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As notícias na Rádio Observador, edição das 9, com o jornalista Carlos Pedro. Arranca esta hora a votação pra eleição dos órgãos nacionais do PSD. Sebastião Bugalho vai passar a vice-presidente e também porta-voz. Já Carlos Moedas e Pedro Duarte também vão passar a vices. Eleonora de Lésa mantém-se como a primeira vice-presidente, Hugo Soares vai continuar como secretário-geral do PSD. A ex-ministra e atual comissária europeia, Maria Luís Albuquerque, encabeça a lista de Luís Montenegro ao Conselho Nacional. O anúncio foi feito ontem por Luís Montenegro, no primeiro dia de congresso. Sebastião Bugalho, para além da vice-presidência, assume também o papel de porta-voz, mas admite que não está na montra para suceder Luís Montenegro, Vasco Maldonado Correia. O dia de Sebastião Bugalho começou assim.

Para saudar a vencedora do Nobel da Paz. Já passou o tempo. Tem a certeza, senhor presidente? Aqui não há estrelas. Para frente. Aqui não há estrelas, senhor presidente, porque somos sete lá em Bruxelas, somos todos iguais. Aqui são as estrelas do Rui Veloso. Muito bem. Agora pra frente.

Mas apesar do puxão de orelhas de Miguel Albuquerque, que preside ao Congresso do PSD, bastaram apenas algumas horas para a sorte mudar.

Como vice-presidente da Comissão Política Nacional, proponho o Sebastião Bugalho, que será também porta-voz do partido.

Além de Sebastião Bugalho, também Carlos Moedas e Pedro Duarte, dois nomes na linha de sucessão a Montenegro, vão passar a vices do PSD. O eurodeputado desvaloriza.

Eu acho que se há coisa que este congresso mostrou, e se há coisa de que qualquer pessoa que esteja a apoiar Luís Montenegro está convencida, é que a questão da sucessão não se coloca de todo.

E deixa um aviso à navegação.

Eu sou muito irrequieto para estar numa montra.

O novo porta-voz garante também que a promoção dentro do partido não serve de trampolim para um outro posto.

A lógica da formação das direções do Luís Montenegro desde o congresso anterior é não integrar pessoas que estão no governo. Portanto, se essa questão se colocasse, certamente não teria sido incorporado na direção nacional neste momento. Ouça, não tive nenhuma conversa sobre isso, mas também não vou ter nenhuma conversa sobre isso.

Quem também não está a pensar na sucessão de Montenegro para o imediato é outro dos novos vices, Carlos Moedas, que tem outros planos em mente.

Ganhámos Lisboa duas vezes. A primeira por 2294 votos. A segunda vez ganhámos por uma diferença 10 vezes maior. E hoje deixo-vos aqui em primeira mão que em 2029 vamos ganhar por muito mais, com mais margem, com uma grande maioria absoluta.

Já Pedro Duarte faz um caminho semelhante ao de Carlos Moedas, o autarca do Porto, que já tinha sido nomeado para o Conselho de Estado por Luís Montenegro, também se junta à direção nacional do partido. O atual líder passa a sentar-se ao lado de três possíveis sucessores. Vasco Maldonado Correia, com as alterações na direção nacional do PSD, num dia em que Pedro Santana Lopes anunciou o regresso como militante ao partido. O autarca da Figueira da Foz discursou em Anadia com críticas ao debate sobre as alterações à lei laboral.

Quando se fala em reformar mais, eu preciso que cada um que diz isso, e cada uma, diga: "É muito bem, mas quais reformas? Até onde e com quem?" Como se viu ontem, naquele espetáculo confrangedor na Assembleia da República. Com quem?

Pedro Santana Lopes, ontem no Congresso do PSD, o antigo líder social-democrata não pede desculpa por ter deixado o partido e avisou que não pede desculpa, embora reconheça que é bom estar de volta oito anos depois da saída. E na análise, ao dia de ontem no Congresso, o diretor-executivo do Observador acredita que a mensagem do PSD pode sofrer alterações muito brevemente. Miguel Pinheiro aponta alguma contradição nos discursos dos sociais-democratas.

