Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Na cidade de Faro. As notícias das 19h na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. E começamos na política. PSD e CDS vão repetir a coligação pré-eleitoral para as eleições de 18 de maio, mas sem o PPM. O Partido Popular Monárquico fica de fora. A Aliança Democrática continua, mas sem o PPM, liderado por Gonçalo da Câmara Pereira. O anúncio foi feito ontem à noite, durante o Conselho Nacional do PSD. O secretário-geral social-democrata, Hugo Soares, não vê necessidade legal de mudar o nome da coligação. Ainda assim, deixa em aberto todos os cenários.

O PPM não integra a coligação do ponto de vista do continente, porque não foi possível chegar a acordo com o PPM relativamente à questão dos lugares. Qual será o nome da coligação que vai ser registrada, mas quero apenas sobre isso dizer que do ponto de vista jurídico, formal, constitucional, não há nenhum problema. Nos próximos dias, os senhores serão informados de qual a designação em concreto que nós vamos usar nesta eleição, mas como o país sabe, esta é a candidatura da AD, nós somos a AD.

Hugo Soares, em declarações aos jornalistas ontem à noite no Conselho Nacional do PSD. E Carla, Gonçalo da Câmara Pereira não ficou satisfeito com esta decisão. O presidente do PPM considera que não faz sentido a coligação PSD e CDS manter o nome AD. Se tal acontecer, diz que se trata de uma injustiça e acusa sociais-democratas e centristas de estarem a defraudar o eleitorado. São declarações de Gonçalo da Câmara Pereira à Agência Lusa. Mas há mais destaques do Conselho Nacional do PSD. As listas de candidatos às eleições legislativas foram aprovadas. E sem surpresa, Luís Montenegro foi reconduzido como candidato a primeiro-ministro. Ele é também o cabeça de lista da AD por Aveiro. No discurso, Montenegro mostra-se confiante para a campanha e deixa desafios ao PS numa tentativa de deixar para trás o tema da empresa familiar. Miguel Viterbo Dias.

Luís Montenegro foi aprovado como recandidato a primeiro-ministro por unanimidade e aclamação. E para o combate dos próximos meses, procura tirar o foco das polémicas com a empresa familiar e desafiar o PS.

É que aqueles que querem uma mudança, expliquem em que é que essa mudança consiste e mostrem porque são mais habilitados do que nós a poder promovê-la.

E tenta, por isso, ditar o tom.

Aquilo que as portuguesas e os portugueses em casa se questionam é: vale a pena mudar de governo? Para onde? Ou vale a pena reforçar este governo? Para quê?

Luís Montenegro quer uma campanha em estilo roadshow do último ano de governo, com objetivos renovados e deixa um repto aos partidos.

Nós não nos vamos isentar de fazer uma campanha elevada.

Com o PSD organizado e as listas aprovadas.

Temos agora tempo nas próximas semanas de demonstrar o que fizemos e de demonstrar o que vamos fazer e de motivar e mobilizar o país para vir conosco.

São 11 os ministros que vão para a estrada enquanto cabeças de lista. Montenegro é o número um em Aveiro, Miranda Sarmento, das Finanças, em Lisboa, e Paulo Rangel, dos Negócios Estrangeiros, no Porto. Outros ministros, como Ana Paula Martins, da Saúde, são cabeças de lista em Vila Real, Pedro Reis, da Economia, em Castelo Branco, e Castro Almeida, da Coesão Territorial, em Portalegre. Hernâni Dias, o único membro do governo a demitir-se, vai voltar a ser o número um por Bragança. Já na restante composição das listas, os envolvidos na operação Tutti Frutti ficam de fora e o CDS mantém apenas a garantia de eleger dois deputados. Numa coligação que agora perde o PPM, mas que não perde o objetivo para 18 de maio.

Condições de estabilidade política, de governabilidade.

Luís Montenegro a apostar num reforço do PSD e do CDS no Conselho Nacional do Partido, que dá mais um passo rumo às eleições de 18 de maio.

Miguel Vitero Dias, que acompanhou o Conselho Nacional do PSD, que se realizou ontem à noite no Hotel Sana, em Lisboa. Na análise, o editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatozo, explica como Luís Montenegro procurou ganhar vantagem face a Pedro Nuno Santos.

