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O governo português garante estar em contato com as autoridades na Venezuela e oferece ajuda humanitária. Não há, para já, informação de portugueses entre as vítimas. Na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros diz que está em contato desde o primeiro minuto com as missões diplomáticas e consulares de Portugal na Venezuela. A tutela de Paulo Rangel exprime ainda a profunda solidariedade ao povo venezuelano e, em especial, à comunidade portuguesa e lusodescendente. Neste sentido, o governo diz que está disponível para enviar ajuda de emergência e humanitária para a Venezuela, em coordenação com as autoridades de Caracas. Antes disso, fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros já tinha garantido à Rádio Observador que, para já, não há informação de portugueses entre as vítimas dos dois sismos que atingiram o país esta noite. Uma equipe de 11 tripulantes da TAP estava em Caracas no preciso momento do sismo e o hotel onde estavam alojados ficou destruído. Estão bem, apenas um ficou com ferimentos ligeiros. São informações avançadas à Rádio Observador pelo presidente do Sindicato Nacional de Pessoal de Voo da Aviação Civil, Ricardo Pena Róias, explica que estes 11 portugueses estão já alojados noutro hotel em segurança.
Da nossa parte, o sindicato já está em conversações e em contato permanente com a TAP, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, até para saber quando será possível retirar esses tripulantes de cabine que estão neste momento em Caracas. Neste momento, a única informação que nós temos é a roupa do corpo, porque depois que ocorreu o sismo, tiveram de evacuar rapidamente o hotel, que desabou. Aquilo que nós vimos ruiu, foi a expressão que nos expressaram. Portanto, a situação foi dramática, foi difícil. Os relatos que nós temos são difíceis de ouvir, mas estamos em contato permanente com eles e esperamos dar o apoio total.
O presidente do Sindicato Nacional de Pessoal de Voo da Aviação Civil, ouvido na última hora aqui na Rádio Observador. O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, manifesta o pesar pelas vítimas dos dois sismos, expressa solidariedade para com as pessoas afetadas e, antes disso, durante a noite, o presidente da República também já tinha reagido. António José Seguro manifesta consternação por estes sismos na Venezuela. Falamos de dois terremotos que aconteceram no espaço de dois minutos. O mais grave foi de 7,5 na escala de Richter. Há, até agora, 32 mortes confirmados e 700 feridos. São as informações oficiais avançadas pela presidente interina, Delcy Rodríguez, sendo que o Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que o número de vítimas mortais possa estar entre as 10 e as 100 mil. E Miguel Gato, o rastro de destruição em Caracas é muito grande.
São as informações que nos chegam da imprensa internacional. Os primeiros relatos apontam para estragos consideráveis em estruturas de várias cidades venezuelanas, com destaque para a capital, Caracas. Nos vídeos que começaram a circular nas redes sociais nas últimas horas, veem-se edifícios a colapsar. Há também imagens e vídeos de prédios destruídos em Caracas, incluindo também estragos no aeroporto, que foi encerrado nas últimas horas. Para já, não há registro de danos nas infraestruturas petrolíferas da Venezuela. As equipes de resgate conseguem ouvir pessoas vivas presas nos escombros. Já foi, inclusive, criado um website, um site na internet para reportar e localizar pessoas. Depois deste sismo, registra, neste momento, mais de 8500 desaparecidos.
E Miguel, neste momento há também vários países vizinhos da Venezuela a disponibilizarem-se para ajudar o país.
A começar pelos Estados Unidos, o secretário de Estado norte-americano garante que a ajuda de Washington já está a caminho. Foi o que escreveu Marco Rubio na rede social X. Diz que a Casa Branca vai enviar imediatamente equipes de busca e resgate, recursos médicos e assistência humanitária para a Venezuela. Antes, Donald Trump já tinha garantido na rede social Truth que a Casa Branca estava pronta a ajudar. Outros países vizinhos como o Brasil, o Chile, El Salvador e também o Equador também já vieram oferecer auxílio às autoridades venezuelanas. Também dar destaque para a reação da Comissão Europeia. A presidente Ursula von der Leyen, na rede social X, expressa solidariedade com os venezuelanos perante estes dois sismos devastadores que aconteceram esta noite.
