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Ora cá estamos, para que ninguém se perca. Mais uma dose de sugestões aqui do Pop Up. Maria Ramos Silva, vamos começar por ti.
Trago cinema. Trago dois filmes.
Só tem um, continuo a fazer mal o meu trabalho de casa.
Mas foi culpa minha. Desta vez.
Graças a Deus. Muito bem, então vamos em frente. Escolhe um filme.
São dois filmes que estreiam esta semana e que eu recomendo. Um já vi, o outro quero muito ver, mas certamente não sairei desiludida, acredito. Há aqui um ponto comum que é o Irão, que não é um sítio de onde costumem chegar muitas vezes boas notícias, sobretudo quando nós falamos de mulheres e da condição feminina. Talvez ainda se lembrem do caso recente da Mahsa Amini, que tinha 22 anos quando morreu sob custódia da Polícia dos Bons Costumes, como lhes chamam, por ter usado o seu hijab de forma não apropriada, o que quer que isso seja. Mas infelizmente não é o único caso. Há muitos deles, uns mais mediáticos que outros, outros que ganham ecos internacionais, no entanto. Este é um documentário, chama-se "Sete Invernos em Teerão". E segue precisamente um desses casos que ganham ecos na comunidade internacional, sobre a história de outra jovem, Rayna Jabari. É um pouco mais antigo, isto começa a passar-se em 2009. Ela tinha 19 anos quando a tentaram violar, defendeu-se com uma faca, acabou presa, submetida a um julgamento, que foi basicamente uma farsa. Esteve sete anos detida, sempre à espera do dia em que conheceria a pena de morte e acabou de facto enforcada pelas autoridades islâmicas. E por quê? Porque também, corajosamente, não aceitou retirar a acusação de que era alvo. Eu acho que é, sobretudo, um filme que vale, como calcularão, não tanto pela nota artística, não tanto pelas virtudes técnicas, mas sobretudo pela importância da história. É uma história que remonta a 2014, é o desfecho disto, apesar de a família obviamente ter conseguido fugir para a Alemanha. A realizadora, aliás, é alemã, Stefanie Niederzoll, penso que é assim que se diz, que recorre aqui a muitas imagens captadas de forma amadora também pela família e que lhe permitem fazer este documentário. Eu penso que ele vai ser exibido em duas sessões/evento. Neste caso, o que vão apanhar ainda depois destas sugestões irem para o ar, é sobretudo a de 17 de novembro.
Esta segunda-feira.
Exato. Portanto, se puderem, no Cinema City em Alvalade, passem por lá. Depois, chega também esta semana o novo filme do Jafar Panahi, que penso que é um senhor que neste momento já dispensa apresentações. "Foi Só um Acidente". Eu acho que a crítica do nosso Eurico Barros é muito ilustrativa, não só da importância do realizador, mas também deste detalhe curioso que é a forma como o automóvel é tantas vezes vital no cinema iraniano. Esta coisa de espaço de liberdade e de refúgio. Para nós pode parecer só um detalhe, até uma comodity com pouca importância, mas é absolutamente extraordinário. Aliás, o Jafar tem um dos seus filmes premiados, o "Táxi", gravado clandestinamente dentro de um táxi, que é uma coisa extraordinária pensarmos nisso em 2025. Ele aqui volta a fazer deste veículo, literalmente um veículo importantíssimo para a sua crítica violenta ao regime de Teerão, e sobretudo para contar, acredito eu, uma bela história dentro de uma carrinha velha onde se passa boa parte da ação. Portanto, em podendo, ir ao cinema.
Muito bem, é sempre uma boa dica. Pedro Boucher Mendes, não sei por onde é que queres começar. Tens imensas coisas para falar.
Tenho várias coisas. Dois livros do Stephen King. A 50ª edição dos 50 anos.
Edição especial, não é? De 50 anos.
"A Hora do Vampiro", "Salem's Lot", o segundo livro do Stephen King, saiu agora pela Bertrand. Quem ainda não começou, sobretudo quem tem 15, 16, 17, por aí, podem oferecer este livro, que é uma boa forma de entrar no mundo de Stephen King, que é de facto um escritor absolutamente extraordinário e que se fartou já de escrever e de publicar. O Stephen King escreve tanto que até escreve com pseudônimo. Um deles é Richard Bachman.
