Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Relatório de jogo da Rádio Observador, 33ª jornada, penúltima jornada do nosso campeonato e o lanterna vermelho, já despromovido, AVS venceu em casa por três bolas a uma, o recém-consagrado campeão nacional de futebol do Porto. Apenas a terceira vitória pros homens do AVS neste campeonato e apenas a segunda derrota para os comandados de Farioli na presente edição da nossa liga. Num jogo em que o Porto começou com o domínio, mas em que o Aves começou logo por ser mais eficaz e talvez também a mostrar que estava um espírito no ar em que podíamos ter aqui uma espécie de encontro dos extremos pra inversão das coisas.
É verdade. Sim, o Futebol Clube do Porto entra melhor no jogo, com muitas mudanças e, portanto, Francisco Farioli aproveitou este jogo para dar aqui minutos a alguns jogadores.
Também entrou em fase de testes, de alguma forma.
Sim, ou seja, jogadores que eu acho que estão, alguns deles, em dúvida, acredito eu, na cabeça do treinador, perceber um cadinho como é que reagem a este contexto e assumir a responsabilidade. E a verdade é que o Futebol Clube do Porto eu acho que até nem entra mal no jogo, até entra a agarrar na partida, a tentar colocar alguma pressão no Aves F.C.AD, principalmente ali pelo corredor esquerdo onde pairou mais o Moura, o Mora também, e o Borra. E a verdade é que depois temos essa bola parada que dá o gol ao Aves F.C.AD. E eu creio que esse momento dá-nos logo aqui, se calhar, uma análise clara de uma questão que me parece importante: a fragilidade do Futebol Clube do Porto neste jogo na bola parada defensiva. Não é muito habitual. Acho que a equipa sentiu muito a ausência do Diogo Costa e do Ureña principalmente. E percebeu-se também que existia alguma desconcentração em momentos que não são muito habituais. O Futebol Clube do Porto é uma equipa muito competente também na bola parada, ganhou muitos jogos desta forma, e acabou por também segurar muitas vantagens desta forma também. E hoje foi uma equipa excessivamente permeável nessa abordagem. Aliás, o primeiro e o terceiro gol surgem de bola parada.
E também pouco intensa na abordagem às segundas bolas, na luta pelas segundas bolas, e Farioli acabou por mencionar isso mesmo na zona de entrevistas rápidas, que foi também fundamentalmente uma diferença na atitude, na intensidade desses momentos.
Sim, aliás, o primeiro gol também surge daí. Eu até vou acrescentar isto, porque na primeira parte e no início, quando o Futebol Clube do Porto entra bem, entra bem, mas o Aves estava a ganhar muitas segundas bolas ali a meio-campo e sentiu-se que havia muito querer. E, portanto, a tal questão que até falámos, e eu reforço aqui no relatório, de ter sido uma exibição muito digna da equipa do Aves F.C.AD, é um momento em que a equipa está claramente bem. Vamos ser claros, o Aves vem de um momento ordinário.
Nos últimos cinco jogos, três empates e duas vitórias, que não é propriamente o registo de jogos que uma pessoa espera ver na equipa que está em último lugar no campeonato.
Sim, e apenas duas derrotas num passado mais recente, desde março.
E sob a direção João Henriques, apesar da descida, esta segunda volta é a melhor volta da história do AVS na Primeira Liga, em termos de pontos conquistados.
Portanto, lá está, há aqui muitos fatores importantes e mesmo esses jogos, o empate com o Sporting, a vitória ao Futebol Clube do Porto, agora a vitória também antes deste jogo frente ao Nacional fora, que é um terreno difícil, o empate em Vila do Conde com o Rio Ave, que também cresceu muito nesta segunda volta. Portanto, são resultados que eu acho que dão aqui margem, não só para o João Henriques, se calhar, acreditar que pode manter o posto, se o próprio treinador entender e tudo mais, claro, mas acho que há aqui margem pro treinador também acreditar que é possível.
O CSAP não se dissolve neste caso, porque é uma coisa comum, quando os clubes desligam assim da sua matriz para abraçar um projeto à parte. Recordo do caso do Belenenses, que acabou por gerar uma divisão e a equipa da Sada acabou por desaparecer.
