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Cidade do Faro. Muito bom dia, são 7 da manhã, temos notícias na Rádio Observador, uma edição da jornalista Carla Jorge Carvalho. O PSD volta a vencer na Madeira e fica a 300 votos da maioria absoluta. Dez anos depois de assumir a presidência do governo regional, Miguel Albuquerque é um líder ainda mais reforçado.

Os sociais-democratas conseguiram mais de 43% dos votos, têm agora 23 deputados. Precisam de apenas mais um para a maioria absoluta no Parlamento Regional. O Juntos pelo Povo subiu, a segunda força política na Madeira, obteve 21% dos votos, tem 11 mandatos. Já o PS foi o derrotado da noite, caiu para o terceiro lugar com pouco mais de 15% e oito deputados. No discurso de vitória, Miguel Albuquerque, agora reeleito presidente do governo regional, vincou a resposta do povo da Madeira à instabilidade dos últimos anos. Miguel Vítor Dias.

No discurso de vitória, Miguel Albuquerque colheu os louros para o partido e não só.

Um agradecimento muito sentido quanto à confiança depositada no meu partido e na minha liderança.

Não há alternativas à liderança. Miguel Albuquerque apontou o fim da instabilidade na região.

Quer estabilidade e um governo para quatro anos. Não quer brincadeiras de partidos.

E por isso, mesmo sem ter feito ainda qualquer contacto para assegurar a maioria absoluta na Assembleia Legislativa Regional, Albuquerque deixa já uma indicação sobre qual vai ser o primeiro telefonema a fazer.

É evidente que os nossos parceiros privilegiados todos a gente sabe.

A referência ao CDS, que elegeu um mandato do deputado José Manuel Rodrigues. Já para os adversários, o líder do PSD Madeira e presidente do governo regional deixou um recado.

Uma clara derrota da coligação de esquerda e da agenda da maldicência.

O Chega perdeu a representação depois de ter sido autor da moção de censura e o PS passou a terceira força política. A vitória de Miguel Albuquerque não apaga os problemas judiciais, mas o presidente reeleito diz que não pode viver à espera das denúncias anônimas.

E essa ideia de que uma pessoa em Portugal, com este sistema de denúncias anônimas, pode se demitir em função de ser constituído arguido, significa o quê? Significa que os partidos radicais utilizam as denúncias anônimas como instrumento político.

E por isso faz uma distinção.

Nós não podemos ser ingénuos relativamente a isto. Uma coisa é a Justiça, outra coisa é a utilização dos instrumentos da Justiça para fazer política.

Miguel Albuquerque a desvalorizar a condição de arguido numa noite em que acabou a festejar nas ruas do Funchal, ao lado de Pedro Calado, o ex-presidente da Câmara, que chegou a ser detido no âmbito das investigações judiciais no arquipélago.

Miguel Vítor Dias com os destaques do discurso de vitória de Miguel Albuquerque. O Chega perdeu um deputado, mas continua a ser a quarta força política, agora com três deputados. A Iniciativa Liberal e o CDS mantêm o deputado único. A Assembleia Legislativa Regional da Madeira passa agora a ter seis partidos em vez de sete, uma vez que o PAN perdeu a representação parlamentar.

Paulo Cafôfo, líder do PS na região, assume a responsabilidade pela derrota eleitoral do partido.

Diz que aceita a derrota de cabeça erguida e que vai ficar na liderança do partido até, pelo menos, às eleições autárquicas.

Também aqui tenho que ter a responsabilidade de organizar o partido e preparar o partido para estes dois importantes atos eleitorais. Depois das autárquicas, obviamente, vou abrir um processo interno para a liderança do partido, mas até lá, e sublinho isto, até lá, o partido tem que estar focado nos desafios eleitorais e por isso eu, com toda a responsabilidade, irei liderar o partido.

Ou seja, o processo de liderança interna do PS Madeira só vai começar depois de setembro, à altura das próximas eleições autárquicas. Paulo Cafôfo quer o partido focado no próximo combate eleitoral, mas a oposição interna discorda. O deputado Carlos Pereira já veio pedir a Cafôfo que liberte o partido e diz que está disponível para o que o PS entender.

Foi uma das surpresas da noite, o PS Madeira foi ultrapassado pelo Juntos pelo Povo. Hélvio Sousa mantém todos os cenários em aberto.

Uma vez que Miguel Albuquerque só precisa do apoio de um deputado para conseguir a maioria absoluta, mas o líder do JPP garante que nada está fechado.

E neste momento, amanhã vamos ouvir a comissão política, porque eu acho que o cenário não está fechado. Acho que o cenário não está fechado. Mas nós amanhã vamos ter a oportunidade de abordar seis forças políticas.

Decisões para esta manhã. É a reação de um dos vencedores da noite, o JPP, que tem agora 11 deputados, lidera a oposição a Miguel Albuquerque.

E o Chega, apesar de perder um deputado, reitera que não está disponível para apoiar Miguel Albuquerque.

