Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Rádio Observador. São 7 horas. As notícias com Miguel Viterbo Dias.

Bom dia. Israel terá pedido aos Estados Unidos para que se juntassem à campanha militar lançada contra o Irão. Donald Trump não está a considerar aceder a este pedido. A notícia foi avançada pelo portal Axios, que cita autoridades israelitas e norte-americanas. Este pedido de Israel terá sido feito ao longo das últimas 48 horas. Netanyahu quer o envolvimento norte-americano nos ataques às instalações nucleares do Irão, mas Trump não está com intenções de se juntar ao conflito, indicam fontes dos Estados Unidos. A CNN Internacional avança ainda que Israel e os Estados Unidos estão em concordância quanto à duração do conflito, que deverá continuar por várias semanas e não dias. Entretanto, o mais recente balanço das autoridades israelitas apontam para oito mortos e mais de 200 feridos. Já do lado iraniano, são contabilizadas 78 vítimas mortais no primeiro dia de ataques israelitas. O porta-voz das Forças Armadas de Israel diz que o que está em curso é mesmo uma guerra. Em entrevista à CNN Portugal, Rafael Rosen Zaz esclarece que a ofensiva israelita não é uma mera operação militar.

Essa não é uma operação, essa é uma guerra. Essa guerra vai acontecer até os objetivos serem alcançados, até que o Irã não continue sendo uma ameaça imediata.

O porta-voz das Forças Armadas israelitas diz ainda que o objetivo de Tel Aviv é garantir o futuro do Estado de Israel. Por isso, garante, é necessário acabar com o programa nuclear do Irão.

Os nossos objetivos são muito claros e muito simples: é garantir o futuro existencial do Estado de Israel. Vejam, nós estamos lidando com um regime que diz claramente que tem o desejo, um desejo incontrolável, de apagar o Estado de Israel do mapa. E nós não podemos permitir que um regime que deseja destruir o Estado de Israel possa ter a capacidade de destruir o Estado de Israel.

O porta-voz do exército israelita garantiu ainda que Tel Aviv tem capacidade para manter o esforço militar de forma autónoma. Na política nacional, António José Seguro apresenta esta tarde a candidatura à Presidência da República. O antigo secretário-geral do PS é o primeiro da área socialista a avançar para a corrida a Belém. Anunciou no início deste mês a vontade de concorrer ao cargo e apresenta hoje essa formalização oficial da candidatura. A cerimónia acontece no Centro Cultural das Caldas da Rainha, pelas 16h. A Rádio Observador vai acompanhar em direto este anúncio oficial de António José Seguro. O já candidato Henrique Gouveia e Melo deixa elogios ao programa do governo da AD. Fala num programa reformista e virado para o futuro. Ainda assim, avisa que do programa à execução, há um grande percurso que tem que ser percorrido.

É um programa que tem sementes para o desenvolvimento e julgo que é positivo. Claro que também há coisas controversas no programa, que não serão consensuais, mas isso faz parte da luta político-partidária. Mas eu acho que o programa, em termos gerais, vai contribuir para o desenvolvimento do país.

Henrique Gouveia e Melo, durante uma visita à Feira do Campo, em Beja. Já Luís Marques Mendes sublinha o espírito reformista do Executivo. Admite que ainda é cedo para avaliar o programa do governo. No entanto, o candidato apoiado pelo PSD acredita que a AD demonstra agora um maior espírito transformador face à anterior legislatura.

À primeira vista, acho que o governo é mais sólido do que o governo anterior, e o programa do governo tem um espírito mais reformador que o do governo anterior. Mas nesta matéria, é preciso aguardar para ver. É como os melões, só depois de abrirem que se vê se são bons. E só se vai perceber se, de facto, o governo é mesmo transformador, eu diria que daqui a 100 dias. A avaliação dos primeiros 100 dias vai ser decisiva. Aí se verá. Há ritmo, há dinâmica, há reformismo ou não há. E por isso é que o governo não pode demorar tempo a tomar agora decisões em concreto.

Luís Marques Mendes a apontar para esse arranque do governo nos primeiros 100 dias, ontem na Feira do Livro de Lisboa. José Luís Carneiro avisa que o governo tem de escolher com quem quer dialogar. O candidato único à liderança do Partido Socialista pede a Luís Montenegro que tome a decisão de conseguir levar a cabo as reformas propostas para o país.

