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Abrimos aqui mais um relatório de jogo. Esta noite, um relatório de jogo europeu com a estreia do Sporting Clube de Portugal na Liga dos Campeões, versão 2026/2027. Para entregar este relatório de jogo e na análise ao jogo, os comentários do Gabriel Alves conosco. Gabriel, boa noite.
Boa noite.
O Sporting que, de facto, neste jogo tem duas caras, duas faces. A primeira parte, e vamos começar por aí, Gabriel, do Sporting não foi efetivamente positiva.
A entrada calamitosa do Sporting no jogo. Posicionamento taticamente perdido, desconcentração completa, individual e coletivamente, à beira de poder ser um descalabro. E com o gol sofrido, um gol madrugador.
Logo aos cinco minutos.
Até desenhava-se uma tempestade face àquilo que o Sporting jogava, face aos movimentos, à velocidade, ao coletivo, à circulação de bola, às mutações táticas, isto é, ora jogo programado por banda dos turcos, ora através de passes longos e verticais. Portanto, o Galatasaray prometeu, mas acabou por ser incapaz de concretizar. E obviamente, naquele momento em que o Sporting estava em pior situação, não o conseguindo concretizar, deu um bocado de espaço para que o Sporting, a partir dos 19 minutos, conseguisse acertar as marcações, tranquilizar um pouco algumas unidades com especial atenção para Doumbia e Katam.
Demorou 20 minutos a acordar o leão.
A acordar. E depois há a questão de marcar um gol. Aliás, naquilo que é a primeira jogada do Sporting no jogo, portanto, 23 minutos ou 22, a verdade é que ganhou confiança a partir do gol e estabilizou, de alguma maneira, independentemente da equipe do Galatasaray ter, ainda na primeira parte, continuado a ser até o final, a equipe mais perigosa até o final dos 45 minutos. Mas é um gol, portanto, uma jogada bem desenhada. Portanto, uma jogada onde Adraoo, Guaresma.
A partir da esquerda.
É. Guaresma que adiantou-se no terreno, Doumbia, de novo Araujo e depois Katam. No meio, eu diria, de uma pequena selva, a área turca, teve a decisão, a convicção, a capacidade de poder desferir um remate que acabou por dar a igualdade e tranquilizar, pelo menos, se há que tranquilizar, isto é, dizer aos jogadores: "Calma, que conseguimos." O intervalo foi bom. Segunda parte, retificou o Sporting posicionamentos.
Bastante diferente daquilo que foi a entrada do Sporting na primeira parte.
Retificou posições, portanto, acertou marcações. Portanto, muito mais capacidade e muito mais atenção, muito mais concentração, principalmente naquilo da reação à perda da bola. Portanto, saindo bem, quer em jogo associado, quer em jogo esticado, com transições rápidas, com Suárez a sair muito bem e com o Luís Guilherme num futebol aquele de estrada, parece que vai na estrada. Muito bom. E a verdade é que há duas faltas, não é? E saem dois gols de bola parada. O primeiro, uma falta sobre o Suárez que dá a grande penalidade. Muito bem marcado o penalti por Suárez. Eu diria Suárez à maneira dele. Marcou um penalti fantástico de colocação, de força, portanto, muito bem Suárez.
Um penalti ganho por ele próprio.
Por ele próprio. E depois o Salazar, que na primeira parte.
É o momento da noite.
É o momento da noite, porque de facto é muito bonito e acho que a Europa toda vai gostar de ver este gol.
Certamente vai correr toda a Europa, já está a correr.
É um gol fantástico, chamado golaço, o que quiser. E é, de facto, o momento em que Salazar diz: "Eu estou cá". É, de facto, um remate com a parte interior do pé, com a bola a levar colocação, dimensão. Portanto, muito bem, nem força a mais, nem força a menos. Aquilo que é de um artista que sabe tocar a bola, que sabe onde a colocar, portanto, enquadramento entre os paus, sem hipótese para o guarda-redes contrário.
Como disse o nosso adepto do Sporting, o Nuno Mourão, durante o relato, o Salazar parece que é feito para estes jogos. Não sei se concordas, Gabriel.
Sim, para estes jogos, sim. Mas hoje a primeira parte dele foi uma primeira parte sem luz.
Demorou.
Demorou, mas aqui muito bem e, portanto, muito importante, porque com este terceiro gol, o Sporting estabilizou. O Galatasaray acabou por perder o meio-campo, perdeu aquilo que o Sporting não tinha tido, isto é, ele é que perdeu a disciplina tática. O seu jogo de conjunto de passe desapareceu e o Sporting controlou. Eu diria, a partir deste gol, o Galatasaray foi eliminado do jogo.
Sim.
Esta é a minha opinião. E as substituições que acabou por fazer não trouxeram nada de positivo.
A saída do Sané pelo Rafael Leão acho que é completamente ao lado, não é, Gabriel?
