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Seis horas. As notícias com Teresa Freire.
Bom dia. Donald Trump rejeita a proposta do Irão para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias. A informação é avançada pelo Wall Street Journal, que cita responsáveis norte-americanos não identificados. Em causa as declarações do ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, que à margem da Assembleia Geral da ONU, anunciou esta sexta-feira uma proposta que disse que entraria em vigor assim que Washington aceitasse. Mas agora o presidente norte-americano rejeita a proposta por desconfiar da capacidade de Teerão para corresponder às suas exigências. O Wall Street Journal avança ainda que os Estados Unidos poderão retomar os ataques ao Irão depois das eleições intercalares marcadas para dia 3 de novembro. Passamos para o tema dos combustíveis. Iniciativa Liberal, PCP e CDS deixam críticas ao governo. Mariana Leitão defende que o Executivo de Luís Montenegro tem a obrigação moral de descer o ISP. Em declarações aos jornalistas, a líder da IL afirma que os portugueses estão a ser afetados todos os dias pelo aumento do preço dos combustíveis.
O governo legalmente não é obrigado, moralmente é obrigado. Moralmente é obrigado. As pessoas estão a passar mal, as pessoas estão com dificuldades. Várias pessoas, famílias, são profundamente afetadas por isto. Não é só o custo da gasolina, é o custo depois em tudo o resto, pelo impacto que esse aumento do custo dos combustíveis tem. Portanto, moralmente, o governo devia pôr a mão na consciência e fazer a sua parte. E a sua parte é, uma vez na vida, em vez de virem com o argumento: "Não estamos a faturar", poder dizer uma vez que seja: "Estamos verdadeiramente a ajudar as pessoas".
Mariana Leitão, em declarações aos jornalistas em Lisboa esta sexta-feira. A líder dos liberais revelou ainda que o partido enviou, na quinta-feira, perguntas à ministra do Ambiente para perceber qual a situação das reservas energéticas de Portugal e critica ainda a atitude que diz ser paternalista por parte do governo, ao pedir aos portugueses que poupem nos combustíveis. Já o PCP quer mais esclarecimentos sobre as reservas de combustível do Estado e critica aquilo que apelida como política da porcelana. Em causa está a mobilização de parte das reservas estratégicas nacionais de combustível para França. A ministra do Ambiente explicou esta semana que Portugal foi obrigado a enviar uma parte das reservas para fora do país por falta de capacidade de armazenamento. Em reação, Paulo Raimundo questiona a justificação dada pelo governo e pergunta o que o Executivo tenciona fazer.
Perante essa justificação que levou a todo esse processo, qual é a situação com a qual estamos confrontados? É uma multinacional, neste caso espanhola, poder vir a ficar nas mãos com a única refinaria que o país tem, que é a refinaria de Sines. E o governo sobre isso não diz nada? O PS sobre isso não diz nada? Estão preocupados com a reserva estratégica e não estão preocupados com aquilo que pode acontecer amanhã, que é ficarmos sem nenhuma possibilidade, tendo reservas, não poder refinar?
Palavras de Paulo Raimundo, que avança ainda que submeteu esta sexta-feira no Parlamento uma pergunta dirigida ao governo sobre o assunto dos combustíveis. Em declarações aos jornalistas em Loures esta sexta-feira, o dirigente comunista aproveitou também para apontar o dedo ao que chama de partidos da política de porcelana, por não quererem taxar lucros extraordinários. O deputado do CDS João Almeida discorda em absoluto dos apelos do governo à diminuição do consumo de combustíveis, em causa as declarações do ministro da Economia e da ministra do Ambiente, que pediram aos portugueses para consumirem menos energia. Em declarações à RTP Notícias, o deputado do CDS João Almeida diz que existem muitas pessoas que não têm capacidade de reduzir os consumos.
