Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Este é o Domínio da Guerra da Rádio Observador. Eu sou a Maria João Simões e isto não se faz, eu sou a major general Ana Moreira.
Olá, muito bom dia a todos.
Bem-vindo, general. Tal como falámos aqui na semana passada, Donald Trump parece muito confortável com a estratégia de asfixia económica e financeira que os Estados Unidos estão a impor a Teerão. É uma estratégia que precisa de tempo para produzir efeitos, mas que esta semana foi reforçada com novas medidas e com o anúncio da suspensão de relações comerciais entre os Emirados Árabes Unidos e o Irão. General, qual é o alcance previsível ou possível de fazer desta estratégia?
Muito bem, esta foi uma semana em que Trump falou um pouco menos de ações de natureza militar. Talvez seja esse o traço geral desta semana. Tendo-se focado em dois assuntos não menos polêmicos. A polêmica continua, apenas trocou o patamar de investimento da sua teorização sobre o Médio Oriente. E esta semana trouxe um assunto muito polêmico, que foi uma declaração que fez numa visita à Academia de Polícia de Nova York, que diz o seguinte: "Depois de acabarmos de derrotar o Irão, irei declarar o Estreito de Ormuz como território dos Estados Unidos." Bom, é claro que isto do ponto de vista da retórica é grandioso.
É só querer.
É grandioso. Do ponto de vista formal, é quase impossível, porque isto não é uma decisão do presidente dos Estados Unidos. Do ponto de vista da lei internacional, não é de todo impossível. Vamos lá ver. A Federação Russa ocupou a Crimeia, não foi há muito tempo. É potência ocupante, com aquilo que resulta do fato de, como potência ocupante, ter a administração direta daquele território. Não é impossível do ponto de vista teórico, mas isto exigiria que os Estados Unidos ocupassem território, isto é, um simples bloqueio não torna o estreito território dos Estados Unidos. Para ser território, teria que haver uma ocupação, coisa que os Estados Unidos não parecem com vontade de o fazer. E qualquer anexação territorial obriga depois a uma ratificação pelo Senado, o que também não parece nada provável. Isto do ponto de vista retórico é verdadeiramente espetacular. Do ponto de vista prático, é praticamente impossível e não parece nada provável que seja esse o destino do estreito de Ormuz. Mas tinha uma intenção. A intenção era a provocação.
Claro.
Essa era a intenção, era a provocação. E o Irão ficou irritadíssimo, caiu também nesta provocação de Donald Trump e respondeu até de uma forma interessante: "O estreito de Ormuz não pode ser tomado por tweet, nem por porta-aviões, nem por ordens, nem por discursos eleitorais." Tocou aqui num ponto. "O estreito de Ormuz sempre foi iraniano, é iraniano e permanecerá iraniano." Isto é um grande descaramento também. Quer dizer, houve o descaramento por parte de Trump.
E a resposta também é como uma grande dose.
E a resposta também tem o seu descaramento: o estreito de Ormuz não pertence ao Irão. O Irão tem águas territoriais no estreito de Ormuz, as outras pertencem a Omã. Não é verdade, como afirma o Irão, de que o estreito de Ormuz seja um estreito iraniano. Trump está, entretanto, confortável, parece confortável com o bloqueio naval e os efeitos do bloqueio naval, mas quer acelerar esses efeitos. Isto é, os efeitos por si produzem certamente efeitos, já estão a produzir efeitos, mas como falámos aqui na semana passada, a questão do tempo que tudo isto demora a produzir efeitos, que os efeitos que se querem são, no final, efeitos de natureza política, tudo isto demora imenso tempo. E portanto, esta foi a semana em que Trump passou das bombas sobre o Irão para as vantagens do bloqueio econômico ao Irão e resolveu acelerar esses efeitos através da introdução de um conjunto de novas medidas. Ele, aliás, chamou a isto a maior operação de esmagamento econômico alguma vez tomada contra qualquer país.
