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Observador. Henrique Gouveia e Melo alerta que as sondagens estão a atacar a percepção dos eleitores na campanha. O almirante volta a questionar a fiabilidade dos dados e sugere que há alguém a querer influenciar os resultados das eleições.
Henrique Gouveia e Melo tem aparecido a meio da tabela nas várias sondagens que têm sido divulgadas nos últimos dias. Volta agora a sugerir que os dados não são fiáveis. Uma sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã e o Now, divulgada ontem, coloca o almirante em quinto, com 12,3% das intenções de voto, sendo que o candidato ocupa a mesma posição com 13,6% num outro estudo da Aximage para o Diário de Notícias divulgado esta manhã. Num jantar que iniciou ontem à noite em Carnaxide, Gouveia e Melo deixa várias insinuações no ar sobre o objetivo das sondagens.
Estamos a ser atacados nas nossas percepções com sondagens, com resultados completamente diferentes. Portanto, só podemos concluir: ou alguém não consegue fazer um método que seja fiável, ou alguém tem interesse em injetar percepções antes das eleições.
Henrique Gouveia e Melo voltou a contar com o apoio de Isaltino Morais ontem num pavilhão onde durante a pandemia foram vacinados milhares de portugueses contra a Covid-19. O almirante acredita que tem algo em comum com o presidente da Câmara de Oeiras. Diz que os dois geram inveja por serem ambos bem-sucedidos.
Já António José Seguro dramatiza o discurso no apelo ao voto. O candidato apoiado pelo PS repete que a corrida é apenas com André Ventura e, por isso, pede uma vitória na primeira volta para travar a extrema-direita.
António José Seguro avisa que não é indiferente quem passa à segunda volta em primeiro e pergunta se os portugueses preferem um democrata ou aquilo que descreve como um representante da extrema-direita.
Não é indiferente para a democracia quem passa em primeiro. E a questão é muito simples: ou passa em primeiro um democrata ou passa em primeiro alguém da extrema-direita. E nós queremos que passe um democrata na primeira volta em primeiro lugar.
António José Seguro num jantar ontem à noite na Lourinhã. O candidato apoiado pelo PS pede que se viralize o voto de forma a conseguir uma grande ida às urnas no próximo domingo. Já a sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã e Now, divulgada ontem, coloca André Ventura em primeiro e Marques Mendes em segundo, com Seguro a aparecer em quarto. Na sondagem da Aximage para o Diário de Notícias, divulgada esta manhã, André Ventura aparece como favorito, mas com António José Seguro em segundo.
Também com críticas às sondagens, António Filipe muda o discurso e apela ao voto dos indecisos.
O candidato apoiado pelo PCP pede que os portugueses vão às urnas com base na convicção e não nas sondagens e, pela primeira vez nesta campanha, falou diretamente para os eleitores indecisos.
É preciso que esta candidatura vá junto das pessoas. De facto, esclarecer, procurar que as pessoas votem por convicção e não por suposições, não com base em palpites, não com base em sondagens, mas com base na convicção em quem consideram que será a melhor candidatura para defender os valores de Abril, os valores da Constituição.
António Filipe no final de um jantar com apoiantes em Santarém. São os destaques das ações de campanha de ontem à noite, num dia marcado por uma nova entrada, a segunda, de Luís Montenegro na campanha de Marques Mendes. O primeiro-ministro e presidente do PSD alerta que uma segunda volta sem Marques Mendes é um masoquismo político.
E já a seguir temos nova edição do Direto à Campanha. Neste penúltimo dia de campanha, vamos dar destaque às caravanas de Luís Marques Mendes, António José Seguro, João Cotrim Figueiredo e Catarina Martins. Destaque agora para a atualidade internacional. O espaço aéreo do Irão reabriu esta manhã depois de cerca de cinco horas encerrado. Entretanto, o presidente dos Estados Unidos dá sinais de algum alívio na escalada de tensões com Teerão.
Numa conferência de imprensa ontem à noite na Casa Branca, Donald Trump explica que foi informado que a repressão das autoridades iranianas contra os manifestantes anti-regime está a diminuir e que não há planos para execuções em massa. O presidente norte-americano continua a não afastar uma eventual intervenção militar, mas diz que, para já, vai acompanhar a situação.
