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Rádio, são oito horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Luís Montenegro prometeu para hoje o anúncio do sucessor de Mário Centeno como próximo governador do Banco de Portugal.

É uma decisão que vai ficar conhecida na reunião de Conselho de Ministros marcada para às nove da manhã, na residência oficial do primeiro-ministro. Não se conhece ainda o nome do sucessor de Mário Centeno e até ao último fim de semana, a decisão parecia estar ainda completamente em aberto. Guilherme Pires.

Com o primeiro-ministro Luís Montenegro a admitir até que Mário Centeno tinha todas as capacidades para continuar como governador do Banco Central. Ainda assim, apesar da disponibilidade de Mário Centeno para continuar à frente da instituição, a hipótese nunca pareceu provável, devido a vários choques entre o governo e o executivo da AD. No meio desta tensão, desde o último ano, o governo não conseguiu encontrar um nome dentro do prazo previsto para o cargo de governador do Banco de Portugal. O sucessor ainda não é conhecido, apesar do mandato de Mário Centeno ter terminado no último fim de semana. Mas Luís Montenegro, a falar aos jornalistas numa visita à Madeira no último domingo, não fechou a porta à recondução de Centeno.

Vamos saber qual é a decisão do governo, e a decisão do governo pode ser manter o atual governador ou substituí-lo. Portanto, isso é a decisão que vamos anunciar na próxima quinta-feira. O que posso dizer é que este governo, como todos os governos anteriores, tomará a sua decisão. À pergunta que me fez, para que não haja nenhuma dúvida, o doutor Mário Centeno reúne todos os requisitos para ser governador do Banco de Portugal, isso não está em causa. É a opção que o governo tomará, é a opção legítima de qualquer governo.

No entanto, este é um cenário que agora parece ainda menos provável. Tudo aponta para que Mário Centeno não seja reconduzido como governador do Banco de Portugal.

E tudo aponta para isso, Guilherme, muito por conta da polêmica que começou na última segunda-feira, quando o Observador noticiou vários problemas relacionados com a escolha do local para a nova sede do Banco de Portugal.

Mário Centeno avançou com uma decisão sobre a nova sede, apesar de vários alertas de consultores do Banco de Portugal, que referem fatores que podem colocar em causa este negócio e a dois meses do fim do mandato como governador. Ora, o executivo, a poucos dias da escolha do novo nome, pediu uma auditoria à Inspeção-Geral das Finanças sobre todo o processo de construção do novo edifício do Banco de Portugal. O Ministério das Finanças indicou na última terça-feira que nunca teve conhecimento completo da situação. Aqui, Mário Centeno e o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, parecem ter entrado novamente em rota de colisão. Isto porque o Banco de Portugal garante que partilhou toda a informação com a tutela sobre a compra do edifício em Entrecampos para a nova sede da instituição.

Guilherme Pires, com o ambiente político em torno da escolha do novo governador do Banco de Portugal, que deverá ser anunciada depois da reunião de hoje do Conselho de Ministros.

E o PS defende que o governo deve escolher o próximo governador do Banco de Portugal sem manobras de distração.

É assim que os socialistas descrevem a auditoria da Inspeção-Geral de Finanças, pedida pelo Ministério de Joaquim Miranda Sarmento. O deputado do PS, António Mendonça Mendes, fala de um pedido irônico e lembra que todos os anteriores governos conduziram o governador do Banco de Portugal para um segundo mandato.

As decisões que o governo já deveria ter tomado em relação ao Banco de Portugal, o governo tem toda a legitimidade política para tomar as decisões que entenda. Neste momento, acho que apenas aquilo que deve ficar claro é que o governo poderá ser o primeiro governo a não reconduzir para um segundo mandato um governador do Banco de Portugal. E esse é um facto que penso que é relevante.

António Mendonça Mendes, em entrevista à Agência Luz, em que explica que o PS quer ouvir também o ministro das Finanças no Parlamento, a propósito da compra da sede do Banco de Portugal.

E depois de oito descidas consecutivas, o Banco Central Europeu deve manter hoje as atuais taxas de juro.

Os analistas dão como praticamente certo que devem continuar nos 2% e, se assim for, a reunião de hoje será a primeira do ano em que não são anunciados cortes de juros. Desde junho do ano passado, o Banco Central Europeu tem invertido o ciclo de aumento de taxas, na altura criado para combater a inflação, reduziu os juros de um valor recorde, quatro para os 2%, atualmente em vigor. Os economistas preveem que a taxa será mantida, mas antecipam um novo último corte de 25 pontos base depois do verão, para fixar as taxas de juro em 1,75% antes do final do ano.

Rússia e Ucrânia voltaram a realizar ataques com drones. As hostilidades são retomadas poucas horas depois do fim das negociações diretas entre delegações dos dois países.