É um bom nome.
Tem este livro, "The Running Man", há um filme, também acho que esteve esta semana, creio eu.
Havia um clássico com o Schwarzenegger, não é?
Não, era? Não sei. Esteve agora um filme.
Uma adaptação disto.
Disto? Com o Schwarzenegger?
Sim, é dos anos 80.
Dos anos 80?
Sim, eu vou-vos dizer o nome.
É um livro que se passa em 2025, o Stephen King escreveu.
Em português chama-se "O Gladiador". É um filme de 87, se não me engano.
No fundo, o personagem anda a correr e anda a fugir de quem o quer matar. É um jogo, etc. É outra maneira de se entrar na obra de Stephen King. "The Running Man", por um lado, e pelo outro, "Salem's Lot", "A Hora do Vampiro". Bom, dito isto, estava eu muito bem.
Eis senão quando. Estava eu posto em descanso, caio em comicho.
Estava eu muito bem à espera do Pluribus na Apple TV+.
Estou-te a imaginar no sofá com o comando na mão assim, olha.
A roer as unhas. Não, fui acometido por uma coisa que raramente sou acometido, porque eu tenho um caderninho com uma lista, sempre.
Claro que tens.
Que é aquele: "Não há nada para ver". Quando as pessoas começam a refilar com os streamers.
Espera aí, desculpem interromper, mas tu pões num caderninho, não pões naquelas listas que as plataformas têm?
Não, eu sou uma pessoa que não consigo. Eu não faço avisos, não consigo. Notas no telefone, não consigo. Sou uma pessoa de papel, lápis e caneta. E ainda por cima, queres saber mais?
Claro, sempre.
Tenho uma particularidade que é não conseguir desperdiçar papel. Então muitas vezes essas coisas são escritas nas costas de contas de restaurantes.
As tuas secretárias, mesas, entenda-se, estão cheias de papelada.
Na Prime, que é talvez a plataforma que pior comunica, não é?
Sim, percebo.
Encontrei a "Operação Mincemeat", que é a "Operação Carne Picada", mas que em Portugal se chama "A Operação Secreta". E que é inspirada no livro do Ben McIntyre, que é um escritor muito traduzido em Portugal, com os seus livros sobre espiões e sobre serviços secretos e essas coisas todas. Este é um ótimo filme com o Colin Firth e um leque, um rosário de atores ingleses magníficos, que temos visto em outras séries, sobre uma operação verdadeira durante a Segunda Guerra Mundial, na qual os britânicos arranjam um cadáver, criam uma identidade, incluindo cartinhas de uma namorada, enchem esse cadáver de cartas falsas secretas, conseguem que esse cadáver dê à costa em Cádiz, de forma a enganar os alemães. Ou seja, aí dizem que vão invadir a Sicília, mas na verdade vão invadir a Grécia, ou vice-versa, já não lembro bem. Mas o livro é sobre a operação em si, sobre as dinâmicas dos vários personagens. Um é da Marinha, outra é não sei o quê, depois a outra é da resistência. É engraçado, estão sempre a escrever à máquina, elas. Sempre muito bonitas e sempre a escrever à máquina, sempre a fumar. Enfim, bons tempos para as mulheres.
Tempos de igualdade.
Vê bem isto: bons tempos para as mulheres.
Quando os homens estavam sempre de farda.
Bonitas a bater à máquina.
Como é que estávamos a falar do Irão no início .
Os homens estavam sempre de farda a beber uns ótimos uísques e elas sempre a bater à máquina de saia, pelo joelho. Enfim, bons tempos.
Agora já nem máquina, nem cigarros, nem coisa nenhuma.
É um daqueles filmes à antiga, aqueles filmes que nós víamos com os nossos pais, em família. Não sei se isso acontecia convosco.
O meu pai gostava mais de ver filmes do Trinitá.
Mas pronto.
É verdade.
