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As notícias com Carla Jorge Carvalho. Três mortos e sete desaparecidos é o balanço mais recente do naufrágio de uma embarcação de pesca ao largo de São Pedro de Moel, em Leiria.
O alerta foi dado pelo comando da Polícia Marítima da Nazaré pelas 04:00. Uma embarcação de pesca afundou entre a praia de São Pedro de Moel e a praia de Vieira de Leiria. Imediatamente foram iniciadas as buscas com quatro embarcações que resgataram 10 pessoas. No total, nesta embarcação de pesca estariam 17 tripulantes, sete continuam desaparecidos. O porta-voz da Autoridade Marítima Nacional explicou à Rádio Observador que os náufragos foram transportados para o porto da Figueira da Foz. No local estão cerca de 20 meios de socorro, incluindo um helicóptero da Força Aérea e um grupo de mergulho forense da Polícia Marítima está a efetuar buscas no local do naufrágio.
Paulo Trigo Pereira, um dos subscritores do manifesto que defende uma reforma do sistema eleitoral, afirma que o sistema atual é injusto e que precisa de ser alterado.
Paulo Trigo Pereira é um dos nomes, onde estão outros como Ana Gomes ou Luís Marques Mendes. O manifesto chama-se "Reformar o sistema eleitoral, renovar a democracia". As figuras que assinam o manifesto lamentam que em 50 anos de democracia e com tantas mudanças, pouco tenha sido alterado no sistema eleitoral. Paulo Trigo Pereira aponta como um dos principais problemas a perda de votos devido à organização atual dos círculos eleitorais.
Porto e Porto Alegre, só são eleitos dois deputados, só os dois maiores partidos conseguem eleger no distrito. E todos os outros cidadãos que possam ter preferências noutros partidos, o seu voto não é útil. O outro problema do nosso sistema eleitoral é que não permite a personalização do voto, ou seja, a esmagadora maioria dos países europeus têm sistemas eleitorais para a Assembleia da República em que se vota ou é possível votar em candidatos. Isto faz toda a diferença na relação entre eleitores e eleitos.
O manifesto não indica nenhum caminho concreto para seguir esta reforma. Ainda assim, Paulo Trigo Pereira sublinha que há dois objetivos bem identificados nesta iniciativa.
Esse projeto é para um ano. Está a começar agora, começa com este manifesto e tem duas componentes. Uma é o objetivo final, que é apresentar uma iniciativa legislativa dos cidadãos na Assembleia da República, com projeto concreto, com articulado, projeto de lei, mas tem um caminho grande, que tem a ver com a outra componente do projeto, que é pedagógico e de educação cívica e de literacia cívica sobre os sistemas eleitorais.
O antigo deputado Paulo Trigo Pereira, que foi ouvido na última hora aqui na Rádio Observador, uma das personalidades que assina este manifesto, entre outros, como António Vitorino, Álvaro Beleza, Ribeiro e Castro ou Miguel Cadilhe, defende uma mudança do sistema eleitoral que permita a personalização dos mandatos, que aproxime eleitores de eleitos e que diminua o desperdício de votos.
E este vai ser o tema dos explicadores a seguir a este jornal com Ribeiro e Castro e Ricardo Reis. França entra hoje no terceiro dia de campanha eleitoral para a segunda volta das legislativas do próximo domingo. O debate previsto para hoje não vai afinal acontecer.
Gabriel Attal e Jordan Bardella iriam enfrentar um representante da Nova Frente Popular de Esquerda. No entanto, os dois candidatos discordaram da escolha do representante da Frente de Esquerda, o que impediu a realização do debate. Junta-se agora em direto neste jornal, a enviada especial do Observador a Paris, Cátia Bruno. Bom dia, Cátia. Afinal, em vez de um debate, os candidatos vão ser entrevistados.
Bom dia, Carla. Exatamente, como explicaste e bem, houve aqui um desacordo. Jordan Bardella, representante da União Nacional, exigiu que o debate a três fosse entre ele, Gabriel Attal e um representante da França Insubmissa, que é um dos partidos que compõe a Frente Popular de Esquerda. Ora, a Frente Popular de Esquerda não concordou, embora Jean-Luc Mélenchon, líder da França Insubmissa, tenha dito que estava a favor dessa proposta, disse-o logo no Twitter, mas a Frente Popular veio dizer: "Bom, já tivemos um representante da França Insubmissa no primeiro debate, que foi Manuel Bompard, depois tivemos um representante do Partido Socialista no segundo debate, agora no terceiro, achamos que faz sentido que seja uma das outras forças que compõem a aliança". Em concreto, defendiam que fosse Marine Tondelier, que é líder dos Verdes, a debater. Bardella terá recusado e perante essa recusa, a televisão que iria organizar o debate, a BFMTV, disse que não havia condições e, portanto, em vez disso, cada um deles será entrevistado à parte, sozinho, um de cada vez, para tentar manter a mesma emissão especial, mas não haverá debate a três desta vez.