É sempre.
É a maior de qualquer coisa. É sempre a maior de qualquer coisa. Na verdade, em que é que Trump está a pensar? Está a pensar naquilo que nós chamamos sanções indiretas, isto é, há sanções diretas que são aplicadas ao Irão, às suas empresas, aos seus funcionários, aos seus dirigentes, às empresas de fachada, etc. São sanções de natureza direta, que são mais fáceis de aplicar. O que Trump agora vem chamar para o seu lado é a possibilidade de sanções indiretas, isto é Não sobre o Irão, mas sobre os países, as empresas, as pessoas que estejam a fazer negócio com o Irão. Certamente que os Estados Unidos têm capacidade de o poder fazer, mas à medida que o número de parceiros aumenta, também as hipóteses de o Irão ser capaz de encontrar mecanismos alternativos para fazer esses negócios, certamente aumenta. Mas há uma personagem que está a ganhar, dentro da administração de Donald Trump, uma grande relevância e visibilidade: é Scott Bessent. Scott Bessent é o secretário do Tesouro norte-americano, está cada vez mais interventivo, está cada vez mais autônomo e dono da sua palavra, isto é, já faz discursos intensamente assertivos do ponto de vista da economia norte-americana e vai ter um papel fundamental na implementação destas novas sanções secundárias, chamando inclusivamente a China para participar no apoio a este bloqueio, uma vez que a China é um dos grandes prejudicados pela falta de petróleo vindo do Irão. O regime iraniano não irá cair, certamente, diretamente pelas sanções, mas também não vai melhorar a sua posição. É evidente que não. A pressão social vai continuar a aumentar, certamente, e isto obrigará o regime a ser mais duro, a enforcar mais pessoas às sextas-feiras e, portanto, a ser cada vez menos popular. Na verdade, estas sanções não mudam o regime, mas mudam certamente o ambiente político que sustenta o regime. E se isso um dia conduzirá ou não numa nova mobilização popular contra o regime, isso é uma coisa que estamos para ver. Não há nada que tenhamos por certo, mas é a nova estratégia norte-americana. A mim parece-me que até chegarmos às intercalares, Donald Trump falará menos em bombas sobre o Irão e falará mais sobre uma diplomacia sancionatória económica, porque é um tema bastante mais ligeiro e soft para enfrentar as eleições. Esta semana, neste sentido, também não foi muito boa para o Irão. Não foi boa para o Irão por duas razões. Primeira é que se falou pouco sobre guerra. O Irão precisa, para atacar Trump, de ligar a figura de Trump à figura da guerra. Se se fala pouco sobre Trump e a guerra no Irão, isto não é bom para o Irão, porque o Irão o que está à procura é de uma revolução política nos Estados Unidos.
Que derrube Donald Trump, eventualmente.
Exatamente. E portanto, precisa que se fale de guerra, que se fale dos Estados Unidos, de Trump, da guerra de Trump e das guerras todas.
As Trump coisas a voltas, não foi?