"Why not?" Está na Prime, a "Operação Secreta" ou a "Operação Mincemeat". Se não encontrarem, procurem por Colin Firth.
Há nomes que deviam ser proibidos de serem usados nessas coisas.
É isso. E ainda.
Um magnífico automóvel.
Aterrou mais um documentário hagiográfico com H na Netflix, neste caso dedicado a Eddie Murphy. Tem um nome qualquer, tipo: "Olá, eu sou o Eddie". Tem um desses nomes.
Sim.
Eddie's Story.
Ou Eu, Eddie.
Sim, é um desses nomes. O Eddie Murphy foi muito importante, creio eu, na vida da garotada nos anos 80.
Na minha foi.
Na minha também.
Por causa do "Beverly Hills Cop", do "Trading Places", do "O Príncipe de Nova Iorque", uma série de filmes.
Sai muitas falas decor, todos os dias.
E depois, as novas gerações talvez o conheçam do burro, do Shrek. Eu não sabia que ele era antidrogas e antiálcool. Enfim, de alguma forma pensei que toda aquela malta se metesse nos copos e ele não, pelos vistos. Há algum ressentimento no seu percurso. Ele já tem 60 e picos, está em ótima forma, está sempre a falar dos filhos. Ele tem para aí 500 filhos, acho eu.
São 10.
Sim, pronto.
São muitos.
São mesmo.
São 10.
E algum ressentimento de nunca ter vencido um Oscar. Depois a dada altura, ele é nomeado para um Oscar de melhor ator secundário e perde.
É com o "Dreamgirls".
Isso. "Mas eu não ligo aos Oscars" mas pelos vistos liga bastante.
Exato.
O documentário é bom para quem se lembra do Eddie Murphy e gostava do Eddie Murphy como "stand-upper", como comediante, como nós em Portugal conhecemo-lo via os filmes que eu citei. Mas é mais um postal destes documentários que têm surgido. Já na semana passada falei do Ozzy Osbourne. No fundo, as estrelas vivem numas casas inacreditáveis.
Sim, a grande estrela do documentário é a casa.
Isso.
Que é mostrada de todos os ângulos possíveis.
Mas eles são pessoas normais. São como eu e o Bruno.
Isso é uma coisa, eu vou aproveitar, faço conta que é também a minha sugestão.
Já acabai.
Não, mas é a nossa sugestão. Temos aqui uma sugestão em comum. Há aqui uma valorização desse aspecto do Eddie Murphy não ter dado cabo da vida dele, ao contrário de muitos outros ícones negros que brilharam naquela altura, e fala-se no documentário da Whitney Houston, do Prince e do Michael Jackson, já todos morreram.
E do Richard Pryor.
Que era mais velho, mas desta geração dos anos 80, que abre, de facto, portas para uma geração que vem depois, que ganha Oscars e tem muito sucesso em diversas plataformas. Dessa geração, eles são os mais importantes e no cinema, o mais importante é mesmo o Eddie Murphy. E vê-se que há um certo prazer na sobrevivência, ou seja, dele não ter seguido aquele caminho autodestrutivo dos outros. E ele explica por quê. Ele diz: "Porque eu amo demasiado, gosto demasiado de mim para ter seguido esse caminho". Mas nós percebemos também que é uma lotaria, é a lotaria genética. Ele nunca teve essa tendência para o consumo, para os vícios, e isso permitiu que ele chegasse a este ponto Com uma vida muito estável, aparentemente muito estável do ponto de vista financeiro. Ele que teve vários insucessos e vários pontos baixos ao longo da carreira, uma pessoa podia pensar: "Se calhar o Eddie Murphy agora está na miséria". E ele conta com uma certa autossatisfação como pagou o funeral de algumas estrelas, atores e comediantes negros. Ele diz: "Eu não percebo como é que chegaram ao fim da vida sem terem dinheiro sequer para o funeral". E presume-se que ele está a dizer: "Comigo isso nunca aconteceria". Portanto, ele é um tipo muito organizado, um empresário de si mesmo e que nota-se algum ressentimento, que eu nem acho que se justifica.
Ele puxa muito pela música, por exemplo. Ele nunca teve muito sucesso na música.