Sim, Rafael Leão, o Galatasaray jogou com 10. Jogou contra os jogadores. O Rafael Leão um zero à esquerda da vírgula. No fundo, um pouco à semelhança daquilo que vinha fazendo no futebol italiano já há uns tempos a esta parte e daí que também não fosse novidade, não fosse surpresa.
Uma carreira claramente a crescer.
Sim, quando é um jogador cheio de potencialidade, cheio de capacidade e talento. Mas o talento tem que ser trabalhado, tem que ser determinante naquilo que é a nossa profissão, seja em que área for, e parece-me que neste momento o Rafael Leão está muito aquém disso.
A vitória do Sporting, sim, sobre o tetracampeão turco. Há que realçar isso, Gabriel, porque o Galatasaray chegava com esse estatuto de tetracampeão.
Sim, e uma remontada depois do temporal que sofreu.
Os tais primeiros 20 minutos.
Os tais primeiros, aquela entrada que eu disse que foi um descalabro e obviamente que repito e sublinho. Dizer que no meio disso tudo há alguns jogadores que merecem uma nota. Na primeira parte o Ndombé. Bom nível, mesmo no pior período. E o Catamo. O Catamo sempre com aquela garra, determinação, foi o jogador antes de quebrar que torcer, percebendo tudo o que estava a acontecer.
Ele também aparece sempre nos grandes jogos, o Catamo.
Muito bem, Catamo. Muito bem. Depois de dar aqui nota naquilo que é o jogo no seu global, uma nota positiva ao Suárez. O goleador, o cafeteiro, está a reaparecer. Não só pela grande penalidade que converteu e de que foi o castigado pelo adversário, mas por aquilo que ele jogou, pela dimensão que trouxe ao jogo, pela forma como se desmarcou, pela forma como quando foi preciso ser associativo, foi associativo. Está a ressurgir o Luís Suárez, que tanto encantou durante a época passada, e que eu conheço muito bem enquanto futebolista, vindo do futebol espanhol, onde o acompanhei de forma particular, quer no Granada primeiro, quer mais tarde no Almería. Uma nota também para o Catamo, que manteve, na minha opinião, a segunda parte de tudo aquilo que houve de melhor, ainda melhor, aquilo que já tinha deixado expresso no primeiro tempo. Para o Luís Guilherme. Olha que o Luís Guilherme, eu já falei dele, naquele chamado futebol de estrada, de rua, eu diria mais de estrada do que de rua.
Ele fez os 90 minutos, ficou em campo todo o jogo.
E bem, muito vertical, que é muito importante, muita profundidade, acompanhando muito bem as transições, portanto especialmente na segunda parte, e até se Suárez não tivesse sido egoísta, poderia ter havido um gol ainda antes do gol apontado por Zalazar. Portanto, acho que são notas que devo dar. Gestão de Rui Borges bem, dado o número de jogos que o Sporting obviamente tem. Portanto, com a partida controlada, Rui Borges fez a gestão normal, quer no meio-campo, quer na defesa, quer na própria dianteira. Muito bem. E quem entrou não retirou solidez, não retirou capacidade ao Sporting perante um Galatasaray que o Sporting à remontada anulou por completo.
A vitória portuguesa do Sporting por três bolas a uma sobre o tetracampeão turco, o Galatasaray. Para fechar o nosso relatório de jogo, vamos ao habitual menos e mais. Gabriel, vou começar pelo negativo. O que foi para ti o pior deste jogo?
A entrada do Sporting no encontro. Foi de facto calamitosa e direi, foi o melhor momento da equipa do Galatasaray. Mas foi um descalabro. Eu diria, podia ter sido uma tempestade para o Sporting este jogo, naqueles primeiros minutos, se o Galatasaray tem concretizado a superioridade em golos que manifestou até ao minuto 20.
E agora relativamente ao mais, o que ou quem foi o melhor para ti esta noite?
Olha, eu já fiquei aqui alguns futebolistas, portanto alguns jogadores. Gostei na equipa do Galatasaray, e começo por aí, do Sané, porque é de facto um jogador magnífico. Sobressai. É normal e natural, porque até quando esteve na relva de Alvalade, e uma chamada de atenção, a relva das equipas portuguesas nos campos portugueses não anda bem e quando se está na Europa é preciso ter cuidado, porque é uma amostra daquilo que é o futebol no país. Porque tu tens que ter bons relvados para teres bom futebol.
Sim, vai claramente para a nota a menos também, a parte do relvado.
Exatamente. Mas o Sporting deixou uma boa nota, esta é que é a verdade, até pelo facto de naturalmente ter obviamente feito a remontada, que é sempre em futebol algo muito bem dimensionado. Quero, portanto, nota máxima, porque tenho que a dar sem margem para dúvidas ao Zalazar com o gol que já aqui mencionámos e elogiámos, porque é na verdade um momento. É aquele tipo de gol que não se aplaude de qualquer maneira. Pula-se da bancada para se aplaudir.
Está entregue o relatório de jogo por parte do Gabriel Alves a este triunfo por três bolas a uma do Sporting sobre o Galatasaray. Gabriel, obrigado, boa noite.
Boa noite a todos os observadores.