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As notícias na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. O Observatório da Fundação para a Saúde critica a estratégia do Governo e alerta para a falta de mudanças no SNS. A ação do Ministério da Saúde é vista como negativa pelo Observatório da Fundação para a Saúde. O organismo é composto por nomes como Constantino Sakellarides, antigo diretor-geral da Saúde, ou Maria de Belém, ex-ministra da Saúde. O relatório anual, que já foi entregue à atual responsável do setor e que é hoje apresentado, indica que os portugueses têm razões para estar preocupados com o estado do Serviço Nacional de Saúde. Miguel Gato.

O Observatório da Fundação para a Saúde afirma que o atual governo apenas fez três transformações no serviço público face ao anterior executivo: a criação de 20 unidades de saúde familiar, modelo C, no setor privado e social, e o estabelecimento de centros de atendimento clínico públicos e privados em Lisboa e no Porto, além da implementação das consultas de cuidados de saúde primários no Hospital de Cascais, o único em Portugal em parceria público-privada. O relatório acusa o atual governo de querer transformar a natureza do sistema de saúde, ao invés de querer melhorar o serviço público em Portugal.

E isto porque, Miguel, o estudo entende que o governo está a promover soluções nos privados antes de investir no SNS.

A Fundação para a Saúde defende, neste relatório, que o setor público e privado se devem complementar e nunca ser concorrenciais. O estudo destaca a ausência de qualquer desenho estratégico na estruturação do plano de emergência do governo. Diz que não é minimamente fundamentado. Apesar das críticas à estratégia do governo para a Saúde, os autores do relatório sublinham como positivas as medidas contra as listas de espera das cirurgias, sobretudo em oncologia e também a nova componente obstétrica da linha de atendimento SNS 24.

Miguel Gato, e as conclusões do primeiro relatório anual do Observatório da Fundação para a Saúde. O estudo destaca ainda a capacidade do SNS em atrair e reter profissionais. Apela a uma reforma estrutural do SNS que não entregue o serviço público de saúde aos privados. Isto numa altura em que os tempos de espera nas urgências de alguns hospitais estão a aumentar com o diminuir das temperaturas, sobretudo na Grande Lisboa. A esta hora, o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, soma nove horas de tempo de espera para doentes urgentes. No Amadora-Sintra, os tempos para situações urgentes estão perto das sete horas. Na margem sul, o Garcia de Orta, em Almada, aumentou o tempo de espera para cinco horas para doentes urgentes, com pulseira amarela. Já no Porto, o Hospital de São João testa hoje um novo projeto que pretende retirar das urgências os casos menos graves. Há um telefone à entrada dos serviços de urgência a motivar os utentes que não o fizeram antes a ligar para a linha SNS 24, de forma a serem depois canalizados para os centros de saúde. E na política, Rui Rocha vai recandidatar-se à liderança da Iniciativa Liberal. Por mais dois anos de mandato, o atual presidente promete estabilidade no partido e fala na honra de um compromisso. O anúncio foi feito ontem à noite, numa entrevista à SIC Notícias.

Sou candidato. Eu assumi há dois anos, precisamente por esta altura, um compromisso com os membros da Iniciativa Liberal de me apresentar a dois mandatos. Portanto, uma primeira parte da justificação para ser candidato é o compromisso que assumi. A segunda parte da justificação para afirmar a minha candidatura a um segundo mandato é a necessidade de desenvolver uma solução política que traga mudança efetiva a Portugal. Portanto, são estes dois grandes motores desta minha vontade de me apresentar a um segundo mandato como presidente da Iniciativa Liberal.

As eleições internas na Iniciativa Liberal acontecem na próxima convenção nacional do partido, a um e dois de fevereiro do próximo ano. De recordar que Tiago Maia Gonçalves saiu da corrida por causa da polêmica em torno da falsificação de assinaturas na junta de freguesia que presidia no Porto. E na Síria, a cidade de Damasco voltou a ser alvo de bombardeamentos israelitas nas últimas horas. Pelo menos duas pessoas morreram. São dados do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que adianta que, desde a queda de Bashar al-Assad, Israel lançou 250 bombardeamentos contra Damasco. Entretanto, milhares de refugiados sírios tentam agora voltar a casa. Países como Suécia, Dinamarca, Noruega ou Reino Unido já anunciaram a suspensão da análise dos pedidos de asilo por parte de refugiados sírios. A Rádio Observador questionou esta manhã o governo sobre se vai agir no mesmo sentido, mas ainda não obtivemos resposta. São agora 08h04, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora. A Santa Casa de Lisboa vai inaugurar hoje um centro de acolhimento para pessoas que trabalham, mas vivem na rua. Chama-se Centro de Alojamento Temporário do Grilo. Vai ser inaugurado ao meio-dia, tem capacidade para acolher cerca de 50 pessoas, mas pode atingir as 90 vagas, no caso dos quartos serem duplos. O centro de acolhimento destina-se a pessoas que, por incapacidade financeira, não conseguem aceder ao mercado de habitação, apesar de terem rendimentos do trabalho ou da formação. Pedro Santana Lopes vai estar hoje nas jornadas parlamentares do Chega em Coimbra. O antigo líder do PSD é convidado num debate sobre corrupção. O autarca da Figueira da Foz vai participar assim no último painel destas jornadas, juntamente com o antigo ministro do governo que liderou, Rui Gomes da Silva, e também com