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9 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Começa a funcionar esta hora no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, a primeira urgência regional de ginecologia e obstetrícia. Uma solução contestada pelo presidente da Câmara de Vila Franca de Xira. Com a abertura deste serviço no Hospital de Loures, fecham as urgências de obstetrícia e ginecologia do Hospital de Vila Franca de Xira. As utentes passam a ser direcionadas para o Beatriz Ângelo. Foi a solução encontrada pelo governo para responder à crise nas urgências causada pela falta de profissionais de saúde. Ouvido pela Rádio Observador esta manhã, o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, alerta que o Beatriz Ângelo pode não ter capacidade de resposta e sugere que a ministra da Saúde não conhece a realidade dos hospitais.
Este fim de semana, a informação que nós temos é que o Hospital Beatriz Ângelo já não tinha camas para fazer partos e as nossas urgências ainda estavam a funcionar. Portanto, convém que a senhora ministra ouvia bem, se o hospital para onde está a mandar todas estas pessoas tem ou não tem condições para aguentar os serviços de duas urgências.
O Hospital de Vila Franca de Xira serve também os municípios da Azambuja, Arruda dos Vinhos, Alenquer e Benavente. Os cinco autarcas vão ser recebidos daqui a meia hora pela ministra da Saúde para discutirem o fecho das urgências de obstetrícia e ginecologia em Vila Franca. E neste jornal está agora conosco em direto o presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos, também para antecipar esta reunião com a ministra, que está quase. Bem-vindo, Carlos Alves, obrigada. O que é que vai levar para a reunião com Ana Paula Martins? Vai tentar de alguma forma reverter a situação?
Sim, vamos mostrar, os cinco municípios, o nosso descontentamento. Relativamente àquilo que foi uma decisão tomada unilateralmente e que nós consideramos que não salvaguarda aquilo que são os interesses da população, que está bastante afetada com esta decisão, que não envolveu os autarcas, porque não foram consultados e que foi apresentada como um dado consumado, numa altura que a consequência das últimas intempéries fizeram com que as estradas também estivessem numa situação de intransitabilidade, que vai afetar todo este escoamento, que vai ser afunilado pelo Hospital Beatriz Ângelo e que põe em causa os serviços da população.
De facto, essa questão das acessibilidades tem sido agora lançada como ainda consequência das tempestades. Arruda foi uma das zonas muito afetadas precisamente pelas vias de comunicação. Como é que está a situação agora?
A situação está ainda num ponto em que foram feitas as intervenções mais urgentes, mais imediatas, no sentido de tirar até de algum isolamento as populações, mas que está longe de ser resolvida e que toda esta situação, no que diz respeito à saúde, também vem comprometer algo que já é complicado para estes territórios, quatro dos quais nem sequer fazem parte da AML, e que veem estas soluções, que não foram elaboradas, não foram desenvolvidas com o diálogo dos autarcas, pôr em causa todos estes territórios nas respostas de saúde, neste caso, daquilo que são as urgências de obstetrícia.
Sim, Carlos Alves, nesse sentido, ainda assim, não é melhor, não é mais previsível para as mulheres saber qual é a urgência que está aberta do que ter que estar todos os dias a consultar a forma como as urgências vão gerindo as escalas dos profissionais? A previsibilidade não é importante?
Aqui a questão é que estamos a afunilar tudo para um serviço, ele próprio, já sobrecarregado, que não vai ter reforço de meios e que vai levar essa sobrecarga, que não é desejável para as populações, que já estão muito comprometidas e já estão muito afetadas por toda esta situação que se agravou relativamente a estas últimas intempéries.