Estes 11 meses foram muito marcados por uma política de devolução de rendimentos e de reposição de alguns direitos e até de uma pacificação de alguns setores mais contestatários. Luís Montenegro acredita que isso é uma forte vantagem eleitoral, foi sempre assim desde o início, e, portanto, Luís Montenegro acha que agora tem essa vantagem do seu lado e que o Partido Socialista não terá uma adesão majoritária do eleitorado. E, portanto, quanto mais Luís Montenegro fugir ou tentar desviar o debate do caso Pinum Viva, mais vantagem, acredita o primeiro-ministro, terá no confronto com Pedro Nuno Santos.

A análise de Miguel Santos Carrapatoso ao discurso de Luís Montenegro.

Já o CDS-PP volta a indicar Nuno Melo e Paulo Núncio para integrar as listas de candidatos a deputados na coligação com o PSD às legislativas de maio.

Estes nomes foram apresentados ao Conselho Nacional do CDS, que também se realizou ontem à noite. O anúncio foi feito pelo próprio presidente do partido, Nuno Melo.

Tendo em conta que o essencial dos deputados do CDS hão de ser eleitos, principalmente pelos círculos eleitorais de Lisboa e do Porto, estou em condições de lhes adiantar que eu serei candidato pelo círculo eleitoral do Porto e o senhor doutor Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS, será o candidato do CDS, indicado em primeiro lugar pelo círculo eleitoral de Lisboa.

O presidente do CDS ontem à noite, depois do Conselho Nacional do partido, aqui num som captado pela RTP. Nuno Melo é candidato ao círculo eleitoral do Porto, Paulo Núncio a Lisboa.

E este tema vai estar em destaque no explicador desta manhã. Contamos com o debate entre Vitor Linchas, do PS, e Duarte Pacheco, do PSD. Nas autárquicas, Alexandra Leitão diz que Carlos Moedas ainda não se assumiu como candidato à Câmara de Lisboa, porque está à espera dos resultados das eleições antecipadas.

E de avançar para a liderança do PSD no lugar de Montenegro. A candidata do PS de Lisboa dá hoje uma entrevista ao Público e à Renascença. Lembra que Carlos Moedas foi claro ao afirmar que só vai tomar uma decisão sobre a Câmara depois das legislativas, o que para Alexandra Leitão tem uma leitura: consoante os resultados, pode abrir-se uma guerra de sucessão interna no PSD, em que Moedas tenha interesse. Já sobre a estratégia do PS para Lisboa, Alexandra Leitão diz que quer uma candidatura alargada, de centro e de centro-esquerda. Assume que já houve contactos informais com outros partidos, mas acrescenta que o PS não fará uma coligação a todo o custo.

A líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, diz não existir qualquer lógica no critério que leva Luís Montenegro a debater apenas com alguns partidos nestas legislativas.

O primeiro-ministro só quer debater com o PS, Chega, Iniciativa Liberal e PCP, algo que não agrada à coordenadora do Bloco de Esquerda. Numa entrevista à Sic Notícias, Mariana Mortágua afirma que Luís Montenegro não pode escolher com quem quer debater.

O CDS tem todo o direito a participar nos debates. Se o CDS quer participar, o seu líder vai a debates, Nuno Melo debate com todos. E Luís Montenegro debate com todos. O que nós não podemos aceitar é que Luís Montenegro diga: "Eu debate com este..." Porque foi o próprio a escolher. Foi o PSD que escolheu com quem é que quer debater e com quem é que não quer. E eu pergunto: por que não quer debater comigo? Por que a escolha dos partidos? Tem medo de um debate inconveniente? Por que não quer debater?

Mas há alguma diferença entre a Mariana Mortágua debater Luís Montenegro e debater com Nuno Melo? Não são ambos membros do mesmo governo e da mesma coligação que suporta o governo?

Eu acho que devo debater com os restantes líderes das coligações, dos partidos que se apresentam a eleições. É assim que é o debate democrático.

A coordenadora do Bloco de Esquerda, que justifica ainda o regresso de alguns elementos históricos do partido para estas legislativas. No caso de Francisco Louçã, Fernando Rosas e Luís Fazenda, Mariana Mortágua menciona o atual contexto político nacional e também internacional.

Precisamente, na atualidade internacional, Donald Trump anuncia tarifas de 25% em importações de automóveis fabricados fora dos Estados Unidos.

Trump acredita que a medida pode levar a um crescimento da indústria norte-americana e garante que já há fabricantes a quererem investir nos Estados Unidos.

O que vamos fazer é aplicar uma tarifa de 25% em todos os carros que não são feitos nos Estados Unidos. Se os carros forem feitos nos Estados Unidos, não há absolutamente nenhuma tarifa. Começamos com uma base de 2,5%, que era o que estava vigente, e depois vamos para os 25%. Vão ver os preços a baixar e vão baixar especificamente porque vão comprar o que vamos fazer. Vamos incentivar empresas e até países a vir para a América construir.

