Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Parece que, aconteça o que acontecer na tua vida, há sempre uma amiga que vai ser muito mais próxima do que até o pai de um filho.

Achas?

Sim, no nosso caso é isso.

No vosso. Mas isso é porque vocês têm homens que não gostam de vocês.

O que estás a dizer? Não, acho impossível. Também acho estranho.

Achas?

Nós?

Sim, claro.

Homens que não gostam de nós? Por isso esta frase: "Homens que não gostam de nós."

Então vocês estão a dizer que vão ser mais amigas dos vossos filhos, vocês as duas, do que os próprios pais das crianças.

Sim, e isso é porque somos boas amigas, não é porque os homens não gostam de nós.

Pronto, está bem. Vou tomar a liberdade de fazer a minha reivindicação.

Para fazeres o nosso jingle. Pequenas reivindicações de liberdade. Pronto, acho que pode ser. E nunca mais também voltaram a falar nisso. Agora está aqui escrito.

Pequenas reivindicações.

Bem-vindos ao Pequenas Reivindicações de Liberdade.

De liberdade. Pessoas incríveis.

Olá, muito bem-vindas e muito bem-vindos a mais um episódio de Pequenas Reivindicações de Liberdade, um podcast Observador e hoje, pela primeira vez, gravado no Observador. Olá a todos e a todas e à nossa grande convidada, Maria Morango.

Olá, manas, estão boas?

Ai, mana, começa já com as manas.

É assim mesmo.

Pois, deixa de ser um bocado especial, mas vamos aceitar. Porque todas são tuas manas?

Toda a gente é minha mana.

Toda a gente?

Toda a gente. Homens, inclusive, são manas para mim.

E se as pessoas não quiserem ser tuas manas?

Problema delas.

Mas tu não dás hipótese?

Não dou hipótese. São minhas manas, se quiserem pertencer ao meu clã, pertencem, se não quiserem, não pertencem.

E deixam de ser.

E deixam de ser. Mas é a escolha deles.

Ok, é livre.

Eu sou muito aberta.

Está assim meio que vai ser uma ditadura e depois não é. Ok. Repara, a Francisca está assim: "Eu sou muito aberta" e depois fica à espera, ficou mesmo à espera de uma reação. Francisca. Não, não é assim. Sempre que tu fizeres de propósito, isto não vai acontecer. Isto é só quando não estiveres à espera. Está bem. Francisca, a temporada anterior dos Rapazes Giros era gravada em casa da avó Glória, que recebia todos os rapazes, e agora ela não está aqui, mas dá as boas-vindas a todas as convidadas. Por isso vamos ouvir já a seguir. Além disso, temos um cronômetro a contar e quando ele tocar, o nosso episódio acabou. Bem ou mal, quer tu queiras, quer não, não há maneira de continuares aqui.

Combinado, gosto.

Olá, Morango. Veio na época certa, porque eles ficam fresquinhos é no verão. Sei que já conheces estas miúdas, mas agarre-se bem, porque isto hoje é alta velocidade. Arranque!

Beijinhos, tia. Muito fofa.

Avó.

Está bem, para mim é tia. Não é minha avó.

Pois.

Ou tenho que tratar por avó?

Normalmente toda a gente trata, mas se tu queres tratar por avó.

Beijinho, avó.

Glória.

Glória.

Tu arranjas sempre uma forma só tua de tratar as pessoas, não é?

Sim.

As manas decides tu sozinha que toda a gente é certa mana. Nós dizemos: "A avó Glória tem uma mensagem para ti", tu decides dizer: "Obrigada, tia."

Mas é porque eu sou bem-educada. A minha mãe ensinou-me assim, a tratar as pessoas que eu não conheço por tio e tio.

Pronto, não vimos também conversar. Percebes o que é que ia acontecer, não é? A conversa que íamos ter a seguir.

Onde é que tu queres que isto nos leve? Quando tu dizes: "Sou bem-educada, a minha mãe ensinou-me a tratar as pessoas que eu não conheço por tio e tio."

Eu gostava que vocês tivessem tido a minha mãe. E toda a gente.

Também.

E quem não trata por tio é malcriada, é isso que estás a dizer?

Exatamente, claro.

Maria Morango, por que tu és incrível?

Por que eu sou incrível? Bem, boa pergunta. Olha, nunca tinha pensado nessa pergunta. Eu sou incrível porque sou super divertida. Acho que sou minimamente inteligente. E acho que gosto de música e de pessoas. Acho que é isso.

O minimamente é uma boa ressalva, nós gostamos.

Certo.

E também foi engraçado, porque eu acho que a Maria Morango disse: "Eu sou divertida, sou não sei o quê, e acho que gosto de música." Ou seja, tudo o que era qualidades, tu sabes que és.

