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Oito e dois. As notícias na Rádio Observador com Carla Jorge de Carvalho. As câmaras municipais estão a pedir ajuda urgente ao Governo para as obras do PRR atrasadas. Está a esgotar-se o prazo para a conclusão dos fundos europeus e os autarcas enviaram uma carta ao primeiro-ministro. Falam numa situação preocupante. Todo o dinheiro dos projetos que não fiquem concluídos até o final de agosto tem de ser devolvido. Os autarcas avisam que há câmaras que já estão a ser pressionadas para devolverem verbas do PRR relativas a obras que não vão estar concluídas até o final de agosto. O jornal Público teve acesso a essa carta. Rui Casanova, o que pede a Associação Nacional de Municípios?

Pede um mecanismo para assegurar financiamento alternativo para acelerar os projetos atrasados. Falamos de obras como escolas, centros de saúde, habitação ou lojas de cidadão. Ainda assim, a Associação Nacional de Municípios não clarifica ao certo a forma deste financiamento, sendo que alerta que a situação é preocupante e, por isso, pede ajuda muito urgente. O gabinete do primeiro-ministro não confirma ao jornal Público a recepção da carta e remete o assunto para o ministro da Economia e Coesão Territorial. Ora, o gabinete de Castro Almeida limita-se a apelar aos autarcas para que executem o máximo possível dos projetos do PRR até ao fim de agosto, até o dia 31. Também ao Público, o presidente da associação, que representa os autarcas, alerta que as obras não podem ficar paradas e diz que as autarquias estão abertas a discutir qualquer solução para poderem manter e terminar os projetos. A associação sublinha também que estes investimentos são responsabilidade do Estado central e não apenas das autarquias.

Rui Casanova, com a carta enviada pela Associação Nacional de Municípios ao primeiro-ministro a pedir ajuda para avançar com as obras do PRR. Todo o dinheiro dos projetos que não ficarem concluídos até o final de agosto vai ter que ser devolvido e há câmaras que se arriscam a ser fortemente penalizadas pelo incumprimento. França teve ontem o dia mais quente de sempre desde que há registro. Foram batidos vários recordes absolutos de temperatura. Os termômetros ultrapassaram os 40 graus, sobretudo na região ocidental de França. É o que indica o Serviço Meteorológico do país. Quase todas as regiões estiveram sob aviso vermelho. Pelo menos 40 pessoas morreram afogadas em zonas não vigiadas. O número foi avançado ontem pelo primeiro-ministro francês, que fala num triste flagelo. Carlos Pereira, diretor do LusoJornal em França, alerta para as consequências económicas e sociais que esta vaga de calor está a ter.

As empresas são motivadas a mandar os empregados em teletrabalho ou os que não podem, a começar muito mais cedo e a acabarem muito mais tarde. E já se fala em cerca de 200 mil milhões de percas em empresas, no mundo empresarial, devido à falta da produtividade, absentismo, etc.

Por causa do calor, a Torre Eiffel e o Museu do Louvre encurtaram as horas das visitas. Milhares de escolas fecharam. As autoridades estão a aconselhar o teletrabalho. Por cá, hoje as temperaturas descem ligeiramente. Vila Real, Bragança e Guarda estão sob aviso amarelo devido ao calor. Há também 50 conselhos em perigo máximo de incêndio. Em alguns distritos do Norte, Centro e Alentejo é até esperada chuva e trovoada. E os efeitos desta vaga de calor são o tema do explicador de hoje, para ouvir logo a seguir ao Jornal das Nove. Roberto Martínez diz que a seleção nacional foi responsável no jogo contra o Uzbequistão e sublinha a união do grupo. É a reação do selecionador nacional depois da goleada por 5x0. Martínez afirma que a equipa conseguiu responder às críticas da melhor forma e tudo graças à união e à responsabilidade dos jogadores.

Foram dias muito importantes ao nível psicológico. Acho que o grupo ficou muito responsável, fechou do barulho de fora e acho que isso fez com que o balneário tornasse mais forte, mais unido, para poder controlar as emoções. Porque o aspecto tático desta equipa, falei ontem que é uma equipa que tem uma flexibilidade tática, que todos falamos disso, a qualidade individual, todos os aspectos positivos para poder ter um desempenho como hoje. Mas hoje também marcar o segundo golo ajuda.

Cristiano Ronaldo também garante que o grupo está unido, apesar das críticas da última semana.

Eu sabia, quem trabalha Deus ajuda. Sabia que os meus companheiros iam ajudar também. Foi uma semana difícil, uma semana escura. Parecia que eu já estava retirado do futebol, mas aguentei-me como aguento sempre, porque acredito mais no trabalho do que noutra coisa. Foi difícil, tenho que confessar, mas estamos de volta.

Com este jogo, Cristiano Ronaldo tornou-se no melhor marcador de Portugal em fases finais do Mundial. Passa também a ser o único jogador a marcar em seis campeonatos do mundo de seleções. Apesar da vitória, Portugal continua em segundo lugar do grupo K, isto porque esta madrugada a Colômbia venceu o Congo por 1x0. São agora 08h07, Carla. Já a seguir, Momentos de Glória. Primeiro, que outras notícias estão em destaque. O incêndio em Loulé foi dominado esta madrugada. As chamas fizeram quatro feridos, todos bombeiros. É o que indica a Proteção Civil no mais recente ponto de situação. A esta hora continuam no terreno mais de 300 operacionais, apoiados por 120 viaturas e um meio aéreo. O fogo tinha começado ontem de manhã na freguesia do Ameixial, em Loulé, numa zona de mato. O secretário-geral da NATO é hoje recebido por Donald Trump em Washington. O encontro acontece a poucas semanas da Cimeira da Aliança Atlântica, marcada para 7 e 8 de julho na Turquia. Também hoje as principais potências militares da Europa reúnem-se em Berlim para discutir a guerra na Ucrânia e o conflito no Médio Oriente.