A mensagem deste congresso estava tudo preparado para ser: nós somos um governo reformista. Aqueles quadros que iam passando enquanto Luís Montenegro falava com listas-

Que não conseguimos ler.

Exato, com listas em letra mínima sobre os conseguimentos do governo. Tudo isso estava pensado para passar essa mensagem, que na realidade era a grande resposta à Passos Coelho. E de repente, em poucas horas, eles tiveram que ajustar um bocadinho o discurso. É por isso que parece um bocadinho contraditório eles dizerem: "Fizemos muitas reformas", e depois dizerem: "Não nos deixam fazer reformas". Porque eles tiveram pouco tempo. O que eu quero dizer com isto é que não tenho a certeza de que esta mensagem, que está a ser passada hoje aqui no Congresso, seja necessariamente uma mensagem que vai durar muito tempo.

Análise do diretor-executivo do Observador, Miguel Pinheiro, que vai estar presente na edição especial do "O Avençodure" da Rádio Observador, a partir do Velódromo de Sangalhos, em Aveiro, onde decorre este congresso social-democrata. E que vamos acompanhar aqui na Rádio Observador. Na atualidade internacional, J.D. Vance já está na Suíça para a próxima ronda de negociações entre Estados Unidos e Irão, mas Carlos, é de Donald Trump que chegam novas ameaças ao Irão. O presidente norte-americano ameaça impor portagens norte-americanas no Estreito de Ormuz, caso não seja alcançado o acordo final com Teerão dentro do prazo definido de 60 dias. Trump recorreu à Truth Social para deixar novo aviso ao Irão. O líder da Casa Branca reitera que não haverá portagens em Ormuz após os 60 dias, a não ser que o acordo não se faça. E aí, avisa Trump, desta vez as taxas serão impostas pelos Estados Unidos. De recordar que o Irão anunciou ontem o encerramento do Estreito de Ormuz, devido aos ataques de Israel no Líbano. Teerão avisa que será improvável a obtenção de um acordo caso os ataques não parem. E falamos agora da Seleção Nacional. Os ataques ao plantel nas redes sociais continuam em foco. Ontem, Diogo Dalot revelou que os jogadores tiveram uma conversa sobre esse tema, ainda antes da polêmica. Foram os atletas, Carlos, a promover essa discussão, segundo sabe o Observador. O lateral-direito do Man United foi escolhido para falar aos jornalistas na conferência de imprensa de ontem Questionado sobre as críticas, disse isto:

Tivemos a oportunidade de ter, antes de chegar ao Mundial, uma conversa precisamente sobre isto, quase como previsão de que isto ia acontecer. Obviamente, quando tens um plantel, ainda para mais, quando tens o Cristiano dentro do plantel, temos de estar preparados para um alarido um bocadinho diferente do normal. E, como é lógico, não fugiu à regra, mais uma vez. Eu acho que o facto de termos tido essa conversa pré-Mundial para nos prepararmos também para estes momentos, fez com que quando essa altura chegasse, daí a mensagem, daí o facto de nós dizermos que o grupo estava blindado, porque sabíamos que isto ia acontecer. Sabíamos que íamos passar por dificuldades, sabíamos que íamos passar pela crítica.

Diogo Dalot ontem na conferência de imprensa. "O Observador" sabe que esta reunião foi promovida pelo plantel já em Palm Beach, na qual participaram todos os jogadores e teve mesmo um efeito importante no grupo, como testemunha também o enviado especial de "O Observador" ao Mundial, Miguel Cordeiro.