Exato.

Em relação à música, tu ainda estás a descobrir se é a tua área ou não.

É um bocado síndrome de Kruger, não é, que eles dizem? Que é um bocado tipo, tu quanto mais vais sabendo, mais percebes que não sabes nada. Portanto, eu sinto é que estou a descer essa minha qualidade.

Agora foste abaixo. Eu fiz este comentário e foi rápido até dar a volta. Tinhas dito coisas tão bonitas e tão confiantes e de repente foi tipo: "Pam, pam, pam."

Mas estou feliz.

Nós vamos dizer-te por que tu és incrível.

Então, força.

És incrível porque és muito desenrascada, pronta para lidar com os desafios que aparecem na tua vida, encará-los de frente e resolvê-los. És incrível porque criaste o Shot de Música, uma rubrica de Instagram em nome próprio, onde dás a conhecer um lado diferente dos artistas e das suas criações. És incrível porque exploras a tua criatividade em diferentes áreas, criando as tuas próprias oportunidades. És incrível porque consegues apresentar ideias diferentes, porque não tens medo do ridículo e crias com liberdade. E por fim, porque quando terminámos a temporada Rapazes Giros, ao vivo no Vilaré, realizaste e editaste os vídeos de promoção do nosso espetáculo. Obrigada.

Isto é para chorar, desculpa lá. Obrigada, adorei. Vocês é que são incríveis.

Tu chorarias com isto.

Sim, mas eu, tal como vocês, sou atriz. Consigo chorar de propósito.

Jura?

Juro.

Eu não consigo.

Não consegues o quê?

Não consigo.

Não consegues?

Não consigo.

Então tu não és boa atriz.

Sou, não é de propósito. Eu quando sou atriz, estou a fazer o meu trabalho, eu deixo de ser quem sou e passo a ser outra pessoa e, portanto, é a sério.

Mas tu consegues chorar como outra pessoa?

Isso é melhor, isso são das melhores que há por aí. Sim, chorar de propósito não é bem uma qualidade de atores e de atrizes.

Certo.

Portanto, tu dizeres que és atriz é questionável também para a classe.

Exatamente.

É até perigoso.

Mas então imagino, podes ser boa atriz e meterem-te gotas nos olhos e chorar? Isso é fixe?

Sim, podes ter os olhos desidratados. Há a síndrome do olho desidratado, que é tu podes ser muito bom e simplesmente não choras.

Ou podes ter tomado anti-histamínico. Tu já experimentaste tomar sob o efeito de anti-histamínico?

Não, nunca.

É muito difícil, mesmo que estejas triste.

Tu disseste tomar. Querias dizer chorar?

Hã?

Eu disse: "Já experimentaste tomar sob o efeito?"

Eu estava agora assim: "Onde é que isto está a ir, Célia? Onde é que vocês vão?"

Tomar onde?

Tomar onde?

Se calhar era o que eu queria dizer, na verdade, e estava com vergonha e estava a esconder atrás de chorar, porque tomar sob o efeito de anti-histamínico dá mesmo vontade de chorar às vezes.

Sim.

Pronto. Desculpem esta parte. Eu hoje também agora fico mais nervosa, vou desabafar com estas zonas por onde a conversa flui.

Porque há observadores.

Há um ambiente diferente.

Há diretores por perto. Eles costumam ouvir os vossos episódios aqui?

Tens de lhes perguntar. Eu não ponho as mãos no fogo por ninguém.

Eu também não.

E também não vou ser eu a perguntar.

Também não queres.

Pronto, é isso. Hoje é o episódio de descoberta. Descoberta de espaço físico, de quem nos está a ouvir, quem está a ter acesso a esta gravação.

Saber no fim, quando chamarmos reforços para nos ajudar a terminar este episódio, se há algum comentário ou se aceitam como todas as gravações que fazem aqui todos os dias.

Exatamente.

Mas adorei a vossa intro. Obrigada, estava espetacular. Emocionei mesmo.

Pronto, agora vamos acreditar que pode ser verdade. Nós passamos agora a um segmento "perguntas flash", onde tens de responder o mais rápida e honestamente possível.

Está bem.

Qual é o principal desafio de ser attention whore?

Amor, eu acho que não é um desafio, porque eu adoro mesmo ser.

Fala-se sobre música quando não se sabe fazê-la?

Fala-se.

O sexo é mais carnal ou mais espiritual?

Carnal.

O teu sex appeal já te levou a conquistar o triunfo?

Vários.

Diz o nome de uma pessoa com quem não tenhas um beef. E olha que não te pedimos para dizer com quem é que tens, porque não saíamos daqui hoje.

Com vocês as duas.

Fettuccine Alfredo ou Prosecco?

Nenhum.

Porque é que tens um gato?

