Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Começamos com as alterações à lei laboral. A ministra do Trabalho pede responsabilidades à oposição na discussão no Parlamento e admite que se a proposta do governo for chumbada, é uma derrota para o Executivo.
E nesse cenário, Maria do Rosário Palma Ramalho garante que vai assumir todas as responsabilidades. Em entrevista à TVI ontem à noite, a ministra do Trabalho reforça que um governo sem maioria absoluta continua a ter a responsabilidade de promover reformas.
Se isto não passar no Parlamento, será uma derrota do governo. Repare, este projeto não é da ministra, este projeto é do governo, foi aprovado formalmente em Conselho de Ministros como anteprojeto, depois foi discutido durante nove meses com os parceiros sociais, agora foi aprovado formalmente como proposta de lei e naturalmente que o governo gostaria que passasse, porque ele é muito importante para os trabalhadores. Se não passar, eu julgo que a Assembleia da República também assumirá as suas responsabilidades, terá que o fazer.
E numa altura em que a proposta chega ao governo, a ministra deixa um recado ao Partido Socialista.
Eu julgo que todos os partidos, sobretudo os partidos do arco da governação com sentido institucional, deverão, com certeza, olhar para o texto que lhes vai chegar, que é este que lhes vai chegar, não é o que existia anteriormente, é diferente do primeiro, e com o mesmo sentido de responsabilidade, olhar para as soluções para resolvermos estas questões.
Sendo que o PS já avisou que deve votar contra a proposta do governo, na generalidade. É o que avança uma fonte do Partido Socialista à Agência Lusa. Esta posição surge depois da reunião que José Luís Carneiro teve ontem à tarde com Luís Montenegro, logo depois do Conselho de Ministros, que aprovou a proposta de lei para a revisão da lei laboral.
Que vai ser o tema do Explicador para ouvir já a seguir a este jornal. Temos um debate entre Carla Barros, do PSD, e Felicidade Vital, do Chega. José Ribeiro e Castro afirma que a AD não levantou voo. O antigo líder do CDS concorda com Passos Coelho e também diz que o governo precisa de fazer reformas estruturais e de ser mais ousado.
Ribeiro e Castro lembra que as mais recentes sondagens não são favoráveis à AD e, por isso, na entrevista a Vítor Espírito Santo, da Rádio Observador, defende que tanto PSD como CDS devem tirar ilações disso mesmo.
Eu acho que o governo e a AD devem se interrogar por aquilo que é um grande problema. É o principal problema político que têm, que as sondagens revelam. A AD não levantou voo. As sondagens dão num abaixo score da última eleição. Na última eleição, houve um sinal positivo, passou o limiar psicológico dos 30%. Portanto, apontava que passado uns meses estaria nos 38, nos 39, por aí. E não está. E, portanto, isso significa, a legislatura ainda é longa, mas significa uma fraqueza e, sobretudo, é muito mau pra imagem que a AD esteja pouco acima dos 20% e o PS já acima dos 30%, como a última inquérito de opinião. Portanto, isso é mau.
Uma entrevista nas vésperas do Congresso do CDS deste fim de semana. Ribeiro e Castro revela que não vai participar porque dias não têm uma mensagem especial para transmitir aos congressistas, mas deixa um aviso ao CDS. Afirma que se o partido deixar os temas da portugalidade para o Chega, então André Ventura acabará por ganhar com maioria absoluta.
E esta é uma entrevista que está em destaque a esta hora no site do Observador e que pode ser ouvida na íntegra em podcast. Portugal ainda não tem reservas estratégicas de alimentos para situações de crise, mas quer passar a ter. O governo inscreveu no PTRR a intenção de criar espaços de armazenamento de produtos, como cereais, em caso de uma guerra ou catástrofe.
