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Jornal das 9, com edição da jornalista Diana Rosa. Começamos com a Ucrânia, que lançou um ataque a Moscovo nas últimas horas.
O exército de Kiev recorreu a drones para atacar a capital russa, mas também um fabricante de explosivos na região de Nízhniy Novgorod. A informação está a ser avançada pela agência RIA. As autoridades russas dizem que abateram mais de uma centena de drones ucranianos. Há registro de quatro feridos.
A Moldávia, Diana, hoje vai a eleições presidenciais. As urnas abriram às 9h, 7h em Lisboa.
Os eleitores são chamados a escolher não só o próximo chefe de Estado, também para decidirem se querem que o país adira à União Europeia. É um referendo que pode ser crucial para o futuro da Moldávia. Maria Rego.
Com o intuito de permitir que os cidadãos decidam se o país deve ou não aderir ao bloco comunitário, um voto a favor da integração europeia pode fortalecer este compromisso moldavo em cumprir os parâmetros necessários. Um voto contra pode criar obstáculos políticos à adesão. Para que o referendo seja considerado válido, é necessária uma participação de pelo menos 33% dos eleitores, motivo pelo qual muitas campanhas apoiadas pela Rússia se têm concentrado em influenciar a população moldava.
E esta adesão à União Europeia, que está em cima da mesa, é relevante por quê, Maria?
Atualmente, a Moldávia procura fortalecer as instituições democráticas para atender aos padrões europeus, numa altura em que, de acordo com a imprensa local, há moldavos que preferem manter uma relação próxima com a Rússia. As últimas sondagens divulgadas apontam que 60% dos moldavos estão a favor da adesão do país à União Europeia. É, de resto, esse o mote central da campanha da atual presidente e candidata nestas eleições. Na corrida às presidenciais, estão ainda outros 10 candidatos, alguns a favor da manutenção das relações com a Rússia.
Maria Rego aqui com os destaques deste dia de eleições presidenciais na Moldávia. A Rádio Observador falou com uma cidadã moldava que vive em Portugal. Alina Gória espera que o referendo sobre a entrada na União Europeia receba luz verde e acredita que a decisão está, sobretudo, na mão dos mais jovens.
Acho que as pessoas de uma faixa etária mais acima, que não eram jovens, os mais velhos, defendiam mais a entrada na União Europeia do que propriamente os jovens, o que deixa-me um bocado triste.
Então achas que naquele tal referendo que vai ser votado, a resposta mais provável é mesmo um não?
Eu não diria isso, porque eu acho que a mente das pessoas na Moldávia tem vindo a evoluir bastante e acredito que a maioria vote como um sim. Eu quero acreditar que sim.
Alina Gória, moldava, a viver em Portugal. As urnas na Moldávia estão abertas até às 11 da noite.
Olhamos agora para o Congresso do PSD, que vai marcar o dia deste domingo. O PSD que vota hoje os órgãos nacionais do partido. O Congresso dos Sociais Democratas é retomado precisamente a esta hora, Diana.
Estava marcado para às 9h no Fórum Braga. A eleição dos órgãos nacionais tem a duração de aproximadamente duas horas, até às 11h, numa votação em que não vai participar Luís Montenegro, não está inscrito como delegado ao Congresso. Ontem, Luís Montenegro reiterou a vontade em afastar membros do Governo do núcleo duro de direção do partido. No entanto, adianta que a união dos sociais-democratas está assegurada.
Retirar os membros do Governo da Comissão Permanente não pode, eu não quero que signifique dissociá-los das suas responsabilidades partidárias. Por isso, registro como um sinal de unidade, de espírito de equipa, de humildade no trabalho político, que todos aqueles que eram até há pouco tempo vice-presidentes ou equivalentes, passem a ser vogais da Comissão Política.
Uma vontade que já tinha sido manifestada por Luís Montenegro. Os trabalhos terminaram ontem por volta da 01:30. Pouco antes foi aprovada a moção de estratégia global de Luís Montenegro, por unanimidade.
E a abstenção do PS face ao Orçamento do Estado mantém-se na agenda social-democrata.
Os membros do partido apelam a Pedro Nuno Santos para que mantenha o sentido de responsabilidade no que toca à viabilização do documento. O secretário-geral do PS já adiantou que não vai fazer negociações com o Governo na fase da discussão da especialidade. No entanto, os membros do Executivo querem garantir que não há uma crise política no horizonte, Miguel Vitorino Dias.
Podemos todos respirar com outro à vontade.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, respira de alívio depois do anúncio de Pedro Nuno Santos de que o PS vai viabilizar o orçamento para 2025. E logo de manhã, Luís Montenegro afastou tensões com o líder socialista na discussão da especialidade.
Nem sequer acho que seja edificante lançar sobre o secretário-geral do Partido Socialista esse anátma de que ele vai ter uma escondida pretensão agora de aproveitar o trabalho da especialidade na Assembleia da República para contrariar aquilo que ele disse que faria em nome do Partido Socialista.
