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Muito bom dia. As notícias na Rádio Observador com Carla Jorge de Carvalho. Donald Trump volta a subir o tom e ameaça agora explodir o maior campo de gás do mundo, controlado pelo Irão e Catar. É a resposta do presidente dos Estados Unidos depois de mais uma noite de troca de ataques no Médio Oriente.

Estamos a falar do campo de gás de South Pars, fica no Golfo Pérsico, é a maior reserva de gás conhecida no mundo. Este campo é partilhado pelo Irão e o Catar e está agora na origem de mais uma troca de ataques e de novas ameaças de Donald Trump. Laura Figueiredo, a tensão escalou quando Israel atacou o campo de South Pars.

Sim, o ataque aconteceu ontem à noite e levou a uma reação imediata do Irão, numa nova escalada do conflito. O regime de Teerão atacou infraestruturas energéticas no Catar e nos Emirados Árabes Unidos. Nas últimas horas, há registro de incêndios e vários danos em diversas estruturas energéticas destes países do Golfo Pérsico. Perante tudo isto, Donald Trump intervém, garante que não sabia que Israel planeava atacar o campo de South Pars. O presidente dos Estados Unidos ameaça assim explodir a infraestrutura por completo se o Irão voltar a atacar os países vizinhos. É o que escreve Donald Trump numa publicação na rede social Truth Social esta madrugada.

Laura, esta nova escalada do conflito já se reflete nos preços da energia

Sobretudo no petróleo. O preço do barril de petróleo atingiu $110 nas últimas horas, numa altura em que se mantém o bloqueio no estreito de Ormuz. É neste cenário que começa hoje uma reunião do Conselho Europeu em Bruxelas para discutir medidas para travar a subida dos preços. É o primeiro encontro presencial de alto nível desde o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irão. Portugal vai estar representado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. A reunião começa às nove da manhã, hora de Lisboa.

Laura Figueiredo, com as últimas da guerra no Médio Oriente. Também hoje o Banco Central Europeu reúne-se para avaliar as perspectivas econômicas e os analistas esperam que mantenham as taxas de juro nos 2%, mas há muita expectativa para ouvir Christine Lagarde. Já ontem, no Parlamento, o primeiro-ministro anunciou novas medidas de apoio. O gasóleo profissional vai ter um novo desconto de €0,10 e a botija de gás solidária passa de €15 para €25.

Este vai ser o tema do Explicador. Contamos com debate entre António Rodrigues, do PSD, Rui Afonso, do Chega, e Hugo Costa, do PS, para ouvir, como sempre, depois do jornal das nove. O governo da AD faz um balanço positivo da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP, o órgão responsável pelo controle das fronteiras aeroportuárias. E numa altura em que a Páscoa e o verão se aproximam, o Executivo reforça que está a tomar medidas para evitar que o cenário de longas filas e atrasos nos aeroportos se repita.

A Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP começou a funcionar em agosto de 2025. Não demorou muito a começar a dar problemas. As forças de segurança queixam-se de falta de recursos para dar resposta, sobretudo no aeroporto de Lisboa. Na altura do Natal e Ano Novo, foram muitas as notícias de caos no controle de fronteiras, com os passageiros a enfrentar longas filas de espera. Meio ano depois de entrar em funcionamento, a Rádio Observador procurou fazer um balanço do trabalho da UNEF. O Ministério da Administração Interna afirma que é positivo e que reflete o esforço da PSP. Numa resposta por escrito, a tutela destaca que em 2025 foram fiscalizados nos aeroportos nacionais mais de 21 milhões de passageiros. É uma subida de quase 5% em relação a 2024.

E Carla, como dizíamos, aproxima-se a Páscoa e o verão, épocas sempre muito movimentadas. O Ministério da Administração Interna adianta que a PSP vai apresentar ainda esta semana um plano de contingência para a Páscoa.

Um plano de contingência específico para mitigar eventuais constrangimentos face à maior circulação de passageiros nos aeroportos. É o que pode ler-se nesta resposta enviada à Rádio Observador pelo Ministério da Administração Interna. Sobre os constrangimentos verificados no ano passado, a tutela admite que as épocas de maior fluxo são sempre um desafio, mas de forma geral, faz um balanço positivo da atuação da UNEF.

Falamos sobre este tema com Eduardo Cabrita, antigo ministro da Administração Interna do PS, que acusa o governo de não ter preparado adequadamente a entrada em funcionamento desta unidade.

Eduardo Cabrita alerta também que Portugal ficou malvisto perante a Europa por causa dos problemas registados nos aeroportos.

Houve pouca preparação, mais anúncios do que preparação efetiva e quis começar logo em pleno. Bem, a coisa funcionou mal e funcionou mal, sobretudo na altura do Natal. Depois, isso obrigou-nos a algo que não nos deixa bem vistos à escala europeia, que foi uma suspensão por três meses do sistema no aeroporto de Lisboa.

Já sobre o plano de contingência anunciado pelo governo para a Páscoa, Eduardo Cabrita avisa que não é suficiente. O antigo ministro diz que estes problemas não podem ser só resolvidos com planos ocasionais.

Também o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia discorda do governo. O dirigente sindical afirma que nada mudou e, por isso, faz um balanço negativo da UNEF.

Continuam os problemas e a falta de recursos, é o que afirma Paulo Santos à Rádio Observador.

Não houve evolução satisfatória. Estamos a falar de uma falta de reconhecimento por profissionais que, tendo uma especialização agora, continuam sem ter qualquer reconhecimento por essa especialização. Estamos a falar de falta de condições de trabalho, em concreto, de espaços, de boxes, de equipamentos. E depois estamos aqui a falar também noutra dimensão, que é a total regulamentação desta unidade, que ainda não está feita.