Na música. Cá em Portugal nós nunca-
Vejo o documentário e é uma coisa esquisita, já que estamos aqui a analisar. Aparece a mulher dele actual, não fala para a câmara, aparece assim durante cinco segundos. "Somos muito felizes".
Mas não se fala, por exemplo, da relação que ele teve com a Mel B. Aliás, tem um filho da Mel B das Spice Girls. Não se fala de muitas coisas. Isto não é bem um documentário, é uma entrevista.
Exato.
Quase uma autoentrevista, para não dizer uma auto outra coisa qualquer.
Que é o formato que está na moda.
Está na moda. Tudo bem, eu acho que é uma personalidade importante e ele tem aquela importância toda nos anos 80, na comédia, para os atores negros. Acho que em certos aspectos é um génio. Para os portugueses que não o conhecemos, quer do Saturday Night Live, quer depois do stand-up, ajuda a conhecer. Eu por acaso já vi os dois espetáculos, acho que se encontram.
"Raw" ou "Disintegrate".
"The Lix".
"Disintegrate" é uma coisa assim. É o primeiro.
E são muito bons. O Dave Chappelle entra neste documentário/entrevista e percebe-se que há, de facto, aqui uma continuidade entre o Richard Pryor, o Eddie Murphy e o Dave Chappelle, mas o Eddie Murphy naquela altura, de facto, quebrou uma série de barreiras e acho que merecia até mais. Talvez isto seja mais controlado por ele, mas eu acho que merecia documentar melhor.
Falta aqui meter mais uma cavilha, Bruno, não sei se me podes ajudar. Fala imenso da mãe e do padrasto ao princípio, como figuras importantes e positivas, e depois não dizem: "Minha mãe morreu e eu chorei". Não se percebe bem.
É muito incompleto. Por isso é que eu acho que não é bem-
Mal montado, talvez.
Ó Maria, vamos ter que ver isto?
Sim.
Sim, mas eles estão a dizer na verdade que está muito mal feito.
Não, no género autoentrevista.
Eu não tenho tempo para tudo, vocês decidam.
Sim, Bruno, antes de continuares com as tuas dicas.
Não, vai.
Descobri uma coisa muito interessante, que é: há um livro, julgo que foi publicado agora, que se chama "Two of Me", que é um livro da Eleanor Coppola, que era a mulher de Francis Ford Coppola.
É muito interessante, porque ela é uma figura sempre das mais escondidas dos Coppola.
Exatamente.
Exatamente.
E é um livro em que ela explica mais ou menos daquilo que eu percebi. Fiquei muito curioso com este livro, como é que foi a vida dela e como é que foi a vida do casal e da família. Por um lado, o lado privado e familiar, e depois, e ao mesmo tempo, o lado dos filmes e do cinema.
E em que ela esteve muito envolvida, em particular no "Apocalypse Now", que há um documentário, agora não me recordo do título, mas que praticamente só usa imagens que ela foi gravando durante as filmagens do "Apocalypse Now".
Exatamente. O livro é publicado pela A24. E esta é que eu também não estava à espera. Já estão a perceber as voltas que isto dá. Mas fiquei muito curioso.
Em português, não?
Não, pelo menos até ver, que eu saiba, não. Mas fiquei muito curioso com isto. Depois, queria lembrar aqui os amigos e tudo o que é beatlemaníaco, que vem aí imensa coisa Beatle agora estas semanas. Na HBO estreou no final da semana passada o documentário "One to One: John and Yoko", sobre, imaginem, John Lennon e Yoko Ono. No dia 21 sai o novo disco da série "Beatles Anthology".
Ainda rende.
Há muita coisa que não tinha saído. E no dia 26 há um novo episódio, também da antologia, aquela que saiu nos anos 90, na Disney+, e toda a série fica disponível em streaming, se quiserem ver ou rever, caso não saibam. E é isto. Bruno Vieira Amaral, tens coisas para sugerir às pessoas?
Tenho duas coisinhas. "Frankenstein" já está no número um da Netflix, é o novo filme de Guillermo del Toro, com o Oscar Isaac e Jacob Elordi, não sei se é assim que se pronuncia corretamente.
