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Muito bom dia. Começamos este jornal das 19h com o discurso do Estado da União de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos afirma que quer resolver o conflito com o Irão por meios diplomáticos, mas deixa uma ameaça: quer garantias de que o Teerão não vai ter uma arma nuclear.

Declarações de Donald Trump esta madrugada, naquele que foi o mais longo discurso de sempre do Estado da União perante o Congresso norte-americano. Durou duas horas. Trump diz que falta um compromisso do lado do Irão para o fim do programa nuclear, recorda os ataques do ano passado e avisa que falta ouvir aquilo que descreve como as palavras secretas para resolver o conflito.

Depois do ataque da madrugada, foram avisados para não fazer novas tentativas para reconstruir o seu programa armado, particularmente armas nucleares, mas eles querem começar tudo de novo. Estão neste momento a perseguir essas ambições. Estamos a negociar, mas ainda não ouvimos aquelas palavras secretas. Nunca vamos ter uma arma nuclear.

Enquanto o mundo aguarda o próximo passo dos Estados Unidos sobre esta questão, o líder norte-americano sublinha que quer resolver o problema pela via diplomática. Quanto à Ucrânia, Trump diz que também já resolveu oito guerras e que quer acabar agora com a nona, numa referência ao conflito em Kiev.

Quanto à política interna, o presidente dos Estados Unidos destaca duas áreas: a imigração e a economia. Fala numa recuperação histórica e promete também o regresso das tarifas, apesar da decisão do Supremo Tribunal.

Que há uma semana considerou ilegais as tarifas adicionais impostas por Donald Trump. Ora, o presidente dos Estados Unidos avisa que vai fazer novos acordos para manter as taxas em vigor.

É o poder legal que eu tenho enquanto presidente para fazer um novo acordo que pode ser muito pior para eles. E assim eles vão continuar a trabalhar no mesmo caminho de sucesso que negociamos antes do envolvimento infeliz do Supremo Tribunal. Apesar da decisão infeliz, o dinheiro que estamos a receber está a salvar o nosso país. As tarifas vão continuar em vigor e vão ser testadas alternativas legais um pouco mais complexas. E vamos ter uma solução que vai ser ainda mais firme que a anterior. A ação do Congresso não vai ser necessária.

Discurso em que Trump faz autoelogios, afirma que conseguiu uma recuperação histórica para os Estados Unidos a nível económico, fala numa época de ouro para o país, isto apesar das sondagens mostrarem o descontentamento dos eleitores com o primeiro ano do segundo mandato do chefe da Casa Branca.

Vamos à análise. A editora de internacional do Observador, Cátia Bruno, destaca que Donald Trump apresentou dados contraditórios.

Sobretudo em dois temas essenciais: a economia e a imigração.

Na imigração, onde de fato os números mostram que Trump tem razão, tem conseguido aumentar o número de deportações e diminuir o número de entradas ilegais. Agora, aquilo que não foi abordado no discurso é a má publicidade, digamos assim, que a administração tem tido com as suas operações do ICE, a agência de fronteiras, em estados como Minnesota, onde foram mortos a tiro dois cidadãos americanos. Por fim, o discurso focou-se também na política externa, onde, no entanto, faltaram pormenores. A guerra da Ucrânia foi quase uma nota de rodapé. Trump disse que quer acabar com a guerra, não explicou como. E em relação ao Irão, o presidente sublinhou que as negociações continuam, mas que os iranianos ainda não disseram aquilo que ele chamou de palavras secretas, que é basicamente a frase: "Não queremos ter uma arma nuclear". Não sabemos é se chegará algum momento em que Trump diz que não vendo esse compromisso, irá avançar para uma ação militar ou não.

Análise da editora de internacional do Observador, Cátia Bruno, ao discurso de Donald Trump no Estado da Nação. Um discurso que durou duas horas e que surge um ano depois de Donald Trump ter tomado posse para o segundo mandato de presidente dos Estados Unidos.

Este discurso vai estar novamente em análise daqui a pouco no Gabinete de Guerra, hoje com os comentários do coronel José do Carmo. O governo apresenta hoje à oposição o PT-RR. O primeiro-ministro vai receber em São Bento os partidos, depois de já ter discutido o plano para recuperar o país com o presidente da República eleito.