Porque o meu namorado me apareceu com ele em casa. Imagina, primeira noite dormi lá, não vi um gato, na segunda, quando lá cheguei, tinha um rato deste tamanho, tipo gato, e eu do gênero: "Vais devolver já isso", como quem devolve uma coisa a uma loja. E ele: "Não, ou ficas, ou vais". Portanto, eu tive que assumir o gato, que hoje em dia gosto muito.

O que queres que as pessoas pensem sobre ti se tens um Renault cor-de-rosa?

Que sou épica.

Por que começas os vídeos sempre com "Manas"?

Chega, acabou . Manas! Porque adoro ter manas pelo mundo.

Três palavras de fúria para a Megahits.

Não pode ser palavrões neste podcast.

Não.

Então pronto, não digo.

Mas palavras de fúria, só consegues palavrões.

Ya. Neste momento, sim.

Então ias insultá-los.

Não, achas? Nunca na vida.

Oh.

Oh my God.

O que podia levar o teu namorado a acabar contigo?

Traí-lo.

Se fosses um animal, eras uma raposa.

Era?

Não foi em tom de pergunta, mas era suposto. Desculpa. Se fosses um animal, eras uma raposa?

Não.

Preferias ser o top um das pessoas mais influentes da Forbes ou ser apresentadora digital da Antena 3?

Depende. Da Forbes, imagina, under 30?

30 under 30. Ou queres a principal?

Depende. Se eu estiver ao lado de alguém importante, eu prefiro estar na Forbes. Depende.

És muito barulhenta a fazer sexo para parecer que estás a dar mais prazer à outra pessoa?

Não, por acaso não.

Maria Murango é nome artístico ou é desespero?

Foi a minha mãe que me deu.

Let's pretend it's not the end of the world ou ai se eu fosse mais calada ou se falasse devagar.

Let's pretend it's not the end of the world.

Guardanapos de pano ou toalhas de linho?

Guardanapos de pano.

Completa: quanto mais simpático, mais...

Mais desinteressante. Estou a gozar, não estou a brincar.

Comprar uma casa ou ser pedida em casamento?

Ser pedida em casamento.

Tendencialmente, és mais de observar em silêncio ou curtir com as cordas vocais todas?

Curtir com as cordas vocais todas.

Considerar que as alterações climáticas são uma das grandes causas para o aumento do número de depressões por mil habitantes é verdade?

Não faço ideia.

Pensas demais ou devias ter mais tempo para pensar?

Devia ter mais tempo para pensar.

Muito bem.

Já está?

Já está.

Gostaram?

Sim, eu tenho uma pergunta para te fazer. Disseste que o motivo para o teu namorado acabar contigo era se o traísses.

Exatamente.

O que é uma traição?

Amiga, isso aí eu não lhe conto metade das coisas que eu faço, como pode calcular.

Porque senão já tinha ido.

Porque senão acho que já tinha ido. Que horror! Traição. Eu acho que traição envolve a partir do momento em que tu desrespeitas os limites do outro.

Os limites de confiança estabelecidos.

Exatamente.

Ok.

Ou seja, se por acaso, imagina, para um namorado meu, eu estar a falar com outra pessoa pode ser traição, como pode não ser traição, depende da pessoa. Imagina. Ou dar um beijo ou um chocho na boca a alguém, para uns pode ser traição, para outros pode não ser.

Tu gostavas que fosse ou que não fosse?

Eu gostava que não fosse. Nós já falámos sobre isso. Eu não vou negar que já pensei na relação aberta. Praticamente é divertido. Tipo divertido, de repente amamos todos, amam-se uns aos outros, calem-se. Isso não dá, não funciona, não me venham dizer que isto é muito giro e funciona, porque na minha cabeça, pensando em tudo, não dá. Porque eu não ia gerir bem os ciúmes, eu não ia dormir bem sabendo que outra mulher-

Não dá, não é porque tu não querias e não conseguias fazer a tua parte, é porque tens de lidar.

Exatamente. Claro, óbvio. Portanto, imagina, é pôr-me no lugar do outro. Se eu fizesse, eu não ia gostar se alguém me fizesse a mim.

Claro, muito bem. Calçar os sapatos dos outros também é o grande lema da minha vida. Se eu tivesse que escolher um, que é aquilo que eu me guiei em tudo, é constantemente calçar os sapatos dos outros. Estás me a dar uma grande novidade. Fico muito contente que esse seja o teu lema.

Não tinhas apercebido?

Se calhar nunca tinha pensado seriamente sobre isso. Às vezes nós pensamos nos nossos amigos de uma maneira demasiado superficial. Francisca, nós queríamos perguntar-te como é que tu passas de ser animadora de rádio e tão depressa crias a tua linguagem e uma identidade e começas a criar os teus projetos associados à música nas redes sociais. Como é que tu conseguiste fazer esse-

Bem, eu achei por momentos que me ias chamar bobo da corte. Saíste da rádio e passaste a ser bobo da corte.

