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Rádio Observador. São 6 horas. As notícias com Carlos Pedro.
Jornal das 6 na Rádio Observador. A começar pelo tema da educação, são afixadas hoje as notas dos exames nacionais do nono ano, no mesmo dia em que abre o concurso nacional de acesso ao ensino superior. A garantia de que as notas das provas do nono ano vão ser publicadas daqui a poucas horas foi dada ontem pelo júri nacional de exames aos estabelecimentos de ensino. O representante dos diretores escolares, Filinto Lima, disse que as escolas estão em condições de afixar as notas das provas finais do nono ano esta manhã, assim que os ficheiros cheguem aos estabelecimentos de ensino durante a última noite. Também hoje abre o concurso nacional de acesso ao ensino superior. As pautas dos mais de 300 mil exames nacionais do 12° ano começaram a ser afixadas apenas na sexta-feira à noite e sem todas as classificações, devido a falhas identificadas pelo júri nacional de exames. Hoje, todos os alunos finalistas já devem conhecer os resultados obtidos nos exames nacionais. A primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior decorre até o dia 6 de agosto, no site da Direção Geral do Ensino Superior. Os resultados serão divulgados no dia 23 do mesmo mês. Para o próximo ano letivo, há 56.790 vagas através do regime geral de acesso. Importa ainda dizer que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, fala hoje ao país a partir do meio-dia. Um momento para acompanhar aqui na Rádio Observador. Nas reações a esta polêmica dos exames, o PS pede que o governo pondere prolongar o prazo de candidaturas ao ensino superior. José Luís Carneiro defende o prolongamento do prazo de candidaturas devido à instabilidade que diz existir nos processos de correção dos exames e por antecipar que vão ser feitos muitos pedidos de reapreciação da prova.
Não havendo também ainda total segurança nas classificações que foram atribuídas, e por isso mesmo haverá alunos que vão realizar o seu pedido de reapreciação de provas, é desejável que possa haver um eventual adiamento por um a dois dias, pelo menos, para que todo este processo possa ser feito com segurança, com estabilidade, quer para os alunos, quer também para as próprias famílias.
José Luís Carneiro pede ainda ao governo que se reúna com urgência com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas para discutir dois pontos.
É desejável que, do ponto de vista da segurança do processo, possa haver prolongamento do prazo de inscrição no ensino superior. A segunda medida é a do eventual adiamento por um ou dois dias para a realização da segunda fase dos exames.
José Luís Carneiro ontem em declarações à Agência Lusa. Do lado do LIVRE, o porta-voz Jorge Pinto considera que Fernando Alexandre, o ministro da Educação, deve perceber que falhou e assumir responsabilidades. O porta-voz ou co-porta-voz do LIVRE critica ainda a forma como o ministro se referiu aos diretores das escolas. Jorge Pinto considera que Fernando Alexandre fê-lo de forma bastante ameaçadora. Já o PCP não descarta uma moção de censura. Paulo Raimundo descreve os problemas na classificação dos exames nacionais como uma trapalhada. Diz que a culpa não é apenas do ministro da Educação, mas das decisões tomadas por todo o executivo de Luís Montenegro.
Uma trapalhada autêntica da responsabilidade do governo todo, não é apenas do ministro da Educação. O ministro da Educação tem, eu diria, para além de uma arrogância que está a demonstrar em todo este processo, para além de ter disparado em todos os sentidos para responsabilizar tudo e todos sobre este caos completo. Também temos que ser justos e considerar que a responsabilidade não é só dele, porque não foi o ministro que decidiu desmantelar o Ministério da Educação. Não foi o ministro que decidiu dispensar quinhentos trabalhadores, desorganizar completamente todo o sistema de organização que estava montado, inclusive para os exames nacionais.
O líder comunista considera ainda que o desempenho do governo nos vários ministérios demonstra que o executivo está num estado de profunda degradação. Já sobre as polêmicas em volta do ministro da Administração Interna, relacionadas com propriedades de Luís Neves e ligações ao empresário de construção civil de Barcelos, Paulo Raimundo diz estar à espera de esclarecimentos.
