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O salvador são 9:01.

Jornal das 9 com Carla Jorge Carvalho e começamos com a segunda volta das presidenciais. A menos de duas semanas da ida às urnas, António José Seguro continua a somar apoios à direita. Já André Ventura volta a acusar o adversário de fugir ao debate, numa altura em que os candidatos continuam na estrada em campanha.

António José Seguro vai estar hoje em Lisboa para um encontro com especialistas sobre prevenção e combate à corrupção. Vai ser na sede da Transparência Internacional Portugal. O candidato apoiado pelo PS tem dedicado cada dia a um tema em específico. Já falou sobre segurança e defesa, também sobre o apoio aos idosos, enquanto que André Ventura tem optado pelas tradicionais arruadas. Já passou por Santarém e pelas Caldas da Rainha, hoje vai estar em Évora e Setúbal. É o que indicam as agendas dos dois candidatos para este segundo dia oficial de campanha, numa altura em que está já aberto o período de inscrição para o voto antecipado em mobilidade. Este processo abriu ontem, vai continuar até quinta-feira, pode ser feito por via postal ou eletrónica no site votoantecipado.pt.

E Paulo Portas é o mais recente nome a declarar que vai votar em António José Seguro. O antigo presidente do CDS destaca a moderação de Seguro e, por isso, afirma que a decisão foi fácil.

Foi no espaço de comentário da TVI. Paulo Portas deixa elogios a Seguro e críticas a Ventura para justificar o sentido de voto na segunda volta.

Votarei no candidato moderado. Não me parece, de todo, que o outro candidato, aquele senhor que grita muito, fosse para a presidência da República unir o que quer que fosse, porque ele só sabe dividir, pôr uns contra os outros, dividir a nação em tribos, em raças, em etnias, em confissões religiosas. Isso é o contrário da função presidencial. Nós já temos Trump à frente dos Estados Unidos e, portanto, do Ocidente. Escusamos de ter uma imitação de Trump em Portugal.

Paulo Portas, no espaço de comentário da TVI ontem à noite. O antigo vice-primeiro-ministro defende também que Seguro foi um político decente na altura da intervenção da Troika em Portugal.

E falamos agora do mau tempo. A chuva vai continuar nos próximos dias. São os efeitos da Depressão Joseph, que chega depois da Depressão Ingrid. O mau tempo já se faz sentir no norte do país e vai depois estender-se ao resto do continente.

Esta depressão traz novamente chuva, neve, vento e agitação marítima. Os distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real estão a esta hora com aviso laranja para precipitação, aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, como explica a meteorologista do IPMA, Alexandra Fonseca.

Inicialmente no Minho e Douro litoral, já com avisos emitidos a partir da madrugada, das 06:00, nas zonas do costume: Viana, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Vila Real. Vão ser as regiões onde começa o aviso de precipitação.

As condições meteorológicas adversas estendem-se ao resto do território na próxima noite e vão continuar pelo menos até ao fim desta semana. Amanhã, todo o continente vai estar sob aviso amarelo e laranja para precipitação, neve, vento e agitação marítima. Está prevista queda de neve não só na Serra da Estrela, mas também nas regiões Norte e Centro e na Serra de São Mamede.

E nos Estados Unidos, há novas manifestações contra a Polícia de Imigração, o ICE. Os ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton pedem uma investigação às duas mortes de cidadãos baleados mortalmente este mês. Donald Trump garante que a Casa Branca está a investigar.

Nas últimas horas, várias figuras vieram a público pedir a investigação às mortes de Ronnie Gould e Alex Preti, mortos a tiro pelo ICE, a Polícia Anti-Imigração norte-americana. Destaque para Barack Obama e Bill Clinton, mas também para vários governadores e congressistas democratas e até republicanos. Acusam a administração Trump de estar a atacar os valores norte-americanos mais sagrados, numa altura em que continuam a surgir versões contraditórias sobre a mais recente vítima mortal. João Costa Campos.

Tudo começou numa manifestação contra a Polícia de Imigração no Minnesota, onde semanas antes tinha sido morta uma outra pessoa pelo ICE. Alex Preti, enfermeiro de 37 anos, trabalhava num centro de veteranos norte-americanos. Morreu baleado enquanto protestava precisamente contra as operações da Polícia de Imigração norte-americana. Quando tentava ajudar uma mulher, outra manifestante que estava a ser agredida pelos agentes, acabou ele mesmo por ser agredido e depois baleado com 12 tiros pela Polícia de Imigração.

João, os relatos das autoridades e das testemunhas divergem muito.