As reuniões começam às 10h, por ordem de representação parlamentar. Quer isto dizer que o primeiro partido a ser recebido por Luís Montenegro é o JPP, seguido do PAN, do Bloco, PCP e do Livre. Da parte da tarde, é a vez da Iniciativa Liberal, PS, Chega e, por fim, os partidos que suportam o governo PSD e CDS. Luís Montenegro já tinha avisado que queria chamar a oposição à residência oficial do primeiro-ministro para ouvir propostas, enquanto o PT-RR está em consulta pública. Como dissemos, o programa esteve ontem a ser apresentado a António José Seguro, numa reunião que terminou sem declarações, numa altura em que os pormenores do plano para ajudar na reconstrução das zonas afetadas pelas tempestades ainda não são conhecidos.

O PT-RR é discutido numa altura em que o governo tem um novo ministro da Administração Interna, uma escolha que merece críticas de Pedro Passos Coelho.

O ex-primeiro-ministro, ex-líder do PSD, considera que a nomeação de Luís Neves abre um precedente grave que põe em causa a separação de poderes.

Eu bem sei que seguramente a intenção que o primeiro-ministro teve ao convidar o ex-diretor da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna se baseou na melhor das intenções. Não tenho dúvida disso. Mas o precedente é grave. Não se pode passar, penso eu, de diretor da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna. Eu acho que não se pode

Declarações de Pedro Passos Coelho ontem à tarde, numa conferência da SETS sobre reformas para o país. O antigo chefe de governo defende ainda que há uma urgência na reforma laboral, que precisa de pulso firme por parte do governo.

José Luís Carneiro garante que há espaço no Partido Socialista para a participação política de todos. A um mês do congresso, o secretário-geral do PS nega qualquer tentativa de silenciar os críticos.

É a resposta de Carneiro às críticas de um grupo de militantes que lamenta a mudança das regras para a eleição de delegados ao Congresso. Desta vez, a reunião dos socialistas vai ser mais pequena, o número de delegados passou para metade e os prazos para apresentação de candidaturas e pagamento das quotas são mais apertados. À entrada ontem à noite para um encontro com militantes e simpatizantes em Viana do Castelo, o líder socialista nega a falta de debate interno e sublinha que qualquer sugestão é bem-vinda.

Não falta espaço de participação política para todos quantos queiram contribuir positivamente para uma alternativa política a este governo. Como sabe, há mais de um mês que foi marcado o Congresso. No dia 26 estão previstas a entrega das moções de estratégia e, portanto, quem entendeu ser candidato teve o tempo suficiente para apresentar as suas candidaturas.

As palavras de José Luís Carneiro ontem à noite em Viana do Castelo. Esta semana, uma declaração pública assinada por oito socialistas dizia que o debate interno no partido se está a esvaziar por causa de decisões centralistas e burocráticas. Em declarações ao Observador, o primeiro subscritor deste grupo, o antigo deputado por Braga, Ricardo Gonçalves, lembra que nunca houve um congresso tão pequeno no PS, numa altura em que o partido devia estar a abrir-se à sociedade e está a fechar-se aos militantes. O Congresso do PS realiza-se no fim de março, em Viseu. O prazo para a apresentação de candidaturas a secretário-geral termina amanhã. Até ver, José Luís Carneiro é o único candidato nestas eleições diretas.

O Benfica joga hoje em Espanha frente ao Real Madrid a tentar garantir um lugar nos oitavos de final da Liga dos Campeões. Mas Carla, além da vertente desportiva, a partida fica marcada pelos incidentes da semana passada na Luz, depois das acusações de racismo de Vinicius Júnior a Prestianni.

Um jogo que se tornou num dos mais mediáticos dos últimos anos, com as atenções viradas, por isso, hoje para o Santiago Bernabéu. Prestianni não vai jogar, foi punido preventivamente pela UEFA no inquérito disciplinar que ainda decorre e José Mourinho não vai estar no banco porque foi expulso na semana passada. O Benfica está em uma missão difícil em Madrid. Precisa superar a derrota de 1 x 0 da primeira mão para seguir em frente na Champions. A Rádio Observador está em Madrid e o repórter Miguel Cordeiro dá conta de uma autêntica enchente nos momentos dedicados à imprensa. Os jornalistas espanhóis esperam também um jogo com muitos pontos de interesse. Miguel.