Declarações de Donald Trump na Casa Branca ontem à noite. A medida é para entrar em vigor na próxima quarta-feira. Em resposta a este anúncio, a Comissão Europeia já veio lamentar as tarifas impostas à produção automóvel fora dos Estados Unidos. Ursula von der Leyen garante ainda que vai proteger os interesses dos cidadãos europeus.

Paris recebe hoje uma nova cimeira sobre paz e segurança para a Ucrânia. A reunião junta mais de 20 países da União Europeia e da NATO.

O encontro foi convocado pelo presidente francês Emmanuel Macron, vai contar com a presença de Volodymyr Zelensky. O secretário-geral da NATO e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, marcam também presença nesta reunião de alto nível. Portugal vai estar representado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.

O presidente da Ucrânia está desde ontem em Paris e esteve reunido com Emmanuel Macron antes desta cimeira.

Volodymyr Zelensky deu uma entrevista a um painel de jornalistas europeus, onde deixou uma mensagem para a Europa. Diz que Putin quer dividir e enfraquecer por dentro a União do continente europeu. O presidente francês anunciou, entretanto, mais um pacote de ajuda à Ucrânia. França vai enviar mais de 2 mil milhões de euros em apoio militar.

E o presidente do Conselho Europeu reconhece que os 27 têm de fazer mais ao nível da defesa do bloco comunitário.

António Costa destaca o aumento do investimento na defesa por parte dos Estados-membros, mas considera que há condições para ir mais longe.

Há dez anos, os aliados da NATO decidiram aumentar a despesa com a defesa para 2% do PIB até 2024. E precisamente no ano passado, em 2024, os aliados europeus atingiram este objetivo de 2%. E sabemos que precisamos de fazer mais e estamos preparados para fazer mais. E em junho, na próxima cimeira da NATO, tomaremos a decisão de aumentar o nosso objetivo para cumprir as nossas capacidades.

Declarações de António Costa. Em entrevista à CNN Internacional, o presidente do Conselho Europeu recusa ainda comentar a polêmica em torno das mensagens sobre os planos de guerra que altos funcionários dos Estados Unidos partilharam por engano com o jornalista numa conversa de grupo online.

São temas que vão estar em destaque no Gabinete de Guerra desta manhã para ouvir, como sempre, depois da síntese das 19h30.

Agora 7:11, Carla, que outras notícias estão em destaque? Manhã com tempos de espera muito elevados nos hospitais do SNS. O Amadora-Sintra está com mais de 13 horas na urgência geral. Situação semelhante no Beatriz Ângelo, com 12 horas e meia. O Hospital de Santa Maria chega quase às seis horas. Também o Garcia de Orta está com cinco horas de espera para doentes com pulseira amarela. O ativista da greve climática estudantil que atingiu Luís Montenegro com tinta verde fica a conhecer hoje a sentença por três crimes de dano, um incidente que aconteceu durante a campanha para as legislativas do ano passado. O estudante universitário de 19 anos responde por ter estragado a roupa do primeiro-ministro, de uma fotógrafa do CDS e de um polícia de serviço na FIL, onde decorria a ação de campanha. A leitura da sentença está marcada para as 15h, em Lisboa. E quem é que faz 45 anos de carreira? Quem é? 45? Eu estou em 1980. Ora, quem é? Vamos ouvir. Olha quem são eles. Os jovens. Mais uma jovem banda. Exato. Mas promessa. Vêm a concertos, não é? Vêm a concertos para celebrar os 45 anos de carreira. Concertos nos Coliseus, Porto e Lisboa. E como é que se chama estes- Group Rock. Sim, claro. Exatamente. Mas estes concertos, como é que se chamam? Operação Stop. É muito bom. Operação Stop. Sim, senhora. Querem datas? Sim, claro. É muito bom. Porto, 18 de outubro, Lisboa, 7 de novembro. É começar já- Qual é 18 de outubro? É o Porto. É o Porto. Vou falar para comemorar meu aniversário. Ah, é? Viram como é que são as coisas? Obrigada, Paulo. Era preciso convidar-nos em direto. Muito obrigada. Vamos todos ao Porto. Essa é uma operação stop em que eu quero ser mandado parar. Atenção, que os bilhetes já estão à venda e por isso é melhor não esperar assim tanto. Preços entre os €20 e os €55. Não, o Paulo compra para toda a equipa. Obrigado, Paulo. Fia-te no Gerzen e não vás à Operação Stop. Obrigado.