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Está tudo pronto para conhecermos outras histórias do desporto esta manhã, de novo, com a Filipa Ribeiro, jornalista da Rádio Observador. Bom dia, Filipa.
Olá, bom dia.
Esta semana tem sido dedicada aos jogos de apuramento para o mundial de futebol e, ao que parece, na seleção belga o clima azedou entre o selecionador e um antigo jogador.
Sim, o selecionador da Bélgica, Roberto Martínez, voltou a deixar Radja Nainggolan fora dos convocados para os jogos de qualificação do mundial e o jogador decidiu deixar uma mensagem à rede de televisão e rádio pública da Bélgica. Nainggolan disse que a culpa de não ser convocado não era dele, mas sim do selecionador. Recordo que este mesmo jogador belga é conhecido por ter comportamentos mais arriscados. Por exemplo, no verão foi apanhado a conduzir bêbado e ficou sem carta.
Se calhar, está aqui uma bela justificação para não ter sido convocado.
Os comportamentos talvez não sejam os melhores, mas Nainggolan diz que o seu estilo de vida não é justificação para não ser convocado. Diz o jogador que, por exemplo, os selecionadores anteriores, que o convocavam, sabiam perfeitamente que ele fumava na varanda e que isso não era um problema.
Lá está. Fumava na varanda. Mas isso nem sequer é saudável.
Muito menos para um jogador de futebol. Para Radja Nainggolan é saudável, diz ele que ajuda a relaxar.
Mas também é dito que ele deixou de ser convocado para a seleção belga por criar mau ambiente no balneário.
Sim, Nainggolan diz na entrevista que depois do Euro 2016, Martínez, o atual selecionador, foi ter com ele a dizer que não o iria convocar porque iria criar um mau clima no balneário. A verdade é que agora à televisão e rádio pública da Bélgica, o médio assume que mesmo que Martínez o chamasse, ele não aceitaria, porque o selecionador não gosta de como ele é.
A birrinha. Não gostas de mim, não vou. Está de baixinho. Mas, Filipa, os problemas nas seleções a propósito do mundial também chegaram à Colômbia. A Federação Colombiana pediu ao antigo jogador de futebol do Clube do Porto, James Rodríguez, que cancelasse dois jantares.
É verdade, James Rodríguez.
James.
James.
Peço desculpa. Isto era com o Luís de Magalhães. James, James.
James Rodríguez teve que cancelar dois jantares que tinha marcado em São Paulo, no Brasil. Isto não se faz. O jogador está de regresso à seleção colombiana, que jogou esta madrugada com a seleção brasileira na qualificação para o mundial. Ao que parece, James Rodríguez terá ido dois dias antes da seleção para o Brasil para aproveitar duas noites de folga no estado de São Paulo. O jornal brasileiro "Globo Esporte" conta que o ex-jogador do Futebol Clube do Porto tinha até dois jantares agendados, mas os dirigentes da seleção colombiana pediram ao jogador que desmarcasse esses eventos.
Deixa-me já aqui sair em defesa do jogador. Então estava de folga, já nem nas folgas se pode jantar à vontade.
Pois é, voltamos à conversa de que os jogadores da seleção têm que dar o exemplo, que é para depois não haver polémicas como a da Bélgica, e convém que se comportem bem, que estejam descansados.
E que jantem.
Jantem em casa. Dentro de casa, assim não há vergonhas para ninguém. A verdade é que os dirigentes da seleção, assim que tomaram conhecimento destes jantares de James Rodríguez, perguntaram o porquê, qual o motivo para os jantares e James não hesitou, desmarcou logo o que tinha planeado.
Aqui está um bom exemplo para o belga Nainggolan, que seguir, pelo menos, e ver se é convocado.
Exatamente. Seguir aqui o exemplo de James Rodríguez, cancelar tudo o que tinha.
Se não ouve podcast.
Temos de lhe ligar, eu acho.