Achaste que eu ia-

Me ias ofender, claro.

As pessoas às vezes têm uma ideia minha que eu não percebo de onde é que vem.

Não, é vossa.

É super estranho.

Vossa. Ideia vossa.

É estranho.

É estranho, um bocado. Como é que eu passei? Olha, passei porque não gosto de estar calada.

Isso nós sabemos, sim.

Pronto, e então eu também tinha que trabalhar e ir atrás dos meus sonhos, porque as pessoas têm que ir atrás dos sonhos delas. A Cristina Ferreira diz que o melhor de ser tu é ser tu, é uma coisa assim do género.

O melhor de ser tu é ser tu.

Ser tu mesmo.

Consigo imaginar a Cristina a dizer uma coisa destas.

Eu só nunca pensei que tu viesses aqui citar a Cristina. Ainda por cima com essa frase: "O melhor de ser tu é ser tu."

Mesmo, acho que é assim.

Eu fico perplexa.

Sim.

Mas não achaste bonito eu trazer Cristina Ferreira para este podcast?

Não, não achei bonito.

A sério?

Não achei mesmo bonito.

A avó Glória não vê os dois à dez?

A avó Glória não está aqui. Não podemos falar por ela.

Está bem, mas eu achei que podia ser.

A Cristina, pronto, olha, não vamos explorar a nossa relação com a Cristina agora.

Não é preciso continuarmos na Cristina. Então a tua grande musa, Cristina Ferreira, que diz que o melhor de ser tu é ser tu. Bem, isto é. Isto talvez seja mais difícil do que eu consiga alcançar agora e também tenho de assumir a minha ignorância, que foi aquilo que tu disseste há bocado e portanto, se calhar sou eu que não consigo alcançar. E tu seguindo a Cristina Ferreira.

Claro, seguindo a Cristina Ferreira como guru dos tempos modernos.

Guru dos tempos modernos. Eu fui atrás dos meus sonhos, portanto, tens que ser tu mesma, tens que trabalhar, acreditar em ti e quando acreditas em ti e gostas muito do teu trabalho e das coisas, começa a aparecer os frutos do teu trabalho.

Mas tu disseste que gostavas muito de falar. Nunca pensaste fazer o contrário, que foi calares-te um bocado?

Não, porque já tentei ter profissões em que tinha que estar calada e não resultou.

Não resultou pra quem?

Pra mim. Para os outros adoraram, na verdade.

Pois.

Eu trabalhei como designer gráfica durante muito tempo e estava ali muito tempo de castigo no computador. E volta e meia eu ficava, me deixavam ali sozinha e pediam-me: "Olha, agora não fales." E ficai.

Pediam-te?

Pediam-me.

Punham-te de castigo.

De castigo, literalmente, no trabalho. E era tipo: "Agora vais pra ali, quieta, concentra-te, trabalha."

Agora fiquei com um bocado de pena de ti.

Um bocado. Sofri imenso. Chorei.

Pronto, se mandavam calar. E agora já alcançaste os teus sonhos?

Agora ainda não.

Onde é que tu queres estar?

Eu ainda não sei onde é que eu quero estar, mas eu acho que ainda tenho muitos sonhos a cumprir e por isso não sei ainda bem pra onde é que eu vou, mas também nunca sou. Portanto, eu acho que mais ou menos é este o meu caminho.

Mas eu acho que tu sabes onde é que queres estar, só não queres dizer. E não tens de dizer, mas tu sabes.

Não, ainda não sei. Sei de coisas que gostava de fazer. Aonde quero estar, não sei.

Muito bem. Francisca, qual é o tema que trouxeste para nós hoje?

Olha, o tema que eu trouxe, que estava a pensar, porque no outro dia discuti com as minhas amigas, grandes amigas, que eu acho que vocês até conhecem, Catarina Maia, Teresa Oliveira, essa turma. Estávamos a falar de tudo o que envolve gravidez em redes sociais. Ou seja, anunciar o bebê, o mistério do nome, de digo ou não digo, o mês, apresento estou grávida. Passado quatro meses já posso dizer o sexo do bebê. Passado não sei quanto tempo é que eu já posso dizer a porcaria do nome do meu filho ou da minha filha. E depois ainda o bebê e os balões. Eu quero saber se vocês fossem mães e se estivessem agora à espera do bebê, como é que vocês iam fazer o anúncio das vossas gravidezes.

Eu acho que apesar de sermos mães, provavelmente de filhos diferentes, acho que íamos fazer um post em conjunto.