A ideia que tenho é que nós somos todos interessados, e primeiro interessados, em que se esclareça tudo. Eu até diria que não tenho dúvida que a primeira pessoa que tem mais interesse em que se esclareça todas essas notícias que estão a pairar no ar é o próprio ministro da Administração Interna. Portanto, estamos à espera desses esclarecimentos.
As declarações de Paulo Raimundo aos jornalistas ontem, durante uma festa de convívio do PCP em Braga. Os operacionais da Força Especial de Proteção Civil iniciam hoje uma greve de cinco dias contra a falta de pagamento do trabalho suplementar. Uma falta de pagamento de forma persistente, é o entendimento deste sindicato que convoca a greve. É o Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil. Em comunicado, o SINFAP esclarece que estão em causa, por exemplo, os pagamentos relativos às horas prestadas no âmbito do dispositivo especial de combate a incêndios rurais do ano passado, da resposta operacional à depressão Christine e também do trabalho suplementar gerado pela própria escala de serviço. O sindicato garante que durante a greve será assegurado o socorro a quem precise, através dos serviços mínimos já decretados. Seguimos com o Mundial de Futebol. A Espanha venceu a Argentina por 1 x 0, na final do Campeonato do Mundo, e sagra-se assim campeã mundial pela segunda vez na história. É a segunda vez que a Espanha conquista esta competição, depois de o ter feito em 2010, na altura contra os Países Baixos, também no prolongamento. Agora, de volta no prolongamento, mas frente à Argentina, os espanhóis acabaram por vencer. O gol da vitória foi marcado já aos 106 minutos por Ferran Torres. No final do jogo, o número sete diz que o destino estava escrito.
Acho que no final o gol foi de 47 milhões de pessoas. Não foi meu, nem dos 26 jogadores da seleção. Eu acho que hoje o destino estava escrito. Estava feito para que ganhassemos longe da nossa gente, mas tentámos fazê-los sentirem-se o mais perto possível.
A reação do herói do jogo, o gol decisivo de Ferran Torres aos 106 minutos acabou por dar o segundo Campeonato do Mundo de Seleções à Espanha. Já o selecionador Luis De La Fuente diz ter muito orgulho nesta equipa.
Agora sim, estou muito emocionado. Depois de olhar para trás, pensando neles, nós falámos muito com os jogadores. Eles diziam: "Mister, nós ganhámos tudo. Tudo!" E isso é maravilhoso. Com uma geração de jogadores, vou dizer de novo que são exemplo para o desporto espanhol, para a juventude espanhola, para a Espanha. Juntos, somos mais fortes. Isso que ninguém duvide.
A reação do selecionador espanhol depois da vitória perante a seleção da Argentina, depois das conquistas da Liga das Nações e do Campeonato da Europa, Luis De La Fuente junta agora o Campeonato do Mundo ao palmarés como selecionador principal de Espanha. No total, são cinco troféus como selecionador da seleção espanhola, também nas várias camadas jovens. A Espanha repetiu assim o feito de 2010, junta o Mundial 2026 também ao Campeonato da Europa, conquistado em 2024. Seguimos neste jornal com a atualidade internacional. Os Estados Unidos concluíram a nona noite consecutiva de ataques contra o Irão. A informação foi avançada pelo Comando Central Norte-Americano, que em comunicado avança que foram atacados centros de comando militares, instalações de defesa aérea e de vigilância costeira, capacidades marítimas, bases e redes de comunicações. O objetivo dos ataques foi reduzir a capacidade do Irão de atacar navios comerciais e marinheiros civis que transitam pelo estreito de Ormuz. Donald Trump diz que este ataque foi em honra dos militares norte-americanos que foram mortos na guerra. O líder dos Estados Unidos adiantou aos meios de comunicação norte-americanos que morreram estes três militares.
Sentimo-nos muito mal, porque aqueles patriotas estavam a combater para que o Irão não tenha uma arma nuclear. O Irão tem sido muito atingido, perderam quase tudo. Só têm alguns mísseis e alguns drones. Nós controlamos o estreito de Ormuz, eles não controlam nada, por isso vamos ver o que acontece. Mas estamos a atingi-los muito esta noite em honra dos três patriotas.
Donald Trump em declarações aos jornalistas ontem na base de Andrews. Fecha assim este jornal das 18h00 na Rádio Observador. A informação volta às 18h30. Até já.