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Começa agora o Jornal das 8 da Rádio Observador, uma edição do jornalista Luís Soares. Joe Biden explica que desistiu da corrida à Casa Branca para proteger a democracia. O presidente dos Estados Unidos afirma que está na hora de passar a tocha a uma geração mais jovem.
Três dias depois de ter anunciado a retirada da corrida à Casa Branca, o presidente norte-americano falou ao país para explicar o que o levou a tomar a decisão. Joe Biden considera que nada pode interferir com a defesa da democracia, nem mesmo as ambições pessoais. Num discurso na Casa Branca, o presidente norte-americano afirma, por isso, que passar o legado a Kamala Harris é a melhor forma de unir o país e garantir a proteção da democracia.
Decidi que o melhor caminho é passar a tocha a outra geração, uma geração mais nova. É a melhor forma de unir esta nação. Estamos na altura de novas vozes, vozes mais novas, e o momento é agora.
O presidente dos Estados Unidos, num discurso de cerca de 10 minutos, o primeiro desde que anunciou a desistência à corrida eleitoral, Joe Biden adianta que vai continuar o mandato até o fim. Ainda tem pela frente seis meses e elege como prioridades a economia e também o reforço da NATO. Sem mencionar o nome de Donald Trump, avisa que reis e ditadores não governam nos Estados Unidos.
E vamos à análise. Para a especialista em Relações Internacionais, Joana Ricarte, Joe Biden fez um discurso altruísta.
A professora e investigadora da Universidade de Coimbra sublinha que o ainda presidente norte-americano abdicou do sonho da corrida à Casa Branca por dar prioridade à crise da democracia e não uma crise de valores.
Por um lado, há aqui uma dimensão muito altruísta que Biden tenta deixar transparecer nesse discurso, dizendo muito claramente que é mais importante do que o indivíduo, é o futuro da democracia americana. Traz muito a questão da República, está agora em risco, a democracia está em risco e traz muito essa noção de que os próprios valores, a ideia do que é a América nesse momento, estão em risco. E ele diz muito claramente que as ambições pessoais, individuais dele, até, na minha interpretação, de alguma forma, referindo indiretamente o próprio narcisismo de Donald Trump, em oposição ao altruísmo e à opção dele, pessoal, de abdicar do poder, de abdicar de um sonho.
Análise da especialista em Relações Internacionais, a Joana Ricarte. Entretanto, Donald Trump volta a atacar Kamala Harris, fala numa candidata radical em que os cidadãos norte-americanos não podem confiar e que vai destruir os Estados Unidos.
E depois de discursar no Congresso dos Estados Unidos, Benjamin Netanyahu encontra-se hoje com Joe Biden na Casa Branca.
O primeiro-ministro de Israel está a fazer uma visita oficial aos Estados Unidos. Ontem, num discurso no Congresso, defendeu que os dois países devem manter-se unidos face à guerra com a Hamas. O coordenador da licenciatura em Relações Internacionais na Universidade Portucalense esteve nesta manhã a analisar, aqui na Rádio Observador, a intervenção do primeiro-ministro israelita no Congresso Norte-Americano. Tiago André Lopes considera que Benjamin Netanyahu teve um discurso pouco virado para a paz.
Não há uma linha clara do plano pós-guerra. Há um discurso vincadamente beligerante. A certa altura, aliás, uma das frases que eu destacaria é quando Netanyahu diz: "Isto não é um choque de civilizações, isto é um choque de civilizados contra bárbaros". O que nos dá a ideia de que aquela ideia da racionalidade, que os palestinianos podem negociar, a grande ideia de Biden e de Blinken, de que este era um conflito racional, não é, e ficou provado neste discurso. O boicote mostra-nos uma coisa. É óbvio que o boicote foi grosso modo alimentado pelos democratas. São poucos republicanos aqueles que fizeram, mas mostra que é transpartidário e, acima de tudo, também demonstra com o que aconteceu nas ruas, com a detenção de manifestantes, com a proibição de bandeiras, demonstra uma América muito pouco saudável com o contraditório.
Análise do especialista em Relações Internacionais, Tiago André Lopes, foi no gabinete de guerra desta manhã. Antes do discurso de Benjamin Netanyahu no Congresso, existiram também vários protestos nas ruas de Washington contra o apoio dos Estados Unidos à guerra em Gaza.
E Luís Montenegro termina hoje a visita oficial a Angola. O primeiro-ministro afirma que Portugal está de braços abertos ao investimento angolano.