Quando uma de nós fosse mãe. Também acho.

Eu gostava de anunciar o meu bebê contigo. Portanto, isso é logo a primeira coisa que eu penso. Nunca tinha pensado seriamente acerca disto, mas assim o meu primeiro instinto, eu acho que eu vou, obviamente, engravidar de outra pessoa que não a Nana.

Claro, não vamos aqui confundir as coisas. Não é sobre isso.

Claro.

Mas vão ter um filho em conjunto.

Mas sinto que a Nana vai ser a pessoa mais próxima do meu filho a seguir a mim.

Eu também, e isso é uma coisa bonita que acontece nas amizades, eu não sei se acontece nas tuas amizades. Estavas aí a falar de algumas amigas agora, que é, parece que aconteça o que acontecer na tua vida, há sempre uma amiga que vai ser muito mais próxima do que até o pai de um filho, por exemplo.

Achas?

Sim, no nosso caso é isso.

No vosso. Mas isso é porque vocês têm homens que não gostam de vocês O que estás a dizer? Não, acho impossível. Também acho estranho. Achas? Nós? Sim, claro. Homens que não gostam de nós? Exato. A frase: "Homens que não gostam de nós." Então vocês estão a dizer que vão ser mais amigas dos filhos de vocês as duas do que os próprios pais das crianças. Sim, e isso é porque somos boas amigas, não é porque os homens não gostam de nós. Pronto, está bem. Nós íamos então anunciar em conjunto a gravidez uma da outra. Sim. E ia ser feliz. Fico contente de também pensares isso. E depois eu acho que íamos seguir os tempos definidos. Tu não querias seguir esses tempos que são definidos pela sociedade. Não, eu não tenho muita paciência, vou dizer. A Mia está à espera do bebê, podes anunciar, claro que não sabes logo o sexo do teu bebê. Mas amor, se vais anunciar, anuncia logo tudo. Dá-me logo o nome do bebê, o sexo e tudo e quando é que nasce. Mas aí tens de aguentar seis meses até dizer. Eu sei, claro, mas o que acontece às pessoas é que isso dá dinheiro. Eles usam a gravidez para capitalizar. Eu não tinha pensado nisso, mas se dá dinheiro, eu ainda dizia mais coisas do que aquelas cá para dizer. Tipo o quê? Eu era capaz de... Primeiro, diz. É difícil o que ainda não foi feito, não é? Porque nós temos evolução bela e não sei o quê. Mas é assim, só uma questão para esclarecer. As pessoas só anunciam passado três meses, não é? Publicamente. Publicamente, sim, porque são aqueles três meses. Mas então eu ia começar. "Tenho estado tão mal disposta neste último mês. O que é que se passará comigo? Será uma doença? Já fui ao médico e não me parece nada disso." Caixa de perguntas para as pessoas darem o que se passa comigo. O que é que poderá ser? Depois, chegada aos três meses, e as pessoas estão completamente envolvidas comigo, porque já andam ali, mas sem aquela- E metes uma resposta que te deram há três meses a dizer assim: "Alguém adivinhou." Exatamente. Depois, eu até queria dizer que não disse há bocadinho, quando tu disseste gravidezes no Instagram, eu até pensei numa novidade que eu gostava que fosse criada, que era se o próprio Instagram pudesse engravidar-me. Sim. Há pessoas que ficam muito mais ao nosso alcance se nós pudermos ter uma ligação com elas através do Instagram. E portanto, eu talvez pudesse encontrar um homem que me engravidasse através do Instagram e que em conjunto pudéssemos criar essa filha, ou filho, venha o que vier. Uma filha AI, no fundo, não é? Não achas que é a única hipótese? Eu acho que no futuro vai ser isso. Filhos AI? Sim. A caganda seca. Mesmo. Deixas de existir, mas por um lado tu consegues tipo carregas um botão e ele para de chorar. Ok, temos um ponto positivo e um ponto negativo. Só que depois não é físico. Mas sabes, eu quero um filho também para ele chorar, porque senão tu vais na rua, estás num restaurante. Assim que ele chora, as pessoas fazem o quê? Olham para ver se está tudo bem. Então tu queres um filho real, palpável? Quero visibilidade. Ok. Mas como é que fazias o filho através do Instagram? Escolhias o pai? Não sei, é isso que eu gostava que tu explorasses aqui comigo e me disses o teu ponto de vista, como é que tu podias, percebes? Filhos pelo Instagram. Se estivesses a criar esta startup aqui agora, como é que tu fazias? Mas não é pouco interessante, como é que se faz sexo? Pronto, por isso é que eu estava a direcionar a pergunta mais à Maria Morango, porque acho essa pergunta básica. Como se só fizéssemos sexo para ter filhos. Uma coisa não invalida a outra. Tu continuas a ter as tuas relações sexuais. Não estou a dizer isso. Não quer dizer que tenha- Mas aí voltamos ao primeiro ponto, que é relação aberta. Não, desculpem lá, perceberam-me mal. Não é isso que eu estou a dizer. É nesse caso específico, para engravidar, como é que se faz sexo? Então vais ter que mandar o esperma por correio. Escolhes por internet. Ok. Não sei, por DM. Sim, mas tinha de haver, se calhar, as pessoas que estavam disponíveis para este conceito tinham de ter lá uma nota extra. Em vez de ter aquilo de mensagem, se calhar tinha bebé. Dizia bebé. E tu podias- Convidavas. Baby boom. Sim, estou a pensar. Pronto, esta ideia se calhar não é uma ideia de futuro, está a ser tão complicada de ter e sabem que eu desisto sempre as ideias. É difícil, não é? Num instantinho. Então voltando ao teu tema, Francisca. Tu quando, se chegar a tua vez, tu vais esperar até saber tudo, mas depois eu sei que tu vais fazer um anúncio estrondoso, até uma coisa que vai ser assim. Francisca, isso foi desproporcional à notícia. Claro, a minha ideia é montar um morango gigante e anunciar a sair de lá dentro, estás a ver? Vais fazer uma produção de cinema. Claro, óbvio. Mas a minha ideia é eu conseguir esconder a gravidez toda e no dia em que o bebê nasce, é tudo o morango e não sei o quê, o morango, não sei, isto vou ter que contratar alguém genial para vir, para me fazer um vídeo em 3D, uma coisa assim do género, ou mesmo uma instalação. Porque também acho que era bonito eu estar em plena praça, dentro do morango e pudessem assistir ao meu parto. Também é um conceito. Ok. Mas de facto é um conceito. Talvez um morango transparente feito pela Joana Vasconcelos. Por exemplo. Onde tu estás lá dentro com a equipa médica. Exatamente. Sim, tem que ser uma coisa segura. É que ainda por cima isso vai me dar imensa visibilidade. Quando o bebê nascer- O que significa? Rádio Observador lá também, vocês em direto a fazer o parto. Sim, nós a relatar. A relatar o parto. Francisca, mas eu não sei, tu já precisas de um patrocínio também para isso. Estamos abertas a isso, claro. Sim. E se tiveres de dar o nome da marca ao bebê, tu estás disponível? Depende da marca. Isso aí já vai depender do valor que a marca me der. Não é como segundo nome. Isto é uma grande produção. Uma marca só vai entrar- Se o bebê se chamar, isso vai ter que depender do nome da marca. Imagina, tínhamos que pensar aqui... Nestlé. Bebé Nestlé. Isso já é imensos. Não dava. Pois. Já lá eu ia ser única. Estamos a assumir que é uma menina. Vamos assumir que é uma menina, porque mais vale para mulheres no mundo do que homens. Pode ser.

