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São 8 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. A Operação Irmandade deteve 37 pessoas por suspeitas de pertencer à extrema-direita. A Polícia Judiciária quer que todos os suspeitos sejam ouvidos ainda hoje no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa.
Todos eles já chegaram a Lisboa, vindos de vários pontos do país, foi o que apurou o Observador. A operação da Judiciária começou de manhã bem cedo, com buscas não só na capital, mas também no Porto, Algarve, margem sul do Tejo, Guimarães, Gaia e Maia. As autoridades acreditam ter desmantelado a cúpula do grupo 1143, uma associação de extrema-direita que continua a ser liderada por Mário Machado a partir da prisão, Carlos Pedro.
O militante neonazi cumpre por esta altura dois anos e 10 meses de pena de prisão. Agora, a Judiciária acredita que Mário Machado comunicava com os restantes membros do grupo de dentro pra fora. Entre os 37 suspeitos detidos ontem, há cinco mulheres e dois não civis, que a Judiciária não quis detalhar. Já a PSP assumiu que um dos seus agentes do Comando Distrital de Setúbal está entre os detidos. O outro, diz a CNN Portugal, pertence à Força Aérea Portuguesa.
E Carlos, o que se sabe acerca dos membros deste grupo 1143?
Ora, sabe-se que os detidos têm vastos antecedentes criminais e ligações a grupos de ódio além-fronteiras. Foi o que revelou ontem a Polícia Judiciária em conferência de imprensa. As autoridades falam em pessoas que adotavam e difundiam a ideologia nazi com o objetivo de perseguir e coagir minorias étnicas, nomeadamente imigrantes. Aliás, um dos objetivos do grupo era a constituição de uma milícia armada para travar uma alegada invasão islâmica.
Carlos Pedro, com os dados conhecidos da Operação Irmandade, que levou ontem à detenção de 37 suspeitos, que devem começar hoje a conhecer as medidas de coação. Os crimes de ódio têm aumentado em Portugal nos últimos anos. Passaram de nove em 2019 para 64 no ano passado.
A vitória de António José Seguro na primeira volta das presidenciais trouxe um balão de oxigênio à UPS. Ainda assim, Carla, vários socialistas reagem com cautela.
Principalmente depois da derrota em maio do ano passado, os socialistas tentam conter a euforia de um possível regresso de um socialista ao Palácio de Belém. No Largo do Rato, a convicção é de que a recuperação do PS ainda está longe de se concretizar, Miguel Gato.
A vitória de António José Seguro é considerada um balão de oxigênio, garantem fontes do partido ao Observador, mas é um balão que não é grande o suficiente para o Partido Socialista poder descansar à sombra da Presidência da República. Depois dos maus resultados nas legislativas e também nas autárquicas, os socialistas tentam conter a euforia, têm a convicção de que existe ainda um grande caminho até a recuperação do PS. E daí a surpresa com a pressa de José Luís Carneiro em marcar novas eleições diretas no partido. Durante o dia de ontem, o Observador ouviu vários membros do PS que não esconderam a estupefacção com a decisão do líder. Alegam que Carneiro não tem, neste momento, oposição interna. A Comissão Nacional do PS vai reunir-se já no próximo sábado.
E Miguel, qual é a estratégia do Partido Socialista a definir para os próximos tempos?
É a defesa da estabilidade política pro governo e eleições legislativas apenas depois das próximas europeias e das próximas autárquicas, ou seja, em 2029. O Observador sabe que José Luís Carneiro já começou contactos para posicionar o futuro do Partido Socialista. Por agora, o secretário-geral do PS está focado apenas em seguir a onda da vitória de António José Seguro na primeira volta das presidenciais.
Miguel Gato, a resumir a estratégia do PS depois da primeira volta das eleições presidenciais, António José Seguro tem somado vários apoios de personalidades à direita, tal como os mandatários das candidaturas de Luís Marques Mendes e de João Cotrim Figueiredo. Falamos de Rui Moreira e de José Miguel Judice.
Esta é uma notícia que está em manchete no site do Observador. É assinada pela jornalista Rita Tavares. E o primeiro-ministro volta hoje ao Parlamento. As eleições presidenciais devem marcar o debate quinzenal com Luís Montenegro.
O chefe de governo vai também ter de responder às críticas que têm surgido à esquerda por não anunciar o apoio a António José Seguro na segunda volta contra André Ventura. Já o candidato apoiado pela AD, Luís Marques Mendes, não foi além do quinto lugar nas eleições. Este debate acontece também numa altura em que o governo se prepara para assinar um acordo plurianual com os sindicatos da função pública, válido até 2029.
Já o debate quinzenal começa às 15h. Vai ser transmitido em direto aqui na Rádio Observador. Sem dizer em quem vai votar, Marcelo Rebelo de Sousa diz que está esclarecidíssimo no que toca à segunda volta das eleições.
O chefe de Estado está em Estrasburgo, vai fazer a última visita, na qualidade de presidente, às instituições europeias, uma visita que acontece pouco antes de deixar o Palácio de Belém. Marcelo está no Parlamento Europeu para assinalar os 40 anos da adesão de Portugal. Ontem, em declarações aos jornalistas, não quis comentar os resultados da primeira volta. Já quanto à segunda, diz que neste momento está tudo claro para os eleitores.
Eu acho que os portugueses, depois desta campanha toda e pré-campanha, têm uma ideia muito clara. Tinham uma ideia muito clara na primeira volta, têm uma ideia muito clara na segunda volta. Eu estou esclarecido. Depois de tantos debates, estou esclarecidíssimo.
Marcelo Rebelo de Sousa em Estrasburgo, onde hoje se vai dirigir aos deputados europeus para assinalar as quatro décadas de adesão de Portugal à União Europeia.
São 20h06, Carla. Antes dos Momentos de Glória, que outras notícias marcam esta manhã?
Foram detidos pela PSP, no último ano, 30 imigrantes durante operações de fiscalização realizadas só na região de Lisboa. É o que revela hoje a Polícia de Segurança Pública, num comunicado que faz o balanço do último ano. A mesma força de segurança avança também que foram notificados quase 100 imigrantes para abandono voluntário do país durante estas operações. Revela também que foram realizadas 94 operações policiais na área do Comando Metropolitano de Lisboa, que resultaram na fiscalização de mais de seis mil cidadãos estrangeiros. O presidente da Comissão de Combate à Fraude no SNS, o juiz Carlos Alexandre, vai ser hoje ouvido na Comissão Parlamentar de Saúde. É um pedido da Iniciativa Liberal, que quer perceber como vai funcionar esta nova estrutura criada pelo governo. A comissão vai levar a cabo a estratégia de prevenção e detecção de fraudes no âmbito do SNS, uma audição que está marcada para começar daqui a pouco, às 10 da manhã. No desporto, o Sporting venceu ontem em Alvalade o campeão europeu, Paris Saint-Germain. A equipa de Rui Borges alcançou os 13 pontos e o sexto lugar da tabela classificativa. Está, por isso, dentro dos lugares de apuramento direto para os oitavos de final da prova. Hoje joga o Benfica, fora de casa, os italianos da Juventus.
O jogo começa às 8 da noite e vai ter transmissão em direto aqui na Rádio Observador, com comentários do Gabriel Alves, João Pinto e do Pedro Henriques.