Também entre ministros como Pedro Duarte, Miguel Pinto Luz ou o líder parlamentar Hugo Soares, todos dizem acreditar que o PS não vai desvirtuar o orçamento. E Paulo Rangel compromete Pedro Nuno Santos.
O sentido das palavras do líder da oposição era justamente esse, e foi assim que foi entendido por toda a gente.
Mesmo nas letras pequeninas, como por exemplo, a questão do IRC, Hugo Soares considera que a proposta está blindada face a coligações negativas.
Se o Chega acha que o IRC devia descer mais do que o que nós propusemos Se o Partido Socialista acha que não devia descer coisa nenhuma, como é possível eles entenderem-se nessa matéria?
E também Pinto Luz recusa outras intenções por parte do líder do PS.
A nossa proposta de IRC, que não era a proposta do governo inicial, já se aproximou da proposta do Partido Socialista. Quero acreditar que não haja essa intenção de ir ainda mais para além do que era razoável.
Ainda assim, a rejeição do IRC não seria motivo para criar uma crise política. Hugo Soares sintetiza que só há uma linha vermelha.
Inaceitável é aceitar aumento de impostos.
E depois de ultrapassado o Cabo das Tormentas deste orçamento, Pedro Duarte procura cooperação para o futuro.
Eu quero acreditar no sentido de responsabilidade da oposição, também depois de 29 de novembro.
Para já, o PSD respira de alívio e aguarda para fechar este dossiê sem surpresas, antes de se preocupar com 2026.
Micaela Viterbo Dias com os destaques dos protagonistas do PSD sobre o orçamento do Estado, a votação final do documento que está marcada para o dia 29 de novembro.
E quem marcou presença neste congresso foram dois antigos líderes do PSD. Falamos de Luís Marques Mendes e Pedro Santana Lopes, que atiram para o próximo ano uma decisão oficial sobre a eventual candidatura às eleições presidenciais.
Mas se a presença de Marques Mendes já era esperada, Santana Lopes resolveu aparecer de surpresa, João Gama.
O PSD reuniu-se em Braga com rumores em torno de não um, mas dois possíveis candidatos presidenciais. O 42º Congresso Social Democrata arrancou praticamente com uma referência a Luís Marques Mendes.
Para que também no Palácio de Belém, Braga continue a ter muita influência como tem tido até aqui.
Na voz do presidente da Câmara de Braga, que não seria o único a especular, até ser o próprio conselheiro do Estado a desfazer todas as dúvidas ou, pelo menos, a adiá-las.
Esta é uma decisão, candidatura presidencial é uma decisão individual, pessoal, às vezes quase solitária, e por isso, sobre essa matéria, eu falarei, sem dúvida, para tomar uma decisão, num sentido ou noutro, em 2025.
Marques Mendes marcou presença no Congresso do PSD, foi recebido por apoiantes, trocou abraços, apertos de mão, foi aplaudido ao entrar no Fórum Braga. Foi um dos temas a marcar o dia, com demonstrações de apoio cautelosas de Hugo Soares e de Miguel Pinto Luz.
Que eu saiba, o doutor Marques Mendes não é candidato a nada. Ou se quer, tem um fortíssimo perfil para encaixar naquilo que é a nossa moção de estratégia global.
Nessa altura, quando der esse passo, o PSD e os militantes do PSD poderão tomar uma decisão.
E com alertas igualmente receosos de deputados como Carlos Eduardo Reis.
É o que alarga menos a base eleitoral do PSD.
Luís Marques Mendes é o que alarga menos a base eleitoral do PSD.
Quer esse título.
Um PSD que comenta Belém, mas à distância. Luís Marques Mendes sentou-se ao lado de Luís Montenegro, mas rapidamente teve outra companhia. Santana Lopes percorreu os 190 km que separam a Figueira da Foz de Braga, recusou confusões, mas nunca se comprometeu sobre o futuro político, na Figueira ou em Belém.
Se Marques Mendes avançar efetivamente com uma candidatura a Belém, o senhor tem condições para o fazer?
Disso não quero falar ainda. Respondi às vossas perguntas. Em 2025. Exatamente.
A fotografia marcou o primeiro dia do Congresso do PSD. Luís Marques Mendes, Pedro Santana Lopes e Luís Montenegro sentados lado a lado na primeira fila durante o Congresso do PSD.
E Pedro Santana Lopes garante que não foi ao Congresso com uma agenda, embora admita que gostava de voltar ao partido.
Congresso do PSD que vai estar ainda na ordem do dia ao longo desta manhã, já nas manhãs 360 de fim de semana.
Vamos estar lá em direto.
Que começa depois das 10h. Foi o Jornal das 9 com a Diana Rosa. Até já, Diana.
Até já.