Vamos, portanto, aguardar pelo respeito do governo, e que o governo tenha consciência de que tem que escolher com quem quer fazer o diálogo. Não pode ser à segunda, terça e quarta com uns e à quinta, sexta e sábado com outros. E não há domingo de descanso também, porque o país precisa de muito trabalho e de muita dedicação.

O antigo ministro da Administração Interna, candidato único à liderança do PS, diz ainda que vai aguardar que o governo demonstre respeito pelo Partido Socialista. De regresso à atualidade internacional, as autoridades norte-americanas continuam a tentar encontrar o suspeito de ter assassinado ontem uma congressista democrata no Minnesota. Trata-se de um homem de 57 anos que trabalha como segurança e que já foi identificado pelas autoridades dos Estados Unidos. Terá recebido a formação de militares norte-americanos. As autoridades do país relatam que foi encontrado na viatura do atirador um manifesto e também uma alegada lista com 70 nomes de pessoas a abater. No carro, estavam ainda vários panfletos com a inscrição "No Kings", o lema de uma onda de protestos marcados para este sábado em mais de uma centena de cidades norte-americanas. O FBI está a oferecer uma recompensa de US$50 mil em troca de informações que conduzam ao suspeito. No futebol, o Porto estreia hoje no Mundial de Clubes. Os Dragões têm pela frente o Palmeiras, do técnico português Abel Ferreira. Esta edição arrancou esta madrugada, tem agora um novo formato: 32 clubes divididos por oito grupos de quatro equipas. Porto e Benfica são os representantes nacionais. Os Dragões entram em campo já hoje para defrontar o Palmeiras e na divisão do jogo, o técnico Martín Anselmi alerta para o adversário capaz de criar diferentes dificuldades.

O Palmeiras é uma equipa que gosta de ter bola, mas que também sabe conviver sem ela. São muito bons nas transições e quando é preciso defender, também o fazem. Nem sempre é uma equipa super pressionante, por isso temos que ser inteligentes e saber lidar com as duas facetas do jogo, quando formos pressionados e quando nos derem a bola para tentarem apostar no contra-ataque.

Do outro lado, Abel Ferreira sublinha a importância da competição e levanta dúvidas sobre o estado do relvado.

Isto não é uma competição qualquer, é um campeonato do mundo onde estão as 32 melhores equipas do mundo. O Palmeiras chega aqui porque ganhou títulos, ganhou uma Libertadores. Vimos com muita ambição, muita vontade de competir e desafiar os melhores entre os melhores. Agora a impressão é boa. Vamos ver como é que vai estar amanhã o estádio, o gramado, foi algo que me preocupou um pouco. Parece que é sina, parece que os gramados andam sempre atrás de mim, mas que seja acima de tudo um grande evento, um grande espetáculo.

Abel Ferreira e Martin Anselmi na antecâmara da estreia do Mundial de Clubes. O jogo de abertura entre o Al-Ahly e o Inter de Miami terminou esta madrugada sem golos. As duas equipas integram o grupo do Futebol Clube do Porto, que joga hoje às 11 da noite, com relato na Rádio Observador. Portugal derrotou por 5 x 0 a Polónia, na segunda jornada da fase de grupos do Europeu de sub-21. João Vikenda por duas vezes, Henrique Araújo, Paulo Bernardo e Rodrigo Gomes apontaram os golos da seleção portuguesa, que ao intervalo já vencia por 4 x 0. Uma vitória que coloca Portugal no primeiro lugar do grupo C, com quatro pontos, com os mesmos da França, que derrotou ontem a Geórgia. No final do encontro, o treinador português Rui Jorge reconheceu o exagero dos números face ao que aconteceu dentro das quatro linhas.

É uma grande vitória, por números que não parecem justos. Estivemos muito bem no ataque rápido, no contra-ataque. Era uma coisa que sabíamos que podíamos explorar, mas precisamos de outra consistência de jogo. Não fomos tão superiores como os números dizem.

Rui Jorge no final do Portugal 5, Polónia 0. A seleção portuguesa de sub-21 volta a entrar em campo na terça-feira, defronta a Geórgia num jogo que arranca às 17h.