O clube, pelo menos, já emitiu um comunicado a dizer que vai investir para a equipa voltar à Primeira Liga na próxima temporada. Portanto, haverá essa ambição, pelo menos. Agora, quanto a hoje, acho que foi um jogo muito bom do Aves F.C.AD, muito interessante. A equipa defensivamente também se aguentou bem. O Futebol Clube do Porto eu acho que até criou ali oportunidades e podia efetivamente ter tido outro tipo de resultado, claro que sim, mas também não podemos dizer que esta vitória do Aves F.C.AD é injusta, porque não acho que seja. O Aves criou situações, mesmo com o gol do Futebol Clube do Porto, foi outra vez pra cima, depois há o momento de inspiração do Rony, que é um gol extraordinário, o primeiro bis da carreira do Rony e logo um gol estratosférico, um dos grandes gols desta Primeira Liga. E quando sentíamos que o Futebol Clube do Porto estava a querer chegar a esse gol do empate, a tentar aproximar-se, a tentar chegar com maior acerto à baliza do Adriel, temos outra bola parada, e aqui o Cláudio Ramos não fica nada bem na fotografia. O Aderlan, que tinha entrado para segurar a equipe na bola parada defensiva, acabou por ir lá à frente e fazer o 3 x 1. Portanto, dito isto, é um Futebol Clube do Porto que não esteve ao seu nível, isso é claro.
E se pusermos aqui um pequeno dado, é que o Futebol Clube do Porto, por exemplo, frente ao Benfica, o Sporting e o Braga, nos jogos que teve, fez 12 pontos no total. Ora, contra os atuais três últimos, os mesmos pontos, 13 pontos. E recordo que a única derrota para além desta do Futebol Clube do Porto tinha sido frente ao Casa Pia, que também está a lutar pela manutenção.
É, olha, temos muito disto nesta época, a verdade é essa. O Sporting tem dois empates comprometedores com o Tondela e com o Aves F.C.AD também, agora recentemente. O Benfica tem vários pontos perdidos com equipas que estavam a lutar.
Casa Pia foi um empate, por exemplo.
Casa Pia foram dois empates.
Dois empates.
Portanto, tem empates sofridos no fim também com o Santa Clara, com o Rio Ave, equipas na altura até estavam muito mal classificadas. Portanto, esta é uma lógica que eu acho que está a chegar às três equipas, cada uma com as suas proporções mais negativas, mas o Futebol Clube do Porto, claro, nesta fase, acho que também é um jogo diferente. E portanto, no fim das contas, vai estar esta derrota, mas esta derrota tem muito que se lhe diga.
Houve também aqui a expulsão de Pepito, que já chegamos a falar disso, mas não deixa de ser interessante que os gols apontados pelo AVS tenham sido apontados por jogadores que quase já não marcavam há dois anos. O gol que selou o resultado em 3 x 1 chegou por Aderlan Santos, que se estreou a marcar pelo AVS ao 30° jogo e o tipo já não marcava há quase dois anos, quando ainda jogava a serviço do Rio Ave, num jogo a contar para a Taça. E no caso de Rony, que bisou pela primeira vez na carreira e chegou aos oito golsJá não marcava quase há dois anos. O último gol tinha sido em julho de 2024 pelo Atlético Goianiense, no Campeonato Brasileiro. Também uma espécie de maldição quebrada para estes jogadores num jogo importante, num jogo em que iniminemente talvez já não pudessem se subtrair de alguma coisa, fica também este ponto bonito na carreira de cada um.
Sem dúvida. É um jogo com muita história.
E nós aqui a dizer que poderia não trazer nada. Ao menos isso.
É verdade. Foi um jogo muito interessante e é um jogo com história, mesmo a questão do Aves nunca ter marcado um gol que seja ao Futebol Clube do Porto, hoje faz três e é a única equipa, a par do Vitória, na Taça da Liga, que consegue marcar três gols ao Futebol Clube do Porto nesta temporada.
Temos também Dennis Güle, que apontou o seu quinto gol e que apenas fez gols no campeonato para o Futebol Clube do Porto fora de casa, que também não é um dado muito comum entre pontas de lança.
Não percebi.
O Dennis Güle acabou de chegar ao quinto gol no campeonato e todos marcados fora de casa.
