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As notícias com Carla Jorge Carvalho. Um ator foi agredido por um grupo de neonazis junto ao Teatro A Barraca, em Lisboa. As testemunhas falam num ato de violência gratuita por puro ódio. Um suspeito foi detido depois da PSP ter sido chamada ao Teatro A Barraca. As agressões aconteceram quando o ator Adérito Lopes estava a preparar-se para participar na peça sobre Camões, que teve de ser cancelada. Rui Casanova.

A agressão aconteceu esta noite, quando os atores estavam a chegar ao Teatro A Barraca. Um grupo de cerca de 30 pessoas vinha de uma manifestação no Martim Moniz e começou a insultar uma das atrizes do elenco por ter uma T-shirt com uma estrela vermelha. É o que contam as testemunhas ouvidas pelo Observador. Depois, partiram para a agressão física. Adérito Lopes, o ator, ficou ferido e teve de ser levado para o Hospital de Santa Maria para ser observado. A peça de teatro foi cancelada.

Este grupo de pessoas fez várias alusões à extrema-direita.

Fizeram insultos verbais e tinham também panfletos e mensagens com as expressões, e passo a citar: "Remigração, Portugal aos portugueses" e "Defende o teu sangue". A PSP confirmou ao Observador que conseguiu deter um suspeito perto do teatro. É um jovem de 20 anos. O caso vai ser comunicado ao Ministério Público, sendo que as testemunhas falam em ódio gratuito.

Rui, este caso está a merecer várias reações políticas, sobretudo à esquerda.

Na rede social X, Rui Tavares, do LIVRE, condena as agressões e afirma que são resultado de não haver clareza na rejeição do discurso de ódio. Também nas redes sociais, Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, e António Filipe, do PCP, mostram-se solidários com a companhia de teatro A Barraca e afirmam que o governo apagou do RASI, o Relatório sobre Segurança Interna, os alertas feitos sobre o crescimento da extrema-direita em Portugal.

Rui Casanova, com o caso da agressão a um ator por um grupo de neonazis. A companhia de teatro A Barraca afirma que as agressões tiveram motivação política. A PSP deteve três suspeitos de incendiar um carro com adeptos do Futebol Clube do Porto. Há dois feridos graves. O incidente aconteceu depois do jogo a contar para o Campeonato Nacional de Hóquei em Patins entre o Sporting e o Futebol Clube do Porto, que terminou com a vitória dos Dragões. O carro foi incendiado no final do jogo. Quatro adeptos ficaram feridos, dois com gravidade. Ao Observador, fonte da PSP indica que três suspeitos, adeptos do Sporting, foram abordados junto ao Pavilhão João Rocha, local onde aconteceu o jogo. Foram detidos e levados para a esquadra de Benfica para serem identificados. O caso vai ser comunicado à Polícia Judiciária. Futebol Clube do Porto e Sporting já vieram condenar o ataque. Os Dragões pedem uma punição. Os Leões sublinham que não se reveem neste tipo de atos de violência. Marcelo Rebelo de Sousa diz que quer sair de levezinho do cargo de presidente da República. Foi a expressão utilizada no final das celebrações do 10 de Junho em Lagos, as últimas presididas por Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente da República acaba o mandato em março de 2026 e explica que já está a preparar o fim da vida em Belém.

É sair de levezinho. Ir saindo. Ir saindo e dando o palco, exceto naquilo em que o presidente tem que ser presidente. Ainda irei ao 25 de novembro na Assembleia da República. Tenho agora os 40 anos da integração europeia. Aí tenho que ser o presidente da República. Tenho visitas ao estrangeiro, tenho aí aos 50 anos da independência, mas tirando isso, em ter que ser o presidente da República, e saindo de forma leve para deixar aos candidatos a candidatos e aos candidatos, quer às autárquicas, mas sobretudo às presidenciais, o espaço que eles devem ter.

Marcelo Rebelo de Sousa repete que quando deixar Belém não vai dar entrevistas, nem vai falar sobre política nacional. Ainda assim, garante que vai continuar a ir às cerimónias oficiais na qualidade de ex-chefe de Estado, sempre que puder. O candidato a Belém, António José Seguro, continua a não ser popular dentro do PS. Fontes socialistas criticam a relação com o PSD ao longo dos anos e as desavenças com António Costa. O Observador falou com vários socialistas que explicam os anticorpos da candidatura de Seguro à Presidência da República. Uma história que começou, Miguel Gato, há mais de 30 anos.

Remonta à década de 90, tempo em que António José Seguro era líder da Juventude Socialista e já neste tempo era criticado por socialistas pela proximidade que demonstrava ter com a direita portuguesa. Seguro, que sempre foi muito próximo de Pedro Passos Coelho, quando o antigo primeiroministro presidia à JSD, e os socialistas ouvidos pelo Observador recordam que, mais tarde, já enquanto líder do Partido Socialista, António José Seguro viabilizou o orçamento de 2012, a tal abstenção violenta, e chegou mesmo a ponderar aceitar um acordo de estabilidade com o PSD durante a intervenção da Troika em Portugal. Dentro do PS, muitos veem Seguro como uma personalidade fraca, que deu uma imagem de um Partido Socialista submisso ao governo de Passos Coelho.

Além desta percepção de uma proximidade com a direita, Miguel, António José Seguro não é popular no PS também pela luta interna que teve com António Costa em 2014.

Sim, dentro do Partido Socialista considera-se que esta sempre foi mais do que uma mera luta eleitoral, que os dois eram incompatíveis e que tinham uma visão muito diferente para o partido e também para o país. Muitos socialistas veem agora esta candidatura presidencial de António José Seguro como uma espécie de acerto de contas com o passado. Depois da derrota de Seguro frente a António Costa nestas eleições internas do PS, há nomes mais consensuais para a corrida presidencial, mas que ainda não demonstraram intenção de avançar, como é o caso de António Vitorino, Sampaio da Nova ou Augusto Santos Silva.

Miguel Gato, e a candidatura presidencial de António José Seguro, impopular dentro do Partido Socialista, o PS que ainda não anunciou nenhum apoio na corrida a Belém. E este é o artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador. É também o tema da história do dia. São 08h06, Carla, que outras notícias estão em destaque? Morreram 49 pessoas afogadas em Portugal até ao final de maio. Este é o terceiro valor mais alto dos últimos oito anos. Os dados são do Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores. A maior parte das mortes acontece em rios. Em segundo lugar, surge o mar. A maioria das vítimas são homens entre os 25 e os 29 anos. A presidenta da Câmara de Los Angeles decretou um recolher obrigatório de 10 horas no centro da cidade, numa altura em que a polícia afirma que está a fazer detenções em massa. O objetivo é tentar travar o vandalismo e as pilhagens. Entretanto, as manifestações de rua contra as políticas anti-imigração de Trump alastraram-se já a outras cidades norte-americanas. Oito ativistas que seguiam a bordo do navio Madeline continuam detidos em Israel. Recusaram assinar o acordo de extradição para o país de origem. Entre este grupo estava Greta Thunberg, que já seguiu para a Suécia. Ela afirma ter sido atacada e raptada por Israel em águas internacionais.