Portanto, confia muito pouco nesta solução. Carlos Alves, muito obrigada por ter estado conosco em direto. Está a poucos minutos dessa reunião entre autarcas. Carlos Alves é o presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos, um dos muitos autarcas que vai estar hoje reunido com a ministra Ana Paula Martins para discutir a concentração de serviços, que tem levantado, de resto, várias reservas, não só de autarcas, também de sindicatos e de comissões de utentes, que alegam que não foi feito um reforço na contratação dos profissionais de saúde. Há também notícia de médicos que recusam deslocar-se para outros hospitais para assegurarem as urgências. Está prevista uma outra urgência regional na península de Setúbal, mas ainda não tem data para começar. Este vai ser o tema do Contracorrente de hoje, para ouvir, como sempre, logo a seguir ao jornal das 10. A terceira semana de conflito no Médio Oriente traz uma nova subida do preço dos combustíveis. A gasolina e o gasóleo voltam hoje a ficar mais caros. O governo anunciou na sexta-feira um desconto no ISP, um desconto de 1,4 cêntimos no gasóleo e de 2,7 cêntimos na gasolina. É uma forma de fazer face à subida dos preços. A Maria Riego está em Espanha, em Tomiño, uma localidade a norte, perto de Vila Nova de Cerveira, a fazer fronteira com Portugal. Maria, por aí há portugueses a abastecer, mas a subida dos preços também se faz sentir do outro lado da fronteira e por isso os automobilistas já não sabem bem se compensa. Estamos a tentar o contacto com a Maria. E é ali a fronteira, a ria de Lima. Não está melhor. Não está melhor. A Maria está desde muito cedo e sim, há qualquer coisa, há qualquer som que nos diz que a Maria Riego está em Espanha, junto de Vila Nova de Cerveira, do lado espanhol, obviamente, está numa bomba, numa estação de abastecimento. Tem verificado os preços dos combustíveis. A diferença é pouco sensível nesta altura, com gasóleo e gasolina a subirem nos dois países. De resto, numa tendência que mostra como os mercados estão a reagir ao conflito no Médio Oriente. Isto numa altura em que Donald Trump pressiona a NATO e também a China para ajudarem a reabrir o Estreito de Ormuz, essencial para o preço do petróleo. Caso contrário, o presidente dos Estados Unidos deixa uma ameaça. Deixa bem clara: se falharem nesta ajuda, a NATO vai ter um futuro muito mau. São declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos à entrevista ao Financial Times. Esta manhã, já aqui na análise com o especialista em Relações Internacionais, Miguel Malmgaard, fica entendido que Trump tenta distribuir as culpas pelos aliados por estar a falhar nos objetivos da guerra.
Dos cinco principais objectivos, que é a destruição do regime, permitir que houvesse uma revolução no povo iraniano, destruição do programa de mísseis balísticos, do programa nuclear e destruição das defesas, quer aéreas, quer da marinha, nenhum destes cinco objectivos foi cumprido. Portanto, Donald Trump precisa de trazer agora os aliados da NATO para que os aliados da NATO entrassem neste processo, para que esta guerra, para que todo este processo deixasse de ser só norte-americano e passasse a ser efectivamente uma questão da NATO, uma questão que fosse alargada.
Miguel Baumgartner, especialista em Relações Internacionais, esteve hoje no Gabinete de Guerra. No terreno, os ataques continuam. Israel afirma que iniciou operações no Líbano contra o Hezbollah. Garante ainda que tem milhares de alvos por atacar no Irão. O preço dos combustíveis, por causa do conflito, vai estar em análise já seguindo o explicador com Agostinho Pereira de Miranda, presidente da Associação Pro Público, Direito e Cidadania. Agora são 9h07, Carla, que outras notícias marcam esta manhã. Continua condicionado o trânsito na A1, no sentido norte-sul, perto da Póvoa de Santarém, devido a um acidente que envolveu três viaturas. Foi pouco antes das 6h, ao quilómetro 75, perto da área de serviço de Santarém. Há registo de um ferido grave, que foi transportado para o hospital, e dois feridos ligeiros. São informações confirmadas à Rádio Observador por fonte oficial da Proteção Civil. O PSD apresentou uma proposta para suspender o prazo de prescrição dos crimes, sempre que um arguido não tenha advogado. O objectivo é evitar manobras dilatórias. A proposta surge na sequência de uma série de renúncias dos advogados de José Sócrates no âmbito da Operação Marquês. O PSD entende que a Justiça não deve permitir que a substituição sistemática de advogado possa ser utilizada como uma estratégia para arrastar o processo. A Ministra do Trabalho volta hoje a reunir-se com a UGT e as quatro confederações patronais sobre as alterações à lei laboral. O primeiro-ministro já avisou que o governo quer esgotar todas as possibilidades de aproximação, mas afirma ao mesmo tempo que não quer eternizar a discussão. A CGTP não tem sido convocada para estas reuniões, mas anunciou que à mesma hora do encontro vai estar junto ao Ministério do Trabalho. O filme "Batalha Atrás de Batalha", de Paul Thomas Anderson, é o principal vencedor da noite dos Oscars. Arrecadou seis estatuetas: melhor filme, melhor realização, melhor ator secundário, melhor argumento adaptado, melhor casting e também melhor montagem. Com quatro Oscars ficou "Pecadores", de Ryan Coogler. "Frankenstein", de Guillermo del Toro, conseguiu três Oscars.