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Horas.

Jornal das nove, com o jornalista Carlos Pedro. E começamos com o Irão e Omã, que estão perto de um acordo para criar uma nova rota de navegação no Estreito de Ormuz.

Mas Teerão ressalva que isso não significa a reabertura total do estreito. Para isso, avisam os iranianos, os Estados Unidos vão ter de corrigir o próprio comportamento na região. Beatriz Félix, o Irão fez ontem seis exigências aos norte-americanos para libertar a navegação em Ormuz.

Teerão endurece o discurso e transforma antigas exigências em condições para a reabertura do estreito. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional avisa que Ormuz só será reaberto quando e se os Estados Unidos mudarem de comportamento. Os iranianos querem garantias de que os Estados Unidos não vão voltar a ameaçar o Irão, nem mesmo os aliados, e exigem o fim da guerra e a retirada das forças militares norte-americanas da região. Querem também o levantamento do bloqueio naval aos portos iranianos e das sanções, bem como a libertação dos ativos iranianos congelados e uma compensação integral pelos danos provocados pela guerra. O alto responsável de segurança iraniano garante ainda que o Irão nunca vai ceder, nem em nível militar, nem em negociações. Esta é uma posição que pode complicar as conversações numa altura em que falta pouco mais de uma semana para que termine o prazo de 60 dias do memorando de acordo, para se chegar a um acordo definitivo para o estreito de Ormuz.

A jornalista Beatriz Félix, com as condições exigidas pelo Irão aos Estados Unidos para a reabertura do estreito de Ormuz. Em entrevista à Fox News, o vice-presidente norte-americano garante que o Irão não pretende cobrar taxas pela passagem em Ormuz, mas J.D. Vance admite que não confia nos iranianos.

A nossa expectativa é que a quantidade de petróleo e gás que sai do Golfo seja a mesma que se verificava antes do início do conflito. Foi isso que os iranianos nos disseram que pretendem fazer. É também isso que toda a coligação do Golfo quer fazer. Mas como sabem, não confiamos apenas, verificamos. Na verdade, não nos baseamos nas palavras das pessoas, mas sim em ações. É claro que há algumas pessoas dentro do regime iraniano que falam em impor portagens. Os iranianos disseram-nos que não têm planos para impor taxas no estreito de Ormuz, mas, mais uma vez, vamos esperar para ver quais serão, de facto, as ações que vão tomar.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, na Fox News, diz ainda que os norte-americanos destruíram o programa nuclear do Irão.

E Carlos, falamos agora de saúde e do eclipse solar que acontece já na próxima quarta-feira. As urgências de oftalmologia dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde não têm previsto um reforço do número de profissionais para a noite do fenômeno.

Tanto a direção executiva do SNS como os hospitais não esperam um aumento significativo da afluência às urgências. Sendo assim, não está previsto o reforço de equipas de forma preventiva. Ao Observador, a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde sublinha que não existem, nesta data, indicadores que permitam antecipar um aumento significativo da procura dos serviços de urgência de oftalmologia. Os hospitais acreditam que a campanha de sensibilização que tem sido feita nos últimos dias será suficiente para evitar um aumento significativo da afluência. Ainda assim, ao Observador, a ULS de São José, em Lisboa, e a ULS de São João, no Porto, admitem que, em caso de necessidade, poderá haver esse reforço e também admitem que os serviços de oftalmologia destes hospitais estão preparados para dar resposta a eventuais constrangimentos. Este é um artigo assinado pelo jornalista Tiago Caeiro, entretanto disponível no site do Observador.

E a esta hora está um incêndio ativo no norte do país, é na freguesia de Parambos, distrito de Bragança. E Carlos, por esta altura, estão no local cerca de 70 bombeiros e duas dezenas de viaturas.

O incêndio deflagrou na tarde de ontem em Linhares, no município de Carrazeda de Ansiães. Entrou, entretanto, em fase de resolução durante a madrugada, mas em curso continua o fogo numa zona de difícil acesso em Parambos. O alerta para as chamas nesta freguesia foi dado pouco antes das 19h de ontem, isto de acordo com o site da Proteção Civil. À Rádio Observador, fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro adiantava nas últimas horas que o combate às chamas estava a decorrer de forma favorável devido à diminuição do vento. Dizer ainda que cerca de 40 concelhos dos distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro estão hoje em perigo máximo de incêndio rural. É uma informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Neste jornal das nove falamos ainda da Lei do Retorno. José Luís Carneiro está de acordo com a posição do Presidente da República, que enviou o diploma para o Tribunal Constitucional.