Exatamente. Portanto, o Dennis Güle claramente ganhou o posto ao Moufi. O Moufi hoje nem ter entrado, acho que indicia claramente que chegou ao fim o percurso dele no Futebol Clube do Porto. Não teve sequer essa oportunidade. E eu creio que Farioli aproveitou outra vez para dar mais andamento ao Dennis Güle, que é um jogador mais jovem, um jogador que pertence ao clube, e vamos ver o que vai acontecer. Mas a verdade é que não sendo um goleador nato, não sendo um fora de série, foi um jogador que nesta fase em que não havia De Jong, não havia principalmente Samu, aguentou um bocadinho o Futebol Clube do Porto como homem referência. Eu acho que o Moufi não deu para segurar e garantir os mínimos suficientes para ser um jogador importante para o Futebol Clube do Porto na frente de ataque. O Dennis Güle acho que sim, acho que assegurou os mínimos para, pelo menos, deixar uma dor de cabeça para o Farioli na próxima temporada. Acabou por ser um jogador importante em alguns momentos.
Resta saber o que foi para ti o melhor. Aliás, vamos começar pelo pior. O que foi o pior esta noite? Talvez Pepic, que apesar de ter estado bem algumas ações, na primeira vez que é titular, acaba expulso?
Vou ter que colocar o Pepic pela questão do cartão, mas eu acho que o Pepic nem estava mal. Aliás, o gol do Futebol Clube do Porto tem muito do Pepic. É um jogador que precisa claramente de amadurecer. Está muito bem no gol do Futebol Clube do Porto, a forma como desmonta a defensiva do Ave Chad, percebe-se que é um defesa que tem potencial, tem capacidade técnica, mas lá está, ainda tem muitas desconcentrações e tem alguns momentos de fraqueza.
E agora, uma coisa que eu esqueci de talvez perguntar ao longo, mas também certamente uma das piores coisas que podemos incluir aqui, neste caso, foi o que aconteceu ao Ben Narek, a situação pessoal, a situação do assalto à casa. E também se notou a ausência desse padrão da defesa hoje aqui no Futebol Clube do Porto.
Sem dúvida. Eu disse logo, não sei se foi aqui no relatório, se foi durante o jogo, mas a ausência do Diogo Costa e do Ben Narek, pela segurança defensiva da equipa, pelas bolas paradas, acho que fez muita diferença, porque isto vai coincidir exatamente nos pontos mais débeis da equipa. Há jogadores que eu acho que também não deslumbraram propriamente. O Alberto hoje esteve um bocadinho mais apagado, o Fofana também não me parece que tenha feito-
Aproveitado a titularidade, que foi a primeira também.
É, ou seja, tem sido um jogador mais de impacto quando sai do banco, hoje titular não achei particularmente entusiasmante. E o Cláudio Ramos, que acaba por também estar aqui um bocadinho fora dos bons momentos da equipa.
E por falar em fora, esteve mal também fora dos postes.
Verdade. E está ligado ao terceiro gol também, de forma mais clara, e acabou por não ter a prestação que acredito que ambicionasse. Portanto, eu acho que é por aqui. Há vários jogadores que de fato não aproveitaram. Eu não vou dar a nenhum do Ave Chad, porque acho que a equipa hoje esteve muito bem como um todo.
E o melhor para ti, Mário, para fechar hoje?
Olha, tirando a questão defensiva do Ave Chad, que acho que esteve muito bem coletivamente, o Adriel é um guarda-redes também que aparece bem neste final de época. O Rodin tende ser o herói.
Já tinha feito uma belíssima exibição contra o Sporting e agora também hoje contra o Porto.
É verdade, mas o Rodin hoje, outro nível. É a exibição de-
De uma carreira
...até ao momento, claramente. E são dois gols, um deles fabuloso, portanto, o homem do jogo, nada a acrescentar e acho que há que dar os parabéns ao Ave Chad, porque faz, de fato, uma exibição muito digna e muito consistente.
Relatório de jogo entregue e assinado pelo Mário Cajica. 33ª jornada, o Porto foi até casa, já sagrado campeão, até casa do lanterna vermelha e despromovido Aves, perder por três bolas a uma, numa tarde de extremos que ao menos teve a capacidade para nos trocar as voltas. Mário Cajica, um bom descanso. Vai lá ver o clássico despacho entre Barcelona e Real Madrid, que o Barcelona vai ganhando já por 2 x 0. Um abraço.
Um abraço.