Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Seis horas. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
A Europa está de olhos postos no leste da Alemanha, na região da Saxónia, a alta extrema-direita pode chegar pela primeira vez, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, ao governo de um estado alemão. A AFD lidera as sondagens e pode conseguir um resultado histórico. Laura Figueiredo.
Cerca de 1,7 milhão de pessoas são chamadas este domingo às urnas para escolher o novo Parlamento Regional da Saxónia-Anhalt. A votação acontece num estado do leste da Alemanha, com cerca de dois milhões de habitantes. Alternativa para a Alemanha, um partido de extrema-direita e anti-imigração, próximo de Moscovo e de Donald Trump, lidera as sondagens com cerca de 40% dos votos, muito à frente da CDU. O partido pode chegar assim pela primeira vez, desde o final da Segunda Guerra Mundial, ao governo de um Estado alemão, mas ser a força política mais votada não garante o poder. O candidato da AFD, Ulrich Sigmond, quer governar sozinho, sem coligações. Contudo, se não conseguir lugares suficientes para formar governo, terá de procurar um parceiro, algo que os restantes partidos recusam, pelo menos para já. A eleição promete testar a chamada Brandmauer, o cordão sanitário, que os restantes partidos têm mantido em torno da AFD.
A jornalista Laura Figueiredo, com a eleição na Alemanha, que pode dar à extrema-direita o primeiro governo de um Estado alemão. Este sábado, milhares de pessoas saíram às ruas, em Magdeburgo, em defesa da democracia. Ainda na atualidade internacional, os enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, são esperados este domingo em Kiev, naquela que é a primeira visita dos dois representantes norte-americanos à capital ucraniana. Em Kiev, vão reunir-se com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Este sábado, Witkoff e Kushner estiveram em Moscovo, foram recebidos por Vladimir Putin. Depois do encontro, o conselheiro do presidente russo considerou as negociações oportunas e muito benéficas para ambos os lados. Segundo o Kremlin, os enviados dos Estados Unidos apresentaram várias ideias sobre possíveis soluções para pôr fim à guerra. As deslocações têm como objetivo relançar as negociações de paz. A Rússia e a Ucrânia acordaram, entretanto, suspender os ataques às duas capitais durante três dias, isto para garantir a segurança das reuniões. A Ucrânia tinha pedido um cessar-fogo mais prolongado, mas o Kremlin rejeitou. Apesar das tréguas, a Rússia atacou já durante a última noite uma zona residencial na região de Kharkiv. Duas pessoas morreram. Por cá, sete distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo devido ao tempo quente até segunda-feira. São eles Beja, Castelo Branco, Évora, Faro, Lisboa, Setúbal e ainda Portalegre. Os avisos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera estão em vigor até às 21h de segunda-feira. E a esta hora, por causa das altas temperaturas, cerca de 400 operacionais combatem dois incêndios ativos no país. Em Évora, são perto de três centenas os homens e mulheres empenhados no combate às chamas, apoiados por mais de 100 veículos. O fogo atingiu uma zona de pinheiros e mato na serra da Ó, em Estremoz. As chamas deflagraram ainda antes das 20h deste sábado. Mais tarde, por volta das 22h30, um outro incêndio começou em Ervideira, em Ponte de Sor, no distrito de Portalegre. O fogo entrou na última madrugada em resolução, um pouco antes das 5h. No teatro de operações estão mais de 100 operacionais, apoiados por 35 viaturas. Seguimos agora com o fenômeno meteorológico de vento e granizo, que atingiu na última noite Albergaria-a-Velha e que deixou um rasto de destruição. A freguesia de Branca, em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, registou fortes rajadas de vento e uma queda intensa de granizo. À Rádio Observador, o vereador com o pelouro da Proteção Civil, João Oliveira, dá conta de casas e veículos danificados.
Tivemos aqui bastante casas afetadas com a queda de granizo, vento forte, que derrubou telhas de cerâmica e telhas de metal, criando alguns prejuízos, tanto dentro das habitações, porque associado ao vento, também teve chuva e granizo. Associado a isso, tivemos vários fenômenos, desde veículos danificados, estradas inundadas.
Explicações do coordenador municipal da Proteção Civil de Albergaria-a-Velha, João Oliveira, à Rádio Observador. Na política, o PS volta a acusar o governo de lucrar com o aumento dos preços dos combustíveis. O líder da bancada parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, diz que desde 2024, o governo já encaixou mais de € 1 mil milhões em receitas provenientes das subidas dos combustíveis e garante que se o PS estivesse no governo, o gasóleo e a gasolina estariam hoje mais baratos.
Sabe-se que desde março de 2024, quando a AD tomou posse, a gasolina está €0,06 mais cara por litro e €0,09 o gasóleo. São mais de € 1 mil milhões registados na Conta Geral do Estado de 2024 e 2025. A gasolina e o gasóleo estão mais caros por decisão deste governo e se fosse o governo do Partido Socialista, esse tal governo do passado, gasolina e o gasóleo eram mais baratos.
Declarações de Eurico Brilhante Dias à Agência Lusa, o líder parlamentar do PS, que respondia a Hugo Soares, o secretário-geral do PSD. Acusou José Luís Carneiro de viver no passado, nos tempos dos governos PS, depois das críticas do líder socialista sobre o aumento dos preços dos combustíveis.
