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9 horas. Está no ar o jornal das nove, da Rádio Observador, com a edição da Carla Jorge Carvalho. Carla, Marques Mendes vai contar com Luís Montenegro, membros do governo e várias figuras notáveis do PSD na campanha presidencial. É uma estratégia diferente da que foi seguida por Marcelo Rebelo de Sousa em 2016.

Luís Marques Mendes tem sublinhado que é independente, mas na campanha não vai esconder que tem o apoio do partido do governo. É o que avança a O Observador, fonte oficial da campanha de Marques Mendes. O candidato apoiado pela AD rompe por completo com o modelo de campanha que foi seguido há 10 anos por Marcelo Rebelo de Sousa e vai até usar este apoio dos sociais-democratas como trunfo. Rui Casanova.

Com destaque para Luís Montenegro, o Observador sabe que o primeiro-ministro e presidente do PSD vai estar em pelo menos uma ação de campanha de Marques Mendes, mas ainda não se sabe quando, nem em qual. Isto ganha relevância, porque é algo que não acontece há 40 anos. É preciso recuar às eleições de 1986 para haver memória de um primeiro-ministro a participar de forma oficial numa campanha, quando, na altura, Cavaco Silva esteve na sede de Freitas do Amaral na primeira volta das eleições. Ora, para além do primeiro-ministro, Marques Mendes vai contar também com oradores como a ex-líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, ou a atual vice-presidente, Leonor Beleza, nas ações de campanha. O Observador sabe que o candidato apoiado pela AD vai ter três ações por dia. Nelas vão também marcar presença membros do governo. De resto, já hoje, Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, vai participar numa sessão em Portalegre, ainda num período de pré-campanha. Outra das presenças já confirmadas nas ações de Marques Mendes são as dos independentes Rui Moreira, mandatário nacional da candidatura, e Eduardo Barroso, mandatário para o distrito de Lisboa.

Rui Casanova, com o que está previsto para a campanha de Luís Marques Mendes, com destaque para a presença de Montenegro e de figuras notáveis do PSD.

E na análise, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, explica que o candidato está a ser inteligente.

Ao mostrar transparência aos eleitores, o que pode resultar em benefício de Marques Mendes.

Não vale a pena ele estar a negar uma realidade. E creio até que não negá-la e exibi-la, neste caso, pode ser positivo ao caminho que ele tem que seguir.

É mais transparente.

É dizer aos eleitores que estão a querer ir para o Chega: "Meus amigos, vocês não são do PSD, não são do CDS, não querem continuar este caminho, não querem que haja aqui uma força e também uma certa estabilidade entre palácios, entre o PSD, não querem que continuem a vencer". Portanto, apelar a esse lado, acho que é inteligente por parte de Marques Mendes. Já vejo aí uma estratégia. Ele bater e envolver em mel, acho que é insistir num erro. Mas portanto, aqui daria ligeiramente mais a Marques Mendes, por já estar a tentar dar este passo de se assumir aquilo que ele é, que é um PPD dos pés à cabeça.

Análise do editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, há instantes no "Juventude" desta manhã.

Este é um artigo em destaque a esta hora no site do Observador. E a candidatura de António José Seguro alerta que os eleitores podem ficar confusos se os boletins de voto tiverem o nome de candidatos que foram excluídos pelo Tribunal Constitucional. O candidato apoiado pelo PS pondera contestar a decisão na Justiça.

O Tribunal Constitucional concluiu que Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa não cumpriram os requisitos legais para formalizarem as candidaturas. Ainda assim, os três nomes aparecem no boletim de voto porque o sorteio já tinha sido feito. O boletim pode mesmo seguir para as urnas com estes nomes, caso o Tribunal Constitucional não responda às reclamações interpostas pelos candidatos. Isto porque os documentos têm de começar a ser impressos, por causa da eleição dos portugueses no estrangeiro, que votam antecipadamente, já no início do próximo mês de janeiro. Perante tudo isto, a candidatura de António José Seguro diz à Agência Lusa que recebeu esta notícia com perplexidade, avisa que esta situação pode confundir os eleitores, alerta também que a decisão do Tribunal Constitucional não é levada em conta. A candidatura de Seguro pondera, por isso, contestar esta decisão administrativa na Justiça.

Estados Unidos e Ucrânia estão em quase total sintonia sobre os 20 pontos do plano de paz a ser apresentado à Rússia para acabar com a guerra na Ucrânia.

Conclusões da reunião de ontem entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky, que se realizou em Mar-a-Lago, na Flórida. Os dois dizem ter tido uma excelente conversa e saíram otimistas do encontro. No entanto, Miguel Gato, o plano de paz ainda não está pronto.

No melhor dos cenários, vai ser finalizado e apresentado nas próximas semanas. E Volodymyr Zelensky explica exatamente em que ponto estão as negociações neste momento.

Temos grandes conquistas. Em relação ao plano dos 20 pontos, temos acordo de 90%. No que toca às garantias de segurança dos Estados Unidos e da Europa para a Ucrânia, temos também quase acordo total.

No entanto, há ainda questões por resolver, por exemplo, o futuro da região leste de Donbass e o controle da central nuclear de Zaporizhzhia. Zelensky admite que Ucrânia e Rússia têm visões muito diferentes sobre estes dois assuntos. Ao lado, em conferência de imprensa, Donald Trump diz que os dois países querem acabar com a guerra. Afirma também que o conflito está mais próximo de terminar do que nunca.