Sim, por um lado, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos diz que Preti foi baleado porque se dirigiu aos agentes com uma pistola. O governo norte-americano, a própria secretária da Segurança Interna, diz que se tratou de uma questão de defesa pessoal por parte dos agentes. Por outro lado, as várias testemunhas com que o jornal The Guardian falou dizem que o enfermeiro não empunhou em momento algum uma arma contra os agentes e garantem que sempre colaborou e nunca reagiu de forma violenta. O que é verdade é que a polícia local confirmou que o homem tinha uma licença de porte de arma no estado do Minnesota, mas os vários vídeos que circulam nas redes sociais, Carla, não permitem identificar se o homem realmente empunhava uma arma de fogo ou um telemóvel.

E daí essas pressões contraditórias. João Costa Campos, com o que sabemos neste momento sobre a morte de Alex Preti, baleado mortalmente pelo ICE, a Polícia Anti-Imigração dos Estados Unidos, é a segunda vítima mortal este mês, o que está a dar origem a manifestações em várias cidades.

O coronel José do Carmo considera que a intervenção desta Polícia Anti-Imigração não beneficia a imagem de Donald Trump e, por isso, acredita que o presidente norte-americano, que tem evitado criticar o ICE, pode vir a mudar de posição.

O Trump garante que vai apurar todas as responsabilidades, mas tem vindo a recusar críticas da atuação desta força. Na análise, o coronel José do Carmo alerta que a intervenção do ICE não vai ao encontro dos ideais da base de apoio do Trump e acredita até que o presidente norte-americano pode mudar de posição.

A ideia de que o Estado americano está a criar uma força que, de algum modo, é acima da lei, ou com esta percepção, também não é bom pra Trump. Aqueles que apoiam Trump têm uma plataforma que é menos Estado, ou seja, o Estado Federal não se meter e não impor o seu diktat sobre os estados. Portanto, esta intervenção de uma polícia federal dentro dos estados vai contra esta ideologia. Há aqui problemas na base de apoio de Trump, que poderá levar ele a mudar de rumo muito rapidamente.

Análise de José do Carmo no gabinete de guerra desta manhã. O coronel considera que a intervenção do ICE não agrada aos apoiantes de Trump.

Este é também o tema da história do dia de hoje, já disponível em podcast e no site do Observador. São 9h08, daqui a pouco temos então o Explicador. O tema é o movimento 2031, de João Cotrim Figueiredo. O nosso convidado é Mário Amorim Lopes, da Iniciativa Liberal. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque?

A ACT recebeu quase 3500 queixas de assédio no trabalho, mas aplicou apenas 20 sanções. São dados da autoridade, citados hoje pelo jornal Público. A ACT admite que os pedidos podem, em alguns casos, não corresponder à realidade e lembra que os estudos anteriores apontam para uma subnotificação dos casos de assédio laboral. Os dados mostram que a discrepância entre denúncias e sanções é atribuída à dificuldade de comprovar os fatos alegados, especialmente em situações sem evidências concretas, como por exemplo, mensagens ou ausência de testemunhas. O antigo dirigente do CHEGA, Nuno Pardal Ribeiro, começa hoje a ser julgado no Tribunal de Cascais por dois crimes de recurso à prostituição de menores. Nuno Pardal Ribeiro terá praticado atos sexuais com um menor de 15 anos a troco de dinheiro, sendo que sabia da idade do jovem. Terão combinado o encontro através de uma aplicação. O homem tentou combinar um segundo encontro que acabou por não acontecer. De acordo com a acusação, o Ministério Público pretende que o ex-dirigente do CHEGA seja também proibido de exercer funções públicas ou privadas que envolvam o contato com menores. Foi libertada a luso-venezuelana Carla da Silva, condenada a mais de 20 anos de prisão na Venezuela. O anúncio foi feito pelo próprio governo português. Carla da Silva estava presa desde 2020, condenada a 21 anos de prisão por conspiração e associação para cometer crimes. Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros garante que está a acompanhar o caso e está em contato com a família. O governo de Delcy Rodríguez já prometeu um número significativo de libertações de presos políticos. E agora um assunto que interessa muito a quem tem animais de estimação, sobretudo. É uma história que vem chamar a atenção para a importância dos chips nos animais.

O microchip.

O microchip. Uma família norte-americana conseguiu encontrar a cadela que estava desaparecida há 10 anos e por causa do microchip.

Incrivel.

Estava num canil na Flórida, já com 15 anos, velhinha, portanto. Mais tarde, os donos conseguiram encontrá-la, porque os funcionários contactaram a família muito tempo depois, graças ao chip.

E se incluíssem no chip um detector de localização?

Sim, como o GPS.

O GPS era mais fácil até.

Era mais fácil.

Talvez é o próximo passo.

Fica a sugestão.

Quando o animal está a roer os chinelos, já fica.

Já? Pronto.

Ainda não é obrigatório.

Mas pode ajudar a encontrar animais.