Luís Montenegro dedicou o dia de ontem à economia, esteve no Fórum Econômico Portugal-Angola. O primeiro-ministro apela a maiores relações econômicas entre os dois países.
Nós precisamos de uma injeção de confiança redobrada na capacidade da economia portuguesa, na nossa capacidade técnica, na nossa capacidade empresarial e na nossa capacidade também de atrair investimento ou de fomentar o investimento no exterior.
Declarações do Luís Montenegro ontem à noite em Angola. O primeiro-ministro afirmou ainda que o executivo tem a intenção de ter um regime fiscal mais amigo do investimento. Montenegro, que termina hoje a visita oficial de três dias a Angola, com uma deslocação à província de Benguela, no oeste do país.
E começam daqui a meia hora as novas reuniões entre o ministro da Educação e Sindicatos dos Professores.
O objetivo é discutir o plano do governo para garantir que não há alunos sem aulas por períodos prolongados. O primeiro sindicato a ser recebido por Fernando Alexandre é a Federação Nacional de Educação, sendo que ontem o ministro já se tinha reunido com os sindicatos sobre as condições das carreiras dos professores do ensino superior. Fernando Alexandre repete, entretanto, que um dos objetivos para o próximo ano letivo é reduzir o número de alunos que não têm aulas.
Um dos objetivos que nós temos para esta legislatura e que queremos que tenha efeitos já no próximo ano letivo, é de facto reduzir o número de alunos sem aulas. Nós temos um número inaceitável em 2024, em Portugal, de alunos sem aulas. E isso tem a ver com muitas dimensões de gestão, ou seja, temos um plano para isso, que é o Mais Aulas Mais Sucesso. Mas nós precisamos ter um conjunto de condições que permitam às escolas, rapidamente, começando as aulas a 12 de dezembro, terem todos os professores colocados.
Um plano que vai estar em debate hoje entre o ministro da Educação e os sindicatos, nas declarações de Fernando Alexandre ontem à noite, em entrevista à RTP 3. O ministro da Educação Insiste ainda que o concurso de colocação de professores tem regras complexas e que, por isso, poderia haver um processo mais simples.
A Federação Nacional de Médicos avisa que as greves podem voltar já em setembro se as condições na saúde não melhorarem.
A FNAM cumpriu esta semana dois dias de greve, com uma adesão a rondar os 80%. Em declarações à Rádio Observador, a presidente da FNAM, Joana Bordalo e Sá, insiste nas críticas ao Ministério da Saúde. Avisa que, se nada mudar, os protestos voltam em setembro.
"É inaceitável que estejamos em 2024 e tenhamos ainda 1,6 milhões de utentes sem médico de família. É inaceitável que grávidas e crianças tenham que correr tantos quilômetros para serem atendidas. Nós estamos aqui, a Federação Nacional dos Médicos vai se manter na luta para defender os 31 mil médicos do Serviço Nacional de Saúde e garantir, acima de tudo, que consigamos prestar os melhores cuidados à população."
O aviso deixado por Joana Bordalo e Sá. A paralisação desta semana, a paralisação dos médicos levou ao adiamento de consultas, cirurgias e exames em vários hospitais e centros de saúde, sendo que o impacto foi mais sentido no segundo dia de greve, que decorreu ontem.
São agora 08h07, Luís. Antes do Três Toques, que outras notícias merecem destaque?
Já foi retomada a circulação ferroviária entre as estações de Oeiras e Cascais. Esteve interrompida durante cerca de duas horas devido a um problema técnico na infraestrutura. De acordo com fonte da CP, a Agência Lusa, a circulação na linha de Cascais já foi, entretanto, normalizada. No ano passado, Portugal registou um aumento do número de casos de hepatite, em particular hepatite A e C. De acordo com o relatório do Programa Nacional para as Hepatites Virais, este aumento pode estar relacionado, em parte, com o surto e com a conscientização para a importância do rastreio. Este relatório é hoje apresentado no Porto, dá conta de um aumento de 25% na hepatite A e 19% na hepatite C. Os voos no aeroporto de Frankfurt já estão a ser gradualmente retomados, depois de uma invasão de ativistas climáticos. Em causa está um protesto de ativistas em que vários manifestantes atravessaram uma vedação e chegaram às pistas do aeroporto de Frankfurt com cartazes em que se lia: "O petróleo mata". O tráfego aéreo foi, assim, suspenso neste que é o maior aeroporto da Alemanha, um dos maiores da Europa, mas os voos estão sendo retomados já.