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Seis horas. As notícias com Carlos Pedro. Bom dia, Jornal das Seis na Rádio Observador. O Parlamento assinala hoje os 50 anos do 25 de Novembro com uma sessão solene, um momento que vai ser precedido primeiro por uma parada militar em Lisboa. O formato da sessão vai corresponder precisamente aos 50 anos do 25 de Abril, apenas com algumas alterações. Em vez de cravos vermelhos, o Hemiciclo será decorado com rosas brancas. As intervenções serão feitas, como é habitual, por ordem crescente de representação parlamentar. Começa o JPP e termina o PSD. A respeito desta cerimónia feita à revelia da esquerda, o presidente da Associação 25 de Abril diz que não participa. A infantichadas foi o termo utilizado por Vasco Lourenço para classificar a cerimónia desta manhã.
A iniciativa parte do CDS. Já partiu o ano passado. Eu tive a oportunidade de dizer a um responsável do CDS, quando o ano passado me convidou, que não iria lá. "Ah, mas sem si não é..." Sem mim, eu não entro em infantichadas. Eu não entrei o ano passado e não entro este ano.
O presidente da Associação 25 de Abril considera que na origem das celebrações oficiais deste 25 de Novembro, está uma tentativa de deturpar a história.
É querer rescrever a história, é querer comemorar a derrota que tiveram em 1975, no 25 de Novembro, não conseguiram fazer um novo 28 de Maio e agora estão a querer rescrever a história como se o 25 de Novembro de 75 fosse o 28 de Maio com o regresso à ditadura. É isso que eles querem.
Vasco Lourenço, aos jornalistas, à margem de um seminário organizado pela Comissão das Comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Olhemos agora para as presidenciais. A saúde foi o tema que causou a mais discórdia no debate da última noite entre João Cotrim Figueiredo e Jorge Pinto. No frente a frente entre os dois candidatos, Jorge Pinto assume que com a chegada a Belém, vai convocar estados gerais sobre a saúde. Isto caso o governo não consiga resolver os problemas do SNS.
Um presidente da República pode ser muito claro em relação àquilo que quer para o seu sistema e Serviço Nacional de Saúde, que é uma coisa muito simples: dizer a um governo, qualquer governo, tem um tempo limitado para dar resposta aos problemas do SNS. Não resolvem? Eu convoco os estados gerais da saúde para que toda a sociedade civil, para que os médicos, para que os enfermeiros, para que os utentes, para que os partidos políticos possam discutir aprofundadamente aquilo que é o SNS e como é que nós vamos corrigir os seus problemas.
Já Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, considera que os estados gerais sugeridos por Jorge Pinto são uma forma de se imiscuir nos poderes do Parlamento.
Isto é um tipo de intervencionismo do presidente da República.
Acha que sim?
Acho. Não só é um tipo de intervencionismo, como diminui a oposição. Ao substituir-se àquilo que os partidos da Assembleia da República não conseguem fazer, está a fazer o quê? Está a diminuí-los. E eu vi-o queixar-se de que a esquerda em Portugal tinha-se reduzido para 32% dos votos. Nem aos 22 chegava. Com esse tipo de intervencionismo, está a tirar completamente o papel às oposições.
Neste debate foi também discutida a lei laboral. Cotrim Figueiredo defende a inevitabilidade de uma reforma das leis do trabalho.
A legislação laboral que está em discussão é um passo em frente relativamente à flexibilização da legislação laboral, que é necessária para que Portugal se adapte àquilo que vem aí.
Quais são as grandes vantagens da legislação que está a ser discutida, do seu ponto de vista?
É permitir ajustamentos mais pequenos nas relações laborais, que evitem depois que os problemas das empresas cheguem a um ponto onde a única resolução sejam despedimentos coletivos, por exemplo.
Do lado do candidato apoiado pelo Livre, Jorge Pinto sublinha que as propostas de alteração à lei laboral promovidas pelo governo desprotegem os trabalhadores.
Portugal tem três grandes problemas que estão relacionados com esta lei. Já somos o segundo país da União Europeia com mais trabalhadores precários. Continuamos a ter um grande fosso entre salários de homens e de mulheres. Somos um dos países da Europa com menores taxas de natalidade, também fruto das condições laborais que os trabalhadores têm. O que é que este pacote responde a qualquer um destes três assuntos? Nada. Pioramos. E eu, na verdade, oiço a direita do PSD ao Chega, passando agora por João Cotrim de Figueiredo, e aquilo que me parece é que esta direita quer transformar Portugal no Bangladesh.
