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Aula Magna cheia de lisboetas, figuras públicas e figuras do governo na plateia e no palco.
Boa noite, Aula Magna.
Marta Temido começou com um tímido olá, depois de ter sido ovacionada de pé, a única, a par de Jorge Sampaio, e logo se disponibilizou para se colocar ao lado de Fernando Medina neste combate.
Foi esta cidade que escolhi para viver e por isso aqui estou, caro Fernando Medina.
Disponível pra luta política, Marta Temido pegou numa das bandeiras de Carlos Moedas para lançar críticas.
A promessa de duas consultas por ano, uma de triagem e exames não são cuidados de saúde primários. São pensos rápidos, são um engodo.
A farpa foi aproveitada mais tarde por Medina, que na intervenção aproveitou para apontar à direita e a ambição pra cidade de Lisboa.
Se alguma coisa ficou clara ao longo destas semanas e destes meses, é que a direita verdadeiramente não ambiciona um futuro pra cidade de Lisboa. O que a direita ambiciona nestas eleições é procurar a segunda volta do jogo que perdeu na disputa do poder ao nível legislativo.
Depois do apoio da espanhola Isabel Díaz Ayuso, Medina aproveitou até para ironizar.
É preciso libertar Lisboa do socialismo. Ouviste o facto? Sentei-me ali no Martim Moniz e pensei: estamos ali no momento da conquista outra vez da cidade e do castelo.
Mas ironias à parte, o atual presidente e recandidato do PS quer mostrar-se de corpo inteiro em Lisboa.
Não pode ser um líder da oposição, não deve ambicionar esse papel. Deve ambicionar a um só, o mais importante de todos, servir Lisboa e servir os lisboetas.
Servir apenas Lisboa, diz Fernando Medina, que acumula esse capital não só pra cidade, mas também dentro do Partido Socialista.