Não gosto de falar em percentagens, mas acho que estamos a sair-nos muito bem. Estamos muito perto. Ainda há questões difíceis por resolver, mas fizemos muitos progressos hoje e no último mês. Isto não é um processo para um só dia, é muito complicado. Mas quando o presidente Zelensky fala em 95%, sim, acho que estamos lá perto.

As reações a este encontro vão surgindo a conta-gotas. Na rede social X, a presidente da Comissão Europeia fala num bom progresso para a paz, depois de ter reunido também ontem em videoconferência com Trump e Zelensky. Da parte da presidência da Rússia, ainda não há reação, mas também na rede social X, Kirill Dmitriev, negociador da delegação russa, reagiu ao encontro da Flórida. Escreve que o mundo inteiro está agradecido aos esforços do presidente Trump e da equipa de paz norte-americana para pôr fim a este conflito.

Miguel Gato, com as reações ao encontro entre Trump e Zelensky. Foi a quarta vez que o chefe de Estado ucraniano foi recebido nos Estados Unidos, desde que Trump assumiu este segundo mandato no início do ano. Entretanto, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou uma reunião dos aliados da Ucrânia em Paris, marcada para o início de janeiro. O objetivo é discutir garantias de segurança para Kiev, no âmbito do acordo de paz com a Rússia.

Vamos à análise. O militar Francisco Proença Garcia realça os resultados positivos das negociações entre Trump e Zelensky, mas alerta que ainda há pontos importantes do plano de paz por fechar.

Um deles é a garantia de que a Ucrânia não volta a ser invadida. O investigador Francisco Proença Garcia considera que este é o ponto fulcral para a Ucrânia conseguir chegar a um cessar-fogo. Ainda assim, o militar realça os bons resultados que têm surgido entre Estados Unidos e Ucrânia, mas é preciso um último esforço.

Faltam 5% a 10%, como eles dizem. O que importa é que houve um progresso significativo. Ao fim destes anos todos, conseguimos pôr as grandes potências a conversar. Esta iniciativa norte-americana está a ter alguns resultados. O cessar-fogo, que era o mais importante, ainda não aconteceu, mas as garantias de segurança, a assistência territorial, tudo isso é negociável. A Ucrânia precisa de ter a certeza que não volta a ser invadida. Isso é que ainda não chegou a acordo. E como é que isso se faz? Tendo um exército forte, tem uma capacidade de dissuasão para os russos não entrarem.

Análise de Francisco Proença Garcia, ouvido esta manhã no Gabinete de Guerra. Uma análise que surge depois de Zelensky se ter reunido com Trump na Flórida. Ambos saíram otimistas da reunião e esperançosos num acordo de paz para breve na Ucrânia.

Entretanto, Moscovo voltou a atacar a Ucrânia esta noite.

Precisamente enquanto decorria o encontro entre Trump e Zelensky. A Força Aérea Ucraniana informa que o Kremlin lançou 25 drones em território ucraniano nas últimas horas, a maioria abatida. Não há registo de feridos ou danos deste ataque. Esta ação militar da Rússia acontece depois do ataque contra Kiev, com 500 drones e 400 mísseis do último fim de semana. Foram atingidas residências civis e também infraestruturas energéticas.

9h09. Daqui a instantes, o Explicador, hoje sobre o votómetro. É nosso convidado o coordenador científico Jorge Fernandes. Mas antes, tempo ainda para outras notícias que estão em destaque nesta manhã de segunda-feira.

A começar pelos constrangimentos no Serviço Nacional de Saúde. Mais uma manhã com tempos de espera elevados para os doentes urgentes no Hospital Amadora-Sintra. Ultrapassou as 12h30 para utentes com pulseira laranja. Já um utente com pulseira verde tinha de esperar cerca de 19h30. No Hospital de Santa Maria, o tempo de espera para primeira observação de um doente urgente é de 6h30. São dados do portal do SNS consultados esta manhã pela Rádio Observador. O Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências, o ICAD, está há um ano com um diretor provisório. João Goulão aguarda desde dezembro do ano passado para ser substituído. O número dois está na mesma situação. De acordo com o Jornal de Notícias, o governo pediu-lhes que continuassem em funções até serem encontrados substitutos, algo que ainda não aconteceu. Até ver, os dois dirigentes vão ficar à frente do ICAD por tempo indefinido, com mandato sem termo. E agora vamos falar do mais importante, da passagem de ano. Já têm planos? Já sabem o que é que vão fazer?

Sim, em casa.

Sim, em casa.

Que bom, em casinha que é bom. Ias dizer mais alguma coisa.

Não.

Ias contar os teus planos.

Não, em casa. À meia-noite é na varanda.

Vai ser fogos de artifício. É bom. Isto por quê? Por causa da massa de ar polar. O frio por aí vem. São os dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que interessa saber, porque a passagem de ano é à meia-noite. Não vai chover, mas as temperaturas mínimas vão estar próximas ou mesmo abaixo de zero na maioria dos distritos do país. Quem for brindar mais a sul pode encontrar um tempo mais ameno, ainda assim, com as mínimas a rondarem os cinco graus. Portanto, uma noite muito fria. Ou o calor humano vai compensar.

E um fogo de artifício.

E um casacão, uma manhinha. Jornal das nove.