António José Seguro admite ter reservas em relação ao tempo máximo de detenção de imigrantes em situação ilegal em território português, mas também quanto às normas relativas aos menores. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, sem adiantar grandes pormenores e elogia a decisão do presidente.

Eu queria concentrar a minha mensagem nestes temas que acabei de referir. Esse tema está muito bem decidido e sobre o qual não me quero pronunciar.

Mas tem dúvidas também sobre ele, tal como o senhor Presidente tem?

Não, eu estou de acordo com a decisão que o senhor Presidente da República tomou.

José Luís Carneiro, de acordo com António José Seguro.

E destaque agora para a Primeira Liga de futebol. Benfica e Futebol Clube do Porto podem aproveitar já hoje o deslize de ontem do Sporting. Os Leões estiveram a vencer por 2x0, mas empataram a dois gols frente ao Estrela da Amadora.

Estiveram a vencer com gols de Zalazar e Yoannidis. Ainda assim, os últimos 20 minutos foram um pesadelo para a equipe de Rui Borges, que viu Leandro Antonetti reduzir e Benito igualar pouco tempo depois, com muitas culpas neste segundo gol para o guardião Rui Silva. Ao cabo dos primeiros 90 minutos da temporada, o primeiro escorregão e o técnico Rui Borges pede mais à equipe leonina.

Acabamos por ser penalizados claramente com dois erros. Tivemos 70 minutos muito bons

Uma primeira parte onde dominamos e controlamos o jogo. Uma segunda parte onde entramos muito bem e até aos 70 minutos, é certo que depois de mexer na equipe onde a gente queria, mais do que robustez, era frescura, porque estávamos a sentir que alguma malta estava a cair um pouco em termos físicos. Foi quando caímos também em termos coletivos e isso não pode acontecer. Não pode ser desculpa a quebra física, porque nós fisicamente estamos muito bem e demonstramos isso hoje aqui. Temos que ser é muito mais equilibrados e muito mais competitivos. Tínhamos que dar muito mais e temos que dar muito mais. Estamos no Sporting e eles têm que dar muito mais, eles têm que perceber isso e que sirva mesmo de aviso para todos.

Do outro lado, sentimento completamente diferente. Pepa, o técnico do Estrela, fala num jogo emotivo e destaca a confiança da equipe tricolor.

Acima de tudo, é potenciar ao máximo quem temos e não estar à espera de quem chega, mas sim, trabalhar com tudo, com os que temos, que deram hoje uma resposta fantástica, um pouco à imagem daquilo que fazem todos os dias. Depois, às vezes, somos mais felizes ou menos felizes. Hoje fomos, na primeira parte, ali uma situação ou outra. Na segunda, senti que até poderíamos ter virado o jogo, mas acabou por ser um jogo muito emotivo e bem disputado.

Pepa e Rui Borges com reações diferentes. Este empata um golo na Reboleira. No centro da polêmica esteve, ainda assim, o primeiro golo do Estrela da Amadora. Eduardo Quaresma sentiu um puxão, deixou a jogada e Antonetti aproveitou para fazer o golo, na altura, o 2 x 1. Mas o áudio árbitro da Rádio Observador, Pedro Henriques, diz que havia falta.

A minha análise é que há falta mesmo. O Antonetti sem a bola jogável, até porque a bola está bem à frente, está por trás do Quaresma e é com a ação que ele consegue fazer. Portanto, há um lance visto de lado e há um lance por trás. No lance visto de lado, fica a ideia de apenas haver falta com o braço direito duas vezes no ombro direito do central leonino. Visto por trás, percebe-se que não é só o direito, é o direito no ombro e é o esquerdo na zona quase lombar, costas, que também tem essa ação. E, portanto, aquilo que faz com que o central leonino pare, independentemente ele depois poderia ter ido atrás ou não, pare, fique fora da jogada, perca a posição que está, ganha e faça com que o seu adversário, no fundo, o ultrapasse e ganhe a posição, no meu ponto de vista, é aquela ação de ambos os braços e sobretudo o braço direito por duas vezes no ombro, também direito, do Quaresma.