E pretende, assim, seguir o que já é feito em países como Alemanha, Finlândia ou Suécia, que têm milhares de toneladas de trigo, arroz e leguminosas guardadas. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro na apresentação do PTRR no final de abril, mas passou despercebido. Certo é que o PTRR prevê a construção de novos silos de cereais ou a modernização dos que já existem. As conservas de peixe também serão uma aposta. A ideia não é de agora, mas foi acelerada por causa das tempestades do início do ano, como explica a jornalista do Observador, Ana Salés.
Uma das pessoas com quem nós falamos pra este trabalho, presidente das indústrias alimentares, diz-nos que já anda a falar disto com o governo desde a pandemia e que até o discurso foi acelerado na altura da guerra da Ucrânia, da invasão da Rússia pela Ucrânia, porque aí, como bem te lembras, a questão dos cereais foi bastante problemática e a escassez era um cenário admitido, não só em Portugal, como toda a Europa, o problema do acesso, da falta de produção na Europa e a dependência externa da União Europeia, foi aí bastante notório que era um problema.
A jornalista da editoria de economia do Observador, Ana Salés, na história do dia. Ainda não se sabe quando os produtos vão ser armazenados. O Observador questionou o Ministério da Agricultura e do Mar sobre o tema, mas não obteve resposta. A medida deverá custar 200 milhões de euros até ao final da legislatura. E vamos à atualidade internacional. Donald Trump reforça que tem uma boa relação com Xi Jinping e afirma que a visita oficial à China teve resultados muito positivos. A visita terminou esta manhã.
Foram três dias de cimeiras e reuniões. Donald Trump faz um balanço muito positivo, fala mesmo numa viagem incrível. Em declarações esta madrugada, lado a lado com Xi Jinping, o presidente norte-americano repete que a visita resultou num reaproximar entre Washington e Pequim.
Fizemos alguns acordos comerciais fantásticos para ambos os países. É um homem que respeito muito. Tornamo-nos realmente amigos, conhecemo-nos há 11 anos, quase 12 anos, e isso é muito tempo. Resolvemos diversos problemas que outras pessoas não teriam conseguido resolver.
Os dois líderes falaram, em particular, da importância do cessar-fogo no Irão e da reabertura do Estreito de Ormuz. Taiwan foi o tema mais sensível da visita, com Xi Jinping a reafirmar que a ilha está no núcleo dos interesses da China. Donald Trump embarcou, entretanto, já no avião presidencial, teve uma cerimônia de despedida com honras militares no aeroporto de Pequim.
Este vai ser um dos temas em destaque no "O Domínio da Guerra", para ouvir depois das 9h30, com o major-general Arno Moreira. 9:08, já a seguir o explicador com debate sobre a lei laboral. Primeiro, Carla, tempo para as outras notícias que merecem destaque esta manhã.
Os combustíveis devem voltar a subir a partir da próxima segunda-feira. A gasolina deve subir €0,04, o gasóleo sobe €0,01. São os números avançados ao Observador pela Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis e em causa volta a estar a instabilidade causada pelo conflito no Medio Oriente. A APAV apoiou, nos últimos cinco anos, mais de 4800 pais e mães vítimas de violência por parte dos filhos. Os dados mostram um aumento de quase 40% entre 2021 e 2025. A maioria das vítimas é do sexo feminino, mais de metade delas tem 65 ou mais anos. Quanto aos filhos agressores, a maioria é do sexo masculino, entre os 25 e os 54 anos. Os distritos com mais situações relatadas foram Lisboa, Porto, Faro, Braga e Setúbal. Quase 40% dos trabalhadores dizem ser vítimas de assédio laboral. É a conclusão de um estudo do Laboratório Português de Ambiente de Trabalhos Saudáveis, que teve mais de 5500 respostas de profissionais de vários setores. Os especialistas alertam, sobretudo, para casos de exaustão e burnout, e avisam que esta realidade tem vindo a aumentar em Portugal. Pedem, por isso, uma reorganização do trabalho nas empresas, a começar pelas lideranças.