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Notícias às 19h, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. Três anos depois de ter sido despedida pela TAP, Christine Ourmières-Widener acusa o governo de António Costa de a ter usado como bode expiatório e escudo político. A ex-CEO da companhia aérea ainda está à espera que o caso dos despedimentos seja encerrado e diz também que é graças a ela que a privatização foi possível.
Em entrevista ao Observador, Christine Ourmières-Widener insiste que o despedimento da TAP, decidido pelo governo do PS em 2023, foi ilícito e sem razão. A ex-CEO da companhia aérea portuguesa defende-se ao dizer que entregou bons resultados e que só por isso a empresa pôde agora ser privatizada. Queixa-se de injustiça e considera que foi um alvo político.
Vejo-me como um bode expiatório ou escudo político numa situação que nada teve a ver com a minha performance. Entreguei os melhores resultados da história da empresa. Fizemos coisas muito difíceis durante o meu mandato na TAP, mudanças e transformações que eram pré-requisito para qualquer privatização, que hoje é possível. Isso só foi possível porque fizemos coisas difíceis, como a resolução da situação da Grandforce e da manutenção no Brasil, dois dossiês prioritários para o governo antes de qualquer privatização.
Christine Ourmières-Widener liderou a companhia aérea portuguesa desde junho de 2021 até ao despedimento, dois anos depois, em março de 2023.
Nesta entrevista ao Observador, a gestora revela que ainda está à espera que este caso seja encerrado nos tribunais e admite um acordo com a TAP, caso a empresa esteja disponível para isso.
Diz que no mundo empresarial é sempre possível haver conversas e chegar a um acordo, quando se quer uma conclusão, mas explica que não há nenhuma negociação em curso. A antiga CEO da TAP lembra ainda que quando assumiu a liderança da empresa, em 2021, a situação ainda estava muito frágil por causa da pandemia.
A situação era extremamente difícil, havia muitos problemas para resolver, crises em quase todos os departamentos. Estávamos a sair da Covid e a empresa estava praticamente a colapsar. Era uma questão de sobrevivência. E quando se está em modo de sobrevivência, a prioridade é pagar salários dos trabalhadores, pagar combustível. Se não se paga o combustível, não se voa. Era realmente sobreviver.
Christine Ourmières-Widener, em entrevista ao Observador. A empresária francesa admite que a vida pessoal e profissional ficou contaminada com o caso em Portugal. Está agora a trabalhar numa empresa britânica ligada ao hidrogênio para a aeronáutica.
Uma entrevista conduzida pelas jornalistas da editoria de economia do Observador, Alexandra Machado e Ana Suspiro, que faz manchete a esta hora no nosso site. Três semanas depois da passagem da Depressão Christine, a estrutura de missão criada pelo governo para a recuperação da zona centro do país faz, esta manhã, o primeiro balanço dos trabalhos.
Vai ser o primeiro briefing à comunicação social feito pela estrutura liderada por Paulo Fernandes. Este organismo está a funcionar em Leiria, tem mandato até ao fim do próximo ano. Espera-se que esta manhã seja apresentado o mais recente levantamento dos prejuízos registados na região, os apoios atribuídos até ao momento e também as próximas etapas que a estrutura vai seguir para a recuperação do território. Os autarcas da região têm criticado o governo por não ter prolongado o estado de calamidade e por ter terminado também a isenção do pagamento de portagens.
A presidente do Conselho Regional de Coimbra, da Ordem dos Advogados, também entende que foi prematuro o fim da declaração do estado de calamidade.
Teresa Letras foi entrevistada no programa da Rádio Observador, Justiça Cega, defende que a decisão do governo chegou cedo demais.
