últimos anos. Marcelo Rebelo de Sousa critica o uso constante do veto e sugere uma reforma do Conselho de Segurança da ONU.
No Conselho de Segurança, agiremos prevenindo, criando parcerias e protegendo, defendendo a reforma do Conselho de Segurança, tornando mais representativo e eficaz, refletindo a geopolítica do século XXI e não a de 1945, mais plural e coerente com a letra e espírito da Carta. Em 2024, o Conselho reuniu mais vezes do que desde 1989 e, no entanto, tendo reunido mais vezes, menos deliberações aprovou e mais vetou deliberações. É incompreensível que o uso do veto continue a paralisar decisões essenciais perante o sofrimento humano.
O presidente da República defendeu também que a ONU é insubstituível e apontou a ausência do mais poderoso do mundo na mediação das guerras na Ucrânia e também em Gaza. Já depois desta Assembleia Geral das Nações Unidas, Marcelo Rebelo de Sousa afirma que Donald Trump é muito radical no discurso, mas mais suave na prática. Em relação à ONU, o chefe de Estado português sublinha que o líder norte-americano tem um discurso para o eleitorado interno mais radical. Porém, Marcelo indica que, perante António Guterres, Trump manifestou apoio à Organização das Nações Unidas e não anunciou mais cortes financeiros.
O que significa que uma coisa é o discurso, mas isso foi sempre assim. Primeiro mandato e segundo mandato, tem um discurso para o eleitorado, eleitorado interno e externo, que é um discurso muito radical, em tarifas, em eventuais sanções, em dramatização das situações, em ataques muito específicos a países ou a políticas, no caso das migrações, como no caso da economia verde, mas depois das Nações Unidas e depois, pragmaticamente, ajusta.
O presidente da República, que está a menos de seis meses do fim do segundo mandato, participou pela sexta e última vez, em representação de Portugal, na Assembleia Geral da ONU. E Paulo Raimundo acusa o governo de estar ao serviço do negócio da doença. Numa sessão pública promovida pela CDU, no Conselho da Figueira da Foz, o secretário-geral comunista critica as opções do governo ao alargar as convenções de medicina geral e familiar ao setor privado. Paulo Raimundo acusa Ana Paula Martins de ser a ministra da doença e pede reforços de recursos humanos no SNS. Raimundo falou ainda do novo pacote laboral, classificando-o como uma declaração de guerra aos trabalhadores. O secretário-geral do PCP espera que esta legislação seja derrotada. E Mariana Mortágua denuncia, esta noite, o ataque à flotilha humanitária, através de um vídeo nas redes sociais. A coordenadora do Bloco de Esquerda, que está a bordo do navio Família, afirma que cinco barcos foram atacados por drones e substâncias químicas.
E esta noite foram registados cinco ataques a outros barcos que estão atrás de nós, ataques por drones. Num caso, foi lançado um dispositivo que acabou por cair do barco. No outro caso, foi lançado um dispositivo com uma substância química que atingiu um dos barcos e os outros três foram atacados. Na verdade, o que ouvimos foi um barulho, uma explosão e um flash de luz nos outros barcos.
O líder do Bloco de Esquerda refere que este ataque é uma estratégia de intimidação para tentar travar os barcos com ajuda humanitária.
Estes são barcos que levam comida e medicamentos até Gaza, que estão dentro do direito internacional, da lei internacional, e, portanto, nós pedimos que fiquem alerta e que pressionem os vossos Estados, o nosso governo, o governo de Israel, para parar estes ataques, para parar as estratégias de intimidação. Nós vamos levar ajuda humanitária até Gaza. Qualquer ataque que seja feito a estes navios em águas internacionais, é em si uma violação da lei internacional.
Mariana Mortágua acrescenta que, neste momento, toda a flotilha está em estado de alerta e com o protocolo de segurança ativado. No sul do país, o incêndio que começou no domingo em Aljezur mobiliza, a esta hora, mais de 600 operacionais, apoiados por mais de 220 veículos. O fogo sofreu, na tarde de terça-feira, um reacendimento na zona de Feiteira, numa altura em que os meios de combate estavam posicionados em ações de consolidação. Em entrevista ao Observador no início desta madrugada, Abel Gomes, do Comando Operacional no terreno, destaca que as condições climatéricas não estão a ser favoráveis ao combate às chamas.