Disseram-nos que as mortes no Irão estão a parar. Pararam, estão a parar, e não há planos para uma execução ou execuções. Fui informado disso por uma fonte confiável. Vamos descobrir. Tenho a certeza de que, se isso acontecer, todos ficaremos muito chateados.
Donald Trump em declarações ontem à noite em Washington. O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se hoje para uma reunião informativa sobre a situação no Irão.
O especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, considera que o regime iraniano só tem uma saída para esta situação: fazer um pacto com o Diabo.
Ou seja, chegar a acordo com os Estados Unidos. É o que explica Francisco Pereira Coutinho no Gabinete de Guerra desta manhã.
Basicamente, olhar para a Venezuela e perceber que Donald Trump não tem nenhum problema em fazer pactos com ditadores ou delfins de ditadores, desde que tenha alguma coisa em troca. Agora, no caso do Irão, sendo uma teocracia que foi constituída em 1979, com base nesta ideia de combater o imperialismo americano e exportar a revolução islâmica para todo o lado, isso significa, basicamente, fazer um acordo com eles, desistir daquela ideia de ter energia nuclear, que os americanos consideram que é para construir uma bomba. Será que o regime está disposto a fazer um pacto com o Diabo? Porque se estiver, sim, então teria aí uma saída, porque aí os Estados Unidos retirariam as sanções e o regime poderia dar à população aquilo que ela necessita, que é prosperidade económica, que neste momento não consegue.
Francisco Pereira Coutinho prevê ainda que o cenário no Irão acalme nos próximos tempos, se não haver nenhuma ação militar. Ainda assim, o especialista em Direito Internacional não acredita que o regime tenha condições para sobreviver a longo prazo.
E continuamos a falar do presidente dos Estados Unidos, porque Donald Trump recebe hoje, na Casa Branca, Maria Corina Machado, Nobel da Paz e opositora de Nicolás Maduro.
Este encontro acontece depois de Corina Machado ter sugerido partilhar o Prêmio Nobel da Paz com Donald Trump, uma sugestão que foi bem recebida pelo presidente dos Estados Unidos, ainda que Trump continue a defender que Corina Machado não tem legitimidade para governar o país. O especialista em Relações Internacionais, Marcelo Moriconi, acredita que Corina Machado vai tentar sair da Casa Branca legitimada para governar a Venezuela, mas avisa que Trump dá sinais de apenas ter um objetivo em mente: explorar a economia do país sul-americano, com destaque para o petróleo.
Trump nunca falou em democracia e não há um intento aqui de eventualmente terminar com um regime. O que há é um intento de demonstrar para a região o poder de polícia que os Estados Unidos têm. É uma luta geopolítica na qual o que temos que ver do outro lado é a China, e uma questão de interesse econômico, que é a reativação da indústria petroleira feita através dos Estados Unidos e para que os Estados Unidos sejam quem vai gerir esta indústria.
Na visão de Marcelo Moriconi, especialista em Relações Internacionais, há o encontro entre Corina Machado e Donald Trump na história do dia de hoje da Rádio Observador.
Um episódio que já está disponível no site do Observador e em podcast. Agora são 9h08, Jasmine, vamos então diretos à campanha. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã?
Nasceram quase 88 mil bebês em Portugal em 2025. Há mais de 10 anos que não nasciam tantas crianças. São os destaques do teste do pezinho, do Programa Nacional de Rastreio Neonatal. Lisboa, Porto e Braga foram as três cidades com maior número de rastreios. Já Portalegre e Bragança foram os distritos onde foi registado o menor número de exames. Os dados indicam ainda que julho de 2025 foi o mês que registou o maior número de bebês rastreados. Não Putin, mas Zelensky. Trump diz que é o presidente da Ucrânia quem está a bloquear um possível acordo de paz no leste europeu, posição assumida pelo líder da Casa Branca em entrevista à agência Reuters. Trump reitera as garantias de segurança norte-americanas para Kiev, mas acusa Volodymyr Zelensky de bloquear o entendimento entre as diferentes partes. O presidente dos Estados Unidos refere que Putin está pronto para pôr fim à guerra, ao passo que Zelensky tem sido mais cauteloso. Destaque ainda para o futebol. O Porto está nas meias-finais da Taça de Portugal depois de vencer o Benfica em casa por 1 x 0. Já o Fafe eliminou o Sporting Braga, 2 x 1, em casa. Faz história. A equipe da Liga 3 avança para as meias-finais da Taça de Portugal 47 anos depois.