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As notícias com Beatriz Félix. Bom dia, vamos às notícias na Rádio Observador. Luís Montenegro ordenou a redução de oito para duas as ligações à Sport TV depois da polêmica relacionada com os gastos do executivo. Em causa, um ajuste direto que está disponível no portal da contratação pública, celebrado para obter uma subscrição premium do serviço do canal desportivo, ficando disponível em sete pontos do Palacete de São Bento e outro num gabinete da Assembleia da República destinado ao governo. Como foi noticiado pelo Observador, o contrato em causa previa o pagamento de perto de €20.000, a somar ao IVA pela taxa em vigor. O gabinete do primeiro-ministro deu ordens à Secretaria-Geral do Governo para reduzir as ligações de oito para duas, passando de um custo mensal de €585 para €146, é o que se pode ler no comunicado. O Correio da Manhã adiantou que a ordem partiu diretamente do primeiro-ministro Luís Montenegro. Falamos agora de Vila Franca de Xira, que critica a resposta do Estado central aos efeitos do mau tempo. O presidente da Câmara estima prejuízos na ordem dos €15 milhões. Este é um município onde foram retiradas de casa, por precaução, 33 pessoas. Fernando Paulo Ferreira acusa de incapacidade para assegurar os serviços essenciais, entidades como a E-Redes e a Infraestruturas de Portugal. Em entrevista à Rádio Observador, o autarca sublinha que os estragos foram muitos e, por isso, pede ao governo apoios financeiros.
O importante é, de certo modo, abrirem os cordões à bolsa para poderem ajudar os municípios também a fazer esta recuperação infraestrutural. Nós temos aqui à volta, temos nós próprios, em Vila Franca, várias estradas ainda cortadas, com uma recuperação muito difícil, e temos aqui os nossos municípios vizinhos, nomeadamente a Roda de Vinhos, com quem temos muita ligação, e as pessoas trabalham e residem nestes dois municípios, em que há ligações que estão absolutamente cortadas e a sua recuperação vai exigir aqui muitos meses de trabalho e muito investimento, que as câmaras não têm.
Em reação aos pedidos do CHEGA e do PS para que seja prolongado o estado de calamidade e alargado a outros municípios, o socialista Fernando Paulo Ferreira diz que a prioridade para Vila Franca de Xira é outra.
Julgo que seria mais útil, independentemente dessa declaração do estado de calamidade, alargar os apoios aos municípios, às pessoas e às empresas, aos municípios que estavam no estado de contingência, como era o caso de Vila Franca de Xira. É uma questão de avaliarem no terreno. Creio que não seria necessário estar a artificializar o estado de calamidade, mas estender esses apoios também aos municípios que estavam, por determinação do governo, em estado abaixo da calamidade, de contingência.
Fernando Paulo Ferreira lembra que muitas famílias ficaram sem eletricidade por falta de intervenção das empresas públicas. A Câmara Municipal teve de tomar medidas urgentes por iniciativa própria. E ontem o PS entregou no Parlamento uma proposta para o alargamento do número de municípios admitidos pelo estado de calamidade e desafiou ainda a Iniciativa Liberal e o CHEGA a aprovar esta medida. O partido quer que o governo inclua os municípios de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, ainda Sobral de Monte Agraço e a zona de Lezíria do Tejo neste estado de exceção. O PS quer também que estes municípios sejam incluídos, mas com efeitos retroativos. À Rádio Observador, o deputado André Rios pede uma resposta do governo até quinta-feira, mas deixa também o repto a André Ventura e Mariana Leitão.
No caso concreto da Arruda dos Vinhos, que é o que eu conheço mais próximo, já foram aqui visitar durante a semana passada, para além do secretário-geral do PS, na quarta-feira. Na sexta-feira, veio cá o líder do CHEGA e a líder da Iniciativa Liberal e, portanto, puderam constatar em loco daquilo que os autarcas estão a reclamar, no fundo, legitimamente, na nossa perspectiva. E, portanto, bastava que esses dois partidos, além do Partido Socialista, que vieram aqui in loco verificar a situação, votassem a favor para que este projeto de resolução fosse aprovado no Parlamento.
O deputado socialista considera incompreensível que o governo ainda não tenha dado este passo para acudir às populações destes concelhos. E o governo deixa uma garantia: o PTRR, o Plano Português de Recuperação e Resiliência, vai estar no terreno nas próximas semanas. É o que adianta o secretário de Estado da Proteção Civil. Em entrevista à Rádio Observador, Rui Rocha diz que o plano tem de ser ultimado, mas vai para o terreno assim que possível.
