Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O Escorpião, como chamou Francisco Pinto Balsemão a Marcelo Rebelo de Sousa, marcou presença na homenagem ao antigo primeiro-ministro. Na intervenção de Balsemão, uma curta passagem para agradecer a rápida visita.
Saúdo também, com prazer, a rápida, mas simbólica visita do senhor Presidente da República, o qual foi, aliás, ministro do oitavo governo.
Marcelo esteve à conversa em privado com Balsemão e acompanhou-o ao palco da cerimónia, mas retirou-se, como fez com Mário Soares em 2016. Ainda assim, ficou uma história partilhada pelo homenageado.
Estivemos à conversa, não estávamos em guerra, sempre nos falámos. A minha mulher recordou dos poucos tempos que passámos nesta casa, estávamos em obras lá em casa, o doutor Marcelo Rebelo de Sousa veio aqui no Natal jantar conosco, porque estava sozinho e veio jantar conosco.
Voltaria a jantar com Marcelo Rebelo de Sousa no Natal que aí vem?
Se ele estiver sozinho, com certeza.
Apesar da abertura para jantar, as picardias não passaram ao lado da cerimónia e também dos restantes protagonistas. António Costa aproveitou o papel de anfitrião para passar ao lado das minudências.
Permitindo-me a idade e também a distância destes 40 anos de não ter que me envolver nas minudências das polémicas da época, podemos olhar agora com distanciamento para o essencial que ficou.
Minudências à parte, o atual chefe do executivo lembrou algumas das medidas de um governo curto, mas importante, enquanto Mota Amaral, antigo membro desse executivo, estabeleceu a diferença entre os políticos com P grande e os outros.
Francisco Balsemão tem condições de compreender a dimensão trágica da ação política, os custos dela, os belos ideais frustrados, os confrontos pessoais, os desgostos, as traições mesquinhas. Mas é esta dura carga que tempera a virtude e enriquece a vida de quem à política, com P grande, se devota.
Balsemão com P grande, diz Mota Amaral, numa cerimónia que contou ainda com a presença de Aníbal Cavaco Silva e também de Ramalho Eanes.