Miguel Gato, com as reações ao sismo na Venezuela, foi decretado o estado de emergência no país. A líder da oposição no exílio, Maria Corina Machado, também já enviou uma mensagem de solidariedade ao povo venezuelano. Na rede social X, escreve que cada hora conta e deixa um apelo à ajuda da comunidade internacional. E no Explicador, depois das 21h30, vamos receber o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, que nos vai fazer um novo ponto de situação. Os deputados votam hoje no Parlamento a prestação social única proposta pelo governo. A viabilização está garantida depois de um acordo arrancado a ferros entre PS e PSD. Tudo fazia crer que o entendimento seria feito antes entre PSD e Chega, mas ao início da tarde, André Ventura admitiu que tinha falhado o acordo. Em causa, sobretudo, os critérios para a atribuição da PSU a estrangeiros de fora da União Europeia. Sendo assim, o PS chegou-se à frente. Eurico Brilhante Dias e Hugo Soares estiveram reunidos desde as 9h, o que adiou a votação da proposta da especialidade. O entendimento entre socialistas e sociais-democratas foi depois anunciado inicialmente por Brilhante Dias aos jornalistas, com o líder parlamentar do PS a garantir que deixava de ser obrigatório o trabalho social para quem recebe a PSU ou para quem passar a receber esta prestação social única. Minutos depois, Hugo Soares desmentiu a ideia. À Observador, fontes do PSD dizem que não só não cai a obrigatoriedade da atividade de solidariedade, como está previsto um plano individual de inserção. A verdade é que as propostas foram acordadas ponto por ponto. Para o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, é o PS quem sai a ganhar deste processo.
O Partido Socialista acaba por ter uma vitória, porque volta a ser relevante e muitas das matérias Que estavam nas propostas do Partido Socialista foram acomodadas. Mais até do que está lá, o que não está, nomeadamente ter saído o canal de denúncias. Há uma parte que é dúbia, não vou agora aqui explicar em detalhe, que tem a ver com a questão do trabalho social ser obrigatório ou não, porque há duas visões em confronto. Seja como for, o Partido Socialista calmamente apresentou as suas propostas, voltou a entrar no jogo e portanto tem mérito relativamente a isso.
Rui Pedro Antunes explica ainda o que falhou no acordo com o Chega e a forma como o governo ainda tentou ceder.
Essa malha apertada é uma das marcas do Chega e o Chega não conseguiu fazê-lo porque achou que de alguma forma estava a vender um dos seus valores, que era permitir que pessoas que não tivessem qualquer tipo de histórico contributivo, pudessem receber um apoio social.
Sendo que o governo até admitia, não os cinco anos propostos pelo Chega, mas dois.
Mas dois. O governo não só formalizou dois.
Dois anos, já agora, para a necessidade de alguém que é estrangeiro estar em Portugal dois anos até ter direito.
Exato, dois anos de residência. Em breve sairá um artigo a explicar exactamente como é que se passaram as negociações. Eu acho que o PSD estava disponível, isso não foi formalizado em papel, a ir a três anos de residência. Ou seja, o que o Chega queria era cinco anos de contribuições.
O editor de política do Observador há instantes aqui no E o Vencedor É..., da Rádio Observador. PSU é votada hoje no Parlamento na forma da votação final global. E é o tema da discussão no Explicador de hoje, com debate entre Carla Barros, do PSD, e Miguel Cabrita, do PS, para ouvir já a seguir a este jornal. Para já, Carla, são 9h08, tempo para as outras notícias que estão em destaque. Ainda no Parlamento, que vai debater hoje propostas de incentivo à natalidade, por iniciativa do CDS. A proposta dos centristas visa dar maiores benefícios fiscais às famílias com três ou mais filhos. O líder parlamentar do CDS-PP indica que com esta medida, as famílias portuguesas vão passar a poder deduzir 1200 € por ano pelo terceiro filho e pelos seguintes. Donald Trump afirma que as negociações com o Irão estão a correr muito bem e repete que os Estados Unidos saem cada vez mais vitoriosos do confronto com Teerão. Em declarações aos jornalistas, o presidente norte-americano afirma que está a vencer por larga margem e que o Irão está a fazer muitas cedências.