Eu julgo que o deputado José Luís Carneiro estava mal habituado Habituou-se, durante o tempo do Dr. António Costa, a que o governo de então ganhasse dinheiro com o aumento dos preços e com as dificuldades de vida dos portugueses. Isso é verdade. O Dr. António Costa demorava muito a reagir e nós sabemos que assim foi, que durante muito tempo o governo do Dr. António Costa fartou-se de ganhar dinheiro à custa da subida dos preços e, portanto, de duas, uma: ou o Dr. José Luís Carneiro continua a achar que ainda está a viver no tempo do governo do Dr. António Costa, o que manifestamente os portugueses sentem, felizmente, no dia a dia, que já assim não é, ou então está impreparado.
Hugo Soares falou também sobre a moção de censura que o governo enfrenta na próxima terça-feira. O secretário-geral do PSD considera que a iniciativa do Chega tem apenas uma intenção: colocar o partido no centro do debate político, e diz que é completamente deslocada.
Ainda ontem nós tivemos a notícia de que uma agência de rating, das mais conceituadas, elevou o rating da nossa dívida pública para A+, algo que não acontecia há cerca de 25 anos. E creio, sinceramente, que todas as circunstâncias que hoje o país vive, com os salários a aumentarem, os impostos a descerem sucessivamente, o emprego em níveis máximos históricos, o desemprego em mínimos níveis históricos, esta moção de censura é completamente deslocada da realidade e tem um objetivo, que é este: é pôr-nos a falar daquilo que verdadeiramente não interessa. É pôr o Chega no centro do debate político, que é isso que o deputado André Ventura gosta e sabe fazer como ninguém, diria, e estar constantemente nas televisões para que se fale dele. Eu não estou disponível para isso.
O secretário-geral do PSD e líder da bancada social-democrata, Hugo Soares, em declarações aos jornalistas à margem da festa da rentrée política do PSD de Ponte de Lima. E André Ventura defende a moção de censura do Chega ao governo, diz que vai separar o trigo do joio e acusa os restantes partidos de falta de coragem. Confrontado com o expectável chumbo da iniciativa do partido, André Ventura fala numa espécie de esquizofrenia de coragem na política portuguesa.
Eu acho que é bom também porque, entre outras coisas, separa o trigo do joio e permite separar aqueles que andam há muito tempo a falar que tem que se afastar Luís Neves, mas não querem fazer nada para afastar Luís Neves. A Iniciativa Liberal acordou tarde e disse: "Bom, mas Luís Neves tem que sair. Como é que vai votar a moção de censura? Contra". O Partido Socialista diz: "Bom, a autoridade do Estado está em causa". O mandatário do Presidente da República na saúde diz: "Pode estar em causa o regular funcionamento das instituições". Como é que vota o PS? Não sabemos, mas não vai viabilizar. Ou seja, há nisso da política portuguesa uma espécie de esquizofrenia de coragem.
André Ventura, que garante ainda que o partido fez de tudo para tentar evitar ter de avançar com uma moção de censura. São declarações do líder do Chega à chegada ao jantar da distrital de Lisboa do partido. Tempo ainda para o desporto nesta edição das seis da manhã. O Sporting venceu o Nacional por 2 x 0. Os Leões voltam assim a isolar-se no segundo lugar do campeonato. No Estádio de Alvalade, em Lisboa, Luís Soares abriu o marcador aos 32 minutos de pênalti e Flávio Gonçalves fechou as contas aos 49. No final da partida, o treinador dos Leões, Rui Borges, fala numa vitória que não deixa espaço para contestação.
Nós controlamos o jogo do início ao fim. Uma primeira parte onde falhámos algumas ligações, estávamos muito lentos. O Nacional entrou com um bloco coeso e às vezes até um bocadinho alto numa fase inicial, depois começou a baixar com naturalidade. Nós ameaçamos, mas muito previsíveis, alguns passes falhados quando entrámos em segundas linhas, mas fomos controlando o jogo, as transições acima de tudo, que sabíamos que tínhamos que estar muito concentrados nesse momento de jogo. Uma segunda parte onde entrámos bem.
Declarações de Rui Borges à Sport TV. O Sporting segue assim na segunda posição, com 13 pontos, mais três do que o Benfica, terceiro classificado e com menos um jogo disputado. O Nacional ocupa o décimo lugar com quatro pontos. Antes, o Benfica venceu o Marítimo por três bolas a zero. Em casa do Marítimo, o Benfica conseguiu o segundo triunfo consecutivo no campeonato. O médio Leandro Barreiro marcou dois gols, já o terceiro foi feito pelo avançado argentino Prestiani. No final da partida, o treinador dos Encarnados disse que a vitória foi totalmente justa e que a equipa entrou muito bem no encontro. Marco Silva considera ainda que o Benfica esteve sempre por cima do jogo, até à lesão do lateral direito Alexander Bah.
Uma vitória totalmente justa. Não me lembro de uma defesa do Samuel todo o jogo. Teve um livre lateral minimamente perigoso já na segunda parte. Passou na frente da baliza, mas nada de perigo naquele momento e o jogo todo controlado. Uma entrada muito forte da nossa equipa, em que conseguimos claramente impor o jogo da forma que queríamos. Fizemos um gol e eu acredito que até à lesão do Bah, completamente o jogo controlado, sempre em cima do adversário.
O técnico dos Encarnados, Marco Silva, à Sport TV. Já o treinador do Marítimo lamenta que a equipa não tenha criado oportunidades suficientes. Considera que a derrota é resultado de ter começado a perder logo ao início do encontro. Ponto final nesta edição das 6 da manhã. As notícias estão de regresso às 18h30, em formato síntese.