Julgo que não podem ser meses. Eu diria que nas próximas semanas ele terá que ser conhecido, porque, como digo e como foi referenciado, há aqui questões de emergência, embora isso também tenha as responsabilidades dos próprios municípios, mas é evidente que algumas questões, pela dimensão daquilo que são reparações, é bom que hajam apoios estatais para poder garantir, e é isso que está a ser desenhado.
Já sobre a isenção de portagens em várias autoestradas na região de Leiria, um pedido que os municípios desta região fizeram para que fosse prolongado, o secretário de Estado da Proteção Civil diz que a situação mais crítica já terá sido ultrapassada e, portanto, descarta essa possibilidade. Falamos agora do Tribunal Constitucional, que ontem proclamou António José Seguro como vencedor das eleições para presidente da República e que soma mais de 3,5 milhões de votos na segunda volta. Foram os resultados finais, depois da Assembleia de Apuramento Geral da eleição para a presidência. António José Seguro fez história, bateu recordes, é agora o presidente eleito com mais votos em democracia. E na atualidade internacional esta noite, uma série de explosões atingiu a cidade de Odessa. Uma notícia que foi avançada pela agência russa Ria Novosti. Um ataque que acontece pouco tempo depois das Forças Armadas da Ucrânia terem dado conta da presença de drones inimigos no Mar Negro em direção à cidade de Odessa. É também uma resposta a uma outra investida das Forças Armadas ucranianas contra civis. E ainda na atualidade nacional, num dia marcado pelas novas rondas de negociações em Genebra, Donald Trump voltou a ameaçar o Irão antes da nova ronda sobre o programa nuclear de Teerão. A bordo do Air Force One, o presidente norte-americano deixa um aviso e diz que haverá consequências se não houver um acordo, mas espera que o Irão seja mais razoável. As conversações decorrem em Genebra, mediadas por Omã, depois de uma primeira ronda que aconteceu no início deste mês. Ainda assim, o Irão tem executado novos exercícios navais no Golfo Pérsico para testar as capacidades militares, mas Washington quer garantir que Teerão não desenvolva armas nucleares, enquanto o Irão exige que sejam levantadas as sanções internacionais. Voltamos a falar da Ucrânia. Isto porque Donald Trump diz que é um país que precisa de chegar a um acordo rápido com a Rússia também. A bordo do Air Force One, o presidente dos Estados Unidos considera que a Ucrânia faria bem em sentar-se à mesa das negociações e de forma rápida. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo também já tinha alertado para questões que ainda precisam de ser resolvidas, que são vastas e que ninguém se arrisca a prever o resultado destas discussões. Garante, ainda assim, que Moscovo não quer apenas uma pausa nas hostilidades, mas um acordo duradouro que inclua a resolução das questões que estão na origem de todo o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Para já, há também uma garantia deixada por Volodymyr Zelensky, que segue para esta terceira ronda de negociações com a certeza de que não vai repetir os mesmos erros e não vai ceder territórios à Rússia. Fechamos este jornal, edição das 06:00. No desporto, o Benfica que joga hoje contra o Real Madrid no jogo a contar para a Liga dos Campeões. José Mourinho deixou um aviso: diz que a vitória do Benfica frente à mesma equipa no final de janeiro é história do passado. Na televisão, há o jogo de hoje a contar para a primeira mão do playoff de acesso aos oitavos de final desta competição. O treinador das Águias diz que os merengues são uma equipa agora ferida, o que pode ser um fator de motivação extra para os jogadores do Real Madrid, depois da derrota por 4x2 aquando da última visita ao terreno das Águias.
É tudo novo. Esqueçamos o jogo que jogámos na Luz há umas semanas atrás. Esqueçamos, porque é um Real Madrid completamente diferente. É uma equipa ferida. Levaram quatro. Imagine o Benfica levar quatro e duas ou três semanas depois ter a possibilidade de reencontrar a equipa que o atropelou. Íamos não só com a normalidade da motivação, mas íamos com qualquer coisa extra. É aquilo que eu espero da parte deles.
O Benfica vai reencontrar-se hoje com o Real Madrid, depois da última vitória por 4x2, que qualificou os encarnados para a próxima fase da Liga dos Campeões. Desta vez, as Águias jogam com os merengues no Estádio da Luz às 20:00, a contar para os playoffs de acesso aos oitavos de final da Liga. Para a tarde está preparada uma emissão especial de desporto para acompanhar este frente a frente futebolístico, com relato e análise em direto para ouvires aqui na Rádio Observador. É o ponto final neste noticiário, edição das 06:00. A informação fica por aqui. Está de regresso daqui a pouco, às 06:30, com a síntese de notícias.