Estou a pensar.

Porque tu já ias aceitar se fosse Dior, não é?

Pois.

Se for uma marca dessas tu aceitas.

Mas acho que isso não trabalha em Portugal.

Evax.

Evax. Evax, por acaso é interessante.

O nome para a tua filha.

Porque vem de Eva, de Adão e Eva, e vax que é assim uma coisa mais divertida, mais criativa.

E por que Evax? Parece logo uma alcunha de Eva, não é? Então é Vax.

Então é Vax. E para além disso, imagina. Sim, depois tem a alcunha de Eva. Tiramos só o X, depois toda a gente trata-te por Eva. Vax estava ótimo. E Vax Cabral Ventura seria o nome da minha filha se fosse com o pai atual.

Tampax.

Tampax. Não, Tampax, não. Imagina, Tampax é para prevenir. Também estás ali com a tua menstruaçãozinha.

Delta.

Delta.

É um bom nome para filha.

Delta.

E olha que eles, diz-se por aí-

E café

...patrocinam bastantes coisas.

Delta eu gosto. E há imensas coisas. Uma marca que eu trabalho agora imenso, Lancôme.

Pois, mas essas são muito chique.

Não achas que é assim? Mas claro, eu também sou uma pessoa que me posiciono bem.

Portanto, é assim.

Eu não faço qualquer coisa.

Mas deixa-me então só aqui para fecharmos bem o que é que ia acontecer. Isto ia ser tipo Terreiro do Paço?

Terreiro do Paço?

Um morango gigante de cristal.

Eu não sei se o Terreiro do Paço, não achas que era mais bonito Jardim da Estrela?

Porque de repente também passava meio despercebido, depois olhavas para o mar e estava lá um morango gigante.

Não, nós vamos anunciar isto nas redes.

