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Tudo prontíssimo para mais uma edição das Outras Histórias do Desporto das manhãs 360, com a jornalista da Rádio Observador, Filipa Ribeiro. Fala Filipa, bom dia.
Olá, muito bom dia.
E começamos com a vitória de ontem da Inglaterra sobre a Alemanha. Os ingleses eliminaram os germânicos do Euro 2020, fato que deixou o estádio de Wembley, de Bastimonde, de euforia e de muita festa.
Com uma vitória por 2 x 0, a Inglaterra carimbou a passagem à próxima fase do Europeu e deitou fora a Alemanha. Desde 1966 que a seleção inglesa não vence um título e com a vitória sobre a velha inimiga Alemanha, os ingleses estão com mais vontade de vencer o Euro.
Aliás, Filipa, foi essa vontade que foi visível também nos festejos dos adeptos durante o jogo no estádio de Wembley, que esteve quase cheio.
Sim, 60 mil adeptos foram assistir ao jogo em Londres. Nas bancadas estavam até figuras conhecidas, como o príncipe William e a família, David Beckham e até Ed Sheeran. David Beckham, que eu acho que é aqui um ídolo de alguém das manhãs 360.
Não sei quem.
Eu também não. No final do encontro, fez-se muita festa e até os comentadores do canal britânico BBC se passaram com a vitória.
Foi grito durante-
O senhor até ficou destroçado.
Isto é a BBC?
Isto é a BBC.
Quem viu e quem vê. Meu Deus! De fato, a BBC já não é o que era. Com essa algaria até parece que já venceram o Euro.
Venceram os alemães, é quase a mesma coisa para eles.
Sim, parece. Deitaram fora a Alemanha e fica impossível de imaginar o que é que vão fazer, no caso de vencerem o Europeu, se agora foi tanta euforia. Aliás, fora do estádio, também os adeptos juntaram-se para cantar o "It's Coming Home", o refrão da música de Three Lions, criada em 96, quando a Inglaterra recebeu no país o Europeu. Que é como quem diz: "Vamos trazer para casa".
Claro.
Já está quase garantido.
Sou grande fã desta música. É mesmo. Pode ser que seja este ano que a Inglaterra faça jus a este refrão da música. Na verdade, os ingleses acabaram por eliminar a equipe que estava no grupo mais terrível do Euro, o grupo da morte, não era?
É verdade. Do grupo que juntava Portugal, França, Alemanha e Hungria, já não está ninguém no Europeu e é a primeira vez, desde o Euro 2004, que a Alemanha não chega aos quartos de final.
Olha, acontece nós te o digamos, a França também, a campeã do mundo. Aliás, Filipa, ontem ficamos a saber que ninguém se pode meter com as mães dos jogadores franceses.
Parece que sim. Ontem a imprensa tomou conhecimento de que as mães dos franceses são perigosas.
Explica-nos lá, Filipa, o que se passou com as mães. Não é a mãe de Loures, mas há mães aqui à mistura.
São muitas mães de Loures e pais de Loures. Portanto, a França perdeu com a Suíça na segunda-feira e quem estava nas bancadas conta que a mãe do médio Rabiot se desentendeu com os pais de Pogba e de Mbappé.
O que é que se passou? Ela chateou-se com os pais dos colegas da equipe do filho?
Exatamente, parece que sim. Aparentemente, Veronique Rabiot, mãe de Adrien Rabiot, não estava a gostar da exibição da equipe em campo. Primeiro, ficou muito descontente quando Pogba perdeu a bola no meio do campo e permitiu que a Suíça empatasse e fizesse o 3 x 3 em cima dos 90. Logo aí, Veronique não perdeu tempo, foi logo reclamar com os pais de Pogba, dizendo que aquela perda de bola foi um ato infantil. Depois, já no prolongamento, Mbappé falhou um remate à baliza e a mãe de Rabiot voltou a chatear-se. Desta vez, foi ter com o pai de Mbappé só para lhe dizer que ele devia ter feito um filho menos arrogante.
Portanto, é melhor nem imaginarmos o que ela disse ao senhor quando o Mbappé falhou aquele pênalti que eliminou a França do Euro, não é?
Exatamente. Às tantas, ou nem disse nada, ou então o pai do Mbappé escondeu-se com medo. A mulher estava muito nervosa. A televisão francesa RMC Sport conta que não chegaram a ver agressões, mas que o ambiente ficou feio na bancada dos familiares dos jogadores.
Mas apesar desses erros, Pogba marcou um gol e um pênalti durante o jogo. Mbappé esteve envolvido em dois dos três gols da França. Já Rabiot, nem vê-lo.
Pois é, mas já sabemos como é que são as mães e neste caso a mãe de Rabiot só olhou para os filhos dos outros, não olhou para o que tinha em casa.
Ou então depois pôs o próprio filho castigo, nunca se sabe.
Sim, quando chegou a casa.
Mas vamos pensar que foi só um desabafo da mãe de Rabiot e que os pais dos jogadores franceses já estão todos amigos como antes. A fechar, Filipa, passamos à seleção da Bélgica, que já se está a preparar para os quartos de final do Euro e uma das atividades do grupo tem sido assistir à Volta à França.
Parece que a equipe belga é fã do Tour. Ontem os belgas estiveram a assistir à etapa quatro para dar apoio aos ciclistas da Bélgica que estão a correr em França.
Pois, mas aquilo não está a correr assim lá muito bem para o lado dos belgas, certo?
Não está. E o jogador da seleção Wout van Aert teve um dos momentos mais decepcionantes para a Bélgica no Tour, porque ontem, na quarta etapa, o ciclista belga Brent Van Moer estive na frente da corrida a quase 140 quilômetros e no final foi ultrapassado por dezenas de ciclistas. A seleção da Bélgica estava a assistir e reagiu assim. Aqui ainda ia na frente, o ciclista.
Ali varia as línguas: "Troupe, troupe, troupe. Come on, come on."
E agora a desilusão no final. Estas foram as reações dos jogadores captadas no vídeo, a dar força enquanto o ciclista ia à frente e depois foi ultrapassado.
É uma desilusão bem visível e audível neste caso.
Sim, o coro a fazer o "oh" não deixa dúvidas. A verdade é que até acaba por ser engraçado, porque o ciclista belga ia mesmo com alguma distância e na reta final, a 200 metros do fim, foi engolido pelo pelotão de ciclistas e acabou em 49º.
Por isso é que eu não me ponho no ciclismo.
Exatamente.
Só bicicleta em casa, não é? A desilusão dos belgas na Volta à França a fechar as outras histórias do desporto com a jornalista Filipa Ribeiro. Amanhã há mais para conhecermos. Até lá, Filipa.
Até amanhã.
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