E portanto, a nova estratégia de Trump de deixar o tema guerra de hostilidade militar um bocadinho para canto, não favorece o Irão. Além disso, o Irão teve esta semana duas más notícias. Primeira má notícia: nós já aqui tínhamos revelado na semana passada. Há mais petróleo a passar no estreito do que aquilo que está a ser contabilizado. Isto é mau para o Irão, porque o valor estratégico do Irão é impedir que o petróleo saia. Ora, se verificamos que ao fim deste tempo todo, o petróleo está a sair em maior quantidade do que aquilo que pensávamos, é porque o medo, que é o instrumento utilizado pelo Irão sobre as companhias de petróleo, já não está a funcionar da mesma maneira. Significa que o Irão está a perder, ou dito de outra forma, as companhias petrolíferas estão a perder o medo do Irão e a fazer transitar mais petroleiros, e de forma também mais discreta. Alguns dos petroleiros nem sequer estão a atravessar o estreito de Ormuz. Isto é, desligam os seus sinais, ninguém sabe onde estão, fazem transferências para outros navios e são esses navios que já não estão devidamente identificados nem posicionados, que depois transitam através do estreito de Ormuz. E portanto, o mundo está a adaptar-se a esta nova forma e a encontrar alternativas para fazer sair o petróleo. Portanto, mais petróleo a sair pelo Golfo foi uma notícia que nós aqui já tínhamos falado na semana passada. Isto é mau para o Irão. E a segunda questão é a questão dos Emirados. Os Emirados Árabes Unidos resolveram suspender indefinidamente as relações económicas com o Irão. E isto vem na sequência de uma declaração do ministro da Defesa dos Emirados de que o país tinha sido alvo de mísseis balísticos enviados pelo Irão. Um tinha caído em águas territoriais, outro tinha caído fora de águas territoriais, e que esta ameaça do Irão, balística sobre soberania dos Emirados, resultava na necessidade de suspender. Suspendeu indefinidamente, sem um prazo concreto, aquilo que são as trocas comerciais com o Irão. Ora, isto é importante, isto é uma má notícia, por quê? É uma má notícia porque de repente os Emirados São, do ponto de vista comercial, um parceiro do Irão mais importante que a própria China, a Turquia ou outro dos parceiros tradicionais. Os Emirados têm vindo, ao longo do tempo, a ganhar um peso nas trocas comerciais com o Irão, um peso brutal. Neste momento, um terço das importações do Irão é feita a partir dos Emirados. Um terço! Portanto, se de repente este um terço desaparece, isto tem um impacto econômico fortíssimo sobre a economia iraniana. E depois há ainda um outro aspecto que não tem a ver com os valores, mas tem a ver com a qualidade dos bens. Uma das maneiras que o Irão tem feito para contornar sanções sobre um conjunto grande de produtos é importá-los através dos Emirados. Isto é, os Emirados importam produtos cuja venda está sancionada ao Irão, e através dos Emirados é que eles depois são enviados pro Irão. Portanto, era uma espécie de uma porta aberta, de uma empresa de fachada que utilizava os Emirados como porta de entrada para o Irão de um conjunto de produtos que estavam sancionados. E se houver agora maior fiscalização das autoridades dos Emirados sobre este conjunto de produtos sancionados que vai fluindo através dos Emirados, certamente o impacto econômico sobre o Irão se vai acelerar. Portanto, duas más notícias para o Irão.
Quando aqui falamos das condições que o Irão exige aos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz, dissemos logo que a primeira era impossível de cumprir. Trump devia abster-se de fazer ameaças sobre o Irão. Ora, esta semana, o presidente norte-americano avisou Omã que seria bombardeado se facilitasse o acordo de regulação do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz nos termos iranianos, mas já lá rememorar, Omã é um aliado dos Estados Unidos. Portanto, que ameaça é esta? Estamos a antecipar a nossa cortina de fumo?
Donald Trump ouve certamente o "Domínio da Guerra".
É o que eu disse a semana passada.
É. E, portanto, na semana passada ouviu que nós não acreditávamos que ele não era capaz de passar um dia sem fazer ameaças, resolveu mudar o alvo. E agora as ameaças já não foram sobre o Irão, mas foram sobre Omã, um aliado dos Estados Unidos. Nós temos vindo a falar, aliás, a semana passada já tínhamos contado três semanas aquela duração das negociações entre o Irão e Omã sobre o traçado e as portagens, enfim, sobre a regulação da passagem do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Continuamos, esse tratado continua.
E vai mais uma semana.