Não foi uma conversa planeada pela Federação Portuguesa de Futebol. Acabaram por ser os próprios jogadores a preparar-se para o que viria, a preparar-se para as críticas, para as ondas de choque que surgem também a partir das redes sociais. E Diogo Dalot falou sobre isto. Falou até da naturalidade de muitos jogadores serem estrelas mediáticas, incluindo, naturalmente, Cristiano Ronaldo, e que quando se tem Cristiano Ronaldo no plantel, é preciso estar preparado para o alarido fora do normal. E aqui já estou a citar Diogo Dalot, que disse: "Daí termos tido esta conversa, daí a mensagem de que o grupo está blindado. Sabíamos que íamos passar por isto e acabou por acontecer." Foi isto que disse Diogo Dalot nesta conferência de imprensa. "O Observador" apurou que todos os jogadores participaram nesta reunião, que aconteceu em Palm Beach, logo nos primeiros dias do estágio nos Estados Unidos da América, quando começaram a chover críticas sobre a presença de jogadores na praia. Diogo Dalot disse que o lado positivo é que tudo isto aconteceu cedo e que assim também conseguiram matar o assunto e seguir em frente.

Miguel Cordeiro, enviado especial de "O Observador" no Diário do Mundial deste domingo. "O Observador" sabe que a palavra família tem sido utilizada de forma repetida no grupo da Seleção Nacional. Os jogadores garantem que o grupo está blindado e que as críticas são naturais. E hoje há Cabo Verde, que volta a jogar neste Mundial de Futebol às 11 da noite. Os Tubarões Azuis defrontam o Uruguai em Miami e a cidade, Carlos, já vive a festa ao som do ritmo africano.

Precisamente, João. É um momento histórico para esta equipa cabo-verdiana, que se está a estrear em Campeonatos do Mundo. Depois do empate com a Espanha, que foi vivido como uma vitória, Cabo Verde tornou-se um dos principais pontos de interesse deste Campeonato do Mundo. Hoje há jogo com o Uruguai, mas a região de Miami já está desde sexta-feira a vibrar com a festa dos cabo-verdianos. O Miguel Cordeiro, enviado especial de "O Observador", esteve este sábado em Fort Lauderdale, a poucos minutos do estádio de Miami, numa festa em que não faltou funaná, cachupa e muito crioulo. No Esplanade Park, em Fort Lauderdale, há Tubarões Azuis por toda a parte. A estreia de Cabo Verde em Mundiais é vivida em festa, com direito a funaná e cachupa.

Essa é a cachupa, somente $20. E também temos jagacida, também $20. Milho, feijão, carne, baba. Cachupa rica leva tudo.

Jaira vende a cachupa em caixas de plástico prontas a servir. Sócrates Carvalho, cabo-verdiano que vive em Boston, é o organizador.

Tínhamos que aproveitar. Eu vou dizer que vamos ter aqui 2 mil a 3 mil pessoas. É uma oportunidade única.

Há comida típica, há churrasco, oferta de camisolas, cachecóis e chapéus, e claro, há muita música. Até os polícias dançam. É um misto de alegria e emoção.

Está sendo espetacular. Cabo Verde está fazendo uma boa campanha, está no máximo. É festa, é uma beleza. Estou a adorar, só o facto de estarmos aqui. E Cabo Verde não veio só para estar presente, Cabo Verde veio para jogar. Uma coisa impensável, nunca pensava nisso. É uma alegria enorme.

Horas antes do jogo frente ao Uruguai, nota-se o carinho deste povo pela Seleção Nacional. É o primeiro Mundial desta equipa. Vozinha é agora a estrela da companhia e até encanta os norte-americanos, como o Jeff.

Because Vozinha is the GOAT, man. So when I knew I was coming to Miami, I had to represent Vozinha all the way.

Sempre a bater o pé, nem a chuva travou esta festa. É um Mundial histórico para Cabo Verde, um país que entrou no mapa dos norte-americanos para nunca mais sair.

Agora sabem, já vão encontrar no mapa. Quando chegou aqui a bandeira, a nossa seleção, todo mundo já sabe o que é Cabo Verde. Agora sabem quem é o Vozinha.

Um trabalho do enviado especial de "O Observador" ao Mundial, do Miguel Cordeiro, que está a acompanhar esta festa ao redor da seleção de Cabo Verde. Joga hoje às 11 da noite contra o Uruguai.

E é impossível não ficar contagiado com esta energia. Ponto final no "Jornal das Nove" com o Carlos Pedro.