Portanto, uma solução mais salomónica, digamos assim. Entretanto, Cátia, o primeiro-ministro Gabriel Attal fez um apelo claro para que os eleitores votem em candidatos que derrotem a União Nacional. Isto quer dizer um apelo ao voto na esquerda?
Sim, completamente. Aliás, Attal foi claro nas suas palavras. Ele disse que agora que terminou o processo de desistências e agora os candidatos com votos são os candidatos com votos, e ainda há círculos eleitorais onde houve candidatos do partido de Macron, o Renascença, que não desistiram a favor de candidatos da Frente de Esquerda mais bem colocados por serem da França Insubmissa, Attal veio dizer que o voto deve ser naquele que estiver mais bem colocado para derrotar a União Nacional. Disse-o claramente porque, diz ele, aqueles que ainda estão na corrida do partido Marine Le Pen, pelo menos um em cada quatro fizeram comentários racistas, antissemitas ou homofóbicos, e isso tem de ser combatido. E depois clarificou dizendo Portanto, eu aconselho que se vote em candidatos da esquerda, mesmo que sejam da França Insubmissa, porque votar neles não significa formar uma aliança com eles para governar no futuro. Ou seja, uma coisa é a campanha, outra coisa é o dia a dia e que maioria pode emergir desta eleição. Attal foi muito claro e não é a linha que tem sido defendida pela maioria do seu partido, incluindo o presidente Macron, que têm sugerido esta ideia de caso a caso, em que os eleitores olhem para o seu círculo eleitoral e votem apenas num candidato contra a União Nacional, se este defender aquilo que chama os valores republicanos, deixando claro que a França Insubmissa não faz parte desse grupo. Attal discorda. Attal diz que isso é tema para depois. Neste momento, o objetivo principal para o primeiro-ministro francês é garantir que a União Nacional eleja o menor número de deputados possível.
E daí esse apelo claro deixado pelo atual primeiro-ministro francês. Cátia Bruno, enviada especial do Observador em Paris, a acompanhar estes últimos dias que faltam para a segunda volta das eleições francesas. Vão ser já no próximo domingo. São agora 9h08, Carla, antes do Explicador, que outras notícias merecem destaque? Um ataque aéreo israelita que atingiu o campo de refugiados de Maghazi Oriental, no centro de Gaza, provocou a morte a três pessoas. A parte noroeste do campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, também foi alvo de um bombardeamento. Um outro ataque aéreo israelita matou 12 palestinianos, entre eles nove elementos de uma família, naquela que tinha sido designada como uma zona segura, quando Israel pediu que Khan Yunis fosse evacuada. O presidente russo aterrou esta manhã em Astana, a capital do Cazaquistão, para uma cimeira de dois dias sobre segurança e defesa na região. Vladimir Putin vai reunir-se hoje com os presidentes chinês e turco. Os meios de comunicação social russos adiantam que António Guterres e outros líderes internacionais também foram convocados, mas não se sabe ainda se vão marcar presença no Cazaquistão. E agora, quem se lembra dele?
Oh, Borboletas de Amor.
Juan Luis Guerra. Isso mesmo.
Quem não se lembra? É mais assim.
Quem não se lembra é quem não tem idade para isto. Vai abrir hoje em Oeiras o festival Jardins do Marquês. Gosto muito deste.
Ai, ai, ai.
Estás bem?
Estou muito bem. E que outros artistas estão no cartaz, Carla?
Há outros. É a quarta edição. Patty Smith.
Olha, também gosto.
Também podia ser Stacy Kent, Camané, Nelson Freitas, António Zambujo. Bom, é um bom cartaz.
Eu preferia que tivéssemos ouvido aqui nas manhãs, acho que se adequa mais, o "Ojalá que llueva café".
Canta lá um bocadinho. Queres cantar um bocadinho?
Não, não posso cantar hoje, a minha voz não está para isso.
É só 6h50.
É uma canção do Juan Luis Guerra, e chover café nas manhãs eu acho que é o ideal.
Também era bom, mas Borboletas de Amor vem sempre a tempo. Carla, começa hoje, termina quando?
Termina no dia 10 de julho. São sete dias, sete noites de música.
Podia ser uma música também, sete dias, sete noites.
É um filme.
É, não é? Pois. Carla Jorge Carvalho com as principais notícias desta manhã.