O presidente do Chega manifestou disponibilidade para ser ouvido na Comissão de Inquérito à atuação da Polícia Judiciária nos mandatos de Luís Neves. Depois de o Livre ter solicitado uma audição a Ventura — pela relação feita pelo Chega entre o assalto ao gabinete e informações sobre Neves — o presidente do Chega diz que “se essa for a vontade dos restantes partidos também, manifesta-se absolutamente disponível para essa audição e inquirição durante os trabalhos da comissão de inquérito.”
O Chega defende que “a verdade e a responsabilidade não podem depender de privilégios nem de cargos: todos, e os deputados e líderes partidários em primeira linha, têm de se submeter às mesmas exigências de escrutínio que fazem aos restantes titulares de cargos públicos em Portugal.”
Apesar disso, Ventura levanta problemas sobre os termos dessa audição. O Chega escreve que “como é facilmente compreensível para todos, ser presidente de uma comissão de inquérito e, simultaneamente, inquirido nessa mesma comissão, não são exercícios compatíveis.” Naturalmente, quando o presidente da CPI não está, é substituído pelo primeiro vice-presidente, sendo essa a hipótese mais provável.
O presidente do Chega, que lembra que é também “Presidente da Comissão de Inquérito”, garante que “avaliará com os restantes coordenadores partidários da CPI a melhor forma de, nestas circunstâncias, garantir a integridade do funcionamento pleno da comissão de inquérito e a sua independência e credibilidade junto da opinião pública”.