Neste momento, ainda, no meu entender, naturalmente, não estão repostas as condições mínimas para grande parte das populações mais afetadas. E com o termo do período definido para a situação de calamidade, naturalmente, que essa situação de exceção desaparece. Portanto, na minha opinião, é prematuro, ou foi prematuro, porque, na verdade, já terminou, dar por finda a situação de calamidade, porque, na verdade, muito há que ainda se encontra, eu não diria exatamente nas mesmas circunstâncias daqueles dias mais terríveis que todos conhecemos, mas muito próximo disso.
Teresa Letras, a presidente do Conselho Regional de Coimbra, da Ordem dos Advogados. A ordem que criou uma bolsa de voluntários para dar apoio jurídico às vítimas da Depressão Christine. Só numa semana foram atendidas 250 pessoas. Teresa Letras explica algumas das dúvidas que têm surgido.
As portarias de apoio, que naturalmente carecem de interpretação, designadamente aos sujeitos que podem beneficiar dos apoios, como seja, por exemplo, a ausência de estipulação quanto a determinadas situações cumulativas. Prevê-se, por exemplo, a possibilidade do arrendatário pedir o apoio e, no caso de já ter sido formulado idêntico pedido pelo senhorio. Como é que se compatibilizam aqui os interesses, de que forma, se os pedidos forem incompatíveis entre si ou até contraditórios. Portanto, há aqui uma série de questões que se suscitam. Até o momento, nós já ultrapassamos as duas centenas e meia de apoios, de atendimentos.
Esta bolsa de 90 advogados atende nos escritórios ou no gabinete Reerguer Leiria, instalado no Mercado de Santana. Teresa Letras é presidente do Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados e foi entrevistada no programa Justiça Cega.
Um programa que pode ouvir hoje depois do jornal do meio-dia, como sempre, em podcast. Há aldeias e freguesias que estão sem eletricidade há 20 dias. As populações continuam sem conseguir algo tão simples como cozinhar ou tomar banho. É o que acontece, por exemplo, na freguesia de Vieira de Leiria.
O presidente da Junta de Freguesia explica que a falta de energia é a grande preocupação das populações neste momento. Álvaro Cardoso dá conta de uma população em sofrimento, com sentimentos de injustiça e impotência. Explica como é que os habitantes têm conseguido sobreviver estes 20 dias sem luz.
Improvisou-se para a sobrevivência Das pessoas, improvisou-se e voltamos um pouco atrás no tempo, às antigas lareiras, a um conjunto alternativo disso, porque apesar de nos ser facultado alguns geradores, a fragilidade financeira de algumas pessoas não se compadece com os custos que estão associados. Daí que a energia elétrica seja, neste momento, a principal preocupação e a principal reclamação, no bom sentido, por parte das pessoas. Elas estão ansiosas em cada casa, em cada lar.
O presidente da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, ouvido na história do dia de hoje da Rádio Observador. Álvaro Cardoso destaca também a onda de solidariedade que se criou a nível nacional e sublinha que sobretudo a alimentação está a ser garantida por essa via.
O ministro da Agricultura estima perdas de € 500 milhões no setor. José Manuel Fernandes avisa que o valor pode aumentar. Lembra que ainda há muitos prejuízos debaixo de água.
O ministro da Agricultura explica que é muito difícil fazer uma estimativa concreta dos danos até ao nível da água baixar em muitas das regiões afetadas pelas cheias. Em entrevista à CNN Portugal, José Manuel Fernandes avança o número de 500 milhões, mas reforça que esse número pode ser revisto em alta.
Ainda há muito prejuízo, por exemplo, debaixo d'água, que só vamos poder quantificar quando essa mesma água baixar.
Mas há alguma estimativa já?
A estimativa que temos é, no mínimo, € 500 milhões, mas será uma estimativa que pode ser ultrapassada.
O ministro da Agricultura revela que o governo recebeu nos últimos dias 5500 sinalizações e pedidos de apoio e mais uma vez reforça que o número está sempre a aumentar. Ontem, José Manuel Fernandes esteve no terreno ao lado do comissário europeu da Agricultura e Alimentação.