E, pra dificultar mais esse tratado, vieram as ameaças de Donald Trump agora a Omã a dizer: "Não pensem em assinar um tratado com o Irão sobre o tráfego, porque pela maneira como as negociações estão encaminhadas, isto não vai dar certo". E, portanto, há aqui um sério aviso a Omã. Omã é um país giríssimo, eu aconselhava que vissem Omã num mapa. Vão a um mapa olhar para Omã, porque Omã é um país enorme da Península Arábica, mas é um país que não tem continuidade territorial em toda a sua extensão. Isto é, há uma parte de Omã que é um pequeno enclave dentro dos Emirados Árabes Unidos e depois tem, a norte, uma província que tem 1800 km quadrados, portanto, é uma coisa com 90 km sentido norte-sul por 20 km de largura, que é o que dá relevância à negociação. Isto é, esta parte, que é o enclave de Musandam, é o enclave de Musandam que dá as águas territoriais no Estreito de Ormuz a Omã. Mas isto não faz parte daquele território imenso de Omã.
Pois não. Tá ali isoladozinho.
É um isoladozinho lá em cima, é uma ponta muito isolada lá em cima. Aliás, tem qualquer coisa como 31 mil habitantes, é uma pequeníssima cidade de Portugal, é uma vila grande. As águas territoriais de Omã resultam deste enclave que está ali em cima junto ao Golfo Pérsico, pouco habitado, relativamente pequeno, 1800 km quadrados, e isto tem que ser ligado à ameaça de Trump. É que quando Trump disse que o território do Estreito de Ormuz vai ser um território norte-americano, nós só estávamos a olhar pra cima. Só estávamos a olhar para a possibilidade dos Estados Unidos ocuparem as ilhas litorais do Irão, só estávamos a olhar pra norte. Mas se nós olharmos pra sul, na verdade, há um Há uma potencialidade imensa neste pequeníssimo território, porque é este pequeníssimo território que dá águas territoriais e voz a Omã neste domínio tão interessante como o Estreito de Ormuz. A geografia é muitíssimo interessante e está sempre a trazer-nos revelações interessantes. Houve um duplo aviso esta semana, um direto a Omã: não queremos tratado nenhum com o Irão. Um segundo indireto, a dizer: o Estreito de Ormuz será um território norte-americano. Ora, a maneira mais fácil de o fazer é este exclave de Musandam pô-lo sob ameaça. Um duplo aviso a um aliado, o que também não é de estranhar, tem sido essa a política de Trump com os seus aliados.
Ainda Donald Trump, que esta semana mandou reduzir os exercícios militares com as tropas sul-coreanas que estavam em curso para dar a Seul capacidade de se defender de um possível ataque da Coreia do Norte. As explicações dadas pelo número um dos Estados Unidos parecem envoltas numa verdadeira cortina de fumo de contradições. Afinal, o que se passa aqui, general?
A Coreia do Sul foi chamada ao título de muitas notícias de jornal esta semana. Na sequência da Guerra da Coreia, 50, 53, que terminou, como sabemos, sem um acordo de paz entre as duas Coreias, os Estados Unidos mantiveram uma presença militar constante e muito significativa. Fala-se da ordem dos 28 mil soldados norte-americanos estacionados na Coreia do Sul. Isto é o tamanho das Forças Armadas portuguesas. Não é um pequenino número, é um número enorme de soldados, de militares norte-americanos estacionados na Coreia do Sul. Bom, por que isto é importante? Porque este é o poleiro dos Estados Unidos na Ásia do Pacífico. Está muito perto da China e tem presença, bases militares americanas, etc. É um ponto que os Estados Unidos não podem perder. Este poleiro é um poleiro que não é replicável noutro lado qualquer pela sua situação. Isto é, deveria ser um poleiro bastante valorizável. Ora, o que é que Trump decidiu esta semana? Decidiu, em vésperas do início do grande exercício anual. O exercício é anual, isto não foi inventado este ano. É anual, todos os anos é feito para capacitar as tropas sul-coreanas para um dia poderem ficar mais responsáveis, terem maior autonomia numa eventual defesa contra um ataque de Pyongyang. Ora, o que disse Donald Trump no domingo: "Baseado nas minhas excelentes relações com Kim Jong-un, não estou satisfeito com o facto de os Estados Unidos terem, desde há longo tempo, concordado em participar em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul." Calma, mas isto é dito na véspera dos exercícios. Esses exercícios decorrem há anos. Sempre houve este conjunto de exercícios. O que nunca tinha sido chamado aqui é que não era os Estados Unidos e a Coreia, é a minha amizade com Kim Jong-un. Chamar isto como um assunto de Estado, aqui é um desplante brutal. Mas depois, e aqui é que está a cortina de fumo: "E portanto, e baseado no fato de que é demasiado tarde para fazer o cancelamento do exercício, dei instruções ao secretário da Guerra, Pete Hegseth, para reduzir substancialmente o exercício." Então só soube agora que ia haver o exercício? Não, aqui é que está a cortina de fumo. Ele não teve coragem de cancelar o exercício.