Mas este tipo de regras são muito comuns nas equipes de futebol e nas seleções. E se calhar, Filipa, talvez devam começar a ser adotadas por algumas equipes de Fórmula 1, pelo menos para evitar polémicas como as últimas que conhecemos.
Sim, pelo menos as de Mazepin, o piloto da Haas está novamente metido em problemas. Mazepin foi expulso de um bar no México. As imagens que estão a circular nas redes sociais mostram o piloto a ter uma discussão acesa com os seguranças, que acabaram mesmo por expulsar o piloto.
Provavelmente, já devia ser o álcool a falar mais alto.
Sim, o álcool, talvez o cansaço também. A verdade é que não se sabe quais os motivos para a discussão. Tudo aconteceu depois da corrida do último fim de semana do Grande Prêmio no México. O piloto ainda não comentou as imagens, mas esta não é a primeira vez que Mazepin se coloca em maus lençóis. Por exemplo, o piloto já esteve envolvido numa polêmica sobre assédio sexual.
E sendo ele a figura reconhecida no desporto como é, se calhar devia ter um bocadinho mais de cuidado com estes comportamentos e estas polémicas.
Pelo menos com a gravidade da última, já devia ter aprendido. Esta questão do assédio ficou resolvida, mas foi muito batida no ano passado. Tudo começou depois de Mazepin se ter filmado num carro com colegas, a colocar a mão no peito de uma modelo. O piloto foi obrigado depois a apagar o vídeo das redes e a pedir desculpa, mas a modelo, uns dias depois, fez um esclarecimento público onde explicava que era amiga de longa data de Mazepin e que tudo não passava de uma brincadeira.
Brincadeira aqui, discussão acolá, e depois a imagem fica assim.
Pois é.
Filipa, damos agora atenção ao basquetebol, o desporto do Júlio Magalhães, porque o treinador do Sporting não anda para brincadeiras e no último jogo pediu aos adeptos para se sentarem nos devidos lugares.
É verdade, Luís Magalhães não anda a brincar. Para além de técnico, está também muito atento ao que se passa. O Sporting jogou na quarta-feira na Bélgica com o Belfius Mons, num encontro a contar para a fase de grupos da FIBA Europe Cup, a competição europeia de basquetebol. O jogo acabou com uma vitória para os Leões, que lhes garantiu passagem à próxima fase, mas esteve interrompido durante o segundo período pelo comissário do jogo, porque os adeptos do Sporting não estavam sentados nos lugares devidos.
Isto é tudo ali na ordem. E o treinador do Sporting que fez o favor de pedir aos adeptos que se comportassem.
Exatamente. O jogo foi na Bélgica, sendo uma competição europeia, é possível que os adeptos não estivessem a perceber nada do que o comissário estava a dizer. Luís Magalhães decidiu facultar a situação, pegou no microfone e traduziu o aviso.
E os adeptos sentaram-se e aplaudiram.
Sentaram-se e aplaudiram. Depois do aviso, sentaram-se todos a agradecer ao treinador. No fundo, isto fez-me um bocadinho lembrar aquilo que acontecia na escola, nas aulas, quando os professores de repente interrompiam a aula, e só diziam que continuavam se quando os alunos se calassem, foi aquela cara um bocadinho o que aconteceu.
É verdade, mas aqui, pelos vistos, os alunos até foram obedientes.
Sim, todos acalmaram-se e acabaram por se organizar nos devidos lugares.
Mas a culpa é sempre da Covid.
Neste caso é do Covid.
Do Covid.
O Covid. Isto é o Covid.
O Covid pá, não era?
Sim, é o Covid. Normalmente isto é a vida, agora é o Covid.
A jornalista da Rádio Observador, Filipa Ribeiro, com as outras histórias do desporto. Se não apanhou tudo desde o início, vale muito a pena ouvir em podcast. Fica disponível dentro de minutos. Filipa, obrigada. Bom fim de semana.
Obrigada, igualmente.
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