Não, mas eu acho que tem de ser perto de um hospital, esse tem de ser o critério, porque eu não vou compactuar aqui neste programa com a possível morte de um recém-nascido.

Amor, mas a gente vai ter lá a equipa médica, já falámos sobre isto.

Sim, mas a equipa médica não consegue levar tudo para fora do hospital.

Pronto, então é assim, Parque Eduardo VII, temos ali a Maternidade Alfredo da Costa. Perfeito, que foi onde eu nasci, ainda por cima.

Pronto. É lá que vais passar os teus dias.

Exato, pode ser. Pronto, e fazemos essa tal instalação.

Tu dentro desse morango transparente de cristal, feito pela nossa querida Joana Vasconcelos.

Exatamente. E o morango é feito daqueles, sabem aquele vidro que há nos vidros da frente dos carros que não se desfaz muito bem? Não sabem?

O quê, querida?

Nunca viram?

Não estou perto dessa tecnologia.

Meu amor, é assim, se nós partirmos aqui o vidro deste estúdio, que não faremos, o vidro vai estilhaçar-se.

Certo.

Mas os vidros dos carros não se estilhaçam.

Como não?

Para não morreres. Não se estilhaçam, o vidro da frente parece que tem um plástico.

Olha, eu não fazia ideia disso.

É difícil partir um vidro.

Eu parto, mas não se desfaz.

Já percebi.

Já percebi o que estás a dizer.

Já percebi.

Portanto, será que a instalação deveria ser feita desse material ou até estou a pensar pelo contrário, partir-se tudo em cima de vocês no fim?

Não, não queremos que o bebé morra. Mas a ideia não era partir o morango, tu querias partir o morango.

Eu queria que fosse o maior possível.

Sim, mas uma coisa interessante que eu acho é, as pessoas estavam ali a ver, mas no sítio onde for, tu estavas sempre de microfone, portanto todos os sons que tu fazias a dar à luz, ouvia-se por Lisboa. Amos, ouvia-se por Lisboa. Sim. Acham? Não dávamos isto a uma rádio ou a um canal.

Se pagassem.

Só se pagassem. Então mas como é que nós íamos pôr também por Lisboa assim, querida?

No Natal também há às vezes colunas nos bairros, ouve-se música de Natal e portanto ouvia-se os teus berros.

Sim, mas o giro era eu conseguir ter o bebé. Temos que planear isto bem também, porque eu acho que é ainda mais icónico. Sabem que todos os anos existe a lua morango?

Não sei.

Já passou há duas semanas. É quando começa o verão, é a lua do verão, que é uma lua cor de laranja, que é gigante. Portanto, eu acho que se eu desse à luz nessa noite, ainda era mais icónico. Isto porque eu tenho sempre mente, ou seja, sempre tudo o que eu faço eu estou a pensar já na estratégia.

É altura de Feira do Livro, pode ser difícil. Mas aí tem de ser cesariana. Se estás a apontar mesmo para uma coisa dessas, tem de ser cesariana. E se for cesariana é menos interessante para o relato.

Mas o bebé nasce mais bonito, dizem.

Ai é?

Sim.

Mas por quê?

Porque acho que coitadinho, não faz ali aquela força de estar aqui preso em baixo, acho eu.

Mas deve ser tão importante para ele. Também dizem que às vezes esse aperto, ele vai ter tantos apertos na vida que mais vale começar desde o princípio logo assim.

Exato, tem que aprender a dificuldade de passar por coisas. Sabes que a minha mãe não conseguiu ter parto natural. A minha cabeça não cabia lá embaixo.

Na vagina.

Nasci cabeçuda. Eu acho que é o osso da bacia, que acho que é o bácio, não tenho a certeza agora, estou a ser um bocado burra, porque também não é a minha área.

Bácio vem de bacia, de certeza.

Deve ser qualquer coisa. Ou seja, há um diâmetro daqui do...

Bócio é que é outra coisa.

Bem, não interessa. A minha cabeça não passava por ali, nem a minha, nem a das minhas irmãs. E então pronto, foi toda cesariana.

É, quando as pessoas são muito inteligentes, têm uma cabeça grande e uma testa. A tua testa não é muito grande.

É um bocado. Eu disfarço é com franja.

Mas não é muito grande.

Achas que não?

Não é muito grande.

Pois, as minhas irmãs é que têm uma grande.

Tens complexos.

Não, zero. Eu acho-me perfeita.

Pois achas. Temos de tratar disso.

Por quê? Achas que é mau eu achar-me perfeita?

Sim. Acho que é bom ter autoestima, mas também calma.

Acho, mas é que a minha mãe é que me ensinou a olhar todos os dias para o espelho. Estou a ver aqueles vídeos também que os pais fazem com as filhas a dizer: "You are beautiful, you are strong, you are independent."