Uma ofensiva da Ucrânia atingiu localidades russas na região sul do Mar Negro, danificar um depósito de combustível e provocar a morte de uma pessoa. Já o ataque russo foi contra o porto de Odessa, na região ucraniana do Mar Negro. A ofensiva provocou vários incêndios, bem como o centro histórico da cidade ucraniana, que também foi atingido. Esta informação é avançada pela Agência Reuters. Este retomar das hostilidades acontece pouco depois das delegações dos dois países terem estado reunidas na Turquia. Não houve qualquer entendimento a não ser a troca de prisioneiros.

E o especialista em direito internacional, Francisco Pereira Coutinho, concorda que não está para breve um cessar-fogo na Ucrânia.

E isto porque a Rússia não quer. Este especialista em direito internacional sublinha que Moscovo enviou uma delegação de terceiro nível para este encontro e como não havia hipótese de qualquer decisão ser tomada, Francisco Pereira Coutinho afirma que a paz ainda vai demorar.

Todas as indicações vão no sentido de que a paz não está para breve, como aliás já se esperava, até porque a própria Federação Russa enviou uma delegação de terceiro nível, sem qualquer tipo de capacidade para tomar decisões importantes. A Ucrânia continua a insistir na importância de haver uma reunião ao nível de chefes de Estado, porque são eles que têm o poder efetivo para tomar decisões, mas a Rússia não quer nada disso.

Francisco Pereira Coutinho no Gabinete de Guerra desta manhã, o especialista destaca ainda a quantidade de prisioneiros de guerra que foram trocados neste conflito.

Gabinete de Guerra que já está disponível em podcast. A Câmara Municipal de Matosinhos está a testar novas soluções para controlar a população de gaivotas, que não para de aumentar.

E que prejudica não só quem anda na zona, mas também na qualidade da água e da areia das praias. Vamos ao encontro da Maria Rego. Maria, bom dia. Desde a última hora, a praia está agora bem diferente.

Bom dia, Carla. Se há pouco vos falava de várias dezenas de gaivotas, no areal agora não está cá nenhuma. Isto porque chegaram há pouco a esta praia as duas águias que estão a trabalhar para afugentar estas aves aqui na praia de Matosinhos. Chamam-se Anémona e MM, os dois nomes alusivos a esta cidade de Matosinhos. Trabalham desde as 7h às 9h e depois regressam ao serviço já de tarde, das 17h às 21h. Para também terem uma ideia de como foi feito o trabalho destas águias, os tratadores trouxeram-nas até aqui ao areal, foram precisamente até à zona onde estavam mais gaivotas, junto ao mar, e não foi preciso fazer mais nada do que mostrar a ave às gaivotas. Mal a viram, as várias gaivotas levantaram voo e abandonaram a praia. As águias nem sequer tiveram de sair da mão dos tratadores. Como disse, são duas águias e esta praia é bastante extensa, por isso uma águia fica numa das pontas e a outra fica do outro lado do areal. É esta a solução encontrada pela Câmara Municipal para combater o enorme fluxo de gaivotas e pombos nesta praia. Uma forte presença que afeta não só os banhistas, como até a própria qualidade balnear, já que as fezes destes animais podem mesmo estar na origem de contaminação, quer da areia, quer também da água. Estas águias permanecem ao longo da próxima hora a trabalhar, como disse, e dar ainda uma última nota de que o objetivo, Carla, desta ave de rapina não é atacar, apenas afugentar as gaivotas.

E com a tua descrição, Maria Rego, isso está mesmo a verificar-se. Não há gaivotas nesta altura, nesta praia de Matosinhos. Vamos ao longo da manhã continuar a acompanhar o trabalho destas águias. São agora 08h09. Carla, antes de conhecermos o tema do contracorrente desta quinta-feira, que outras notícias marcam a manhã?

Um avião russo desapareceu na região de Amur, em território russo, com mais de 40 pessoas a bordo. O controle de tráfego aéreo acabou por perder o contacto com esta aeronave de passageiros quando o aparelho se aproximava do destino para aterrar. O governador da região indica que todos os meios e esforços estão agora focados a encontrar este avião. Um tiroteio nas imediações do mercado da TimeOut, em Lisboa, ontem à noite, não fez fritos. Desconhecem-se, para já, também as circunstâncias desta troca de tiros numa das zonas mais movimentadas de Lisboa. Se as eleições presidenciais fossem hoje, Henrique Gouveia e Melo vencia, mas só à segunda volta. É o que mostra a sondagem da Aximage para a TVI, dá ao almirante 26% das intenções de voto. A seguir surge Luís Marques Mendes com 19% e depois António José Seguro com 14%. Numa segunda volta, e de acordo com a mesma sondagem, Gouveia e Melo é favorito contra qualquer um dos outros candidatos. Vencería com 41% contra o social-democrata e com 42% contra o socialista.