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Já as notícias. Notícias das 9, uma edição da jornalista Carla Jorge Carvalho. A PSP montou esta manhã uma operação na Amadora e Oeiras para deter suspeitos de participarem nos tumultos da Grande Lisboa. Três jovens de um gangue foram detidos. Os agentes da PSP cumpriram sete mandados de busca domiciliária e quatro mandados de detenção em vários bairros da Amadora e de Oeiras. A operação resultou em três detenções. Um dos jovens é suspeito de ter estado envolvido nos tumultos, as outras duas pessoas foram detidas no âmbito de outros processos. É o que explica aos jornalistas o comissário da PSP de Oeiras, Tó Monteiro.
Temos três detidos, portanto, foram cumpridos três dos quatro mandados de detenção. Os crimes no âmbito desta operação têm a ver com roubos. Dois dos alvos, sendo que só um deles foi interceptado, eram suspeitos de roubos aquando dos tumultos em Lisboa, no final do mês de outubro, e os outros dois, num processo distinto, tinham crimes como roubos e, um deles, tentativa de homicídio.
A operação está a ser conduzida pela equipe de investigação criminal da PSP de Oeiras. Entretanto, já estará a chegar ao fim. Os jovens serão membros de um gangue conhecido das autoridades e têm um extenso cadastro criminal. A ministra da Justiça quer reconfigurar e mudar a liderança do Mecanismo Nacional Anticorrupção. O anúncio é feito por Rita Alarcão Judas num artigo de opinião no Observador. A ministra adianta que vai apresentar em breve uma proposta em Conselho de Ministros. Rita Alarcão Judas quer acabar com o mandato único de seis anos do líder do MENAC e criar um de quatro anos, com a possibilidade de uma renovação apenas. Quer também criar um quadro próprio de pessoal para dar mais eficácia à atuação deste mecanismo, criado pelo governo de António Costa em 2021. Carla, a ministra da Justiça já tinha criticado o funcionamento deste mecanismo em entrevista ao Observador. Em entrevista feita em junho, Rita Judas afirmou que o MENAC não estava a funcionar como o pretendido e que era excessivamente centrada na figura do presidente. Ao que o Observador apurou, as mudanças passam também pela saída do atual conselheiro, Pires da Graça, que tem sido alvo de muitas críticas internas pelo estilo de liderança. No artigo de opinião da ministra para assinalar o Dia Internacional contra a Corrupção, fica também a intenção de se avançar com novas regras para a perda alargada de bens e a proposta de regulação do lobby, já apresentada no Parlamento. O vice-presidente da Associação Frente Cívica, João Paulo Batalha, considera que a ministra da Justiça tem de dar mais explicações sobre a visão que tem para este tipo de mecanismos.
É obviamente útil e necessário que haja um quadro de pessoal próprio, que não dependa apenas do recurso à mobilidade na função pública, porque isso torna o recrutamento muito difícil. Mas nós precisávamos de perceber melhor que visão é que a ministra tem, não só da liderança e das competências deste organismo, que é um organismo novo, mas que balanço faz de organismos semelhantes, que se têm criado uma profusão deles, e que não têm dado conta do recado. Portanto, antes de nos cermos nas instituições, convinha fazermos esse balanço de forma fria e fundamentada. E não me parece que o governo atual tenha feito isso.
É preciso primeiro fazer esse balanço, é o que defende João Paulo Batalha à Rádio Observador, a reagir a este anúncio da ministra da Justiça. O bem-estar e a saúde psicológica dos alunos em Portugal melhorou nos últimos dois anos depois da pandemia, mas o tempo passado em frente aos ecrãs continua a ser um desafio. É a conclusão de um estudo do Observatório da Saúde Psicológica e do Bem-Estar, que questionou os alunos em 2022 e que voltou a fazê-lo agora para perceber o que evoluiu. A conclusão é que a maioria dos alunos já virou a página da pandemia, mas há outros alertas sobre temas como o bullying ou o tempo passado em frente aos ecrãs. António José Soares.
O mal-estar entre alunos baixou de cerca de 33% em 2022 para cerca de 25% em 2024. É nesse sentido que apontam os resultados do estudo do Observatório da Saúde Psicológica e do Bem-Estar e que indica ainda que as relações interpessoais são o que mais pesa no bem-estar dos estudantes. Quanto ao bullying, o pico verifica-se entre o quinto e o oitavo ano de escolaridade e diminui com a idade. Embora mais de metade dos alunos responda que nunca ou quase nunca foi vítima deste fenômeno, mais de um terço refere que já fizeram pouco de si e cerca de um quarto diz ter sido ameaçado por outros colegas. Tal como o bullying, também o envolvimento em lutas diminui com a idade. Já em relação ao tempo passado diariamente em frente a um ecrã, os resultados indicam que durante a semana, os alunos dizem passar em média um pouco mais de quatro horas nesta atividade, um valor que sobe para mais de cinco horas e meia aos sábados e domingos. Nesta variável, quanto mais velhos são os estudantes, mais tempo passam diariamente ao ecrã. Outra variável analisada pelo estudo foi o impacto da Covid-19. Os estudantes mais novos tendem mais frequentemente a achar que a vida piorou e ainda não recuperaram da pandemia. Já os mais velhos mostram uma maior tendência para considerar que a vida pouco se alterou ou até melhorou.
António José Soares, com algumas das conclusões deste estudo. Na análise, o psicólogo João Veloso explica que apesar de uma melhoria geral, há questões que permanecem por resolver e considera que as escolas deviam aplicar medidas para inverter a situação.