Miguel Castro garante que não se arrepende de ter tomado a iniciativa de apresentar a moção de censura que levou à queda do governo e às eleições antecipadas. O líder do partido na Madeira garante que o Chega é oposição ao PSD.

Defendemos sempre que o Governo Regional da Madeira, os madeirenses não podem ser representados por uma pessoa que está na condição judicial em que Miguel Albuquerque está. Por isso mesmo, é que apresentamos uma moção de censura ao seu governo. Nada pessoal contra o cidadão Miguel Albuquerque, tudo contra o político Miguel Albuquerque. Precisamente por isso, é que nós apresentamos aquela moção de censura. E obviamente que se os madeirenses assim entenderam que preferem que seja o PSD a governar, que seja, mas que arranje os entendimentos com quem quiser e obviamente que não será com o Chega. O Chega será oposição a este governo de Miguel Albuquerque

O Chega perdeu um deputado regional, mas continua a ser a quarta força mais votada na Madeira.

E o Presidente da República vê os resultados eleitorais como um sinal de estabilidade política.

Marcelo Rebelo de Sousa reagiu a partir do Estádio de Alvalade, na zona da Flash Interview, depois da vitória de Portugal frente à seleção da Dinamarca e prevê um entendimento entre o PSD e o CDS, de tal forma que já fala numa maioria absoluta na Madeira.

Houve maioria absoluta, uma vez que o PSD com o CDS tem maioria absoluta. Quer dizer que os eleitores, aparentemente, escolheram a solução da estabilidade e não propriamente soluções alternativas. Ao fim de tantas eleições, disseram: "Vamos dar a este somatório, a estes partidos que lá estavam, chance para com maioria absoluta governar".

Análise deixada por Marcelo Rebelo de Sousa em declarações à RTP sobre o resultado na Região Autónoma da Madeira.

Apesar da confiança do chefe de Estado, o CDS garante que ainda não falou com Miguel Albuquerque.

Quem o diz é José Manuel Rodrigues, o líder centrista na região autónoma, que não deixa, no entanto, de mostrar disponibilidade para um entendimento.

Não houve nenhuma conversa com o PSD sobre coligações ou entendimentos. O que está neste momento em cima da mesa é saber se o partido vencedor das eleições deseja um entendimento com o CDS. Se desejar, vamos nos sentar à mesa e aquilo que poremos em cima da mesa são as nossas propostas e as nossas soluções.

A mesma leitura faz o CDS a nível nacional. Nuno Melo, presidente do partido, assegura que a decisão é para ser tomada pelos órgãos regionais do partido, mas diz que o CDS vai assegurar a estabilidade na região autónoma. Abre-se assim a porta a um entendimento com Miguel Albuquerque. Juntos, PSD e CDS têm a maioria absoluta na região.

E nas restantes reações nacionais, Luís Montenegro fala de uma vitória extraordinária do PSD Madeira e de uma derrota em toda a linha para o PS e o Chega. O presidente social-democrata, também primeiro-ministro, compara o que se passou ontem na Madeira com o que pode acontecer a nível nacional.

Na Madeira, como já tinha acontecido nos Açores, como estou em crer acontecerá em todo o país, as pessoas põem em primeiro lugar o crescimento da economia, o equilíbrio das contas públicas, as políticas que diminuem os impostos, que aumentam os rendimentos, que resolvem os seus problemas, aqueles que as afligem no seu dia a dia.

Luís Montenegro diz que a Madeira está a entrar num novo ciclo político e que o PSD vai ter condições para garantir um governo estável e duradouro na região. Ainda do lado do PSD, o ministro dos Assuntos Parlamentares é mais cauteloso. Pedro Duarte fala numa vitória estrondosa, mas avisa também contra a tentação de se fazer uma comparação dos resultados regionais com as eleições antecipadas de maio.

Quem também não tira conclusões a nível nacional é Pedro Nuno Santos. O líder socialista diz que a derrota é do PS Madeira.

A declaração de Pedro Nuno Santos nem chegou a quatro minutos. Diz que respeita a autonomia da Madeira e rejeita fazer comparações com cenários nacionais.

É uma derrota do Partido Socialista da Madeira, não há como ignorar. Lamento apenas que tenha ganho o PSD Madeira e Miguel Albuquerque, em particular.

Faz alguma leitura daquilo que são estes votos na Madeira para uma situação nacional ou não?

Não posso fazer. O Partido Socialista, como sabem, nunca ganhou uma eleição na Madeira e é o partido que mais eleições ganhou no país.

E por isso não faz reações nacionais. É a resposta de Pedro Nuno Santos à derrota do PS na Madeira, que passou a ser a terceira força política na região.

Já André Ventura deixa a garantia que o Chega não cede ao PS, nem na Madeira nem no país.

Rejeita ser o PCP, diz Ventura, e assegura que não vê vitórias no lugar de derrotas. Ainda assim, assume que esperava mais.

Acho que hoje ficou uma mensagem para o país todo e ficou também para Luís Montenegro, que é: o Chega não cede, o Chega não se vende, o Chega não vende os seus princípios por qualquer lugar ou por qualquer eleitoralismo. Mesmo quando os resultados não correm tão bem, nós assumimos esse resultado e continuamos tão firmes na luta contra a corrupção como estivemos em toda a nossa vida.

