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Notícias na Rádio Observador. E começamos este jornal das 20h com António Costa, promete garantir unidade entre todos na presidência do Conselho Europeu.

O presidente eleito do Conselho Europeu está a poucos dias de iniciar funções, que começa no dia 1 de dezembro, de domingo a uma semana. Em entrevista a vários órgãos de comunicação social internacionais, como o Politico ou o Financial Times, António Costa deixa pistas, Rui Casanova, sobre a presidência que está prestes a começar.

O novo presidente do Conselho Europeu define como principal missão garantir unidade entre todos. António Costa explica que isso significa estar em contato permanente. O ex-primeiro-ministro português defende assim discussões mais eficazes ao nível do Conselho Europeu e já se tem vindo a reunir com os líderes de Bruxelas nesse sentido. Costa afirma que é unânime a visão de que ninguém quer perder tempo a redigir conclusões escritas. O presidente eleito afirma, por isso, que quer conclusões mais curtas, porque diz: "Ninguém precisa que cada Conselho Europeu discuta mais uma vez todos os problemas do mundo". António Costa sugere que é melhor, em alternativa, concentrar cada Conselho Europeu numa mensagem política. É a expressão utilizada nesta entrevista. António Costa afirma ainda que tem uma relação pessoal e política muito boa com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao contrário do antecessor, Charles Michel, o que, afirma Costa, vai permitir dividir responsabilidades e, ao mesmo tempo, evitar conflitos.

Rui Casanova e as ideias essenciais da entrevista de António Costa a vários órgãos de comunicação social internacionais, a poucos dias de iniciar funções como presidente do Conselho Europeu. De resto, a primeira Cimeira Europeia presidida por António Costa está marcada para os dias 19 e 20 de dezembro.

A Operação Influencer era vista como um possível entrave à ida de António Costa para a Europa. Agora sabemos que mais de um ano depois, ainda há provas por abrir.

O Ministério Público ainda não abriu e analisou documentos apreendidos em novembro do ano passado. A notícia é avançada pelo semanário Expresso. Falamos de documentos apreendidos nas buscas à sociedade de advogados Morais Leitão, que tem como sócios o antigo secretário de Estado João Tiago Silveira e Rui Oliveira Nunes, ex-administrador da Start Campos. São dois dos principais arguidos no processo da Operação Influencer. De acordo com o Expresso, esta demora indicia que não foram ainda analisadas provas que podem implicar o antigo primeiro-ministro António Costa num eventual crime de prevaricação ou de corrupção.

Marcelo Rebelo de Sousa vê a recondução de Gouveia e Melo na Marinha Portuguesa como a solução mais lógica, fator que impediria o almirante de se candidatar a Belém em 2026.

Isto numa altura em que o militar é visto como possível candidato à Presidência da República. Fonte do Palácio de Belém elogia, em declarações ao Observador, o trabalho de Gouveia e Melo, fala num legado positivo e numa figura que seria difícil de substituir. Marcelo Rebelo de Sousa vai dando sinais de que preferia ver Gouveia e Melo reconduzido à frente da Marinha, algo que tem de ser decidido no próximo mês. A decisão está a cargo de Luís Montenegro, o primeiro-ministro. Já ontem à tarde, Miguel Gato, o presidente da República, tinha deixado elogios ao militar.

Sem comentar a possível candidatura, Marcelo elogia o trabalho que Gouveia e Melo tem feito na Marinha Portuguesa, naquilo que pode ser interpretado como um sinal político de quem quer a continuação do almirante no cargo.

Eu já tive a ocasião de elogiar o trabalho do senhor almirante, no outro dia, na minha deslocação a uma unidade. E é um exemplo de cooperação internacional de marinhas, especialmente a Marinha Portuguesa, e é uma obra muito importante para Portugal.

O Observador sabe que Marcelo Rebelo de Sousa não vê com bons olhos a candidatura de um militar à Presidência da República. Já sobre a reunião informal e nada secreta entre Gouveia e Melo e o ministro da Defesa, Marcelo também não abriu o jogo e recusou-se a comentar.

E Miguel, uma candidatura de Gouveia e Melo a Belém poderia reunir algum consenso à direita, ao contrário de outros nomes.