O Benfica sai em defesa de Prestianni. O argentino foi acusado de racismo pelo jogador do Real Madrid, Vinicius Junior, no jogo de ontem à noite, que o Benfica perdeu a contar para a Liga dos Campeões.
Derrota por 1 x 0, com o gol precisamente de Vinicius Junior. O brasileiro marcou, festejou, viu amarelo pelos festejos e depois correu em direção ao árbitro para se queixar de um alegado insulto racista proferido por Prestianni. Ora, em reação nas redes sociais, o jogador argentino do Benfica nega, garante que nunca foi racista. O Benfica mostra-se, entretanto, solidário com Prestianni. O clube publicou também um vídeo que considera provar que nenhum jogador do Real Madrid ouviu qualquer insulto. Na zona mista, Mbappé apresentou outra versão ao dizer que ouviu insultos racistas várias vezes. Quanto a José Mourinho, o técnico do Benfica sublinha a sucessão de casos a envolver Vinicius Junior.
Intento ser sempre um pouco mais equilibrado e não quero dizer que o Vinicius é um mentiroso e que o Prestianni é um chico incrível. Não he querido dizer isto e não quero dizer isto. A única coisa que digo é que passa em tantos estádios, sempre com o mesmo. Há alguma coisa que não vai. Eu, a Vinicius, no campo, lhe disse: "Tu marcas um gol de outro mundo. Por que celebras assim? Por quê?"
Pergunta de José Mourinho na leitura ao caso que marcou este Benfica zero, Real Madrid um. O conjunto de Madrid segue na frente desta eliminatória de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. O jogo da segunda mão está marcado para quarta-feira da próxima semana, no Santiago Bernabéu.
São agora 07h10, Carla, e outras notícias marcam esta manhã de quarta-feira.
A ministra do Trabalho reúne-se hoje à tarde com as confederações patronais e com a UGT para discutir as alterações à legislação laboral. A CGTP não foi convocada para este encontro, vai ficar, por isso, de fora. A reunião está agendada para às 15h, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa. António Guterres apela à solidariedade e ao fim das divisões, isto a propósito do início do Ramadão. É através de um vídeo publicado nas redes sociais que o secretário-geral da ONU deixa esta mensagem. Assinalou o início do mês do Ramadão com o apelo à superação de divisões e ao reforço da ajuda humanitária num tempo de paz e de esperança. Oitenta e cinco países da ONU condenam as medidas expansionistas de Israel na Cisjordânia, entre eles Portugal. Estas nações condenam as decisões e medidas unilaterais de Israel que visam expandir a presença ilegal do país na Cisjordânia. É o que se pode ler nesta declaração, em que os estados-membros acrescentam que estas decisões são contrárias às obrigações de Israel perante o direito internacional e devem ser, por isso, imediatamente revertidas. E agora a pergunta: por que dizemos palavrões em momentos de estresse ou de raiva? Têm alguma ideia por que isto acontece?
Ô Carla.
Vocês libertem-se, porque há um estudo da Associação Americana de Psicologia que concluiu que dizer palavrões pode ter efeitos positivos.
Isto é pra isso que é preciso um estudo.
Sintam-se à vontade.
Oh, carambas.
Odias.
Bolas.
Sabem o que vocês estão a fazer com estes palavrões todos inomináveis? Estão a aliviar o estresse. Dar um sino de pressão nos músculos.
A aumentar a força mental, a diminuir a dor e também a melhorar a performance física.
Estou aqui numa elegância. É de zirras que eu mando.
Então uma pessoa sabe que há uma ligação direta entre dar, por exemplo, com o dedo grande do pé na quina do móvel.
Ou pisar um Lego.
Ou pisar um Lego e soltar um palavrão, quer dizer, ajuda.
Mas há aqui uma nota que é preciso reforçar. O uso de palavrões tem de ser ocasional e não a toda hora. Portanto, controlem-se.
São seletivos.
Carla, já me lixaste o dia.