Neste momento, contrariamente àquilo que é habitual, temos apenas um arrefecimento da temperatura, mas a entrada de humidade não se regista, portanto, temos humidades muito baixas, o que naturalmente não favorece quem está a combater o incêndio.
O comandante operacional destaca que, neste momento, não há localidades e habitações em risco. No continente asiático, o supertufão Ragaza está a passar ao largo das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, após causar pelo menos 14 mortos em Taiwan e 13 nas Filipinas. Às 3:00, em Lisboa, o Ragaza estava a cerca de 100 km a sudoeste de Macau, onde as rajadas de vento já atingiram 146 km/h nas pontes que ligam a península a zonas periféricas da Taipá e Kong Oan. Em Macau, já tinha subido o nível de alerta para 10, o mais elevado, às 5:30 locais, mantendo o aviso vermelho para possíveis inundações nas áreas mais baixas da cidade. O receio de inundações levou o governo de Hong Kong a apelar à evacuação das áreas mais baixas da península. Os centros de acolhimento de emergência tinham acolhido 640 pessoas. Nos Estados Unidos, Donald Trump mudou de posição e diz que agora Kiev pode recuperar todo o território conquistado pela Rússia. Esta posição traduz uma mudança de opinião do presidente norte-americano, que até agora admitia cedências territoriais. Depois do encontro que teve esta terça-feira com Zelensky, em Nova Iorque, Trump escreveu na rede social Truth Social que, e passo a citar, "pensa que a Ucrânia, com o apoio da União Europeia, está numa posição de lutar e ganhar toda a Ucrânia nos seus contornos originais." Entretanto, Caixa Calhas, a alta representante da União Europeia para a Política Externa e a Segurança, veio dizer que a União estava muito otimista face à mudança de tom do presidente dos Estados Unidos. Para fechar, no desporto, já são dois jogos consecutivos, sem vitórias para o Benfica, no Estádio da Luz, para o campeonato. Esta noite de terça-feira, os encarnados empataram a um golo com o Rio Ave, num jogo em atraso da primeira jornada da Liga Portuguesa. O empate a zero durou até ao minuto 85, numa altura em que Sudakov respondeu com um remate certeiro após cruzamento do extremo belga Angeluke Bakiu. Ainda assim, a vantagem das Águias não durou muito tempo, isto porque ao minuto 90+01, o brasileiro André Luís restabeleceu a igualdade com golo de fora da área. Esta partida assinalou o regresso de José Mourinho, 25 anos depois, ao Estádio da Luz, como treinador do Benfica. No final da partida, o técnico das Águias deixou críticas ao trabalho da arbitragem, liderada por um árbitro da Associação de Futebol da Guarda, Sérgio Guelho, no golo anulado a António Silva, e lamentou o golo sofrido já perto do final da partida.
Dentro das nossas limitações, a segunda parte é boa. A segunda parte é dominante, é agressiva, oportunidades. Fazemos um golo que, se este é o novo futebol em que se invalidam gols por um dedinho pisar outro dedinho, eu não gosto deste futebol, mas se é este o novo futebol, temos que o aceitar como tal. Depois fazemos golo, tanto tentar, tanto criar, fazemos golo. E depois é o momento em que não se pode sofrer. Não se pode sofrer um golo neste momento do jogo.
José Mourinho, no rescaldo deste Benfica 1, Rio Ave 1, com este resultado e com o calendário já totalmente acertado. O Benfica ocupa agora a terceira posição com 14 pontos, menos um que o Sporting, com 15, que está neste momento no segundo lugar. O líder do campeonato é o Futebol Clube do Porto, com 18 pontos. Ponto final neste noticiário das 6:00 da manhã. Regresso dentro de 20 minutos para a síntese informativa. Continue com a Rádio Observador.