Mas isso são os pais a dizer às filhas.

Exato. Então, mas a minha mãe fazia isso comigo e com as minhas irmãs.

E depois tu um dia tens sentido crítico, esperemos nós, e olhas para o espelho, olhas para a atividade que fazes, e tu continuas a não pôr em causa nada. Eu acho que é assim.

Eu sou assim.

Experimenta olhar e dizer assim: parabéns.

Certo.

Apesar de tudo, apesar de todas as tuas condições, já chegaste longe.

Sim, certo.

Parabéns.

Mas acham que eu tenho que olhar mais para dentro?

Ou para fora também.

Se vocês mudassem alguma coisa em mim, o que é que vocês mudavam?

Teu nome.

Então querias, desculpa, como é que querias que...

Teu nome Maria Morango.

Isto acabou, não acabou? Não podemos continuar isto.

O nosso cronómetro. Francisca, nós agora passamos a um momento final que é o clickbait consentido.

Certo.

Em que o que queremos é escolher contigo o título deste episódio para que as pessoas carreguem muito. O que é que a Maria Morango ainda não disse? É a grande pergunta que se coloca aqui para escolhermos esse título.

Ou seja, eu tenho que pensar em tudo aquilo que nós falámos aqui.

Às vezes nós também torcemos umas pequenas coisas, mas sempre com o teu consentimento.

Fazemos aqui o conceito de, falámos muito de dar à luz. Parir.

Sim. Mais sinónimos, se quiserem.

Achas que parir em praça pública?

Olha, eu vou parir em praça pública. Eu quero parir em praça pública.

Assim também dá a entender: "Será que ela está grávida e ainda não disse?"

Exato.

Eu quero parir em praça pública.

Maria Morango, dois pontos, abre aspas, eu quero parir em praça pública. Eu até me emocionei. Vocês vejam.

Estou emocionada.

De imaginar aquele cenário todo que nós criámos.

Acham este um bom clickbait ou não?

Eu acho que sim.

Acham?

Desculpem, eu não estou a ouvir.

Acham, gostam?

Mas tu é que tens de estar confortável.

Eu acho, estou .

Vocês as duas ficaram desorientadas.

Nós estamos desorientadas. Nós estamos emocionado a vida.

O lema da vida é falem bem ou falem mal, o que interessa é que falem. Essa é outra que eu vou anotar também ao lado da caveira.

Exatamente.

O melhor de ser tu é ser tu. Nunca mais me vou esquecer.

Mas é o melhor de ser tu é ser tu mesma. O melhor de ser tu é ser tu mesma. Pois, mas eu estou a ganhar o regi.

A primeira que te saiu, mas é que para nós foi a melhor.

Foi a primeira.

E eu vou mesmo um dia fazer uma.

Ou então pode ser também o melhor de ser tu é ser tu, mas isso não é tão clickbait. Mas gostaram? Maria Morango, dois pontos: eu quero parir em praça pública.

Sim. Até porque as pessoas vão pensar: "A sério, quem diria?" As pessoas não vão estar nada à espera que tu dissesses isso. Não. Eu por mim, está fechado, se tu estiveres confortável.

Eu estou confortável, vamos.

Ótimo.

Já ouvi clickbaits piores.

Mas não vamos dizer nomes.

Acabamos assim com esta e vamos ao single adex. Quem não gosta?

Queremos ainda com todo o nosso coração fazer o quê? Recomendar-vos que oiçam todos os podcasts do Observador.

Esqueçam. Nós agora estamos aqui, olhamos à nossa volta e é tudo tão lindo. E nós andamos a procurar todos os episódios, os podcasts. Vocês podem descobrir onde? No Spotify, no Apple, no site, tantas plataformas que vocês, inteligentes como são, já conhecem.

São muitos podcasts, são muitas plataformas, é muita qualidade. Isto aqui é mesmo um trabalho de luxo, o que se faz aqui nesta casa. Muito obrigada, Maria Morango.

Adorei.

Francisca Cabral.

Espero ver-nos num futuro teatro.

Vamos ver quando acabar esta temporada.

Olha, mas também parir no vosso espetáculo.

Essa sim.

Mas já estás tu outra vez a querer que as coisas fiquem um bocado em ti.

Exatamente. Era só a minha ideia, pronto. Pensaremos. Fechamos neste tom alegre. Obrigada, Maria Morango.

Muito obrigada. Vou tomar a liberdade de fazer a minha reivindicação.

Para fazeres o nosso jingle. Pequenas reivindicações de liberdade. Pronto, acho que pode ser esta. Eventualmente podemos voltar ao tema. Agora está aqui small claims. Pequenas reivindicações. Bem-vindos ao Pequenas Reivindicações de Liberdade.

De liberdade. Pessoas incríveis.