Do lado do PSD, Luís Montenegro mostrou já que Marques Mendes parece ser o candidato mais provável a ser apoiado pelos sociais-democratas. No entanto, é um nome que não reúne grande consenso nos restantes partidos da direita. O Observador sabe que o CDS não vê com bons olhos a candidatura do conselheiro de Estado e que preferia nomes como Paulo Portas ou Pedro Passos Coelho. André Ventura, por outro lado, já deixou no ar a hipótese de o Chega vir a apoiar uma eventual candidatura de Gouveia e Melo a Belém. O encontro entre Nuno Melo e o militar, na quarta-feira à noite, deixa a dúvida no ar sobre se estaria ou não o CDS disponível a apoiar uma candidatura de Gouveia e Melo à Presidência da República, num cenário em que Marques Mendes seria o principal e único candidato à direita.

Miguel Gato e os contornos da possível candidatura do almirante Gouveia e Melo à Presidência da República. O Observador sabe que Marcelo Rebelo de Sousa está a fazer de tudo para convencer o primeiro-ministro a reconduzir o militar no cargo que ocupa na Marinha Portuguesa.

António, José Seguro também admite que está a ponderar avançar com uma candidatura a Belém.

Afirma que está tudo em aberto. O antigo secretário-geral do PS quebrou um silêncio de 10 anos, revela que começou a pensar nas presidenciais depois de Pedro Nuno Santos ter dito que daria um bom candidato.

Neste momento, estou a ponderar, porque naturalmente, depois dessas notícias terem vindo a público e da declaração do secretário-geral do Partido Socialista, várias pessoas têm conversado comigo sobre essa hipótese. São pessoas que eu considero, são pessoas que são referências na sociedade portuguesa e que ouço os seus argumentos. Mas a decisão é minha e em conversa com a minha família.

E qual é o seu timing para tomar uma decisão?

É quando eu sentir a convicção que posso servir o meu país e unir os portugueses numa fase extremamente difícil da vida do país e do mundo.

Portanto, eu não posso concluir que será no primeiro trimestre do próximo ano, que será no primeiro semestre do próximo ano. Não me dá o direito de concluir coisa nenhuma.

Absolutamente nada. Depende da minha convicção.

António José Seguro, em entrevista ontem à noite na CNN Portugal, afasta ainda assim a possibilidade de regressar à vida partidária. E quanto às eleições que perdeu para António Costa em 2014, diz que não sente mágoa, mas avisa que também não esquece o que aconteceu.

Não guardo nenhuma mágoa. O que se passou em 2014, ficou em 2014. Agora, a memória não se apaga e quem viveu com intensidade aquele momento, naturalmente guardará as suas memórias.

Teria feito a mesma coisa? Teria feito uma eleição direta a mesma?

Só dizer que eu não sou homem de rancores. Quem me conhece sabe muito bem isso. E aliás, sou uma pessoa de bem comigo próprio, sou uma pessoa feliz, bem, e muito menos procuro o futuro no avesso do passado. Portanto, o que ficou em 2014, o que se passou, ficou lá em 2014.

Já sobre o estado da Justiça, o antigo líder do PS pede mais meios e celeridade. Questionado sobre a Operação Marquês, António José Seguro defende que tem de haver julgamento para que as pessoas confiem na Justiça.

A eventual candidatura de António José Seguro a Belém vai ser tema no Explicador depois do jornal das 9. São nossos convidados Francisco Assis, do PS, e António Capucho, do PSD. A esta hora, Luís, que outras notícias estão a marcar a atualidade?

O orçamento do Estado começa hoje a ser votado na especialidade. A maratona arranca esta manhã com o início da discussão. Vão ser votadas, alínea a alínea, mais de 2100 propostas de alteração submetidas pelos partidos. Os trabalhos começam às 10h da manhã. José Sócrates vai ter de pagar no imediato mais de 24 mil € de custos judiciais do processo Marquês. Só depois disso é que a Justiça irá decidir sobre novos incidentes processuais que possam ser apresentados pela defesa do antigo primeiro-ministro. A decisão foi tomada pelo Tribunal da Relação de Lisboa. Volodymyr Zelensky critica o Ocidente pela falta de reações duras ao ataque da Rússia, que ontem lançou um míssil de alcance intermédio contra Dnipro. Para o presidente da Ucrânia, este ataque revela que a Rússia não tem interesse na paz e por isso pede reações mais duras por parte do Ocidente.

Vamos ao desporto. Vai começar