A construção de medidas públicas para intervir sobre estas situações, particularmente no que diz respeito ao bullying ou à utilização de ecrãs, tem impacto e tem resultados. Ou seja, estes estudos, aquilo que fizeram foi que se criassem medidas de intervenção para determinadas problemáticas. Talvez, neste caso, faça sentido que se desenvolvam mais estratégias e mais medidas, em termos escolares, no caso do bullying, para que estas coisas diminuam.
O psicólogo clínico e psicoterapeuta do Observatório do Trauma da Universidade de Coimbra, João Veloso, numa reação ao estudo conhecido hoje. As últimas horas na Síria ficaram marcadas por festejos com a queda do regime de Bashar al-Assad. Entretanto, o Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje para discutir a situação do país do Médio Oriente. O encontro surge a pedido da Rússia, país para onde fugiu o antigo governante. A reunião da ONU acontece em Nova York e, Miguel Gato, as últimas horas foram de grandes movimentações nas ruas da Síria.
Este é o som de centenas de cristãos nas ruas de Damasco a celebrar o fim do regime de Bashar al-Assad, junto a uma igreja e também de uma árvore de Natal iluminada ao lado do edifício religioso. Os festejos pelo término da ditadura com mais de 53 anos na Síria estendeu-se a milhares, senão milhões, um pouco por todo o território. Ontem, várias estátuas alusivas ao regime de Assad foram destruídas por populares e o palácio onde vivia o antigo governante foi saqueado e danificado. Na fronteira com o Líbano, são mais de um milhão os refugiados a regressar ao país após a revolução.
E Miguel, a situação na Síria está a suscitar várias reações um pouco por todo o mundo.
A começar pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que se mostra contente com a queda do regime de Bashar al-Assad, mas ainda assim tem cautela na análise à situação.
Até que enfim o regime de Assad caiu. É um ato fundamental de justiça, é um momento de oportunidade histórica, mas também um momento de risco e incerteza. Vamos trabalhar com os nossos parceiros e as partes interessadas na Síria para os ajudar e aproveitar esta oportunidade e gerir os riscos para o país.
Também o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu fala num dia histórico para o Médio Oriente, num grande golpe para o eixo liderado pelo Irão. Por parte da União Europeia, Ursula von der Leyen destacou o colapso da ditadura cruel de Assad, garante contato com os líderes europeus e regionais. Já o governo português, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, pede uma transição pacífica e inclusiva na Síria.
Miguel Gato, a acompanhar os mais recentes desenvolvimentos na Síria. Nas últimas horas, as Forças de Defesa Israelitas lançaram ataques em direção ao sul do território. De acordo com a Al Jazeera, Israel informa que atacou locais com armamento químico e foguetes de longo alcance na Síria. O governo de Netanyahu diz que é uma questão de segurança para os cidadãos israelitas evitar que estas armas caiam nas mãos de terroristas. E na análise, a investigadora Ana Cavalieri diz que o cenário na Síria pode ficar parecido à situação na Líbia. Fala de uma situação instável no país, mas diz também que é difícil imaginar um regime pior do que o de Bashar al-Assad.
Vai haver uma tentativa de reconstrução que os Estados Unidos vão tentar apoiar. Israel vai tentar defender a sua fronteira. O que será provável que aconteça é uma grande instabilidade e, principalmente, por exemplo, os cristãos que estão na Síria vão estar também em muito perigo. O pior do que Assad é difícil imaginar. Nós não podemos esquecer que ele matou cerca de 600 mil sírios. Foi responsável por milhões de sírios saírem e irem pra Turquia ou pra Europa, pelo que neste momento é possível que uma situação parecida com a Líbia irá acontecer.
Ana Cavalieri sobre a situação na Síria. O Irã garante que está em contacto com os rebeldes para evitar uma trajetória hostil entre os dois países. O governo iraniano abriu uma linha direta de comunicação com as forças que assumiram o controle de grande parte do território. É o que avança a agência Reuters. E hoje o explicador é dedicado precisamente à queda do regime de Bashar al-Assad, na Síria. Mas primeiro, Carla, vamos a outras notícias que marcam esta manhã. O orçamento da Madeira para 2025 começa a ser discutido a esta hora. Já tem o chumbo anunciado. JPP, PS e Chega anunciaram que vão votar contra. Se mantiverem o sentido de voto, o orçamento chumba. Na Coreia do Sul, o Ministério da Justiça proibiu o presidente de sair do país. A decisão foi anunciada esta manhã numa sessão no Parlamento. A proibição fica em vigor enquanto durar a investigação à imposição da lei marcial avançada na semana passada. Um grupo de polícias tailandeses ficou preso na própria esquadra. E perguntam por quê? Porque foram cercados por uma multidão ameaçadora de 200-
Macacos.
Fugitivos. Macacada.
Por acaso, aqui há umas semanas, houve uma notícia de uma cidade, também acho que era na Tailândia, que estava invadida por macacos.
Andam loucos. São muitos macacos. São muitos macacos. Há um problema, de fato, na Tailândia com os macacos. As autoridades construíram até abrigos especiais para estes macacos. O que aconteceu neste caso foi que cerca de duas centenas escaparam e cercaram a esquadra à procura de comida. O governo tailandês já anunciou que vai compensar as vítimas e os macacos enquanto procura acabar com este conflito estrutural na Tailândia.