Ele é um grandão.
Ele é enorme.
Já viste imagens?
É o do "Euphoria", o petit.
Já viste imagens dos dois lado a lado?
Já vi.
É muito divertido.
Eu até pensei que aquilo era mais efeitos especiais, mas percebi.
Não, porque o Oscar Isaac também não é muito grande.
Eu vi do Leonel João Vieira e do Marques Mendes. É tipo isso.
Olha!
É uma fotografia semelhante.
É mais ou menos.
O Oscar Isaac não é tão baixo como o Marques Mendes.
Não é.
Mas se calhar o desequilíbrio pode ser parecido.
Olha, eu não sou-
Assimetria, como nós dizemos
Eu não sou um grande fã do Guillermo del Toro. Não significa que não goste, digo que não sou um grande fã.
Certo. Eu identifico-me com esse sentimento.
Não comecem já a usar aquele e-mail novo para insultar.
Não, é que às vezes as pessoas dizem que eu não sou um grande fã e acham que eu não gosto. Não, é que não sou um grande fã daqueles realizadores.
É ser um fã médio. Não é um Christopher Nolan.
Gosto de alguns filmes.
Não é um Christopher Nolan.
Por exemplo, eu gostei até deste e já percebi que os verdadeiros die-hard fans do Guillermo del Toro parece que não gostaram assim muito.
É.
Mas eu estava a ver aquilo e o conteúdo em si, ok. A história e aquela tendência para o romantismo.
A história também não é nova.
Também não é nova, claro.
Tu achas que ele dá ali boas pistas?
O que me impressionou, de facto, foi a produção.
Sim, verdade.
Aquilo que se diz produção de arte, que é de facto extraordinário. Eu estava a ver o filme e estava a pensar: "Será que estes tipos fizeram tudo isto em computador?"
Os cenários, o guarda-roupa.
E depois há um documentário, um making of, que acompanha o filme, que também está na Netflix, e que me satisfez essas dúvidas. Não, aquilo é tudo feito por artesãos.
Ele não quis computador.
E é extraordinário, numa época em que não sentes a densidade das coisas, a textura das coisas do mundo real, veres alguém que ainda valoriza isso, porque não só estás a dar trabalho a muita gente e as pessoas que fazem esse trabalho, por exemplo, as maquetes do edifício que explode, são extraordinárias, são objetos de arte, de facto, extraordinários, mas também, para além disso, de empregar pessoas, o que é sempre bom, dão ao espectador uma grande sensação de realidade.
Todos os momentos em que aparece sangue no filme, aquilo está super bem feito.
Visualmente, é um regalo, um pitéu. Eu sei que mete muitos cadáveres, mas estamos a falar do Frankenstein. É um clichê, mas é visualmente arrebatador e é pena que, muito provavelmente, não venha a ser exibido.
Dava um bom IMAX aquilo.
Claro. É muito bom nesse aspecto. Não vou estar aqui a discutir o lugar que o filme ocupa na obra do Guillermo del Toro. Não tenho estudos para isso. Não sou um conhecedor assim tão profundo da obra dele, mas gostei, ao contrário de algumas críticas que já ouvi. Última sugestão. A Maria já tinha falado aqui há umas semanas.
"Nunca é Demais".
Do Daniel Jonas, o livro "A Justa Desproporção". O que eu tenho a dizer é: eu, quando for grande, quero escrever livros assim.
Pronto.
Aquilo não é crônica, não são ensaios.
É assim um híbrido.
E ele chama de quase ficção. E é isso mesmo, escrever do que nos apetece. Às vezes três páginas, às vezes duas, às vezes umas linhas e à vontade do freguês ou, neste caso, à vontade do produtor. E eu recomendo muito. Editado pela Companhia das Letras, não estou errado?
Acho que sim.
Muito bem, sugestões entregues, estão sempre disponíveis em podcast e, como já tínhamos aqui avisado, também em "Nunca é Demais". Usem o nosso e-mail popup@observador.pt e escrevam-nos com perguntas, comentários e dicas para futuros temas. Voltamos na quinta-feira. Até lá.