André Ventura ontem à noite na sede do Chega, em Lisboa, a reagir aos resultados eleitorais da Madeira. Nos restantes partidos, a Iniciativa Liberal pede ao PSD e a Miguel Albuquerque que deem condições de estabilidade à Madeira. O PCP admite que falhou o objetivo, mas assinala que foi quem mais cresceu à esquerda. O Livre lamenta o que considera ser uma derrota das forças progressistas na Madeira. O Bloco de Esquerda avisa que não se pode fazer uma leitura nacional dos resultados. Estes três partidos ficaram fora do Parlamento Regional. Junta-se também o PAN, que perdeu o deputado que tinha e responsabiliza o voto útil.

No futebol, Portugal bateu esta noite a Dinamarca por 5x2 e garantiu a passagem pra a Final Four da Liga das Nações, onde vai encontrar a Alemanha.

No final deste encontro no Estádio de Alvalade, o selecionador nacional mostrou-se satisfeito com o apuramento, apesar do contexto que tem vivido nos últimos dias. Roberto Martínez garante que mantém a confiança da Federação.

Sinto muito a confiança do presidente, sinto a confiança da nova direção, sinto a confiança de toda a federação e a seleção é dos jogadores e é dos adeptos, não é do selecionador. O selecionador está aqui para ajudar. Não sou um treinador novinho, sou um treinador com muita experiência e eu estou tranquilo, que quando a equipa perde é a minha culpa e quando a equipa ganha, são os jogadores. Não há problema. O que é importante é que estamos aqui a lutar para os objetivos. Vivemos uma festa e é isso que, como selecionador, preocupa-me.

Roberto Martínez, na zona de entrevistas rápidas na RTP, a responder às críticas que lhe foram sendo atribuídas depois da derrota na primeira mão frente à Dinamarca. Certo é que Portugal deu a volta à eliminatória e vai defrontar a Alemanha a 4 de junho em Munique, na final four da Liga das Nações. A outra meia-final vai ser entre França e Espanha. São agora 7:12, Carla, que outras notícias marcam esta manhã de segunda-feira? Um sismo de magnitude 4.4 na escala de Richter foi sentido com maior intensidade em Albufeira e Faro. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o sismo teve epicentro a cerca de 75 km a sul de Faro, foi registrado por volta das 5h da manhã. De acordo com o IPMA, não terá causado feridos ou danos materiais. Os Estados Unidos e a Rússia têm para hoje marcada uma reunião na Arábia Saudita, onde vão discutir a paz na Ucrânia. Este encontro acontece depois de ontem diplomatas norte-americanos e ucranianos terem conversado, também em Riad. Em entrevista à Fox News, o enviado especial norte-americano para o conflito, Steve Witkoff, diz que está otimista em relação à reunião, diz que espera grandes progressos e reitera que Vladimir Putin quer a paz. Rejeita que o presidente russo queira invadir mais países europeus, como têm defendido alguns aliados da NATO. O presidente moçambicano Daniel Chapo reuniu-se ontem com Venâncio Mondlane, o antigo candidato presidencial. O anúncio foi feito em comunicado pela presidência moçambicana. A reunião serviu para discutir soluções face aos desafios que o país enfrenta. É assim que é descrito este encontro entre Daniel Chapo e Venâncio Mondlane. De recordar que Mondlane não reconheceu os resultados eleitorais das últimas presidenciais em Moçambique. Esta agora é para os fãs de Gyökeres. Alguém que é mesmo muito fã, mais do que o Paulo, que o acompanha. O Paulo, que acompanha os fãs de Gyökeres.

Que acompanha os rally. Não é dos rallys.

Não.

Sim. Acho difícil haver alguém mais.

Mais do que ele. Vou te dizer quem. A equipa portuguesa de colombofilia, que foi a campeã do mundo e que agora quis homenagear Gyökeres. Estás baralhada?

Gyökeres é que é o escudero.

O que uma coisa tem a ver com a outra? Tem, porque a equipa Paulo César e Morais nomeou o pombo campeão mundial na categoria all round, de Viktor Gyökeres. É assim que se chama.

O nome do pombo é Gyökeres.

Exatamente. Mas não só. Isto para quem sabe.

Para quem segue a colombofilia.

Para quem sabe e as colunas mais cor-de-rosa. A namorada de Gyökeres.

É a Inês Aguiar.

O Bruno sabe tudo. Inês Aguiar, atriz. Há também uma pomba agora com o nome de Inês Aguiar, que ficou em oitavo lugar na competição. Os pombinhos.

Se um dia o patrocinador do jogador de futebol mudar, mudam também o nome à pomba ou não?

Não compliques, Paulo. Uma vez Inês Aguiar, para sempre pomba. Vamos acreditar que isto vai ficar. Que bonita a homenagem.

Os pombinhos da Catarina.

Andarão de mão em mão.