Eu devo dizer que discordo em absoluto dessas declarações dos dois ministros. Discordo em absoluto e acho que é a pior coisa que se pode dizer às pessoas neste momento. Do ponto de vista da sensibilidade política, não foram minimamente acertadas e também não reconheço às declarações uma consequência evidente que fosse positiva, porque há muita gente que não tem alternativa de transporte público, por exemplo, pra levar os seus filhos à escola, pra levar os seus idosos a tratamentos.
O deputado do CDS João Almeida a criticar as recomendações dos ministros na RTP Notícias. Mário Centeno diz que não tenciona ser candidato a primeiro-ministro, nem a concorrer à liderança do PS neste momento. Garantia deixada pelo ex-ministro das Finanças de António Costa e antigo governador do Banco de Portugal na apresentação do livro "Contas Certas", uma apresentação que, Martim Madeira, contou com várias figuras do Partido Socialista.
Mário Centeno apresentou o livro Contas Certas com a coautoria do jornalista Filipe Santos Costa. Uma apresentação que contou com grandes nomes da história do PS. António Costa e o atual secretário-geral do partido marcaram presença. E momentos antes do evento, questionados sobre uma possibilidade de Centeno poder vir a ser um concorrente na liderança do PS, Mário Centeno e José Luís Carneiro tiveram uma interação, no mínimo, constrangedora.
Vou ter aqui um concorrente.
Concorrente pra quê?
Não sei. Você é que sabe.
Não.
Está lá um cartão, se o Mário Centeno aceitar.
Esse é um assunto que diz respeito a Mário. Até já!
Uma questão sobre um cartão militante que fica a cargo agora do ex-ministro das Finanças. Já no final do evento, Centeno explica que o livro é apenas uma visão sobre o caminho do país.
O meu papel neste momento é tão só, e se calhar já não é pouco, o de apresentar aquilo que é a minha visão sobre o caminho que o país fez.
O ex-governante do Banco de Portugal utiliza ainda uma analogia de uma mesa de três pernas como uma obrigação de os governos darem estabilidade a Portugal.
É obrigação de quem está e quem vive o ciclo político em cada momento, criar essas mesas de três pernas, que a todo momento permite fazer o país avançar. Não vai ser entregue pelo IKEA Nem vêm as instruções de montagem, é preciso construí-las.
Já sobre vir a ser primeiro-ministro, Centeno recusa.
Não gostava nada de ser primeiro-ministro.
Ainda sobre uma comparação, sobre ser o novo Passos Coelho da esquerda, Mário Centeno diz que é uma comparação sem qualquer cabimento.
Essa comparação é despropositada, porque o nosso passado é completamente diferente e não há nenhuma comparação possível, mesmo entre uma situação e a outra.
O livro "Contas Certas" de Mário Centeno, uns bastidores da vida do ministro, que no final até tem direito a uma playlist, com a primeira música a ser de Amália, e que Centeno diz ter dedicado ao secretário de Estado do Orçamento em 2016.
O jornalista Martim Madeira, que acompanhou a apresentação do novo livro de Mário Centeno. A ADSE justifica a atualização da tabela de medicamentos com a evolução dos preços do mercado. No dia 1 de outubro, os preços vão subir. A ADSE, instituto público de gestão participada, explica que a atualização da tabela tem como objetivo acompanhar a evolução dos preços do mercado das substâncias e recusa que se trate de uma medida de poupança. Fontes do instituto à Agência Lusa revelam ainda que atualizam a tabela de medicamentos normalmente duas vezes por ano e dizem que não o fazer criaria uma distância significativa entre os preços pagos e as condições de mercado. Dar conta ainda de que o jornal "Expresso" avançou que os hospitais privados estão a ameaçar cortar acordes com a ADSE, o que já veio a ser desmentido pelo instituto, que diz não ter recebido qualquer informação no sentido de denúncia ou suspensão da convenção por parte de prestadores privados. Notícia de fecho neste jornal das 06h, informação estará de regresso às 06h30.