Então reduziu.
Em cima da hora e portanto só o anunciou agora para dizer que não teve tempo de o cancelar. "Ah, eu queria cancelá-lo, para dizer a Kim Jong-un, eu cancelei o exercício", mas para não ficar mal com a Coreia do Sul, decidiu deixar isto pra véspera do exercício e utilizar isto como justificação. Agora já não há tempo pra cancelar, vai ter que haver o exercício, ainda que reduzido, mas agora vai ter que haver um exercício. Mas, de qualquer maneira, eu estou contra este exercício. Isto, do ponto de vista do respeito pelas Forças Armadas, é um ato de ignomínia brutal. Um exercício, uma coisa que demora meses e meses a ser planeado. E não houve poupança nenhuma de dinheiro, porque a logística já foi posta a funcionar para que o exercício acontecesse. As tropas já treinaram desde os mais baixos escalões, secções, pelotões, companhias, todos eles já treinaram para depois no exercício final estarem prontos. Não se poupou nada com isto. Fez-se aqui um gesto deplorável de ataque à Coreia do Sul por causa da minha grande amizade com Kim Jong-un. Não há paciência.
Esta manhã trazemos para o nosso ponto mira a palavra russa Yabloko, que significa maçã. General, por que é importante falarmos de Yabloko Não sei se é assim que se diz. Eu fui ouvir, mas não sei se estou a produzir a maneira. No contexto das próximas eleições na Federação Russa.
Também não sei como é que se pronuncia, mas Yabloko parece uma palavra simpática.
Tenho ideia que é Yabloko.
A Federação Russa vai a eleições para a Duma agora em setembro, e nós já sabemos quem vai ganhar.
Pois. O que é que a maçã tem a ver com isto?
Mas em ambiente de guerra, não pode haver sinais que retirem força a Putin. Yabloko é o partido antiguerra na Federação Russa, é contra a guerra na Ucrânia. E não fosse o Yabloko fazer uma coisa que nunca conseguiu, que foi ter mais de 5%. Com menos de 5%, não há representação parlamentar. O Yabloko nunca conseguiu esses 5%. Não era provável que agora tivesse esses 5%. Mas quem sabe se neste ambiente de tensão e de guerra, o Yabloko não ia ter uma representação parlamentar. Isto teria uma leitura contrária a todos os interesses do Kremlin e, portanto, qual foi a solução administrativa? Impedir Yabloko de ir a eleições. E portanto, o que é que fez o Kremlin? Isto é muito importante. Em vez do partido principal que apoia Vladimir Putin levar o caso a tribunal, utilizou um pequeno partido para ficar com as mãos sujas, levar o caso a tribunal para impedir o Yabloko de ir a eleições. Portanto, não vamos ter o partido antiguerra para que não haja nenhuma surpresa e nenhuma leitura desagradável das próximas eleições, pelo menos chamam eleições, que vai haver para a Duma agora em setembro. As autocracias servem-se de meios cada vez mais sofisticados para impor aquilo que é a sua visão do mundo.
General Arno Moreira, muito obrigada.
Foi um prazer. Bom fim de semana.
Até sexta.