Jorge Pinto e João Cotrim Figueiredo no debate presidencial da última noite na RTP. Hoje é a vez do frente a frente entre Luís Marques Mendes e André Ventura, às nove da noite, na SIC. Das presidenciais para o Orçamento do Estado, a discussão e votação da proposta para hoje não acontece hoje, na sequência das celebrações do 25 de Novembro, retoma apenas amanhã. Ontem soube-se que o valor das propinas do ensino superior vai manter-se congelado no próximo ano letivo. Uma proposta do Partido Socialista que foi aprovada na discussão do documento. Numa primeira fase, tinha sido chumbada no Parlamento, mas o Chega decidiu alterar o sentido de voto. A proposta do PS prevê que o valor das propinas não pode ser superior ao valor fixado este ano letivo, mantém-se assim nos 697 euros. O governo tencionava descongelar o valor das propinas a partir do próximo ano, com aumento para 710 euros do valor máximo para as licenciaturas. Ainda outra medida aprovada para o próximo orçamento, desta feita no setor da saúde, a possibilidade de novas parcerias público-privadas. É uma proposta de alteração apresentada pelas bancadas do PSD e do CDS, com voto a favor do Chega e da Iniciativa Liberal. Diz-nos que devem ser adjudicados novos contratos PPP, sempre que esse caminho contribua para mais ganhos em saúde para os utentes e seja vantajoso para o interesse público. A votação final global do Orçamento do Estado está marcada para esta quinta-feira, dia 27 de novembro. O governo quer promover o turismo entre Portugal e a Arábia Saudita. Um dos passos para esse objetivo passa pela criação de voos diretos entre os dois países. Manuel Castro Almeida esteve em visita à Arábia Saudita, na cidade de Riad. O governante sublinha o potencial desta ligação entre Portugal e Arábia, sobretudo pelo poder de compra muito elevado dos sauditas. Castro Almeida sugere, por isso, um voo direto, mesmo que a ligação não inclua as capitais dos dois países.
Há aqui muito potencial e há aqui grandes afinidades, grandes interseções entre o que nós temos para oferecer e o que eles podem dar. Uma das coisas que nós temos valorizado também é o fluxo turístico para Portugal. Hoje não há um voo direto a partir de Riad para Portugal. Vamos ter que tratar desse assunto. Se Lisboa está difícil, temos que encontrar outros destinos em Portugal. Porto e Faro são destinos alternativos, se for difícil para Lisboa. Mas há uma grande apetência e um grande potencial de turismo, porque esta gente tem poder de compra muito elevado e vontade de viajar e vontade de conhecer o nosso país.
Manuel Castro Almeida, em entrevista à Agência Luz. O ministro admitiu também a participação na Expo 30, evento para o qual Portugal foi convidado e que se realiza em Riad. Uma das grandes bandeiras de Portugal na Arábia Saudita é Cristiano Ronaldo. Castro Almeida atenta para o papel fundamental do capitão da Seleção Nacional.
Apesar de tudo, devo dizer que o Cristiano Ronaldo joga aqui papel fundamental. É fundamental. Eu pude apreciar, não tinha ideia. Ele é quase considerado um saudita. Eles gostam dele como se fosse um saudita, têm-no como um dos seus. A imagem de Portugal está muitíssimo associada à imagem do Cristiano Ronaldo. Quando eu ofereci alguns presentes, em troca de outros presentes que recebi, o presente que ofereci era um presente da Vista Alegre. Quando eu dizia Cristiano Ronaldo era sócio da Vista Alegre, o presente ficava logo muito mais valioso, porque era um presente de uma fábrica da qual o Cristiano Ronaldo é sócio. Ele tem aqui uma importância enorme e nós temos que aproveitar o Cristiano Ronaldo para atrair investimento para Portugal.
O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, depois de uma visita de dois dias a Riad, na Arábia Saudita, foi acompanhado por uma missão composta por 50 empresas. Lá fora, Volodymyr Zelensky assume que as medidas que surgem no novo plano de paz discutido com os Estados Unidos podem ser exequíveis. As negociações tiveram lugar em Genebra no último fim de semana. Grande parte do que a Ucrânia definia como prioritário foi tido em conta neste quadro, adianta o presidente ucraniano. Zelensky assegura que Kiev nunca será um obstáculo à paz.
A partir de agora, não são mais 28 pontos. Muitos elementos adequados foram incorporados neste plano. É muito difícil finalizar este documento e devemos fazê-lo corretamente. A nossa equipa apresentou novas medidas e esta é realmente a abordagem correta. As questões mais sensíveis vão ser discutidas com o presidente Trump. A Ucrânia não será um obstáculo à paz. Este é um sentimento partilhado com milhões de ucranianos que merecem uma paz justa.
A Casa Branca diz que ainda há pontos de desacordo com a Ucrânia sobre este acordo. Isto numa altura em que, na Ucrânia, as forças russas atacaram na última madrugada a capital ucraniana de Kiev. Segundo o Kyiv Independent, as forças de Moscou lançaram drones e mísseis balísticos contra a cidade ucraniana. No desporto, o Benfica defronta hoje o Ajax para a Liga dos Campeões. Os encarnados procuram os primeiros pontos na competição frente a uma equipa que também soma por derrotas todos os jogos nesta Champions. Por isso, José Mourinho encara este encontro como se de uma final se tratasse. A expectativa do treinador do Benfica é de que a equipa esteja concentrada e motivada.
Portanto, aquilo que eu espero é que amanhã a equipa dê o seu máximo, que os jogadores estejam no máximo da sua concentração e da sua motivação. Acho que é uma questão de ganhar para poder ter esperança de nos qualificarmos e mais importante do que essa motivação, não conheço nenhuma outra.
José Mourinho, na antecâmara deste Ajax-Benfica para a Liga dos Campeões. O jogo está marcado para às 17h45 em Amesterdão. Vai contar com emissão especial aqui na Rádio Observador. O relato fica a cargo do Miguel Cordeiro. Fica por aqui este jornal. A informação regressa com a síntese das 18h30. Até já.