Análise de Pedro Henriques no "Sem Falta" da Rádio Observador, já disponível em podcast. Já Rui Borges preferiu apontar o dedo a Eduardo Quaresma, diz que o jogador não pode parar naquela situação. Azar para o Sporting e sorte que pode vir para Futebol Clube do Porto e Benfica. Os Dragões começam esta tarde a defender o título de campeão nacional. Farioli não pode contar com dois jogadores na recepção ao Alverca. Pietro Ojewusi e Alberto Costa estão fora por lesão. Ainda assim, por outro lado, está disponível o central Bednarek, que recuperou da lesão que o afastou da Supertaça frente ao Torriense. Ontem, na conferência de imprensa, Farioli falou também sobre o mercado de transferências para deixar a garantia de que Rodrigo Mora não quer sair dos Dragões.

Tive apenas um jogador que veio ter comigo questionando sobre a possibilidade de sair. Digamos que um falou diretamente comigo, outro sei que também manifestou esse interesse. Nenhum dos envolvidos é Rodrigo Mora.

Já do lado da equipe ribatejana, Sérgio Ferreira, que no ano passado foi campeão de juniores com o Futebol Clube do Porto, diz que o Alverca tem tudo para ser competitivo.

Logicamente, não estamos no nosso melhor ou num ponto perfeito, mas a verdade é que já temos as armas suficientes e temos a competência suficiente para ser competitivos e é esse o nosso ponto de partida para este jogo e para todos. Ou seja, antes de vencermos, temos que competir. É importante jogar cada segundo, cada bola, cada duelo, cada passe, cada remate.

Sérgio Ferreira e Francesco Farioli na antecâmara deste Futebol Clube do Porto-Alverca, que vai poder ouvir aqui na Rádio Observador a partir das 18h.

E logo a seguir a Benfica-Académico de Viseu, as Águias que fazem o quarto jogo oficial desta época. Mas este é diferente, Carlos, até porque vai ser sem adeptos.

Sim, e foi uma questão que mereceu os comentários de Marco Silva na antevisão desta partida perante o recém-promovido Académico. Ontem, na conferência de imprensa, o técnico do Benfica abordou o castigo para deixar críticas.

Retirar 65 mil pessoas ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol, se achamos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados. Acho que temos muitos bons exemplos pela Europa de como contrariar algumas coisas que não são boas e se não são boas, há que atuar diretamente e não é interditando ou não permitindo que os adeptos estejam no estádio e que o jogo seja à porta fechada que vai resolver o que quer que seja. Simplesmente, e eu não entendo, retiraram isso não só ao Benfica, é o próprio espetáculo. É ir por caminho que, na minha opinião, não vão resolver nada.

A conferência de imprensa de ontem ficou também marcada pela divulgação da lista de capitães encarnados para esta temporada. Órslas, Tomás Araújo, Samuel Soares, Lenglet e Leandro Barreiro, por esta ordem. De Viseu vem um conjunto que regressa à elite do futebol português 37 anos depois. Bruno Pinheiro, o técnico, admite que a ausência de público na Luz pode jogar a favor da equipe visitante.

Acho que, de fato, a multidão galvaniza os jogadores. Esperemos que a sua ausência possa equilibrar um bocadinho mais as contas entre as duas equipes. E teremos, certamente, um jogo diferente para apresentar do adversário de ontem que o Benfica teve e esperemos que essas diferenças possam criar mais problemas ao Benfica do que os adversários têm causado até agora.

O Benfica-Académico de Viseu não terá adeptos no estádio, mas o clube encarnado anunciou o alargamento da fan zone no exterior do recinto para quem quiser prestar apoio aos encarnados. Pode também ouvir aqui na Rádio Observador o jogo a partir das 20h30. À mesma hora arrancam outras duas partidas, o Gil Vicente-Rio Ave e o Moreirense-Sporting Braga.

A fechar este jornal, continua hoje a Volta a Portugal em Bicicleta e hoje, Carlos, é dia de subida à torre.

Quarta etapa da Grandíssima. São pouco mais de 154 km entre Figueiró dos Vinhos, em Leiria, e o Alto da Torre, na Covilhã. A etapa de hoje inclui ainda três contagens de montanha antes da derradeira subida à torre, nomeadamente as subidas ao Alto de Braçal, no Alto da Portela de Gavião e no Alto da Portela do Armador. O português Rui Oliveira tem hoje uma etapa difícil, vai ainda assim tentar manter a camisola amarela.

Fechamos assim o Jornal das Nove. O Carlos Pedro que regressa às 21h30 para atualizar as notícias.