São as críticas do presidente da ASP à forma como o governo implementou a unidade da PSP para controle de fronteiras aeroportuárias, segurança de portos e fiscalização da permanência de estrangeiros.

Este é o tema do "Onde Para o Caso" da Rádio Observador de hoje, um programa para ouvir na íntegra depois do jornal das 17h, política. O secretário-geral do PS confirma que se reuniu esta noite com o primeiro-ministro, mas Carla, José Luís Carneiro diz que o encontro não foi conclusivo.

A reunião aconteceu no Parlamento depois do debate quinzenal. José Luís Carneiro fala numa conversa franca e clara, mas sem grandes conclusões. Carneiro não dá detalhes sobre os temas que estiveram em cima da mesa, mas as eleições para os órgãos externos da Assembleia terão sido um dos assuntos. Arrastam-se há várias semanas devido à falta de entendimento entre os três partidos com maior representação parlamentar: PSD, CHEGA e PS. Em entrevista à Sic Notícias, o secretário-geral socialista confirma que o impasse continua, sobretudo ao nível do Tribunal Constitucional, e aí aponta o dedo ao CHEGA.

O CHEGA tem dito publicamente que quer substituir as instituições, nomeadamente o próprio Tribunal Constitucional. Aliás, teve mesmo a prazada uma manifestação à frente do Tribunal Constitucional. Então eu pergunto se faz sentido, mesmo para quem se habilita a essa representação, querer estar a representar num órgão jurisdicional contra o qual se quer lutar, procurando mesmo colocar em causa esse órgão.

José Luís Carneiro falou também sobre as negociações em torno da reforma laboral. O secretário-geral do PS reconhece que há alguma aproximação do governo aos trabalhadores, mas avisa que ainda há matérias estruturais a resolver.

E vamos voltar a este tema do pacote laboral. Na comissão de inquérito, hoje é nosso convidado o ex-ministro socialista do Trabalho e da Solidariedade Social, José Vieira da Silva. É para ouvir, como sempre, depois das notícias das 9h30. 14 presidentes de câmara da Grande Lisboa vão reunir-se hoje para concertar posições sobre o encerramento de serviços nos hospitais de Vila Franca de Xira e no Barreiro. Os autarcas estão contra o fecho das urgências de obstetrícia e ginecologia.

Aos nove conselhos da Península de Setúbal juntam-se mais cinco: Vila Franca, Azambuja, Benavente, Alenquer e Arruda dos Vinhos. De acordo com o Diário de Notícias, os 14 autarcas vão reunir-se esta tarde em Vila Franca de Xira para contestar a centralização das urgências em Loures, que começou esta semana, e também a anunciada urgência regional de obstetrícia e ginecologia em Almada, que levará ao encerramento do mesmo serviço no Barreiro. Além da reunião para acertar posições e decidir formas de luta conjuntas, está também a correr um abaixo-assinado junto das populações para ser entregue na próxima semana na Assembleia da República. A esta hora, 07:00, o abaixo-assinado tem 1688 assinaturas. Recorde-se que o modelo de urgência regional deveria ter começado em Almada, mas tem sido sucessivamente adiado por falta de médicos. O problema volta agora a ser confirmado ao Diário de Notícias pela direção executiva do SNS, que assume que o processo está atrasado.

São 07h09, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora?

O Parlamento debate hoje três projetos de alteração da lei da identidade de gênero. O PSD quer revogar a legislação atual e regressar ao regime anterior, que obriga a validação médica para uma mudança de nome e de gênero no registro civil. O CHEGA propõe alterações mais profundas, enquanto que o CDS defende a proibição de bloqueadores e terapias hormonais em menores de 18 anos. Em sentido oposto, o Bloco de Esquerda apresenta um quarto projeto que reforça a lei atual. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas vai visitar a Venezuela de 31/03 a 2/04. A deslocação de Emídio Sousa esteve marcada para o início deste mês. Foi adiada por causa dos ataques ao Irão e da necessidade de repatriar cidadãos portugueses do Médio Oriente. O secretário de Estado tem previstos agora encontros com a comunidade portuguesa na Venezuela. Miguel Albuquerque foi reeleito líder do PSD Madeira com quase 100% dos votos. Numas eleições internas sem adversário, o também presidente do governo regional mantém-se no cargo que ocupa desde 2014. O Sporting de Braga está nos quartos de final da Liga Europa. Os minhotos venceram em casa os húngaros do Ferencváros por 4x0. Recuperaram assim de uma desvantagem de 2x0 na primeira mão. Hoje é a vez do Futebol Clube do Porto entrar em campo. Recebe o Estugarda com uma vantagem de 2x1. O jogo está marcado para às 20h e vai ter também relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador. E atenção agora aos fãs da literatura. Hoje há uma feira do livro dedicada à poesia. Começa hoje e termina no domingo, no Jardim da Parada, em Lisboa.

Campo Tourique.

Campo Tourique.

Campo Tourique.

A sua terra.

E então?

A tua pátria.

É a minha pátria. O livro. Mas e então, o que é que se passa?

O que é que se passa? Há poesia.

Há livros e mais.

Há apresentação de livros, há oficinas, cinema, sessões de leitura.

Diga-me como há mais.

Isto é Campo Tourique porque a Casa Fernando Pessoa, a Junta de Freguesia, estão juntas nesta iniciativa. Isto também porque sábado é o Dia Mundial da Poesia e, por isso, a Casa Fernando Pessoa terá entrada gratuita.

Muito bem.

Era assim. Mas agora tresmas. Vão vir charvias.

Com charvinha, então, vai tudo para a Casa Fernando Pessoa. Ele tem um lindíssimo poema, Chuva Oblíqua.

É só um mesmo.

Sobre chuva é este. Desculpem.