Os holofotes estão focados em Madrid. O Benfica enfrenta o Real num jogo em que parece que o futebol passou para segundo plano.

Creio que vai ser um jogo em que os adeptos vão assobiar muito, a culpar bastante a equipe rival. Os jogadores do Benfica defenderam o Prestianni. Defenderam-no, claro, é um colega de equipe, mas é um incidente que não cai bem no Bernabéu, depois às palavras de Mourinho, tiveram impacto nos adeptos de Madrid, muitos que estavam a favor dele e agora deixaram de estar.

Álvaro Jiménez é jornalista no programa de desporto "Jugones", do canal La Sexta. Espera um jogo atípico, mas avisa que até poderia ser pior.

Vai ser um jogo diferente, mas podia ser pior se Mourinho estivesse no banco e se Prestianni estivesse em campo. Se estivessem os dois, seria um jogo mais estranho.

Mourinho era desejado em Madrid há cerca de uma semana, antes do incidente na Luz. Prestianni está suspenso preventivamente pela UEFA. Manuel Deruán, jornalista do diário As, diz que isso pode atenuar alguma raiva.

Sim, evidentemente, há um ambiente enraivecido por tudo o que se passou. Se estivesse Prestianni, creio que seria um ambiente insuportável. Sim, vai ser um jogo diferente.

Na antevisão do jogo entre Real Madrid e Benfica, estiveram mais de uma centena de jornalistas de diferentes nacionalidades. Raúl del Risco, do Mundo Deportes, da Colômbia, assume o ambiente estranho, mas aponta para um grande jogo.

Acho que vai ser uma final, independentemente de toda a polêmica que possa fazer fora do futebol, vai ser um jogo importante e seguramente muito forte também.

Um clima tenso em Madrid, que promete aquecer ainda mais com 80 mil adeptos no Bernabéu.

A reportagem de Miguel Cordais está a acompanhar este Real Madrid. Benfica é o jogo da segunda mão do playoff de acesso aos oitavos da Champions, marcado por este caso, Prestianni, os alegados insultos racistas a Vinicius Júnior no jogo da primeira mão.

O Real Madrid-Benfica começa às 20h e tem relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador. São 19h10, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de quarta-feira.

Está marcada para esta tarde uma manifestação de agricultores em frente à Assembleia da República, protesto organizado pela Confederação Nacional da Agricultura, que quer alertar o governo para a situação difícil dos agricultores face aos prejuízos causados pelas tempestades. A manifestação está marcada para às 15h. Marcelo Rebelo de Sousa elogia os militares portugueses em missão na República Centro-Africana. O presidente da República afirma que são os melhores. Marcelo chegou ontem à República Centro-Africana para visitar os portugueses da Força Nacional Destacada, que participa na missão de estabilização da ONU. E vamos agora falar de cavalos. O que vocês sabem sobre os cavalos?

Cavalos. Os cavalos...

Relincham. E são altos.

Troia, cavalos.

O João está mais perto. Os cavalos assobiam ao mesmo tempo que relincham.

A sério?

É verdade. É uma forma pouco compreendida. Também são rolas.

Eu tentei.

Muito bem. Isto foi estudado por gente a sério, não por vocês.

O que eu montei não era um cavalo, era uma rola.

Era um em cima de um cavalo. Um estudo científico traz conclusões surpreendentes. O relincho de um cavalo, esse não o relincho da Joana, o do cavalo.

Fez bem. Eu sou o cavalo, é o meu signo. É o meu signo chinês.

É o teu ano chinês. Estamos no ano do cavalo.

Estamos.

O relincho tem duas frequências muito diferentes, uma que pode imitar simultaneamente um assobio através da laringe.

Ainda bem. Ainda fica mais difícil assim.

Através da laringe.

Eu estava jeito no estúdio.

O cavalo assovia através da laringe.

Eu fui buscar água e entro no estúdio e estão estes pistachos. Não sei o que se passa aqui.

Põe para trás na boca.

Exato. Ouvem o podcast.